quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

«O fotolivro Non Grata, de Åke Ericson, é um retrato singular do povo cigano realizado ao longo de oito anos, em dez países europeus»



Leia o trabalho do jornal Público 

“Indesejados”: um retrato profundo do povo cigano na Europa


Começa assim: «Foi sob o calor de Agosto de 2009, na cidade de Břeclav, na República Checa, que o fotojornalista sueco Åke Ericson tomou conhecimento de uma história que viria a alterar o rumo da sua vida. “O município acabava de relocalizar duas famílias ciganas, após tê-las expulsado das suas casas – onde viviam há várias gerações – para que, no mesmo local, pudesse ser construído um centro comercial”, explicou ao P3, numa entrevista via Skype. (...)».
Veja também no site da Autora. De lá:




LEMBREMOS A AGENDA 2030 | UM ODS DE CADA VEZ | OBJETIVO 16 | «Paz, Justiça e Instituições Eficazes»



«Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis»

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  • Reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade com ela relacionadas, em todos os lugares
  • Acabar com o abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra as crianças
  • Promover o Estado de Direito, ao nível nacional e internacional, e garantir a igualdade de acesso à justiça para todos
  • Até 2030, reduzir significativamente os fluxos ilegais financeiros e de armas, reforçar a recuperação e devolução de recursos roubados e combater todas as formas de crime organizado
  •  Reduzir substancialmente a corrupção e o suborno em todas as suas formas
  • Desenvolver instituições eficazes, responsáveis e transparentes em todos os níveis
  • Garantir a tomada de decisão responsável, inclusiva, participativa e representativa em todos os níveis
  • Ampliar e fortalecer a participação dos países em desenvolvimento nas instituições de governanção global
  • Até 2030, fornecer identidade legal para todos, incluindo o registro de nascimento
  • Assegurar o acesso público à informação e proteger as liberdades fundamentais, em conformidade com a legislação nacional e os acordos internacionais
  • Fortalecer as instituições nacionais relevantes, inclusive através da cooperação internacional, para a construção de melhor capacidade de resposta em todos os níveis, em particular nos países em desenvolvimento, para a prevenção da violência e o combate ao terrorismo e ao crime
  • Promover e fazer cumprir leis e políticas não discriminatórias para o desenvolvimento sustentável.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

HUGO MEZENA | «Gente Séria»






Sinopse
Uma criança anota pecados numa folha. Um tio põe um anúncio no jornal a dar-se como morto. Um pai dá biberões de vinho ao filho. Um avô assiste a julgamentos na televisão para sentir medo.
É numa família em que o machismo e a violência dão ordem à vida que se inicia esta história de busca e reconstrução do passado, mas também de crescimento e conquista da ternura, da capacidade de comunicação e compreensão do outro.
Um fresco de uma sociedade rural portuguesa que, no limiar da mudança de século, estava ainda em vias de se modernizar. +.





«A EUROPA NO FEMININO»




RECORTE DO ARTIGO DA REVISTA 
DO SEMANÁRIO EXPRESSO DE 12 JAN 2019 



Excertos: «(...)“As dificuldades financeiras são o maior entrave, uma vez que há apenas um rendimento para a manutenção do agregado familiar.” No entanto, acrescenta, “tenho uma família que me apoiou desde início. Há um apoio e presença forte da família alargada, nomeadamente da avó e avô paterno, que ajuda muito. Como diz o provérbio: ‘É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.’ Às vezes penso como conseguem viver as mulheres na mesma situação que não têm apoio financeiro da família. Há também alguns momentos de solidão e necessidade de partilhar os meus desafios com mulheres que vivem na mesma situação. Tenho o projeto de criar, um dia, um grupo que seja um espaço de encontro para mães que vivam na situação de monoparentalidade”. Quanto à sua filha: “Encara com toda a naturalidade a situação de família monoparental, uma vez que sempre viveu neste contexto desde que nasceu.”(...)Em Portugal, assim como na Europa, as mulheres estão em franca maioria. Portugal é mesmo o quarto país europeu com maior número de mulheres, só ultrapassado pela Estónia, Lituânia e Letónia. Na Europa são pouquíssimos os países em que o número de homens é ligeiramente superior ao de mulheres. Atualmente, a média europeia é de 105 mulheres por cada centena de homens, sendo que Portugal se qualifica bem acima desta média: por cada 100 portugueses, há 111 portuguesas. É no grupo etário mais velho (pessoas com mais de 65 anos) que esta diferença mais se acentua na Europa, e Portugal não foge à regra. Por cada 100 homens com 65 anos ou mais, há 133 mulheres da mesma faixa etária. O futuro, porém, parece trazer um reequilíbrio de género, já que nos jovens com idade até aos 18 anos, o padrão inverte-se na mesma proporção. Para cada centena de indivíduos do sexo feminino com 18 ou menos anos, há 105 do sexo masculino. A Letónia é o país mais feminino da Europa, com 118 mulheres por cada centena de homens, seguido de perto pela Lituânia, com mais 17 por cento de indivíduos do sexo feminino. (...). 


Destaque
«NA UNIÃO EUROPEIA, 7,7 POR CENTO DAS MULHERES COM IDADES ENTRE OS 25 E OS 49 ANOS VIVEM SOZINHAS COM OS FILHOS. NA MESMA FAIXA ETÁRIA, APENAS 1,1 POR CENTO DOS HOMENS VIVEM EM REGIME MONOPARENTAL»


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

«Maria do Céu Guerra é a primeira mulher distinguida com Prémio Vasco Graça Moura»





«(...) A atriz e encenadora foi a personalidade escolhida "por se ter destacado, ao longo da vida, numa prática de cidadania cultural, enquanto atriz, que levou à cena e por diferentes modos divulgou os grandes textos da literatura portuguesa e, nessa intervenção, que manteve em A Barraca como núcleo de irradiação cultural, formativo e vocacionado para a descoberta e criação de novos públicos", segundo o júri, ao qual presidiu Guilherme d’Oliveira Martins. (...)».
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Uma boa ocasião para ler ou reler esta entrevista de Anabela Mota Ribeiro.De lá este excerto:

« (...)De que é que tem medo? De falhar? Desapontar?
Não é bem desapontar. No princípio, quando era miúda, tinha medo da opinião dos outros. Tinha sobretudo medo de ser mal entendida. De ser entendida como uma pessoa superficial. As meninas que iam para o teatro eram tontinhas...
E galdérias. Havia esse rótulo. Numa sociedade puritana como aquela em que cresceu isso importava.
Importava muito. Eu sentia que não tinha um desafio intelectual com pessoas do meio [teatral]. E na minha universidade, as pessoas de sempre iam aprendendo mais, ganhando saberes, apetências, caminhos que se separavam do meu. Tinha medo que a minha evolução ficasse por ali. Quando cheguei ao teatro dizia-se: “Estás a querer trabalhar para o público ou para a crítica?”. Era muito frequente, nos meios teatrais, especialmente as mulheres, dizerem: “A Ângela Pinto foi a maior actriz portuguesa e mal sabia ler.” Eu não queria ser a Ângela Pinto.
Quem é que queria ser? Estou a perguntar pelas referências, antes mesmo de perceber que queria ser a Maria do Céu Guerra.
Houve pessoas que me marcaram bastante na juventude. A Carmen Dolores. Era uma actriz que tinha biblioteca. Das poucas que tinham biblioteca. E que emprestavam livros. Depois conheci outras pessoas assim. A Glicínia Quartin. O Augusto Figueiredo, que gostava de ler Dostoiévski. Eu tinha medo que não fosse possível ser assim. Eu tinha medo que fosse obrigatório ser tão instintivo quanto inculto.
Como se o talento devesse ser um génio por domar?
Sim. Depois percebi que não, que não devia ser instintiva e inculta. Como é que começámos?
(...)»
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E, claro, parabéns à Maria do Céu Guerra, por tudo, e em particular pela CIDADANIA CULTURAL que por aqui há muito lhe reconhecemos e admiramos.



«as mulheres de 50 anos são “invisíveis” e “demasiado velhas”»


(montagem)



Leia as afirmações da criatura aqui, e a propósito o artigo de Patrícia Reis neste endereço. É sobre isso a imagem acima.
E pode saber mais no site da revista Marie Claire. A nota que introduz o trabalho:
«Note : Yann Moix, dans le cadre d’une interview dans notre dernier numéro, s’est exprimé sur les femmes. Ses mots, nous les trouvons choquants. Nous le lui avons dit, et nous l’avons écrit. Ces mots - qui illustrent un jeunisme pour le moins banal - n’ont pas choqué que nous, et c’est tant mieux. En tant que journal, nous n’échangeons pas qu’avec celles et ceux qui pensent comme nous : nous affrontons la réalité, y compris quand elle nous heurte et nous malmène. Car c’est de ça qu’il est question. Cette pensée réductrice pour les femmes existe dans l’esprit de bon nombre de nos contemporains. Et la réalité de notre société, quand elle est mise au jour, nous intéresse car alors on peut la regarder droit dans les yeux. Tant mieux si de cela la discussion est née. Nous nous adressons au libre arbitre de nos lectrices et par conséquent ne voulons pas leur dire quoi penser».




quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

ROSE JAFFE | «The powerful and vibrant women around me inspire my work»



Rose Jaffe and the NMWA mural, photo by Adriana Regalado

JOSÉ PEDRO MONTEIRO | «Portugal e a questão do trabalho forçado»


Sobre o livro no DN: 


"E manda ainda o Senhor Deus pretos a este mundo"
Relatórios da administração colonial que denunciam "o bafio da escravatura" e uma diplomacia que tenta negar as acusações internacionais e adiar ao máximo a mudança: Portugal e a Questão do Trabalho Forçado, de José Pedro Monteiro, é um testemunho poderoso sobre o ocaso do Império português.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

DOS OUTROS | «Handbook Sweden’s feminist foreign policy»



«(...) The feminist foreign policy begins and ends with reality. The policy shall be based on facts and statistics about girls’ and women’s everyday lives, and shall produce results in people’s lives. Otherwise, it loses its relevance. (...)»



«Desobediência Civil»



Leia aqui

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

«Figuras femininas que cruzaram a vida de Jesus»




Leia aqui





ENVELHECIMENTO ACTIVO | Nancy Pelosi | COM 78 ANOS ELEITA PRESIDENTE DA CÂMARA DE REPRESENTANTES DO CONGRESSO NORTE AMERICANO







«Esta quinta-feira, 3 de Janeiro, a Câmara dos Representantes do Congresso Norte Americano elegeu o seu Presidente para o 116º mandato. É uma Câmara inédita sob vários aspectos: a primeira com 87 mulheres e 43 negras, tem a mulher mais nova de sempre (Alexandria Ocasio-Cortez, com 29 anos), as primeiras negras eleitas pelo Massachusetts (Ayanna Pressley) e pelo Connecticut (Jahana Hayes), as primeiras duas nativas americanas (Sharice Davids e Deb Haaland), as primeiras duas latinas do Texas (Veronica Escobar e Sylvia Garcia) e a primeira mulher eleita pelo Iowa (Abby Finkenauer). (...)
Assim, enquanto decorria a votação, Nancy sentou-se na bancada e nem pestanejou quando um colega propôs a candidatura do ex-Vice-Presidente Joe Biden. Acenando para os amigos e conversando com alguns, nem pareceu reparar nas propostas e votos contrários. No final, 16 democratas votaram contra ela, nada de alarmante. Criou-se assim outro ineditismo: a primeira mulher Presidente da Câmara dos Representantes em 2007-11 é também a primeira a sê-lo por duas vezes. (depois de ser Presidente da Minoria, entre 2011 e 2017). (...)
Ao longo dos anos, Nancy Pelosi sempre defendeu vigorosamente todas as causas liberais, desde a Interrupção Voluntária da Gravidez e facilitar a vida aos imigrantes. Sobre este último tema, que actualmente é uma das bandeiras de Trump, ela chegou a citar o Presidente Ronald Reagan: “Se fecharmos a porta a novos americanos, vamos perder muito em breve a nossa liderança no mundo”. Foi a favor da reforma da segurança social de Obama (“Obamacare”), dos direitos LBGT, da legalização da canábis; e foi contra as duas guerras do Iraque, a tortura dos prisioneiros de guerra (“waterboarding”) e a ausência de controlos sobre a compra de armas de guerra por cidadãos comuns.
Noutra entrevista, no programa Today, a poucas horas de ser empossada, a jornalista Savannah Guthrie perguntou-lhe porque é tão pouco querida – os seus índices de popularidade estão abaixo dos de Trump. Pelosi, nada incomodada, respondeu que era o resultado da guerra eleitoral: “Os republicanos gastaram mais de cem milhões de dólares em propaganda – 137 mil spots publicitários tinham o meu nome. E eles são contra mim porque sou eficiente. Sou uma legisladora muito boa. E sou eficiente a receber donativos de campanha. A melhor. Por isso têm de me deitar abaixo e foi isso que tentaram”.
Na verdade, Nancy não precisa de ser popular, porque nunca concorreu a uma eleição nacional. Só precisa de vencer no distrito que representa, na Califórnia, onde ganha sempre com maiorias absolutas. Isso tem-lhe permitido fazer campanha a angariar fundos para os democratas em dificuldades noutros distritos.
Uma coisa que ela não precisa de demonstrar é a sua honestidade. Sempre defendeu claramente aquilo em que acredita e nunca fez compromissos duvidosos. Agora, que vai enfrentar a maior batalha da sua vida, é uma qualidade importante. Quando se retirar, daqui a quatro anos, será como a mulher mais influente de sempre na política dos Estados Unidos – e de cabeça levantada». Leia na integra.
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Nancy Pelosi tem 78 anos - nasceu a 26 de março de 1940.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019