terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

«caiu o número de filmes protagonizados por atrizes»




«2017 foi o ano do #MeToo, o movimento que começou com a denúncia dos assédios sexuais a mulheres em Hollywood e se espalhou pelo mundo, mas as notícias não são boas no grande ecrã: caiu o número de filmes protagonizados por atrizes.
O estudo anual sobre representatividade no cinema feito pela Universidade de San Diego indica que só 24% dos filmes mais rentáveis do ano passado tinham mulheres no centro da história, abaixo dos 29% de 2016.
Isto aconteceu apesar dos três maiores sucessos nos EUA terem personagens femininas como protagonistas: "Star Wars: Os Últimos Jedi", "A Bela e o Monstro" e "Mulher-Maravilha".
Estes filmes eram produções de grande orçamento dos maiores estúdios de Hollywood, mas o estudo mostrou que ainda continuam a ser o cinema independente a dar mais oportunidades, contribuindo com 65% das produções lideradas por atrizes.
As mulheres representaram 37% das personagens mais importantes, um valor igual ao de 2016, e 34% de todos os papéis com diálogos, uma subida de 2%.
Graças ao sucesso de filmes como "Girls Trip" (inédito em Portugal), as personagens femininas de raça negra subiram de 14 para 16%. As latinas passaram de 3 para 7%, o mesmo que as asiáticas, que subiram um ponto.
Outra conclusão mostra que ainda há muito a fazer no mundo do cinema: 46% de todas as personagens masculinas tinham mais de 40 anos, mas isso só aconteceu com 29% das femininas».




DEBATE | «Religiões e Identidades: Contributo ou obstáculo para a Igualdade de Género?»| 7 MARÇO 2018 | 18:00 H | BIBLIOTECA MUNICIPAL FERNANDO PITEIRA SANTOS | AMADORA


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

«Claro que fui assediada»

«Turning promises into action: Gender equality in the 2030 Agenda for Sustainable Development»


«“Turning promises into action: Gender equality in the 2030 Agenda for Sustainable Development”, UN Women’s new flagship report, provides a comprehensive and authoritative assessment of progress, gaps and challenges in the implementation of the Sustainable Development Goals (SDGs) from a gender perspective. The report monitors global and regional trends in achieving the SDGs for women and girls based on available data, and provides practical guidance for the implementation of gender-responsive policies and accountability processes. As a source of high-quality data and policy analysis, the report is a key reference and accountability tool for policymakers, women’s organizations, the UN system, and other stakeholders». Continue a ler.


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

MOSTRA NA BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL|«O Agora… é tudo o que temos / Constança Capdeville (1937-1992)»| ATÉ 12 MAIO 2018



Agora… é tudo o que temos

Constança Capdeville (1937-1992) 

MOSTRA | 8 fev. - 12 maio '18 | Mezzanine | Entrada livre


«Compositora, intérprete e professora, Constança Capdeville foi uma figura de destaque no panorama musical português pelo seu espírito inovador na conceção, na forma e nos materiais utilizados para a criação musical e na função que conferiu ao próprio concerto, enquanto espetáculo participado». Saiba mais.




pensamentos  de Constança Capdeville de entre
 os muitos que podem ser lidos na Mostra


MARIA FILOMENA MOLDER | «Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais»





«O que estás a tentar fazer nem sempre tem bons resultados. Deita fora essa proximidade contigo, põe de lado esse feitiço da rememoração a quente. Põe o lamento na boca de outrem. Desfaz essa amizade com o teu próprio lamento. Deita pela borda fora os objectos sensíveis com os quais encheste a memória, alguns são surpreendentes, mas tens de te livrar deles e talvez te reapareçam desfigurados, macerados pelas ondas, transformados em pertenças do mar. Já não são mais teus, já não te protegem. Estão prontos para serem pastos das tuas chamas. Assim como os tens são refractários ao fogo, não consegues transformá-los em cinzas. E é isso por que anseias, sem saberes como fazê-lo. Tenta o que te disse. Requer uma disciplina feroz, uma frieza, um desprendimento, a que terás de obedecer sem teres de te decidir. Às vezes, sem dares por nada, já começaste a experiência que, também inadvertidamente, interrompes, e de novo te prendes amorosamente às tuas lembranças. Não encostes o ouvido à concha, o segredo que ouvias foi enterrado. Agora desce entre os mortos. Ao terceiro dia, ressurreição. Isso não sei.»

Do capítulo «Motivos obrigados». Saiba Mais.

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Uma entrevista da autora   - «A vida que não é digna de ser vivida tem de cessar» -  aqui, no DN.


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

«EVERY CHILD ALIVE | The urgent need to end newborn deaths»




«Imagine for a moment that you are about to give birth. You are at home, accompanied only by a few members of your family. You are in pain, but you have no access to a doctor, nurse or midwife. You know there is a real risk that both you and the baby you have been waiting to meet may not survive the birth. Even if you and the baby survive, you know that the coming days and weeks will be filled with danger.
Imagine now that you are a midwife, preparing to deliver a premature baby. The health centre where you work has no running water, no electricity and few supplies. You are standing in the dark, your mobile phone clenched between your teeth, its dim glow the only light available to guide you. The mother before you is 16 years old. She is entering the active phase of labour. You are her only source of medical help and hope.
These scenarios illustrate the harsh reality faced by millions of mothers, babies and health workers around the world. It is a reality that we can and must change to keep 
EVERY CHILD ALIVE»


ESTUDO | «Gender Equality in the Media Sector»




«This study was commissioned by the European Parliament’s Policy Department for Citizens' Rights and Constitutional Affairs at the request of the Committee on Women's Rights and Gender Equality. It examines key elements of the European policy agenda pertaining to gender equality in the media sector. It also reviews existing research on women's representation within media content and the media workforce. The study provides analysis of actions to promote gender equality in the media at both EU and Member State levels. Finally, it presents case studies of gender equality in the media sector in four Member States: Austria, Malta, Sweden, and the UK». 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

«Galeria de arte remove quadro com mulheres nuas para promover debate»


«Depois de retirarem a pintura - um dos mais icónicos quadros de John William Waterhouse’s - os galeristas pedem agora às pessoas para partilharem a sua opinião sobre o assunto, até para perceber como podem “falar da coleção de maneiras relevantes para o século XXI”». Leia na integra.


FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2018 | 13 a 17 março | SALVADOR | BAIA | BRASIL





Do Programa, por exemplo:


Veja aqui

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A CAMINHO DO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES 2018 | TEMA DA UN WOMEN |«Agora é o momento: ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres»

Veja aqui

E recorrendo à ONU Mulheres do Brasil:


«O tema para o Dia Internacional da Mulher, o 8 de março, é “Agora é o momento: ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres”. Neste ano, o Dia Internacional da Mulher se soma ao movimento mundial sem precedentes por direitos, igualdade e justiça das mulheres. O assédio sexual, a violência e a discriminação contra as mulheres capturaram as atenções e o discurso público, com uma crescente determinação em favor da mudança.
Pessoas de todo o mundo estão-se mobilizando para conseguir um futuro que seja mais igualitário. Esta ação tem se manifestado na forma de marchas e campanhas mundiais, incluindo o movimento #MeToo, nos Estados Unidos da América e seus reflexos em outros países, como protesto contra o assédio sexual e a violência, por exemplo: #EuTambém, no México, Espanha e América Latina e outros lugares; #QuellaVoltaChe, na Itália; #BalanceTonPorc, na França; e #Ana_kaman, nos Estados Árabes; “Ni Una Menos”, uma campanha contra o feminicídio que surgiu na Argentina; e tantas outras iniciativas, abordando questões que incluem desde igualdade salarial até a representação política das mulheres.
O Dia Internacional da Mulher 2018 é uma oportunidade para se transformar esse impulso em medidas para empoderar as mulheres de todos os lugares, rurais e urbanos, e reconhecer as pessoas ativistas que trabalham sem descanso para reivindicar os direitos das mulheres e conseguir que se desenvolvam no seu potencial pleno.
Em sintonia com o tema prioritário do próximo 62º período de sessões da Comissão sobre a Situação das Mulheres, o Dia Internacional da Mulher também presta atenção aos direitos e ao ativismo das mulheres rurais, que constituem mais de 25% da população mundial e a maioria de 43% das mulheres da força de trabalho agrícola mundial.
Estas mulheres cultivam as terras e plantam sementes para alimentar as nações, garantem a segurança alimentar das suas comunidades e geram resiliência diante do clima. Contudo, em praticamente todas as medidas de desenvolvimento, as mulheres rurais estão atrasadas em relação aos homens rurais e as mulheres urbanas devido às desigualdades de gênero e a discriminação arraigadas. Por exemplo, menos de 20% das pessoas em todo mundo que possuem terras são mulheres, e que se pese a diferença mundial de salário de entre mulheres e homens se situa em 23%, nas áreas rurais pode chegar até 40%. Por outro lado, elas carecem de infraestrutura e serviços, trabalho decente e proteção social e se encontram em uma situação mais vulnerável em face dos efeitos das mudanças climáticas». Continue a ler.

A CAMINHO DO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES 2018 | A Escola de Mulheres - Oficina de Teatro faz balanço | ENTRE 8-10 MARÇO









A questão da MULHER  é central para esta Companhia – o nosso Manifesto de 8 de março de 1995 é claro – “Privilegiar o trabalho feminino em todas as vertentes do Teatro: Autorias, Intérpretes, Técnica. Privilegiar as questões do feminino através de textos que reflictam as questões que as afectam sem dar imagens estéreotipadas das Mulheres”.
 
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«23 anos após a criação de Escola de Mulheres-Oficina de Teatro, considerámos que seria a altura de fazer um balanço em forma Teatral (Performativa se se preferir) do trabalho desenvolvido e a desenvolver num futuro próximo. A questão da MULHER  é central para esta Companhia – o nosso Manifesto de 8 de março de 1995 é claro – “Privilegiar o trabalho feminino em todas as vertentes do Teatro: Autorias, Intérpretes, Técnica. Privilegiar as questões do feminino através de textos que reflictam as questões que as afectam sem dar imagens estéreotipadas das Mulheres”.
Para tal reservámos 3 dias sucessivos com entradas livres, desde 8 a 10 de Março de 2018 com o seguinte Programa:
Dia 8 de Março às 21h 30m – Aniversário da Escola de Mulheres com lançamento do Catálogo dos 23 anos da Companhia, apresentação de um PowerPoint com imagens dos espectáculos. Passagem do vídeo do espectáculo da apresentação pública da Companhia e do seu Manifesto no dia 8 de março de 1995. Leitura Encenada de Cheias de Graça de Isabel Medina. Colóquio sobre o Dia Internacional da Mulher e a situação da Mulher no Teatro, com a participação da dirigente do Movimento Democrático de Mulheres, Isabel Cruz e de mulheres de Teatro.
Dia 9 de Março às 21h 30m – A Prostituição e o Tráfico de Mulheres. Apresentação do docudrama de Isabel Medina, com Produção da Escola de Mulheres “Caçadores de Anjos”. Colóquio com um Dirigente da Associação O Ninho
Dia 10 de Março às 21h 30m – A Mulher na Prisão/O Teatro – Passagem do Documentário de Luisa Pinto e Caroline Maia - Rompendo os Muros da Prisão. Trabalho Teatral realizado por Luisa Pinto no âmbito do seu Doutoramento, com reclusos e reclusas dos Estabelecimentos Prisionais de Santa Cruz do Bispo, com texto O Filho Pródigo de Helder Wasterlain e João Maria André e a colaboração de Actores Profissionais nos quais se inclui a Directora da Escola de Mulheres, Fernanda Lapa.
Colóquio com Luisa Pinto, Caroline Maia, Fernanda Lapa e do Autor do texto, Professor Doutor João Maria André».


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Há 100 anos o parlamento britânico aprovou o direito das mulheres ao voto, a Tate associa-se às comemorações

Veja mais

MULHERES E MENINAS NA CIÊNCIA | «A ciência e a igualdade de gênero são ambos vitais para o desenvolvimento sustentável. No entanto, mulheres e meninas continuam a ser excluídas da participação integral na ciência: menos de 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres.»

Leia na integra

Sobre a mensagem da imagem veja também aqui, de onde retiramos:

«Mulheres e meninas na ciência

 A ciência e a igualdade de gênero são ambos vitais para o desenvolvimento sustentável. No entanto, mulheres e meninas continuam a ser excluídas da participação integral na ciência: menos de 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres.


Lidar com alguns dos maiores desafios da Agenda para Desenvolvimento Sustentável – da melhoria do sistema de saúde ao combate da mudança climática – dependerá do aproveitamento de todos os talentos. Isso significa fazer com que mais mulheres trabalhem nesses campos. A diversidade na pesquisa expande o grupo de pesquisadores talentosos, trazendo nova perspectiva, talento e criatividade.
A igualdade de gênero deve ser considerada um meio fundamental para promover a excelência científica e tecnológica. Na verdade, o potencial inexplorado de meninas e mulheres brilhantes interessadas em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Science, Technology, Engineering and Mathematics –  STEM), mas que optam por não estudar ou seguir carreiras nesses campos devido a vários obstáculos que enfrentam, representa uma oportunidade perdida, tanto para as próprias mulheres como para a sociedade como um todo. (...). Continue a ler.

E aproveite-se a ocasião para sabermos das «nossas mulheres» na Ciência:
Veja aqui

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

NATÁLIA NUNES






Natália Nunes morreu.  A notícia no jornal Público: «A escritora Natália Nunes, autora dos romances Regresso ao Caos e Assembleia de Mulheres, morreu esta terça-feira na Ericeira, aos 96 anos, disse sua filha à agência Lusa. Nascida em Lisboa, a 18 de Novembro de 1921, destacou-se nas letras através de romances como Autobiografia de Uma Mulher Romântica e Vénus Turbulenta, mas também como dramaturga e ensaísta, e construiu uma das mais vastas obras, como contista, na literatura portuguesa, com títulos como Ao Menos um Hipopótamo, As Velhas Senhoras ou Louca por Sapatos.
Resistente antifascista durante os anos de ditadura, membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Escritores, encerrada pela PIDE, polícia política do regime, em 1965, Natália Nunes era "considerada unanimemente uma das jovens mais bonitas da capital", como a definiu o seu marido, o escritor e pedagogo Rómulo de Carvalho (1906-1997), conhecido poeta António Gedeão». Continue a ler.
Se não conhece a obra de Natália Nunes, talvez mereça atenção este comentário que se pode ler na internet: «Descobri esta escritora recentemente. Pergunto-me como nunca tinha ouvida falar em Natália Nunes. O que andei a perder... Vale a pena ler». Um dos seus livros, já atrás referido:





SINOPSE
«Sim, o que é preciso é adaptarmo-nos às circunstâncias. Para mim isto é um emprego a fingir; ainda não criei a consciência, a noção sequer, de que estou empregada... Chegou a hora, deixa-me mas é ir andando... ¿ Ó Filomena, onde comprou esse casaco? É bonito. (Que azul tão feio! Não tarda esteja todo desbotado. O azul é uma cor falsa. Não gosto nada de botões amarelos. E de metal, para mais. A saia plissada também não lhe fica lá muito bem, porque ela tem umas ancas largas... E, depois, já não há criada de servir que não tenha uma saia plissada de terylene. Tudo tende a abastardar-se. Qualquer dia... Olhem, agora reparo, ela oxigena o buço e a penugem da barbela. Ainda gostava de perceber como é que aquele figurão... Será o mesmo, de facto? É, de certeza.)». Saiba mais.

«Good and bad help»


Disponível aqui.

«Foreword
We are at a critical point in all of our social programmes. It is no exaggeration to say that we face a perfect storm. We know that trust and confidence in the deliverers of services are low and falling. We know that both demographic pressures and fiscal constraint affect how much we can spend. And we know that dissatisfaction with public and social programmes is felt as much by the people who use them, as by those who work so hard to provide them.
This report suggests a new way – it highlights the incredibly exciting work going on across the country to build the confidence and ability of individuals and to enable them to make the change necessary to live healthier, happier and more fulfilled lives. This is no quick fix. It involves profound changes in power relations, and a conscious and well evidenced understanding of personal motivation – but the prize is great. The opportunity for people to shape their own life experience, in the way in which they wish, with the support and encouragement of those whose purpose is to serve. If we can genuinely understand the difference between good help and bad help, we stand a chance of ensuring that social programmes are mutually supportive, and effective».
Julia Unwin, CBE, Chair of Advisory Panel




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

DOS OUTROS | FRANÇA | a exemplaridade que se exige ao setor da cultura em matéria de igualdade entre homens e mulheres

 Recorte da captura da homepage do site do Ministério da Cultura e da Comunicação de França

«(...)
« Il est des domaines dans lesquels nous ne pouvons pas attendre que les choses changent d’elles-mêmes » : c’est en ces termes que la ministre de la Culture, Françoise Nyssen, a entamé son discours à l’occasion du comité interministériel pour l’égalité entre les hommes et les femmes dans la culture et la communication.  « L’égalité femmes-hommes a fait plus de progrès en soixante-dix ans, sans doute, qu’en plusieurs millénaires », a-t-elle poursuivi. « Mais nous n’avons fait que la moitié [du chemin] ». (...)». Veja na integra.


VISIBILIDADE | «Exposição - Ana de Conta Colaço - Museu José Malhoa - Curadoria de Ana Pérez-Quiroga» | ATÉ 4 MARÇO 2018




Quem conhece Ana de Conta Colaço? A exposição a que se refere este post certamente contribuirá para a visibilidade que merece.


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

EXPOSIÇÃO | MDM | «50 anos em movimento/Mulheres fazendo história»| INAUGURAÇÃO | 15 FEV 2018 | 16:00H | BIBLIOTECA NACIONAL | LISBOA


«IMPACTO DE GÉNERO DE ATOS NORMATIVOS»


Leia aqui

Um excerto:
..............................
Artigo 3.º
Objeto da avaliação prévia de impacto de género
A avaliação prévia de impacto de género tem por objeto a identificação e ponderação na elaboração dos projetos de atos normativos, entre outros, dos seguintes aspetos:
a) A situação e os papéis de homens e mulheres no contexto sobre o qual se vai intervir normativamente;
b) A existência de diferenças relevantes entre homens e mulheres no que concerne o acesso a direitos;
c) A existência de limitações distintas entre homens e mulheres para participar e obter benefícios decorrentes da iniciativa que se vai desenvolver;
d) A incidência do projeto de ato normativo nas realidades individuais de homens e mulheres, nomeadamente quanto à sua consistência com uma relação mais equitativa entre ambos ou à diminuição dos estereótipos de género que levam à manutenção de papéis sociais tradicionais negativos;
e) A consideração de metas de igualdade e equilíbrio entre os sexos definidas em compromissos assumidos internacionalmente pelo Estado Português ou no quadro da União Europeia.
.............................

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

GASTÃO CRUZ | «Existência»



SOBRE O LIVRO
«No seu novo livro de poesia Gastão Cruz convida-nos para uma poderosa reflexão sobre a vida, a memória, o envelhecimento e o espectro da morte». Saiba mais.




«desigualdade entre jovens e mais velhos»



Sobre o Relatório da imagem:

FMI. “Uma geração inteira pode nunca recuperar” na Europa

Economistas do FMI alertam para o agravamento substancial na desigualdade entre jovens e mais velhos criada na Europa e dizem que isso pode levar a uma polarização nas preferências políticas. Leia na integra.
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A propósito deste relatório, e também do que já divulgámos aqui, talvez lhe interesse:


"Ter uma família numerosa é quase uma manifestação exterior de riqueza"


Carlos Carvalhas defendeu, n'"A Opinião" da TSF, que é preciso melhorar a distribuição de rendimentos para combater o envelhecimento da população. Mais aqui.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

«WOMEN, ARTS, AND SOCIAL CHANGE» | o poder das artes e das mulheres para a mudança



«Women, Arts, and Social Change is a public program initiative highlighting the power of women and the arts as catalysts for change that launched in October 2015. FRESH TALK, the signature program of the initiative, expands the dialogue on what it means to be champions of women through the arts. Programs feature curated conversations with leading innovators and thought leaders from a range of disciplines discussing cause-driven topics that are relevant to diverse audiences today». Saiba mais.

A próxima iniciativa do Programa:
E sobre as Conversas passadas há vídeos: veja aqui.

«A viuvez deixa-os perdidos no espaço doméstico, incapazes de apontar a localização do fogão ou do frigorífico. Elas, pelo contrário, manejam muito mais facilmente a solidão. Eis uma das razões – para além das demográficas – que ajudam a perceber por que há quatro vezes mais viúvas do que viúvos»



“Uma mulher vive bem sozinha. Eles nem com a Bimby se esenrascam”



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

PEPETELA | «A Geração da Utopia»





Das Notícias da UCCLA: 
«Livro "A Geração da Utopia" de Pepetela
Destacamos o livro "A Geração da Utopia" que, e após a publicação do último livro sobre a Casa dos Estudantes do Império pela UCCLA, não poderíamos deixar de destacar o romance de Pepetela que relata a vivência da casa.
No livro, o escritor angolano Pepetela, traça, a partir de movimentos temporais, a trajetória histórica da última metade de século XX em Angola. Da década de 60 aos anos 90, a narrativa percorre momentos distintos do processo sociopolítico e cultural por que vem passando o país.
 Em a Geração da Utopia, Pepetela, enquanto autor e ator no processo histórico do seu país, consegue, através de um misto entre a subjetividade das viagens interiores de alguns personagens e a suposta objetividade de alguns aspectos da trajetória da história recente de Angola, apresentar uma leitura justamente desse processo». 

E do site da União dos Escritores Angolanos: «(...)As mesas estavam todas ocupadas, aos grupos de quatro. A maioria era de angolanos, todos misturados, brancos, negros e mulatos, estes bem mais numerosos. Os caboverdianos, que se misturavam facilmente com os angolanos, eram quase exclusivamente mulatos. Os guineenses e são-tomenses, mais raros, eram negros. Os moçambicanos eram na quase exclusividade brancos. E tinham a Professor de Língua Portuguesa e Redação do Colégio Militar do Rio de Janeiro. professor de Literatura Portuguesa e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa da Faculdade da Região dos Lagos (Ferlagos - Cabo Frio, RJ). tendência de se juntar aos grupos. Mesa unicamente constituídas por brancos era de moçambicanos. A british colony, como diziam ironicamente os angolanos. A apresentação da complexidade das diferenças numa aparente massa homogênea é algo que se faz presente nas quatro partes do romance. Se por um lado o heterogêneo não chega a ser elemento surpresa, visto ser esse um dos mais significativos caracteres da Modernidade, por outro, no romance, ele funciona como ingrediente explicitador das intrincadas relações que se estabelecem entre os personagens, o que influenciará suas trajetórias pessoais, bem como a de todo o grupo. É que a viagem, no caso, imposta aos jovens oriundos das colônias, provoca o encontro que faz ressaltar mais as diferenças que as semelhanças. Nas palavras de Schollhamer, é preciso que (...) sublinhemos que se a viagem é um encontro com o outro, experimentado pelo viajante como uma dramatização da relação entre identidade e diferença, esse viajante - ele ou ela - é ao mesmo tempo catalisador para uma identificação do outro, do nativo, do explorado, do descoberto, ou do descrito e representado como objeto do seu discurso.Apesar de serem cidadãos portugueses nascidos em África, os estudantes em Lisboa vivenciam um tipo peculiar de exílio. Esse termo, nos dicionários, é definido como o afastamento forçado ou voluntário da pátria. É também "desterro" ou "banimento"(...). Leia na integra.


VASCO ARAÚJO | «Era uma exposição maravilhosa, pois enquanto hoje em dia há imensos movimentos que tratam sobre o género, na altura ninguém falava do assunto»


Leia aqui


Um excerto:
«(...)
LV: A primeira vez que eu vi essa peça foi em Barcelona numa exposição que se chamava “Trans Sexual Express: a classic for the third millennium”, em 2001.
VA: Montei essa peça pela primeira vez numa exposição na Fábrica da Pólvora, quando esta abriu, num espaço que ia ser um laboratório de fotografia. As pessoas ficaram muito surpresas, porque não havia nenhum artista português a vestir-se de mulher, era uma coisa que ainda não acontecia na arte em Portugal. Aliás, eu depois mais tarde fiz outra peça em vídeo, chamada La Stupenda, que também mostrava uma cantora de ópera (que era eu outra vez) e as reacções que ouvia era “ah, é o Herman José”, porque era a referência mais próxima que as pessoas tinham. Eu não estava propriamente a afirmar a questão do género, era mais um olhar sobre a intimidade daqueles seres.
“Trans Sexual Express” foi a minha primeira exposição internacional. Eu era muito novo, deveria ter 26 ou 27 anos, e uma das curadoras veio a Portugal e seleccionou essa peça. Era uma exposição maravilhosa, pois enquanto hoje em dia há imensos movimentos que tratam sobre o género, na altura ninguém falava do assunto.



LV: Esta peça vai passando por vários contextos e adapta-se sempre.

VA: Está sempre a adaptar-se. Agora quando a remontei pensei “engraçado isto agora faz sentido outra vez”, mesmo com estes movimentos todos recentes sobre identidade e género. (...)». Leia mais.



Vasco Araújo | Still do vídeo La Stupenda, 2001.