quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

FILME | «Green Book»



«O filme é baseado na verdadeira relação entre dois homens. É a história de um famoso pianista negro que contrata um segurança Italo-americano para o conduzir pelo Sul do país». Saiba mais.

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Da critica (Jornal Público):
«Green Book é bem um filme para estes tempos, tempos americanos mas não apenas americanos, em que se descobre que a ferida do racismo ainda arde. Conta a história, baseada em factos verídicos, da relação entre um motorista improvisado, branco e italo-americano, vindo do mundo das discotecas e dos casinos (Viggo Mortensen), e o célebre pianista Don Shirley (Mahershala Ali, visto em Moonlight), que precisava de quem o conduzisse numa digressão pelo deep south americano. Funciona como um daqueles buddy movies que vão relatando a conquista da amizade entre os seus opostos protagonistas, da distância, e até antipatia, iniciais, até ao momento em que se reconhecem numa espécie de irmandade aqui, o momento em que Shirley confessa o seu desespero solitário, o do negro rico e privilegiado que não é aceite pelos brancos (pelo menos quando não está num palco em frente ao piano) nem é reconhecido como um igual pelos negros, pelo excessivo privilégio que tem.





O título do filme, que foi um dos principais vencedores dos Globos de Ouro e acaba de ser nomeado para cinco Óscares, vem do que deve ser uma curiosa peça de literatura turística: um guia para viajantes negros no Sul dos EUA, indicando os sítios a evitar e aqueles, motéis ou restaurantes, que furam a segregação vigente e são, pelo menos, tolerantes à presença de indivíduos de pele escura. Algumas críticas americanas a Green Book têm a ver com isso, considerando que se trata de um retrato amenizado do inferno absoluto que era o deep south, nos anos 60, para quem fosse negro; e críticas que serão justas, porque nunca se passa à atmosfera de terror e persecução que certas cenas parecem fazer adivinhar ou pressentir. (...)». Continue a ler.




«COMISSION OF THE STATUS OF WOMEN» | Próxima Sessão | 11-22 MARÇO 2019 | NEW YORK




Leia aqui

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

A CAMINHO DO 8 MARÇO 2019 | «Manifestação Nacional de Mulheres»| 9 MARÇO 2019 | 14:30H | RESTAURADORES | LISBOA



«Estamos a construir a Manifestação Nacional de Mulheres!
E pelo terceiro ano consecutivo, realizará em Lisboa, no dia 9 de Março a Manifestação Nacional de Mulheres sob o lema “Igualdade na Vida. O Combate do nosso Tempo!” dando voz e trazendo para a rua problemas mais sentidos pelas mulheres. Uma Manifestação que exigirá uma vida melhor e expressará solidariedade com a luta das mulheres do mundo inteiro em defesa pelos seus direitos, contra a guerra e pela Paz.
 A Manifestação Nacional de Mulheres já está na rua, junto das mulheres, em movimento para o dia 9 de Março. Ao longo desta semana (28 de Janeiro e 3 Fevereiro), em todas as capitais de distrito, o MDM realiza acções de contacto de divulgação da nossa Manifestação Nacional.
                   
Para mais informações, contactar: Sandra Benfica (92 599 33 33 / 96 643 25 60)»


DOS OUTROS | EUA | «However, the 2017 American Alliance of Museums (AAM) museum board leadership report revealed the disappointing truth that only 9% of museumgoers are minorities»




A imagem acima é de um relatório sobre os museus americanos que é referido  no artigo seguinte  produzido no âmbito do  World Economic Forum 2019.

How can our cultural institutions keep up with a rapidly changing world? Embrace diversity

Last November, record numbers of women, people of colour and members of the LGBTQ community won elections in local and statewide races throughout the United States. Voters elected the first Muslim and Native American women to Congress. The 2018 midterm results emphatically endorsed greater diversity and inclusion. More than simply reflecting changing demographics, it also validated the nation’s aspirational motto, e pluribus unum: out of many, one. It was an important reminder that, like the US Congress, institutions of all kinds need to represent those they serve, a necessity clearly important for cultural institutions. We cannot be trusted stewards of knowledge and scholarship if we allow any voices among our community to go unheard.
However, the 2017 American Alliance of Museums (AAM) museum board leadership report revealed the disappointing truth that only 9% of museumgoers are minorities. The workforce situation is only slightly better, with minorities accounting for around 20% of museum staff. At the opening of the Whitney Museum in New York City in 2015, former first lady Michelle Obama talked about the impact of this reality. She said, “There are so many kids in this country who look at places like museums and concert halls and other cultural centres and they think to themselves, well, that’s not a place for me, for someone who looks like me, for someone who comes from my neighbourhood.” Continue a ler.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

«NEW CHALLENGES FOR GENDER EQUALITY IN THE CHANGING WORLD OF WORK»


«Este parecer pretende contribuir para uma primeira reflexão sobre os desafios, a médio e longo prazo, em matéria de igualdade de género, na sequência dos recentes desenvolvimentos do mercado de trabalho, tais como novas formas de estruturas de trabalho ou mudanças na forma como o trabalho é organizado, entregue e desenvolvido com as tecnologias; setores novos e emergentes, mudanças nas necessidades em termos de competências, padrões de trabalho, atitudes e exigências dos trabalhadores e das trabalhadoras, bem como das empresas.
Este parecer focaliza-se particularmente nas oportunidades e desafios que têm implicações no equilíbrio entre vida profissional e familiar, na diferença salarial e de pensões entre homens e mulheres e na igualdade de género em geral. Aponta igualmente para futuras prioridades políticas possíveis com vista a um maior desenvolvimento da ação e dos objetivos da UE, com base, nomeadamente, na iniciativa relativa ao equilíbrio entre vida profissional e vida privada e no plano de ação sobre a disparidade salarial entre homens e mulheres, apresentado pela Comissão em 2017». Do site da CITE.

ENCONTRO | «A Mulher, Hoje» | 12 FEV 2019 | LISBOA





segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT) | Relatório sobre o Futuro do Trabalho



Começa assim:
«The future of work 
New forces are transforming the world of work. The transitions involved call for decisive action. Countless opportunities lie ahead to improve the quality of working lives, expand choice, close the gender gap, reverse the damages wreaked by global inequality, and much more. Yet none of this will happen by itself. Without decisive action we will be heading into a world that widens existing inequalities and uncertainties. (...)». 

APAV | «Olhar para o lado é ser cúmplice» | NOVA CAMPANHA SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA PESSOAS IDOSAS





«A violência sobre pessoas idosas aumentou mais de 30% nos últimos anos.Olhar para o lado é ser cúmplice deste crime.
Não desvalorize, ligue 116 00
6 (dias úteis, das 09h às 21h)».


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«O envelhecimento da população mundial e muito particularmente das sociedades europeias constitui um dos maiores desafios do século XXI. Reconhecendo que a violência contra as pessoas idosas é uma questão social, de segurança e de saúde pública, considera-se que o combate eficaz deste problema contribui para um futuro mais inclusivo, em que todos sejam respeitados em cada ciclo da vida, nomeadamente no contexto de um envelhecimento ativo e saudável.
A APAV tem vindo a alertar a sociedade portuguesa para a realidade ainda obscura da violência praticada contra as pessoas idosas. Segundo dados do Eurostat, Portugal será um dos Estados-Membros da União Europeia com maior percentagem de pessoas idosas e menor percentagem de população ativa em 2050. A Organização Mundial de Saúde (OMS) receia que este aumento, associado a uma certa quebra de laços entre as gerações e ao enfraquecimento dos sistemas de proteção social, venha a agravar as situações de violência.
A APAV apoia as pessoas idosas e as suas famílias, prestando-lhes apoio jurídico, psicológico e social; e conta com a colaboração de outras instituições, públicas e privadas; e com os/as vizinhos/as e conhecidos/as das vítimas, cujo papel pode ser muito importante, sobretudo na denúncia das situações de violência.
A consciencialização da população conduziu ao incremento do número de pessoas apoiadas. Contudo, há ainda muitos obstáculos, como as barreiras mentais, a dificuldade de acesso e compreensão da informação, a dependência, a vergonha e a fragilidade persistem aliadas à perceção pouco generalizada do problema.
A APAV apresenta uma nova campanha de sensibilização, com o mote "Olhar para o lado é ser cúmplice deste crime”. A campanha teve desenvolvimento estratégico e criativo da McCann, realização da Grumpy Panda e apoio da Universal McCann Media».


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* Estatísticas APAV | Pessoas Idosas Vítimas de Crime e de Violência 2013-2016


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

«How can we develop a more equal balance in the Fourth Industrial Revolution?»





«The number of female political leaders has increased but the number of female CEOs of Fortune 500 companies has declined by 25%. How can we develop a more equal balance in the Fourth Industrial Revolution? »
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Um resumo do debate:

Female Leadership at a tipping point


Panellists begin by discussing the fact that the number of female CEOs of Fortune 500 companies has declined by 25% in 2018.
The conductor Marin Alsop says: "I'm optimistically pessimistic about things. That’s a healthy approach because that keeps us vigilant.
"If we take our foot off the gas pedal, even momentarily, the numbers decline. This is the moment to be vigilant," she says.
Michelle Bachelet, the UN High Commissioner for Human Rights, says we need to get rid of the notion that a woman leader needs to be followed another excellent woman leader. It doesn't matter who comes next, she says, but it's important that young women are able to visualise female leaders, have role models and mentors.
Carolyn Tastad, group president of Procter & Gamble, talked about the need to remove labels, such as the fact that women have a "confidence gap".
She also acknowledged that women also have biases, and this shdn't be a zero sum game of men vs women, but rather something that needs to be worked at together. Getting to gender equality will require involving men in the project, she said.
And Chrystia Freeland, Canada's Minister of Foreign Affairs, admits that she was personally a little dubious when the plan of a 50-50 gender split in cabinet was announced, worrying that it could be seen as a fake promotion.
However, she goes on to say that it has been a huge success, sending a powerful message to young women in Canada while also transforming discussions around the cabinet table to become less confrontational and more constructive.
But Lithuania's president Dalia Grybauskaite does not agree with the idea of quotas, saying that in her culture it would create bitterness, the idea that people are being promoted for something other than excellence.
Discussions end with Chrystia Freeland urging everyone not to forget the women in some parts of the world who are facing extreme oppression and discrimination.
Bigger picture:
Progress on gender equality is slowing down. At the current rate of change, it’s going to take 108 years to close the Global Gender Gap, which now stands at 68%, according to the Forum’s own report.
Fonte: Twitter WEF

CHARLIZE THERON | «Temos de ultrapassar esta ideia de que as mulheres murcham e os homens se tornam no mais belo Bordéus. Isto precisa de mudar – e penso que, em última análise, vai-nos caber a nós fazê-lo»


Leia aqui

Um excerto:

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Depois de Monstro começou a obter papéis de protagonista, como o da mineira alvo de assédio sexual em Terra Fria (2005), que lhe valeu mais uma nomeação para o Óscar, e em 2006 integrava já a lista das atrizes mais bem pagas da The Hollywood Reporter. Apesar disso, quando a Sony foi alvo de pirataria informática, revelando a disparidade de salários entre atores e atrizes em Hollywood, ela percebeu que estava a ser mal remunerada e, ao que consta, usou esse facto para negociar um aumento de 10 milhões de dólares no filme de 2016 O Caçador e a Rainha do Gelo.
«Sou a primeira a reconhecer que estou numa posição luxuosa incrível para poder dizer a um estúdio: “Ouçam, quero um pagamento igual, ou não faço o filme”. Esta não é a realidade de muitas mulheres. A luta tem de ser maior do que isso: precisamos de legislação para que as mulheres estejam protegidas», afirma.
«Temos de ultrapassar esta ideia de que as mulheres murcham e os homens se tornam no mais belo Bordéus. Isto precisa de mudar – e penso que, em última análise, vai-nos caber a nós fazê-lo.»
Se bem que ela cuide de si própria («Tiro algum tempo para mim depois de os miúdos já estarem deitados, para limpar, exfoliar e hidratar a pele convenientemente, para de manhã poder limitar-me a passar água e aplicar um protetor solar»), admite que algumas vezes acorda a sentir-se uma supermulher, do tipo «como é que estou a encarar tão bem isto do envelhecimento?».

«E há dias que são mais do tipo “isto está a acontecer tão depressa, não sei se estou a sentir-me bem com esse facto”. Mas todas estas coisas se tornam mais fáceis quando mudamos tudo lá fora, no mundo que vemos e ouvimos. E, se eu puder fazer parte disso, romper esse ciclo, é sempre a minha linha de orientação.»



terça-feira, 22 de janeiro de 2019

«GREVIO’s (Baseline) Evaluation Report on legislative and other measures giving effect to the provisions of the Council of Europe Convention on Preventing and Combating Violence against Women and Domestic Violence (Istanbul Convention) PORTUGAL»





Sobre o relatório, por exemplo:

«Relatório diz que Portugal precisa de mais coordenação e condenações no combate à violência contra mulheres

Portugal fez "progressos significativos" contra a violência contra mulheres e até é pioneiro em certas áreas, mas verifica uma baixa taxa de condenações e necessita de uma "coordenação mais robusta" entre as agências governamentais, indica hoje um relatório europeu». Leia aqui, na Plataforma sapo.


«QUEBRAR O SILÊNCIO / Apoio a homens vítimas de abuso sexual»





Veja aqui


Uma notícia do Semanário Expresso desta semana (19 JAN 2019) que veicula informação fornecida pela «QUEBRAR O SILÊNCIO»:



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

EEA GRANTS | «Programa Conciliação e Igualdade de Género»

Veja aqui

ESTUDO | «Implementation of the Daphne programme and other funds aimed at fighting violence against women and girls»



«This research paper was requested by the European Parliament's Committee on Legal Affairs commissioned, overseen and published by the Policy Department for Citizens’ Rights and Constitutional Affairs. 
 Policy departments provide independent expertise, both in-house and externally, to support European Parliament committees and other parliamentary bodies in shaping legislation and exercising democratic scrutiny over EU external and internal policies».  


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

GULBENKIAN | «Música no Feminino» | COMEÇA 23 JAN 2019 | LISBOA




Veja aqui


«O ciclo temático Música no Feminino apresenta sete concertos com mulheres artistas de diferentes culturas e expressões musicais. Do Mali à China, passando pelo Irão, Alemanha e Portugal, o Grande Auditório acolhe sonoridades tão distintas como a música mandinga de tradição oral, o canto tradicional persa, a música erudita, o fado ou a música eletrónica.
Quando visita a terra dos pais, a maliana Rokia Traoré vê-se rodeada de manifestações de admiração, certamente não inferior ao espanto repetido da cantora com a força que encontra nas mulheres da terra, que trabalham de sorriso rasgado no rosto e que não deixam de prestar apoio à família e à comunidade. (...)». Continue a ler.




TRANCADAS DO LADO DE FORA DO DESENVOLVIMENTO

Leia aqui.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

JOHN BERGER | «Para o Casamento»





«Este é um romance simultaneamente trágico e feliz, inteligente e erótico. Em Para o Casamento, um vendedor ambulante cego conta a história do casamento entre um vendedor e a sua noiva através de uma série de intensos e reveladores episódios. À medida que o livro avança, de forma cinematográfica, da perspectiva de uma personagem para a de outra, os acontecimentos evoluem para o momento do casamento — e de uma dança assombrada de amor e morte».

«Para o Casamento é uma das maiores e mais honestas histórias de amor do nosso tempo. Faz o que a grande literatura faz — ganhamos vida em outros corpos e histórias; em geografias que não as nossas. Vivemos uma nova vida através de um acto de imaginação. Se alguma vez precisar de mudar de casa, não porei este romance numa caixa. Ao invés, levá-lo-ei comigo, no bolso do casaco, para qualquer lado que vá.»  [Colum McCann]
«Ninguém entende melhor a necessidade do amor do que John Berger. Do que o amor nos torna capazes e incapazes de fazer. Este é um livro de enorme humanidade.»  [Anne Michaels]
«Onde quer que viva, sei que terei este livro comigo.»    [Michael Ondaatje]
«Uma obra-prima que fica com quem a lê.»   [Sunday Telegraph]




CONFERÊNCIA/DEBATE |«Ecofeminismo»| 18 JAN 2019 | 18:30H | CULTURGEST | LISBOA




Usando a multiplicidade de linguagens à disposição de uma peça coreográfica, Triste in English from Spanish liga a experiência feminina, o modo como gerámos sistemas sociais e o ambiente. Uma perspetiva ecológica permite-nos aprofundar esta reflexão e abrir novas hipóteses de relação – uns com os outros e com o ambiente. Yayo Herrero, investigadora na área da ecologia social, fala-nos do ecofeminismo e de questões como o cuidado da terra e da vida humana, consumo ambientalmente consciente, inclusão social e modelos económicos e sociais compatíveis com o movimento regenerativo da natureza. Continue a ler.




quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

«O fotolivro Non Grata, de Åke Ericson, é um retrato singular do povo cigano realizado ao longo de oito anos, em dez países europeus»



Leia o trabalho do jornal Público 

“Indesejados”: um retrato profundo do povo cigano na Europa


Começa assim: «Foi sob o calor de Agosto de 2009, na cidade de Břeclav, na República Checa, que o fotojornalista sueco Åke Ericson tomou conhecimento de uma história que viria a alterar o rumo da sua vida. “O município acabava de relocalizar duas famílias ciganas, após tê-las expulsado das suas casas – onde viviam há várias gerações – para que, no mesmo local, pudesse ser construído um centro comercial”, explicou ao P3, numa entrevista via Skype. (...)».
Veja também no site da Autora. De lá:




LEMBREMOS A AGENDA 2030 | UM ODS DE CADA VEZ | OBJETIVO 16 | «Paz, Justiça e Instituições Eficazes»



«Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis»

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  • Reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade com ela relacionadas, em todos os lugares
  • Acabar com o abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra as crianças
  • Promover o Estado de Direito, ao nível nacional e internacional, e garantir a igualdade de acesso à justiça para todos
  • Até 2030, reduzir significativamente os fluxos ilegais financeiros e de armas, reforçar a recuperação e devolução de recursos roubados e combater todas as formas de crime organizado
  •  Reduzir substancialmente a corrupção e o suborno em todas as suas formas
  • Desenvolver instituições eficazes, responsáveis e transparentes em todos os níveis
  • Garantir a tomada de decisão responsável, inclusiva, participativa e representativa em todos os níveis
  • Ampliar e fortalecer a participação dos países em desenvolvimento nas instituições de governanção global
  • Até 2030, fornecer identidade legal para todos, incluindo o registro de nascimento
  • Assegurar o acesso público à informação e proteger as liberdades fundamentais, em conformidade com a legislação nacional e os acordos internacionais
  • Fortalecer as instituições nacionais relevantes, inclusive através da cooperação internacional, para a construção de melhor capacidade de resposta em todos os níveis, em particular nos países em desenvolvimento, para a prevenção da violência e o combate ao terrorismo e ao crime
  • Promover e fazer cumprir leis e políticas não discriminatórias para o desenvolvimento sustentável.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

HUGO MEZENA | «Gente Séria»






Sinopse
Uma criança anota pecados numa folha. Um tio põe um anúncio no jornal a dar-se como morto. Um pai dá biberões de vinho ao filho. Um avô assiste a julgamentos na televisão para sentir medo.
É numa família em que o machismo e a violência dão ordem à vida que se inicia esta história de busca e reconstrução do passado, mas também de crescimento e conquista da ternura, da capacidade de comunicação e compreensão do outro.
Um fresco de uma sociedade rural portuguesa que, no limiar da mudança de século, estava ainda em vias de se modernizar. +.





«A EUROPA NO FEMININO»




RECORTE DO ARTIGO DA REVISTA 
DO SEMANÁRIO EXPRESSO DE 12 JAN 2019 



Excertos: «(...)“As dificuldades financeiras são o maior entrave, uma vez que há apenas um rendimento para a manutenção do agregado familiar.” No entanto, acrescenta, “tenho uma família que me apoiou desde início. Há um apoio e presença forte da família alargada, nomeadamente da avó e avô paterno, que ajuda muito. Como diz o provérbio: ‘É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.’ Às vezes penso como conseguem viver as mulheres na mesma situação que não têm apoio financeiro da família. Há também alguns momentos de solidão e necessidade de partilhar os meus desafios com mulheres que vivem na mesma situação. Tenho o projeto de criar, um dia, um grupo que seja um espaço de encontro para mães que vivam na situação de monoparentalidade”. Quanto à sua filha: “Encara com toda a naturalidade a situação de família monoparental, uma vez que sempre viveu neste contexto desde que nasceu.”(...)Em Portugal, assim como na Europa, as mulheres estão em franca maioria. Portugal é mesmo o quarto país europeu com maior número de mulheres, só ultrapassado pela Estónia, Lituânia e Letónia. Na Europa são pouquíssimos os países em que o número de homens é ligeiramente superior ao de mulheres. Atualmente, a média europeia é de 105 mulheres por cada centena de homens, sendo que Portugal se qualifica bem acima desta média: por cada 100 portugueses, há 111 portuguesas. É no grupo etário mais velho (pessoas com mais de 65 anos) que esta diferença mais se acentua na Europa, e Portugal não foge à regra. Por cada 100 homens com 65 anos ou mais, há 133 mulheres da mesma faixa etária. O futuro, porém, parece trazer um reequilíbrio de género, já que nos jovens com idade até aos 18 anos, o padrão inverte-se na mesma proporção. Para cada centena de indivíduos do sexo feminino com 18 ou menos anos, há 105 do sexo masculino. A Letónia é o país mais feminino da Europa, com 118 mulheres por cada centena de homens, seguido de perto pela Lituânia, com mais 17 por cento de indivíduos do sexo feminino. (...). 


Destaque
«NA UNIÃO EUROPEIA, 7,7 POR CENTO DAS MULHERES COM IDADES ENTRE OS 25 E OS 49 ANOS VIVEM SOZINHAS COM OS FILHOS. NA MESMA FAIXA ETÁRIA, APENAS 1,1 POR CENTO DOS HOMENS VIVEM EM REGIME MONOPARENTAL»


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

«Maria do Céu Guerra é a primeira mulher distinguida com Prémio Vasco Graça Moura»





«(...) A atriz e encenadora foi a personalidade escolhida "por se ter destacado, ao longo da vida, numa prática de cidadania cultural, enquanto atriz, que levou à cena e por diferentes modos divulgou os grandes textos da literatura portuguesa e, nessa intervenção, que manteve em A Barraca como núcleo de irradiação cultural, formativo e vocacionado para a descoberta e criação de novos públicos", segundo o júri, ao qual presidiu Guilherme d’Oliveira Martins. (...)».
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Uma boa ocasião para ler ou reler esta entrevista de Anabela Mota Ribeiro.De lá este excerto:

« (...)De que é que tem medo? De falhar? Desapontar?
Não é bem desapontar. No princípio, quando era miúda, tinha medo da opinião dos outros. Tinha sobretudo medo de ser mal entendida. De ser entendida como uma pessoa superficial. As meninas que iam para o teatro eram tontinhas...
E galdérias. Havia esse rótulo. Numa sociedade puritana como aquela em que cresceu isso importava.
Importava muito. Eu sentia que não tinha um desafio intelectual com pessoas do meio [teatral]. E na minha universidade, as pessoas de sempre iam aprendendo mais, ganhando saberes, apetências, caminhos que se separavam do meu. Tinha medo que a minha evolução ficasse por ali. Quando cheguei ao teatro dizia-se: “Estás a querer trabalhar para o público ou para a crítica?”. Era muito frequente, nos meios teatrais, especialmente as mulheres, dizerem: “A Ângela Pinto foi a maior actriz portuguesa e mal sabia ler.” Eu não queria ser a Ângela Pinto.
Quem é que queria ser? Estou a perguntar pelas referências, antes mesmo de perceber que queria ser a Maria do Céu Guerra.
Houve pessoas que me marcaram bastante na juventude. A Carmen Dolores. Era uma actriz que tinha biblioteca. Das poucas que tinham biblioteca. E que emprestavam livros. Depois conheci outras pessoas assim. A Glicínia Quartin. O Augusto Figueiredo, que gostava de ler Dostoiévski. Eu tinha medo que não fosse possível ser assim. Eu tinha medo que fosse obrigatório ser tão instintivo quanto inculto.
Como se o talento devesse ser um génio por domar?
Sim. Depois percebi que não, que não devia ser instintiva e inculta. Como é que começámos?
(...)»
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E, claro, parabéns à Maria do Céu Guerra, por tudo, e em particular pela CIDADANIA CULTURAL que por aqui há muito lhe reconhecemos e admiramos.



«as mulheres de 50 anos são “invisíveis” e “demasiado velhas”»


(montagem)



Leia as afirmações da criatura aqui, e a propósito o artigo de Patrícia Reis neste endereço. É sobre isso a imagem acima.
E pode saber mais no site da revista Marie Claire. A nota que introduz o trabalho:
«Note : Yann Moix, dans le cadre d’une interview dans notre dernier numéro, s’est exprimé sur les femmes. Ses mots, nous les trouvons choquants. Nous le lui avons dit, et nous l’avons écrit. Ces mots - qui illustrent un jeunisme pour le moins banal - n’ont pas choqué que nous, et c’est tant mieux. En tant que journal, nous n’échangeons pas qu’avec celles et ceux qui pensent comme nous : nous affrontons la réalité, y compris quand elle nous heurte et nous malmène. Car c’est de ça qu’il est question. Cette pensée réductrice pour les femmes existe dans l’esprit de bon nombre de nos contemporains. Et la réalité de notre société, quand elle est mise au jour, nous intéresse car alors on peut la regarder droit dans les yeux. Tant mieux si de cela la discussion est née. Nous nous adressons au libre arbitre de nos lectrices et par conséquent ne voulons pas leur dire quoi penser».