terça-feira, 3 de julho de 2012

«A EXCELÊNCIA NO FEMININO»




Hoje estivemos no seminário sobre  Género e Envelhecimento,  a que nos referimos no post anterior,  e sobre o qual faremoss  texto próprio depois de arrumarmos as ideias e encontrarmos informação para  referenciarmos. Mas, desde já, foi muito útil, pelo que contemplou e pelo que nos leva a refletir sobre o que não se abordou. Realizou-se num dos edifícios da Assembleia da República. Entretanto, juntemo-nos à festa e celebremos também aqui o que precisamente a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, enunciou como «a excelência no feminino». Estamos a referirmo-nos a Ana Dulce Félix, a Patrícia Mamona e a Sara Moreira. Vejamos a notícia: Presidente da Assembleia da República felicita Dulce Félix, Patrícia Mamona e Sara Moreira - Assunção Esteves felicitou esta terça-feira as atletas portuguesas medalhadas nos Europeus de atletismo de Helsínquia. «Dulce Félix, Patrícia Mamona e Sara Moreira foram, nos campeonatos europeus de atletismo, a excelência no feminino», pode ler-se na mensagem de felicitações da segunda figura do Estado. «A esperança e a alegria devolvem-nos agora para os Jogos Olímpicos de Londres. Parabéns pelo que fizeram, boa sorte para o muito por fazer!», acrescentou Assunção Esteves.De recordar que Dulce Félix foi medalha de ouro nos 10.000 metros, Patrícia Mamona medalha de prata no triplo salto e Sara Moreira medalha de bronze nos 5.000 metros. (+). E a mensagem lá no site do Parlamento.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

GÉNERO E ENVELHECIMENTO


O post anterior é sobre envelhecimento, e, coincidências, acabado de fazer, deparamo-nos com este seminário sobre Género e Envelhecimento. E não se podia esperar para o divulgarmos porque é já amanhã, terça feira. Aqui está o convite:
A Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de
Género, Fátima Duarte, tem a honra de convidar V. Exa.
para assistir ao Seminário Final do Projeto
Género e envelhecimento: planear o futuro começa agora!
a ter lugar no dia 3 de julho pelas 9:30h,

no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República.
A entrada é gratuita sujeita a inscrição para

domingo, 1 de julho de 2012

T-SHIRT UNISEXO E MUITO MAIS

Numa das últimas Newsletters que recebo com regularidade do British Museum não deixei de achar «graça» à T-SHIRT unisexo da imagem. Melhor, à Professor Munakata unisex t-shirt. E, claro, também nos veio à lembrança quando começou a onda do unisexo, onde também haveria um desejo de igualdade de género. Mas isso fica para os estudiosos. E link puxa link e cheguei à Shared Experience do museu - um Programa para pessoas mais idosas: «A new programme for older adults. The British Museum works closely with a number of local resource centres to make the Museum more accessible to older members of the local community, who sometimes need a helping hand to make their way around the Museum’s collection». (+). E pensei como deve ser agradável para pessoas mais velhas, com limitações, participarem naquelas iniciativas que começam assim: «Afternoons at the Museum - The monthly sessions are informal drop-in sessions for over 55s which begin with a warm cup of tea and a friendly chat. The participants have an opportunity to handle objects related to the collection; these help trigger conversation and provide a chance for participants to share memories and stories with one another. They also work as a valuable resource for those that are visually impaired and therefore have additional access requirements».Eventualmente, até haverá iniciativas semelhantes no nosso país. Caso conheça alguma diga-nos, nós divulgamos. A Igualdade está para lá do género.
E talvez venha a propósito falar aqui de um magnifico (a nosso ver) filme, aliás, referenciado pelo colega Marcelo - The Best Exotic Marigold Hotel - que é sobre pessoas «maduras», já na reforma. O trailer:
Não perca, seja qual for a situação: no ativo ou na reforma. E, entre magnificas  e magnificos, tem a divina Judi Dench. De facto, acho esta atriz fabulosa, parecendo ficar cada vez melhor à medida que os anos passam.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ANÚNCIO DE EMPREGO


Isto é o que se pode dizer «dois em um»: por um lado, damos conta do anúncio da imagem acima (tratada pela colega Helena Garrett) que poderá eventualmene interessar a alguma leitora ou a algum leitor do Em Cada Rosto Igualdade ou alguém que conheçam, e, por outro lado,  aproveita-se para fazermos aqui um apontamento sobre «Anúncios de oferta de emprego x Igualdade de género». Recorramos ao site da CITE onde poderemos ler:    
Como redigir anúncios de ofertas de emprego ou formação profissional?
Para evitar discriminação e dar cumprimento ao que a Lei estabelece, a redação de anúncios de oferta de emprego ou formação profissional, deve:
  • abranger sempre inequívoca e explicitamente destinatários de ambos os sexos;
  • as profissões devem ser designadas conjuntamente no masculino e no feminino, como por exemplo: Diretor/Diretora; Enfermeiro/Enfermeira; Juiz/Juíza, ou, na forma mais abreviada, Diretor/a; Enfermeiro/a; Juiz/a;
  • nos casos de profissões cuja designação abrange ambos os géneros, deve sempre ser acrescentada a sigla (M/F) à respetiva profissão, sigla que significa Masculino/Feminino, para explicitar a igualdade de oportunidades de acesso ao emprego e formação profissional para trabalhadores(as) e/ou candidatos(as) de ambos os sexos, como por exemplo: Economista (M/F), Analista (M/F) ou Jornalista (M/F); o mesmo deve ocorrer aquando da indicação com abreviatura, exemplo: ajud. de cozinha (M/F); ajud. de cabeleireira (M/F);  (+)
No que me diz respeito, isto de refletir na minha escrita a «igualdade de género» ainda tem muito caminho para andar ... 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O PROTAGONISMO DAS MULHERES NOS PAISES DO NORTE DE ÁFRICA

De 22 a 24 de junho

Realiza-se no Jardim Gulbenkian a Festa da Literatura e do Pensamento do Norte África, uma iniciativa inédita do Programa Gulbenkian Próximo Futuro, com conferências, mesas-redondas e encontros. O Programa. Em particular, 4.ª sessão: O protagonismo das mulheres nos países do norte de África 24 de junho 2012, 19h00 - Tenda  - Michket Krifa (moderadora) (Tunísia-França) / Nawel Skandrani (Tunísia) / Olivia Marsaud (França) / Nahed Nasrallah (Egito).

terça-feira, 19 de junho de 2012

O FUTURO QUE AS MULHERES QUEREM




Do que se passa na Conferência  RIO + 20:

«A diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, e a ex-primeira ministra da Noruega, Gro Harlem Brundland, hoje (18), fizeram um chamado para a importância do papel feminino para o desenvolvimento sustentável e alertaram para os abismos de desigualdade de gênero que ainda existem no mundo. A iniciativa precede dois encontros estratégicos que acontecerão nesta semana, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
Amanhã (19), será realizado “O futuro que as mulheres querem: cúpula de líderes sobre a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres para o desenvolvimento sustentável”. No dia 21, haverá o “Chamado à Ação”, realizado por Mulheres Chefes de Estado e de Governo sobre o Futuro que as mulheres querem”. Ambos no Riocentro.
“Os líderes dos governos na Rio+20 precisam rever as questões para o empoderamento das mulheres. No rascunho do documento final, a igualdade de gênero é um tema específico, como também de seu papel nas tomadas de decisões. Até agora, a redação está positiva, mas acreditamos que não deveria ser apenas um parágrafo isolado, mas a participação femina estar inserida nos temas da água, dos oceanos e das cidades, entre outros”, reclamou Michelle». (+)

ERRADICAÇÃO DO TRÁFICO DE SERES HUMANOS (2012-2016)

 Desde logo, esta referência: «Human Merchandize is a photographic installation by Pedro Medeiros, integrated in the global project context "Human Merchanzize – Project for Human Trafficking Awareness" that Saude em Portugues - Associacao de Profissionais de Cuidados de Saude dos Paises de Lingua Portuguesa, is developing in the Center Region of Portugal». Tirado deste endereço. 
 Depois, a notícia referida pela generalidade da comunicação social de hoje, por exemplo: 

«Mulheres são as principais vítimas de tráfico de seres humanos

Comissão Europeia adota novas medidas para combater a escravatura dos tempos modernos

As mulheres e as raparigas são as principais vítimas do tráfico de seres humanos, revela a Comissão Europeia (CE), que hoje adota 40 novas medidas para combater a escravatura dos tempos modernos. Segundo a CE, entre 2008 e 2010, as mulheres representavam 79 % das vítimas (dos quais 12% eram raparigas) e as vítimas homens representavam 21% (dos quais 3 % eram rapazes).
A Comissão adota hoje a Estratégia da União Europeia para a erradicação do tráfico de seres humanos (2012-2016), um conjunto de medidas concretas e práticas que serão implementadas ao longo dos próximos cinco anos. Estas incluem o estabelecimento de unidades nacionais responsáveis pela aplicação da lei especializadas no domínio do tráfico de seres humanos e a criação de equipas de investigação conjunta a nível europeu com o objetivo de julgar e condenar os casos de tráfico transfronteiriço. Outra medida passa pelo apoio a projetos de investigação sobre a Internet e as redes sociais, pois são consideradas ferramentas de recrutamento cada vez mais utilizadas pelos traficantes». Continue no Portal Sapo. E a página da Comissão Europeia para a luta contra o tráfico de seres humanos.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

TRABALHO INFANTIL




Ontem, dia 12 de Junho, foi Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil. Saiba o que se passa no mundo e como se está a lutar contra esta realidade no site da OIT . E através da OIT - LISBOA: O dia 12 de Junho tem vindo a ser consagrado pela OIT, desde 2002, ao combate contra o trabalho infantil no mundo.
Este ano, o dia 12 de Junho focaliza-se no
trabalho doméstico infantil.
No total de cerca de 200 milhões de crianças que trabalham no mundo, torna-se difícil estimar o número dos que trabalham em tarefas domésticas ao serviço de terceiros.
Sabe-se, no entanto, que o trabalho doméstico infantil escapa, a maior parte das vezes, aos olhares exteriores e dá assim lugar em muitos casos, a formas extremas de exploração.
As raparigas, sobretudo, estão submetidas quantas vezes a longas horas de trabalho, sem repouso, sem remuneração ou auferindo quanto muito uma remuneração simbólica. Sem protecção social e jurídica, estão por vezes sujeitas à exploração, aos abusos sexuais e à violência.
Crianças privadas da frequência da escola, do contacto com a família, da convivência com outras crianças da mesma idade - crianças cortadas do mundo, crianças a quem a infância é roubada!
No caso de um jovem de menos de 18 anos ser submetido a trabalhos domésticos que apresentem perigos para a sua saúde física e o seu desenvolvimento e equilíbrio psicológicos, está-se perante aquilo a que a convenção nº 182 da OIT (1999) considera serem "as piores formas de trabalho de crianças".
Tal como preconiza esta Convenção Internacional - ratificada até à data por 150 países, entre os quais Portugal - as piores formas de trabalho das crianças devem ser interditas pelos Estados membros a muito curto prazo.
No âmbito do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, a OIT publica um estudo sobre o trabalho doméstico das crianças, intitulado "Helping Hands or Shackled Lives? Understanding child domestic labour and responses to it". A autora, Dra. June Kane, sublinha neste estudo que "o trabalho destas crianças, a mais das vezes invisível, não se resume a uma ajuda doméstica: estamos perante crianças que são empregadas num local de trabalho, mesmo se se trata de uma casa particular. Interessa, pois, trazer estas situações para a luz do dia e prestar-lhes toda a nossa atenção".

sábado, 9 de junho de 2012

IGUALDADE E DIFERENÇA

Desigualdades em Portugal - problemas e propostas  é uma obra que reune trabalhos de vários autores sobre diferentes desigualdades, entre eles: IGUALDADE E DIFERENÇA: GÉNERO E CIDADANIA EM PORTUGAL de Sofia Aboim. Sobre o livro a partir do Observatório das Desigualdades: «(...)A mensagem principal é de que a sociedade portuguesa funcionaria muito melhor se os níveis de desigualdade entre nós não fossem tão elevados. Mas também não podemos ser ingénuos, estamos na presença de uma sociedade europeia onde é patente o aumento real da polarização social entre os que têm muito e aqueles que continuam a ter pouco e em que a política económica teima em ser austera sobretudo com estes últimos, como observa o coordenador da obra.
Damos todos os sinais de ser uma democracia dual, temos aliás uma longa tradição de dualidade acentuada nos anos 60, quando se adotou o modelo de industrialização acelerada. Na prática, são os grupos de mais alto rendimento que usufruem dos predicados da participação: são eles os membros dos partidos políticos, os que encabeçam os movimentos de protesto, os que lideram as estruturas empresariais, que estão à frente dos clubes e os escolhidos autárquicos. É curioso ver como os comentadores televisivos, os especialistas que debitam permanentemente opiniões nos órgãos de comunicação social, que comparecem às conferências provêm das classes mais favorecidas, muitos deles gozam de notoriedade nas suas profissões liberais ou dispõem de empregos públicos, fixos e garantidos; é limitadíssimo o número daqueles que têm participam na construção de opinião e que têm empregos precários, remunerações baixas, direitos laborais reduzidos ou dispõem de limitado acesso à proteção social (...)».
O livro vai ficar referenciado na coluna à direita  do blogue.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

APLICAÇÃO DA LEI DA PARIDADE


No site da CIG está disponível a sinopse dos dados finais do Estudo sobre a Aplicação da Lei da Paridade, onde, nomeadamente, pode ler:
«(...)
Mulheres deputadas à Assembleia da República [Portuguesa]
Nos primeiros dez anos de sufrágios eleitorais são caracterizados por uma presença feminina na Assembleia da República, em termos relativos e absolutos, inequivocamente irrelevante em torno dos 5%.
Histórico:
- De 1973 para 1976 a percentagem de mulheres no parlamento chega mesmo a diminuir.
- Durante toda a década de 80 a representação feminina no parlamento é sempre bastante reduzida.
- Na década de 90 há um aumento ténue do número relativo de mulheres no
O aumento do número de mulheres deputadas pode ser interpretado tanto como um desenvolvimento consequente das forças transformadoras que têm atravessado a sociedade portuguesa – seguindo de alguma forma as preocupações que vinham tomando forma a nível internacional desde a década de 1980  - em matéria de igualdade de oportunidades e de acesso a recursos e a posições no mercado de trabalho entre sexos; como, também e em parte, mais tarde, como um efeito da aplicação da Lei da Paridade.
A emergência de um debate mais amplo sobre a participação da mulher, em particular na segunda metade da década de 90, e os maiores incentivos à inclusão de mulheres no debate político tiveram influência, talvez, na sua presença na Assembleia da República2.
Numa leitura de conjunto, já com os dados da eleição de 2011, observa-se uma tendência ascendente genérica na eleição de deputadas na Assembleia da República, apesar de em números absolutos, a presença feminina representar ainda menos de um terço do universo de deputados no hemiciclo.
A Lei da paridade aplica-se à constituição das listas de candidatos/as, porém, face à organização das mesmas e à demografia de alguns círculos eleitorais, onde apenas se elegem uma ou duas pessoas, geralmente homens, a representação das mulheres no Parlamento fica afectada.
(...)»

Leia o resto, são apenas 4 páginas, mas elucidativas. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

INTEGRAÇÃO FEMININA NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


«Será realizada durante a Rio+20, a Cúpula das Mulheres Chefes de Estado, para discutir a integração feminina no desenvolvimento sustentável. A reunião, no dia 21 de junho, terá a presença de presidentes e primeiras-ministras de vários países, anunciou a ONU Mulheres. Entre as confirmadas, estão a presidente brasileira, Dilma Rousseff, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner e a líder da Libéria e Prêmio Nobel da Paz, Ellen Johnson-Sirleaf».
«Histórico
Há 20 anos, na Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, houve um acordo unânime no sentido de que o desenvolvimento sustentável não pode acontecer sem as mulheres e a igualdade de gênero.
Às vésperas da Rio+20, o mundo continua seguindo um caminho com desigualdades crescentes, fome e degradação ambiental. As mulheres seguem enfrentando discriminação e violência, e continuam marginalizadas nas esferas decisórias.
A ONU Mulheres está trabalhando com diferentes países em todas as regiões do mundo para remover os obstáculos que permitem uma plena igualdade entre homens e mulheres e assegurar as oportunidades para um desenvolvimento mais justo, equitativo e sustentável». Para acompanhar.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

MUJERES EN EL SISTEMA DEL ARTE EN ESPAÑA



Numa visita comum a Livrarias encontrei o livro acima referenciado (ver tambám coluna da direita deste blogue) - Mujeres en el sistema del arte en España - projeto este que só foi possível com a colaboração do então Ministério da Cultura de Espanha, conforme é referido na contracapa. Desde logo, o que me anda a surpreender é o trabalho que existe no País vizinho sobre a questão de género na esfera da Cultura. De certa forma já nos tinhamos referido a isso aquando do post MUJERES Y CULTURA - POLÍTICAS DE IGUALDAD . Voltando ao livro, está organizado assim: 1 - INTRODUCCIÓN, 2 - EDUCATIÓN Y FORMACIÓN, 3 - INVESTIGACIÓN HISTÓRICA, 4 - PRODUCCIÓN, 5 - CRITICA Y COMISARIADO, 6 - GESTIÓN Y PATRIMONIO. Sobre as autoras pode saber mais aqui.  Pela minha parte, parece-me que não houve artigo nenhum do livro que no fim de o ler não tenha pensado: também deviamos fazer estas reflexões e  podiamos realizar  isto aqui no nosso País. Quase ao acaso, com La visibilidade de las artistas en las bibliotecas, archivos y centros de documentación de los museos y centros de arte contemporáneo de Elvira Cámara López é-se levado a ponderar nisto que lá está escrito: Sin embrago, son pocas las instituciones que se plantean las cuestiones de género y paridad como parte integrante de la politica global de la institución. E sobre o que se fez, por exemplo, no Centro de Documentação do Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia: «El objetivo fue incrementar los fondos bibliográficos y documentales en relación con las obras de las mujeres artistas para facilitar el estudio do su trabajo». E verificar-se, uma vez mais como exemplo, que desde a inauguração do Museu Guggenheim em Bilbao, «el centro ha sido sensible a las cuestiones de género y paridad, aunque más a nivel de organización interna que en cuanto a la programación artística y contenidos museológicos».
E para terminar: «Coeditado por EXIT Publicaciones y MAV, Mujeres en las Artes Visuales, incluye biografías de las autoras e índice onomástico, configurando una cartografía de la "otra mitad" del arte español».
Ainda, na elaboração deste post contou-se com a colaboração da Margarida Silva. É como temos dito, este Blogue é cada vez mais produção de «todos».

terça-feira, 29 de maio de 2012

MULHERES NA CULTURA - ANNA MASCOLO



Na semana passada ANNA MASCOLO foi notícia: ia ser-lhe concedido o Doutoramento honoris causa pel Universidade Técnica de Lisboa, o que aconteceu no dia 22. Por outro lado,  no dia 25,  a Transversal Editores lançou Celebrar a Dança,  obra que lhe presta homenagem.


A Mónica Guerreiro notou que tudo isto fazia sentido ser divulgado aqui no Em Cada Rosto Igualdade e, assim, este ambiente foi pretexto para procurarmos mais e incluirmos Anna Mascolo nas «nossas» Mulheres na Cultura. Nesta atmosfera celebratória continuemos, agora com alguns excertos de um trabalho de Lucinda Canelas publicado no Público do dia 20  (não temos link): Anna Mascolo trabalha pelo reconhecimento da dança em Portugal há mais de 50 anos. Começou por dançar, mas é o ensino que mais a atrai. Sempre com o mesmo entusiasmo. Atravessava muitas vezes as noites a escrever sobre dança – a que fazia (anotava eripécias, erros, ideias) e a que gostaria de ver feita (propostas de estatuto do bailarino, sonhos para novas escolas). Conhecia bem as grandes companhias europeias e indignava-se com a forma como Portugal lidava com professores, coreógrafos e intérpretes, fazendo de conta de que a sua arte era como outra actividade qualquer. Era assim aos 28 anos, quando criou o seu estúdio-escola, é assim aos 81, quando se prepara para receber o doutoramento  honoris causa, o primeiro da dança em Portugal. Na cabeça, Anna Mascolo não mudou. Continua a ensinar, a trabalhar de madrugada e ainda não desistiu de ver o país reconhecer que “um bailarino não é um contabilista”. (...)Em 1940, Portugal tinha apenas os bailados Verde Gaio, muito colados às directrizes do Estado Novo, que queria ver enaltecido o folclore. Só em meados da década de 40, Margarida de Abreu viria a fundar o Círculo de Iniciação Coreográfica, onde Mascolo chegou a dançar. “No Verde Gaio, as pessoas dançavam bem, mas a estética era muito limitada ao programa do regime, embora os professores lá não quisessem saber de ideologias. O grupo da Margarida de Abreu foi uma tentativa extraordinária de fazer mais e melhor pela dança, mas era preciso mais.” No pós-guerra, lembra Mascolo, começaram a passar por Lisboa as grandes companhias, como o Grande Ballet do Marquês de Cuevas, os Ballets des Champs Elysées, então dirigidos por Roland Petit, e o New York City Ballet. Vê-los dançar no palco do Teatro Nacional de São Carlos acentuava ainda mais a sensação de que o ensino em Portugal não era o mais indicado. (...) Em 1958, depois de muito tempo sem ter onde ensaiar, pôs em funcionamento o estúdio onde ainda hoje dá aulas duas vezes por semana. É aí que começa a sua carreira como pedagoga, que passa também pela Escola Superior de Dança de Lisboa, pelo Conservatório Nacional e pela Universidade Técnica de Lisboa (Faculdade de Motricidade Humana, onde recebe o doutoramento terçafeira, às 15h). Pelo meio fica ainda a direcção artística do Grupo Experimental de Ballet, o núcleo que mais tarde daria origem ao já extinto Ballet Gulbenkian. A dança em Portugal, garante, começou a mudar nos anos 60, mas ainda tem muito caminho pela frente, a começar pelo reconhecimento das particularidades da profi ssão de bailarino. A falta de um estatuto de desgaste rápido que permita ao bailarino reformar-se aos 40 anos, como acontece no Ballet da Ópera de Paris, exemplifi ca a professora, foi o que na sua opinião levou à extinção do Ballet Gulbenkian — “é preciso ver que a fundação já sustentava três elencos, e dois deles não dançavam” — e poderá conduzir a Companhia Nacional de Bailado a uma situação semelhante. (...). Aqui pode ver um detalhe da noticia. E neste, por exemplo, o que disse a TSF sobre o momento. Mas se quisermos ficar informados sobre Anna Mascolo, recorra-se ao seu site  onde encontra Biografia, Galeria de imagens, o que há a saber sobre a sua Escola. Como ilustração: O Estúdio-Escola aplica a metodologia própria de Anna Mascolo, com acompanhamento pianístico ao vivo em todas as aulas. As nossas instalações têm chão preparado para aulas de Dança.Antes do início das aulas haverá uma reunião de Pais-Encarregados de Educação.

No site da DGARTES também demos espaço à homenagem a ANNA MASCOLO.

domingo, 27 de maio de 2012

SER MÃE


«(...)
Save the Children destaca que na Noruega – considerado o melhor país para ser mãe – as mulheres estudam, em média, 18 anos, e tem expectativa de vida de 82 anos. 82% delas usam métodos anticonceptivos e apenas uma em cada 175 corre o risco de perder o filho antes que ele complete cinco anos. Na outra ponta, em Nìger, a situação é bem diferente. A expectativa de vida é de 56 anos, elas estudam cerca de quatro anos e apenas 5% usam métodos anticoncepcionais. Além disso, uma de cada sete crianças morre antes dos cinco anos.
A desnutrição é uma das grandes vilãs. Pelo menos um quinto dos casos de mortalidade materna e mais de um terço dos casos de mortalidade infantil são provocados pela falta de alimentação adequada. A explicação para isto, em sete dos dez piores países para ser mãe, é a intensificação de uma crise alimentar. Em Níger, segundo aponta o relatório, a vida de um milhão de crianças está em risco.(...)». (+). E visite este site.

terça-feira, 22 de maio de 2012

PARIDADE





Foi o colega Pedro Barbosa da DGARTES que chamou a atenção  para a composição do Governo de François Hollande, facto  que, aliás, mereceu  cobertura da comunicação social, nacional e estrangeira. Por exemplo: O Governo de Jean-Marc Ayrault foi hoje anunciado e já permitiu a François Hollande cumprir uma das promessas eleitorais. Com 17 homens e 17 mulheres, o novo Executivo cumpre a lei da paridade pela primeira vez em França. A paridade parece ser um tema levado bastante a sério pelo recém-nomeado Governo que até indicou uma ministra dos Direitos das Mulheres, Naja Vallaud-Belkacem, para porta-voz. (+). O Pedro Barbosa localizou também endereço onde  se pode saber mais sobre cada membro do Governo:  Visuel interactif La photo cliquable du gouvernement Ayrault . Entretanto, lembrámo-nos de divulgar no Em Cada Rosto Igualdade o Parliamentary Democracy - Inter-Parliamentary Union (IPU) onde podemos ver  estatísticas sobre a composição de Parlamentos em termos de género de vários paises: aqui. 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

MULHERES DE OITOCENTOS


“Rainhas do lar“, “anjos“, tutelares da “casa“, modelos de abnegação“, “esposas desveladas“, “ mães extremosas“ são alguns dos epítetos usados, ao tempo, para caracterizar as mulheres das classes médias de oitocentos, o que poderá levar a tentar descobrir as razões de tamanhos encómios que não advirão de gerações excecionais de mulheres, mas antes resultam, particularmente, de nova forma da organização da sociedade e da sua célula mater a família. Continue a ler.
E sobre a Conferencista: Maria Helena Villas Boas e Alvim é professora universitária, tendo lecionado na área da História da Cultura da Idade Moderna e da Idade Contemporânea. Tem sido convidada a ministrar cadeiras em cursos de pós-graduação nalgumas instituições do ensino superior como, por exemplo, na Universidade Católica Portuguesa (Porto). Foi membro fundador de diversos organismos de índole cultural e histórica, nomeadamente da ARPPA (associação para a defesa do património – Porto) e da APIHM (Associação Portuguesa de Investigação Histórica sobre as Mulheres) de que é presidente. Nesta qualidade, promoveu e orientou a organização de nove encontros e congressos internacionais entre 1995 e 2007, alguns deles em parceria com a FLUP, (...)». Mais neste endereço.

MADALENA MATOSO - LIVRO PARA CRIANÇAS


Estamos em «maré» de livros,  de autoras, de ilustradoras, e ainda bem. Chegam-nos nomes de mulheres que dá gosto conhecer. Uma vez mais através da colega Cristina Grácio, da ex-DGLB,  temos nas mãos o livro TODOS FAZEMOS TUDO, de Madalena Matoso, editado em português pela Planeta Tangerina (ver coluna à direita do blogue). E logo de início podemos ler: «Este livro nasceu da vontade política do Conselho Municipal e do executivo da cidade de Genebra que desejaram sensibilizar as crianças em idade pré-escolar para a igualdade entre homens e mulheres qualquer que seja a sua origem. O conceito foi escolhido através de um concurso e realizado pelas Éditions Notari, em colaboração com o municipio da cidade. O livro foi oferecido a todas as crianças que frequentam as creches e jardins de infância. A cidade de Genebra capital dos direitos humanos, congratula-se em contribuir, mesmo que modestamente, com esta pequena obra para a promoção da igualdade entre homens e mulheres». Para ler mais sobre o livro, por exemplo, no site da editora onde também se pode ficar a conhecer melhor Madalena Matoso . Mas também podemos recorrer à Base de Dados da ex-DGLB (é útil termos consciência que estas fontes existem) de onde retiramos: Licenciou-se em Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes de Lisboa e fez depois uma posgraduação em Design Gráfico Editorial na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona. Em 1999, cria a empresa Planeta Tangerina especializada em comunicação para crianças e jovens, onde tem desenvolvido projectos de ilustração e de design gráfico em publicações para os mais novos. Recebeu o Prémio Nacional de Ilustração 2008 pelas ilustrações do livro Charada da Bicharada com textos de Alice Vieira e três menções especiais deste mesmo prémio: em 2006, pelas ilustrações de Uma mesa é uma mesa. Será? , em 2007, pelas de Quando eu nasci e, em 2009, pelas de Andar por aí, estes últimos todos editados pela Planeta Tangerina. O seu livro O meu vizinho é um cão recebeu o Prémio Melhor Ilustração de Livro Infantil do Festival de BD da Amadora 2008.

terça-feira, 15 de maio de 2012

PRÉMIO NACIONAL DE ILUSTRAÇÃO: DUAS ILUSTRADORAS PREMIADAS


Capa  «Animais Domésticos»


Capa «Greve»


A chamada de atenção  vem-nos da ex-DGLB, da colega Cristina Grácio:  Maria João Worm vence 16ª edição do Prémio Nacional de Ilustração com a obra Os animais domésticos,  (texto e ilustrações),  publicada pela editora Quarto de Jade;   Catarina Sobral  teve uma menção especial com Greve  (texto e ilustrações)  publicado pela editora Orfeu Negro. Outra menção especial foi atribuída às ilustrações da obra Cesário Verde - Antologia poética, da autoria de José Manuel Saraiva, da Faktoria K de Livros/Kalandraka. Mas saibamos mais sobre as ilustradoras. 

MariaJoãoWorm (1966) tem-se dedicado à Banda Desenhada e à ilustração desde 1988. Finalista do Curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes de Lisboa em 1996, teve ainda formação em pintura no Ar.Co, onde é professora de ilustração desde 2007. Participou em várias exposições coletivas de BD e ilustração, como o Salão da Amadora e mais recentemente o de Lisboa, e ainda em exposições de pintura e gravura.Colaborou em revistas como a Lx Comix, mas é na ilustração de livros que mais recentemente se tem distinguido. Os Animais Domésticos, livro com que agora é distinguida com o Prémio Nacional de Ilustração, foi imediatamente elogiado pela crítica, que viu nele um cruzamento de “muitas fronteiras, de livro de artista a livro ilustrado infantil, de exercício plástico a mais um bloco na operação contínua da obra de Maria João Worm” (Pedro Moura, blogue Ler BD). E do que se disse na comunicação social sobre o prémio, por exemplo, através daqui.

CatarinaSobral(Coimbra,1985)- Ilustradora e designer de comunicação. Licenciada em Design na Universidade de Aveiro em 2007, frequenta o mestrado em Ilustração na Universidade de Évora. Tem trabalhado ainda em gravura e em cinema de animação. Colabora regularmente como ilustradora editorial em diversos jornais e revistas e também ilustra para crianças, tendo publicado alguns dos book trailers da coleção Orfeu Mini. Participou em diversas exposições nacionais e internacionais. E saiba mais neste endereço. 
Mas Cristina Grácio mandou-nos outros dados  que têm, nomeadamente, a ver com género,  por exemplo: nesta 16ª. edição do Prémio Nacional de lustração foram analisadas 116 obras, publicadas por 43 editoras, da autoria de 72 ilustradores e textos de 88 autores. E temos o júri:  Adriana Baptista, docente da Escola Superior de Educação do Porto e investigadora nas áreas de “processamento de textos híbridos (imagem e texto)” e “compreensão na leitura”; Mariana Viana, docente do Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC) e coordenadora do Mestrado em Ilustração; e Cristina Grácio, em representação da DGLB. 
E no site da ex-DGLB tem mais informação sobre o PRÉMIO.  

Por último, aqui, no Em Cada Rosto Igualdade, gostamaos de ver MULHERES que se destacam. Mandem noticias de outras que conheçam, nós publicamos.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

ALICE - BERNARDO SASSETI



A homenagem do Em Cada Rosto Igualdade a Bernardo Sassetti que morreu ontem, aos 41 anos de idade.E tudo parece absurdo! Uma imensa tristeza.

SUSANA BACA EM PORTUGAL


Susana Baca acaba de realizar dois concertos em Portugal, e deu uma entrevista à ATUAL, da qual é  capa,  do último semanário Expresso, onde se pode ler (sublinhados nossos): «(...)a cantora Susana Baca tem promovido os valores da cultura afro-peruana num contexto nacional de continua adversidade. Mas o impacto mundial da sua ação obrigou a um reconhecimento interno, que à semelhança do que se tinha passado no Brasil com Gilberto Gil, no Panamá com Rúben Blades ou em Cabo Verde com Mário Lúcio ( a mais recente entrada nesta lista  é a de Youssou N´Dour, há um mês nomeadao no Senegal) culminou no convite pra chefiar o Ministério da Cultura. Afastada do cargo numa tão repentina quão inesperada reformulação governamental, foi recentemente galardoada com um segundo Grammy (pela sua colaboração com o grupo Calle 13) e regressou aos discos e aos palcos com «Afrodiaspora», uma meditação sobre o sincretismo em que incluiu cumbia colombiana, bomba e plena porto-riquenhas, tango argentino, musica afro-cubana ou forró da região Nordeste brasileiro (...). E mais adiante: «Para me transformar numa mulher artista tive de lutar contra um preconceito racial, um preconceito de género e, além disso, por ter origem numa familia sem recursos, um preconceito social».   


quinta-feira, 10 de maio de 2012

«Tragédias»


«Parece incrível, mas a publicidade já foi assim. Mulheres penitentes, maridos magnânimos. Tragédias domésticas de proporções bíblicas, e... a salvação numa cerveja».  Post no Delito de opinião.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

BOAS NOTÍCIAS

The Earth Institute, Columbia University


Via informação que regularmente recebemos do The Earth Institute, Columbia University ficámos a saber  desta boa notícia, para uma situação ainda terrível:
Project Helps Reduce Child Deaths, Study Finds
«Approximately one in eight children dies before the age of 5 in sub-Saharan Africa – a rate that has been declining, but is still nearly 20 times higher than in developed nations. A new study out this week suggests that the multiple interventions applied in the African Millennium Villages Project are having a significant impact, and could help those areas reach the UN’s Millennium Development Goal No. 4: to reduce childhood deaths by two-thirds between 1990 and 2015. (...)». Mais sobre o MILLENNIUM VILLAGES.

terça-feira, 8 de maio de 2012

AS MULHERES NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO



«AS MULHERES NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO» é uma iniciariva da APDSI  na Comemoração do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, a decorrer no Instituto das Telecomunicações, em Lisboa, no próximo dia 17 de Maio.
Entre as 16h00 e as 17h00 vai realizar-se uma Mesa Redonda sob o tema "As Mulheres na Sociedade da Informação". O objectivo é dar voz no feminino à Sociedade da Informação, através de um conjunto de oradoras com um percurso assinalável nesta área. A iniciativa enquadra-se na proposta da UIT - União Internacional das Telecomunicções «Women & Girls in ICT».
O Instituto das Telecomunicações situa-se na Rua do Instituto Industrial, nº 16, em Lisboa. A inscrição é gratuita mas obrigatória através do e-mail secretariado@apdsi.pt.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

BASE DE DADOS EM ESTUDOS SOBRE MULHERES

"Mulheres Protestando", quadro de Di Cavalcanti pintado em 1941

A colega Ivone Lopes Tavares, do ex-Igespar,  chamou  a atenção para a Base de Dados em Estudos Sobre as Mulheres e para o que foi escrito aquando da sua apresentação (em Março do ano passado). E, de facto, merece espaço aqui no nosso blogue: A Base de Dados em Estudos Sobre as Mulheres, que reúne monografias, trabalhos académicos e livros publicados em língua portuguesa e em Portugal entre 1998 e 2005, vai ser lançada hoje, na Universidade Aberta, em Lisboa.
Este projecto, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, no âmbito do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI) da Universidade Aberta, agrega material das várias ciências sociais e humanas que reflectem sobre os estudos de género.
 A bibliografia existente entre o período analisado – 1998 a 2005 – “estava muito dispersa” e pretendeu-se dar resposta “àquilo que se sentia ser um crescente interesse” pelos estudos sobre as mulheres, explicou à agência Lusa Patrícia Mendes, investigadora do CEMRI e investigadora bolseira que coligiu a base de dados.
Além disso, o interesse editorial sobre o tema tem aumentado exponencialmente. No mercado livreiro, “em 1998, era muito difícil encontrar coisas em Portugal nas livrarias”, mas, “de repente, em dois, três anos, a coisa mudou de tal maneira que já tínhamos uma secção de livraria em que era possível procurar a categoria de estudos de género”, compara Patrícia Mendes.
Agora,
“o mote está dado” para se encontrar financiamento para expandir a base de dados a partir de 2005, realça a investigadora, defendendo a importância de manter o intercâmbio entre centros universitários, que marca esta base de dados, e esperando “que esse círculo não se feche e possa estar disponível ao grande público”. Até porque a ideia da base é que qualquer um lhe possa aceder, pois “está feita de forma bastante acessível”
e está disponível no site da Universidade Aberta.
Consultada a base de dados encontramos, por exemplo, «20 Mulheres para o século XX» de Inês Pedrosa», e  depois procurando na internet soubemos mais sobre o livro: O século XX marcou a entrada das mulheres na História e pôs fim à crença segundo a qual as mulheres "eram aquela metade de uma espécie de mamíferos que se destina aos nascimentos". Ainda estamos a sentir o impacto desta mudança profunda. Foram felizmente muito mais de vinte mulheres que marcaram o mundo neste primeiro século de emancipação. Muitas outras podiam ter cabido neste número redondo, que serve apenas como marco dos dezanove anteriores séculos de silêncio: Sophia de Mello Breyner Andresen / Hannah Arendt/Simone de Beauvoir / Agustina Bessa-Luís/Coco Chanel / Agatha Christie / Marie Curie/Bette Davis / Isadora Duncan / Frida Kahlo/Carson Mc Cullers / Golda Meir / Marilyn Monroe/Eva Perón / Maria João Pires / Paula Rego/Amália Rodrigues / Lou Andreas Salomé/Madre Teresa / Virginia Woolf ...
Certamente que havemos de voltar à base de dados da Universidade Aberta e, desde logo, para irmos divulgando no Em Cada Rosto Igualdade as obras mais relacionadas com a cultura e as artes. Porque é bom saber.