quinta-feira, 30 de novembro de 2017

RAQUEL GASPAR SILVA | «Fábrica de Melancolias Suportáveis»





O critico José Mário Silva na Revista do Expresso sobre o livro começa assim: «Poderosa estreia de Raquel Gaspar Silva na ficção, este romance é um notável exercício narrativo sobre os poderes e limites da memória». E termina deste modo: «Sobre o seu talento e a força da sua voz, porém. não restam dúvidas (basta ler a frase em que uma mulher, após uma tentativa de suicídio , vem "à tona como um lenço de seda amarrotado")».

Ainda sobre o livro como se pode ler aqui:
«Sentada no banco da igreja, na nave central, mesmo no epicentro da cova da fábrica, trabalhando na forja da sua história, ouvindo as outras vozes que ascendiam do entulho dos mortos por baixo de si.» A narradora esperou pela morte dos seus para começar a transformá-los em personagens. Mas Carlota, irmã dedicada, mãe de uma prole a que nunca deu à luz, não morreu. Vive na história, numa cúpula de eternidade indestrutível. Esta história é dela e (talvez) para ela. Foram poucas as vezes em que Carlota contou alguma coisa sem omissões — era assim que se libertava dos outros. Contou que eram seis irmãos e que nunca passaram fome. Dos pais, lembrou a coragem, e à memória que deles tinha acrescentava elogios — mas quando o fazia, recuava ou inclinava o corpo para trás. Quando todas as personagens começaram a morrer, o rebuliço incómodo da escrita surgiu. A ferida. E como saber tudo? Onde está a verdade? Não importa. Na fábrica de memórias suportáveis em que todos nos vemos, em que nos encontramos, nestas páginas sobre o que é ser uma família e o que é recordar, somos todos uma história. Um romance cuja ação decorre no Alentejo, marcado por um registo muito português. Uma estreia literária de maturidade incomum, o romance afirma uma nova voz na literatura portuguesa».




OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! | TALVEZ LHES INTERESSE (90) | «Cachecóis para aquecer o coração»





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terça-feira, 28 de novembro de 2017

«O HUMANO EM PRIMEIRO PLANO»







«Um livro de imagens olha-se, contempla-se. É também o que sucede aqui, mas neste caso o que emerge em cada página não é o património cultural e arquitetónico, mas o património humano. As mulheres e os homens que fazem o Vaticano». Leia mais.




«Gestação para quem? O debate feminista sobre gestação de substituição»





«Resumo

O debate sobre a gestação de substituição está a dividir os feminismos dentro e fora da academia. Em Itália e Espanha, entre outros países, este tema está no centro de polémicas e embates polarizados, que lembram os que dizem respeito à questão do trabalho sexual.
Em Itália, em particular, a gestazione per altri (GPA) foi utilizada como ferramenta de chantagem política por parte das forças conservadoras católicas e de direita no momento da aprovação da lei sobre as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo: de facto, o artigo do projeto de lei que estabelecia a co-adoção teve que ser eliminado, acusado de encorajar o uso da gestação de substituição por parte de homens gays. Nessa altura, o debate fora do Parlamento envolveu também diversas componentes do ativismo feminista e LGBTQ+, situação que continua a verificar-se apesar de terem passado quase dois anos. Diferentemente do que acontece em Espanha e Portugal, uma fratura significativa verificou-se dentro do movimento LGBT institucional, pois a maior associação lésbica do país alinhou-se contra a GPA, sustentando tratar-se, sempre e sem exceção, duma prática de exploração dos corpos das mulheres.
Neste workshop utilizarei dados e informações recolhidas no meu trabalho de investigação em Itália sobre pais gays que recorreram à gestação de substituição, no âmbito do projeto INTIMATE (www.ces.uc.pt/intimate), de modo a estimular uma discussão participativa que tenha em conta as diferentes posições feministas sobre o tema». Saiba mais.


sábado, 25 de novembro de 2017

25 NOVEMBRO | DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRAS AS MULHERES | «Centenas de pessoas, entre as quais deputados e três ministros, marcharam esta tarde, em Lisboa, para pedir que "nem mais uma" mulher seja vítima de violência doméstica e contra a discriminação»



Leia mais no site da TSF.
Sobre a iniciativa veja também, por exemplo,

25 NOVEMBRO | DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRAS AS MULHERES | «O MDM - Movimento Democrático de Mulheres - vai assinalar esta data com iniciativas em vários pontos do país»


«25 de Novembro é o Dia Internacional para a eliminação da violência contra as mulheres. O MDM – Movimento Democrático de Mulheres – vai assinalar esta data com iniciativas em vários pontos do país. Entre exposições, debates e projecções de documentários, destacamos a apresentação de uma Aplicação para Smartphone de apoio a vítimas de violência doméstica, desenvolvida no âmbito do Projecto “Mulher Q Vive + aQui”, no distrito de Évora.
O MDM considera que a violência contra as mulheres é um flagelo social, que apesar da legislação, da prevenção e da protecção das vítimas, atingiu, em Portugal, níveis extremos nos últimos anos. Este agravamento da violência não está desligado do empobrecimento e da perda de independência económica das mulheres decorrente das políticas de austeridade.
O MDM apela às mulheres para que exerçam os seus direitos, ao governo para que faça cumprir os direitos das mulheres e à sociedade para que respeite a dignidade das mulheres. Apela à luta por uma vida digna sem opressão nem discriminação, por uma sociedade onde as relações entre as pessoas, entre mulheres e homens, se baseiem no respeito pelos valores da solidariedade, igualdade e companheirismo».




«No âmbito da celebração do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, que se comemora no dia 25 de novembro foi lançada a campanha #NemMais1MinutodeSilêncio.»












sexta-feira, 24 de novembro de 2017

OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! | TALVEZ LHES INTERESSE (89) | Festival «Aproxima-te» | 23-26 NOV 2017 | CENTRO CULTURAL DE BELÉM






Sobre o Festival no Diário de Notícias:
«Quatro dias de atividades em Lisboa para aproximar crianças do património cultura
O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, vai receber durante quatro dias uma iniciativa que pretende aproximar crianças e famílias do património cultural, através do contacto com áreas tão diversas como dança, música, arte rupestre, pintura ou fotografia». Continue a ler.




CONGRESSO INTERNACIONAL |«Cidadania e Educação Fiscal na Lusofonia»| 28 NOV 2017 | MAPUTO






quinta-feira, 23 de novembro de 2017

«Permission to Stare. Arts and Disability»







«This new Fresh Perspectives issue explores the different approaches to disability in the performing arts, with a particular focus on contemporary dance. The publication includes a collection of personal letters written by artists and a more theoretical essay locating disability in the arts. Highlighting a variety of questions, and refusing to provide easy answers, the publication hopes to trigger the interest of readers new to the topic and to enrich the views of those already informed».



«PADRÃO ALIMENTAR MEDITERRÂNICO:PROMOTOR DE SAÚDE»


terça-feira, 21 de novembro de 2017

MULHERES EM DESTAQUE | Maria de Sousa | PRÉMIO UNIVERSIDADE DE LISBOA 2017



     (Créditos da foto: Egídio Santos / U.Porto)


A semana passada, a 13 de novembro, a cientista Maria de Sousa, Professora Catedrática Jubilada do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e Professora Emérita da U.Porto, foi agraciada  com o Prémio Universidade de Lisboa 2017O prémio Universidade de Lisboa 2017 foi atribuído a 26 de maio e por essa ocasião do que se escreveu:  à  « (...) imunologista Maria de Sousa – uma das primeiras mulheres portuguesas a serem reconhecidas internacionalmente pelas suas descobertas científicas.
Maria de Sousa formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.  Entre 1964 e 1966, esteve nos Laboratórios de Biologia Experimental em Mill Hill, em Londres, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian.
Profundamente estimada e muito respeitada na comunidade científica, Maria de Sousa é também uma humanista que cultiva o gosto pelas artes, pela história e pela poesia.
A Universidade de Lisboa premeia uma mulher que contribuiu de forma notável para o progresso da Ciência e para a projeção de Portugal no Mundo». Tirado daqui. E pode saber mais neste endereço.




Mas continuemos, recuperando esta entrevista de 2011,  onde entre outros assuntos fala do livro da imagem (que, a nosso ver, quem leu certamente não esquece). De lá:

«(...)
Porque é que decidiu fazer investigação?
Isso é uma pergunta importante. Não sei se é importante para vocês, eu acho Que é importante para a história da medicina. Eu fiz medicina, nos anos 50. Uma pessoa se estava atenta percebia que tinha muito pouca coisa para oferecer. A pessoa era simpática, falava com os doentes, tratava-os bem, mas a gente tinha poucos antibióticos e cortisona. Eu sentia muito que era preciso fazer investigação para saber mais.
Reparou que havia diferença internacionalmente?
Não havia diferença no que havia para oferecer, o que havia diferença era na atitude para aprender, isso é que era fundamentalmente diferente. Na Faculdade de Medicina da Lisboa os professores sabiam. Sabiam mesmo. Depois só tinham que ir à Biblioteca para perceber que não sabiam tanto como julgavam, ou nos faziam crer. Eu fui para Londres, fui para um laboratório em Mill Hill. Tinha oportunidade de conhecer as pessoas, os maiores nomes nas várias áreas. E lá as pessoas não sabiam… e eram os grandes nomes das áreas. Isso foi a experiência mais importante. Depois ainda vim para Portugal. Não correu muito bem porque as pessoas não estavam muito interessadas no que eu tinha feito. Havia pessoas, por outro lado, na Europa, que estavam interessadas e fui convidada para ir para Glasgow.
(...)
Um mundo imaginado, mas muito real
Em 1988, vivi de forma intensa e maravilhado “um mundo imaginado”. Uma experiência real de investigação científica através de um livro, com aquele título, então publicado na língua portuguesa pela Gradiva, editora que me ensinou a caminhar na ciência.
Linha após linha, página após página, eu, então jovem estudante de Bioquímica na Universidade de Coimbra, vivi 5 anos de uma história real e intensa de descoberta científica, num só fôlego, numa noite que se fez dia inúmeras vezes.
Vivi, através do relato rigoroso e apaixonado de June Goodfield, autora do livro, os dias e as noites sem horário, a entrega persistente e lúcida, os avanços e retrocessos, os obstáculos e os recuos, a alegria e o desespero silencioso do processo científico efectuado sob a linha do desconhecido por uma promissora cientista portuguesa a trabalhar nos Estados Unidos. (...)». Leia na integra.


Ainda, outra entrevista, a Anabela Mota Ribeiro, que também pode ler aqui  que como pode ver, no Público, começa com o destaque:
«MARIA DE SOUSA | esse espanto».  

EXPOSIÇÃO | «Os Trabalhadores Forçados Portugueses no III Reich» | ATÉ 22 JAN 2018 | CCB | LISBOA







«A 17 de novembro será inaugurada a primeira exposição que aborda o tema dos portugueses de todas as origens e condições que foram sujeitos a trabalhos forçados no âmbito do sistema concentracionário do III Reich, nomeadamente durante a II Guerra Mundial. A exposição Os Trabalhadores Forçados Portugueses no III Reich é resultado de um projeto de investigação do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, apoiado pela fundação alemã EVZ – Erinnerung, Verantwortung, Zukunft (Memória, Responsabilidade, Futuro), pelo Goethe-Institut e pela Associação CIVICA (França).O projeto é dirigido pelo historiador Fernando Rosas que coordena uma equipa de investigadores de vários países europeus».



Centro de Congressos e Reuniões | Piso 1

De segunda a sexta das 08:00 às 20:00

Sábados, domingos e feriados das 10:00 às 18:00
Saiba Mais.

____________________________


Sobre a Exposição no DN :
«Émile Henry, sobrevivente do campo de concentração nazi de Buchenwald, quis contar a sua história a Portugal, país onde escolheu viver, no livro "A Morte Lenta", que integra a exposição "Os trabalhadores forçados portugueses do III Reich", inaugurada hoje.
"O que mais me custava era não dormir. A fome também não faltava, sobretudo do meio-dia às três horas, em que tinha a impressão de que uma tenaz me torcia até à tortura. Mas o não dormir era o pior. Mesmo contra a vontade, os olhos fechavam-se-me e tinha que fazer um esforço violento para não cair", relatou Émile Levy, falecido há dez anos em Loulé, no seu livro, que teve duas edições de 100 exemplares, em 1946.
"O meu marido fez um testemunho para os portugueses. Dizia que as pessoas do país onde vivia tinham de saber o que se passou", recordou hoje à Lusa a mulher, Thérèse Henry, que assistiu, juntamente com as duas filhas e netos, à sessão que antecedeu a inauguração da exposição, no Centro Cultural de Belém. (...)». Leia mais.




segunda-feira, 20 de novembro de 2017

COMPANHIA MAIOR | «Humor Maligno» |ATÉ AMANHÃ NO CENTRO CULTURAL DE BELÉM






E lembremos a origem da Companhia Maior:
«(...)
O grupo, criado em 2010 por iniciativa do Centro Cultural de Belém, tem como particularidade o facto de só ter elementos com mais de 60 anos. Todos os anos, um encenador é convidado a trabalhar com eles ao longo de várias vezes, orientando workshops e criando um novo espetáculo. Penim, de 42 anos, gostou do desafio. E a primeira coisa que fez foi ouvir os seus atores e perceber o que eles queriam e não queriam fazer: "E o engraçado é que eles me disseram algo que eu já intuía e que ia ao encontro daquilo que me apetecia fazer. Há uma tendência para usar estes atores, devido à sua idade, como uma espécie de património da memória, da doçura, da passagem do tempo. E eles já estão fartos de contar as suas histórias e de servirem para esse escape de nos querermos ou emocionar ou saber aquilo que não vivemos. Então, decidimos fazer algo completamente diferente."(,,,). Leia mais sobre a Companhia e o Espectáculo no DN.







«Papa aplaude alargamento do Prémio Ratzinger, "Nobel da Teologia", à «beleza» das artes»




Após o discurso do papa foi 
executado o "Pater Noster", de Arvo Pärt.

«O papa regozijou-se hoje, no Vaticano, por o Prémio Ratzinger, tradicionalmente atribuído a teólogos, ter passado a incluir as artes, numa referência à distinção recebida pelo compositor estónio Arvo Pärt.
«Acolhi com alegria a ideia de alargar o horizonte do prémio para nele incluir também as artes, além da Teologia e das ciências a ela naturalmente ligadas», afirmou Francisco após entregar a distinção ao músico e a Theodor Dieter, teólogo alemão luterano, e Karl-Heinz Menke, teólogo e sacerdote católico igualmente germânico.
«É um alargamento que corresponde bem à visão de Bento XVI, que muitas vezes nos falou de modo tocante da beleza como via privilegiada para nos abrir à transcendência e encontrar Deus. Em particular, admirámos a sua sensibilidade musical e o seu exercício pessoal de tal arte como via para a serenidade e para a elevação do espírito», sublinhou».Leia aqui.


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

«ROSAS DE ERMERA»





«Poucos meses antes da Segunda Guerra Mundial, uma família separa-se em Lourenço Marques: Maria vai para Timor, os irmãos João e José (depois conhecido por Zeca Afonso) vão para Coimbra, para continuarem os estudos. Com o alastrar do conflito ao Pacífico e a invasão de Timor pelo Japão, as comunicações cessam e os três anos no campo de concentração fazem temer o pior. Em Rosas de Ermera, partindo das memórias dos irmãos sobreviventes e das músicas de Zeca, Luís Filipe Rocha conta uma aventura familiar numa época funesta da história de Portugal». DaquiE do que Jorge Leitão Ramos escreve no semanário Expresso :



Revista «E»| Expresso | 11NOV2017

Ainda: o trailer oficial pode ser visto aqui.



«LA TIERRA DE LA REINA DE SABA»



Já nos temos referido ao conceito da «Focus on Women», e uma vez mais o fazemos, talvez pela intensidade da imagem acima  a propósito de uma próxima viagem: à Etiópia. Veja aqui. De lá:

«VEN A PASAR TU NOCHEVIEJA EN ETIOPIA,
LA TIERRA DE LA REINA DE SABA

Si te has quedado con ganas de viajar a este fascinante país , ésta es la última oportunidad del año, que no te puedes perder. Disfrutarás muchísimo con todos los encuentros y actividades que hemos organizado con fantásticas anfitrionas locales inspiradoras»





quinta-feira, 16 de novembro de 2017

«The Istanbul Convention: combating violence against women at national and EU level»


«Following the tradition to celebrate the International Day for the elimination of Violence against Women, the Committee on Women's Rights and Gender Equality proposes this year to bring together European and National Parliamentarians around the theme: "The Istanbul Convention: combating violence against women at national and EU level".
The aim of the inter-parliamentary Committee meeting (ICM) is to assess what is the state of the ratification and implementation of the Istanbul Convention at EU and national levels and how it is being monitored by GREVIO. The event is taking place in a year that the EU is especially devoting to prevent and combat violence against women. The signature by the EU of the Council of Europe Convention on preventing and combating violence against women and domestic violence (the Istanbul Convention) has been the major milestone of 2017 in the common task of fighting gender-based violence». Saiba mais.




«Na maioria dos casos, os desastres constituem uma carga adicional para mulheres e meninas, pois é sobre elas que recai a responsabilidade do trabalho não remunerado»

Leia aqui
«(...)
Mulheres, meninos e meninas são 14 vezes mais propensos que os homens a morrer durante um desastre. É por isso que esses eventos nos recordam de que é vital levar em conta a diferença de impacto em homens e mulheres, e o mesmo vale para grupos excluídos, como crianças, jovens ou idosos que tendem a ser desproporcionalmente afetados.
Para entender os riscos, é indispensável incorporar aspectos de gênero nas análises de vulnerabilidade e capacidade comunitária. Na maioria dos casos, os desastres causam um fardo adicional para mulheres e meninas, pois é sobre elas que recai a responsabilidade do trabalho não remunerado (provisão de cuidados, água e alimentos para famílias, entre outros), bem como as condições de pobreza, de acesso à educação e de participação na tomada de decisão política e doméstica tornam-se mais agudas. As desigualdades econômicas e sociais fazem com que as mulheres tenham menos recursos e meios, o que aumenta sua vulnerabilidade às ameaças; ainda que, em contraposição, tenham desenvolvido uma série de capacidades familiares e organizacionais que contribuem para o desenvolvimento da comunidade.
No PNUD, apoiamos essa abordagem de gênero, considerando-a fundamental para garantir a integração das diferentes necessidades de homens e mulheres em todo o espectro da gestão de risco de desastres e da recuperação. Também cabem esforços para envolver as mulheres nos processos técnicos e de tomada de decisões para que elas possam reconstruir um mundo mais seguro e uma sociedade mais inclusiva.  (...)»

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

«Mulheres de Mar. Nasceram na praia e foram criadas nos barcos de pesca»




«A Reportagem TSF foi  conhecer mulheres nascidas e criadas no mar, entre barcos e redes de pesca.
As mulheres continuam a desempenhar um papel fundamental nas comunidades piscatórias da costa portuguesa. É a elas que competem os encargos familiares, a gestão da casa e dos filhos, mas também a gestão financeira das famílias.
Quase todas elas nasceram já ligadas à pesca, casaram com pescadores, e algumas viram os filhos partir para alto mar continuando uma viagem que começou há muitas gerações atrás. Todas elas são "Mulheres de Mar".
Nasceram na praia, cresceram na areia e foram criadas nos barcos e nas redes de pesca. São mulheres casadas com o mar.(...)». Pode ler mais e ouvir aqui.  Não perca!




«COP 23 : enjeux, mobilisations, place de l'égalité femmes-hommes»




«Présidée par les îles Fidji, la 23ème conférence des parties à la Convention cadre des Nations unies sur les changements climatiques ou COP23 se tient du 6 au 17 novembre 2017 au siège de la Convention cadre des Nations unies sur les changements climatiques, à Bonn en Allemagne. La COP23 vise un "dialogue de facilitation" pour accélérer des contributions nationales des Etats à partir de 2018. Celles-ci ne permettent pas actuellement d'atteindre les objectifs de l'Accord de Paris de contenir la hausse de la température « nettement en dessous de 2 °C » en 2100 par rapport aux niveaux préindustriels. Un enjeu suivi de près par Adéquations : la prise en compte de l'égalité femmes-hommes et des droits humains dans les négociations. Dans le cadre de la Plateforme Genre et développement, un débat aura lieu au Pavillon français le 15 novembre». Saiba mais.




terça-feira, 14 de novembro de 2017

Audrey Azoulay | «Ex-ministra da cultura francesa é nomeada chefe da UNESCO»



«(...)

Ela é a 11.ª diretora-geral 
da UNESCO e a segunda mulher 
a ocupar essa posição. (...)»

«GENDER EQUALITY AND EMPOWERMENT OF WOMEN AND GIRLS IN THE UK»



Um excerto no capitulo das artes:

«PRIORITIES AND GAPS - Within the arts and media, there are strong examples of progress towards gender equality in production and a significant body of work spelling out clearly the detrimental impact of the way women and girls are portrayed. However, there is no consensus on the major change required to sustain a fundamental shift in the current paradigm; the entertainment industry is ‘slow to progress in creating compelling and complex roles for females’. In 2015 the LSE Commission on Gender Inequality and Power recommended the formation of a UK-wide standing committee tasked with addressing the flaws in data and analysis and commenting publicly in response to high-profile negative portrayals of women, and this offers a positive mechanism for best practice. More consistent gender expertise in the Department for Culture, Media and Sport would support the government to act across the cultural agenda and to address the links between media images and coverage and VAWG highlighted by the Leveson Report, which concluded: ‘the images may reflect a wider cultural failure to treat women with dignity and respect and/or a practice which, intentionally or not, has the effect of demeaning and degrading women». 


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

«910 074 755»






número de contacto telefónico para todos os pedidos de transporte de vítimas de violência doméstica 

910 074 755



«O Serviço de Transporte de Vítimas de Violência Doméstica, e dos seus filhos e filhas, pretende assegurar o transporte rodoviário, em segurança, das mulheres vítimas de violência doméstica, dos/as dependentes a cargo, bem como dos seus pertences pessoais, desde as entidades encaminhadoras para a rede nacional de Casas de Abrigo ou para as Respostas de Acolhimento de Emergência em todo o território nacional (Portugal Continental)». +.


«10 Things You Can Do to Accelerate Women at Work»

Veja aqui

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

«Guerrilla feminista en un concurso machista»




«(...)
“Mi nombre es Camila Canicoba y represento al Departamento de Lima. Mis medidas son 2.202 casos por feminicidios reportados en los últimos nueve años en mi país”. Así, contundente, fue la respuesta de una de las participantes a la típica pregunta sobre sus caderas, pecho y cintura. Y la siguieron el resto de sus compañeras, enfundadas en dorados vestidos de lentejuelas. Una a una, fueron enumerando cientos de violaciones, explotación sexual, malos tratos. Datos de una realidad constante para un país, Perú, que ha registrado entre enero y septiembre 94 asesinatos machistas y 175 tentativas. (...)». Leia na integra no Blog Mujeres do El Paìs.




LEMBREMOS A AGENDA 2030 | UM ODS DE CADA VEZ | OBJETIVO 11 |«Cidades e Comunidades Sustentáveis»





«Até 2030, garantir o acesso de todos à habitação segura, adequada e a preço acessível, e aos serviços básicos, e melhorar as condições nos bairros de lata.
Até 2030, proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preço acessível para todos, melhorando a segurança rodoviária através da expansão da rede de transportes públicos, com especial atenção para as necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade, mulheres, crianças, pessoas com deficiência e idosos.
Até 2030, aumentar a urbanização inclusiva e sustentável, e as capacidades para o planeamento e gestão de assentamentos humanos participativos, integrados e sustentáveis, em todos os países.
Fortalecer esforços para proteger e salvaguardar o património cultural e natural do mundo. 
Até 2030, reduzir significativamente o número de mortes e o número de pessoas afetadas por catástrofes e diminuir substancialmente as perdas económicas diretas causadas por essa via no produto interno bruto global, incluindo as catástrofes relacionadas com a água, focando-se sobretudo na proteção dos pobres e das pessoas em situação de vulnerabilidade. (...)». Continue a ler.