segunda-feira, 19 de outubro de 2015

«WOMEN IN THE MEDITERRANEAN»




«Beyond the progress achieved, Euro-Mediterranean societies have not yet granted women their rightful place
Fouzia Assouli (Fédération de la Ligue démocratique pour le

Both in the North and South, they are underrepresented in economic and political powers and overrepresented in precarious, unstable, low paid, poorly regarded and insecure jobs. In the current framework of economic, institutional and social crisis in Europe and the Mediterranean, we are witnessing a flagrant regression of women’s rights, an increase of inequality and the mass feminisation of poverty. We are aware that political action, strategic mobilisation and feminist solidarity, including between the different regions and generations, are responses to the questioning of women’s gains and rights and the achievement of their freedom and physical integrity». Continue a ler.

E precisamente hoje em Lisboa:


«À conversa com mulheres ativistas do euro-mediterrâneo»
 10:00-12:00 | 19 Out. 
 Centro Maria Alzira Lemos, Casa das Associações


Seminário Internacional Mulheres no Euro-Mediterrâneo: Primeiro Relatório de Monitorização dos Compromissos Ministeriais
 19 de outubro | das 14:00h às 19:30h 
 Auditório do Centro de Informação Urbana de Lisboa 
Picoas Plaza - Rua Viriato, 13E - Núcleo 6, 1.º


Com peritas e ativistas da região EuroMed, de membros do Parlamento Europeu e de Embaixadoras/es, e no contexto do processo intergovernamental da União para o Mediterrâneo (UpM), o Seminário visa:

- Apresentar e debater os resultados do primeiro relatório produzido pela Fundação das Mulheres do Euro-Mediterrâneo relativo à monitorização da 3ª Conferência Ministerial sobre “Reforçar o papel das Mulheres na Sociedade”, Paris 2013;

- Conhecer e debater o acompanhamento que o Parlamento Europeu, os Estados-     Membros e a sociedade civil organizada fazem e querem fazer do empoderamento das mulheres e da igualdade entre mulheres e homens no Euro-Mediterrâneo.

                                 SAIBA MAIS.

ONTEM | «Dia Europeu de Combate ao Tráfico de Seres Humanos» | HOJE PARA O LEMBRAR ASSINALAMOS AS NECESSIDADES ESPECÍFICAS DAS CRIANÇAS VITIMAS DE TRÁFICO




Ontem foi o Dia Europeu de Combate ao Tráfico de Seres Humanos,  hoje com o manual da imagem queremos chamar a atenção para as necessidades especiais  das crianças vitimas de tráfico.


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

MIA COUTO | «Eis o que faz o racismo, o sexismo e o tribalismo: cada pessoa deixa de ser uma criatura única, passando a ter a identidade do seu grupo»



A partir daqui.

Mais um discurso de Mia Couto: como sempre, a nosso ver, luminoso. Um excerto:
«Discurso proferido por Mia Couto ao receber o título Doutor “Honoris Causa”, pela Universidade Politécnica de Maputo
(...)
Lembrou Luis Bernardo Honwana os meus pais. E estou grato por essa lembrança que faz justiça à história da minha família. Tudo o que sou vem daí, aquela é nascente do meu Tempo e do tempo dos filhos, dos netos e dos que vierem depois. O mundo em que nasci e me fiz homem alimentava-se do preconceito. Criava muralhas para separar e graduar as raças. As muralhas não ofendiam apenas os que ficavam do lado de lá. Os do lado de cá, convertiam-se eles mesmos em estereótipos. Éramos, de um e do outro lado, diminuídos pelo medo e pelo desconhecimento. Acreditamos que o efeito dos preconceitos raciais e tribais é o de tentar desvalorizar uma outra raça. E isso é verdade. Esses preconceitos resultam também numa outra pérfida consequência que é a negação da existência de pessoas singulares, cada uma com a sua identidade própria. Eis o que faz o racismo, o sexismo e o tribalismo: cada pessoa deixa de ser uma criatura única, passando a ter a identidade do seu grupo. Deixa-se de ter um rosto, uma voz, uma alma: passamos a ser identificados por um rótulo geral: os negros, os brancos, os matsuas, os macuas, os do Norte, os do Sul. Fala-se de alguém e há uma voz que diz: ah, já sei como ele é, conheço esses tipos.

Caros amigos

Irei falar sobre a erosão dos valores morais e de como pode um escritor ajudar na reabilitação do tecido moral da sociedade.
Escolhi este tema porque não conheço ninguém que não se lamente da perda de valores morais. Este é um assunto sobre o qual temos um imediato consenso nacional. Todos estão de acordo, mesmo os que nunca tiveram nenhum valor moral. E até os que tiram vantagem da imoralidade, até esses, depois de lucrarem com da ausência de regras, se queixam que é preciso travar a falta de decoro.

Um dos caminhos que nos pode ajudar a resgatar essa moral perdida pode ser o da literatura. Refiro-me à literatura como a arte de contar e escutar histórias. Falo por mim: as grandes lições de ética que aprendi vieram vestidas de histórias, de lendas, de fábulas. Não estou aqui a inventar coisa nenhuma. Este é o mecanismo mais eficiente e mais antigo de reprodução da moralidade. Em todos os continentes, em todas as gerações, os mais velhos inventaram narrativas para encantar os mais novos. E por via desse encantamento passavam não apenas sabedoria mas uma ideia de decoro, de decência, de respeito e de generosidade.

Há certa de trinta anos atrás Graça Machel – que era então Ministra da Educação – convocou um grupo de escritores para lhes dizer que estava preocupada. Estou preocupada, disse ela, estamos a ensinar nas escolas valores abstractos como o espírito revolucionário, do patriotismo, o internacionalismo. Mas não estamos a ensinar valores mais básicos como a amizade, a lealdade, a generosidade, o ser fiel e cumpridor da palavra, o ser solidário com os outros. E ela pediu-nos que escrevêssemos histórias que seriam publicadas nos livros de ensino. Graça Machel tinha a convicção que uma boa história, uma história sedutora, é mais eficiente do que qualquer texto doutrinário.

Eu queria ilustrar o poder das histórias com dois pequenos exemplos. Nestes próximos momentos partilharei convosco duas vivências e o modo como essas experiências produziram em mim duradouras lições.

O primeiro episódio – uma nação à procura de um hino

Ainda há pouco entoamos nesta sala o Hino Nacional. Este hino tem uma história e eu estou ligado a essa história. Aconteceu assim: no início da década de 80, Samora Machel decidiu que o Hino Nacional então vigente deveria ser mudado. Ele tinha razão: a letra era mais um louvor à própria Frelimo do que de uma exaltação da nação moçambicana. Estávamos ainda longe do multipartidarismo, mas Samora tomou essa decisão. E nessa maneira que era a sua, “requisitou” 4 poetas e 5 músicos e fechou-os numa moradia na Matola com a incumbência de produzirem não uma, mas várias propostas de hinos. Eu era um dos 4 poetas. Eram tempos de guerra, a única coisa que havia nas lojas eram prateleiras vazias. Todos os dias saímos de casa com uma única obsessão: o que trazer para comer para a nossa família. Pois, nessa altura, de repente, estávamos numa casa com piscina, rodeado de mordomias e servidos de comida e bebida. Confesso que nos primeiros dias ficamos de tal modo fascinados que pouco trabalhávamos. Quando, a meio da tarde, escutávamos as sirenes dos carros dos dirigentes nós corríamos para o piano e improvisávamos um ar de grandes cansaços. Ao fim da tarde, eu e os meus colegas entregávamos às nossas esposas que nos vinham visitar, recipientes com a comida que cada um de nós tinha poupado durante o dia. E foi assim que, ao fim de uma semana, produzimos uma meia dúzia de hinos que foram ensaiados por um grupo coral e apresentados a uma comissão avaliadora. Havia duas propostas que mereciam a nossa preferência: uma delas era esta que agora é o nosso hino nacional, a Pátria Amada. A outra era baseada numa composição do maestro Chemane e tinha um estribilho que dizia: “Pátria de heróis! Levanta a tua voz! Viva Moçambique, povo unido, A estrela do amanhã brilhará!” O grupo coral que apresentou esta proposta em vez de Pátria de Heróis cantava: “Pátria de arroz” e a proposta ficou esquecida. (...)».  Na integra aqui.


1.º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA QUEER PORTO | «The Royal Road » | PRÉMIO MELHOR FILME


Mais aqui.

«The Royal Road» vence 1.º festival Queer Porto

O documentário norte-americano "The Royal Road", de Jenni Olson, venceu o prémio Melhor Filme, na primeira edição do Festival Internacional de Cinema Queer Porto, foi hoje anunciado». Continue a ler.

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E a propósito de Cinema Queer uma entrevista com João Ferreira, diretor do QUEER LISBOA, à  Arte Capital-  neste endereço.  De lá o excerto que se segue:




quarta-feira, 14 de outubro de 2015

PRÉMIO VIDARTE - A ARTE CONTRA A VIOLÊNCIA | Entrega do Prémio | OUTUBRO 2015 | DIA 16 | PELAS 16 HORAS | PALÁCIO DA AJUDA | LISBOA




A cerimónia de atribuição do Prémio VIDarte – A Arte Contra a Violência (2.ª edição) irá decorrer no dia 16 de outubro de 2015, no Palácio Nacional da Ajuda (Sala D. João VI), pelas 16 horas.

Inscrições  até 15 de outubro,
Tel. 213 614 573 | email: relacoes.publicas@gepac.gov.pt
Tel. 217 983 000 | email: cig@cig.gov.pt



«Maioria dos países não alcançou igualdade de gênero no acesso à educação, diz relatório da ONU»





«Apesar de desigualdade, progresso na paridade de gênero nunca foi tão grande. Nos últimos 15 anos, número de países que alcançaram igualdade na educação aumentou de 36 para 62.
Relatório Educação Para Todos (2000 – 2015) realizado pela Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Comunicação (UNESCO) e a Iniciativa das Nações Unidas pela Educação de Meninas mostra que menos da metade dos países chegaram à igualdade de gênero na educação primária e secundária até 2005, prazo determinado pela comunidade internacional em uma reunião em Dacar, Senegal. O documento foi publicado na véspera do Dia Internacional da Menina, comemorado dia 11 de outubro.
O relatório revela que apesar da igualdade de gênero não ter sido alcançada por todas as nações, o progresso alcançado nos últimos 15 anos é o maior na história da educação. O número de países que atingiram igualdade de gênero na educação primária e secundária aumentou de 36 para 62. Embora, no mundo, 62 milhões de meninas tenham negado o seu direito básico à educação, o número de meninas fora da escola diminuiu em 52 milhões desde 2000».Continue a ler.



terça-feira, 13 de outubro de 2015

OBRA CONVIDADA | «A Sagrada Família com Santa Ana» - El Greco | ATÉ 10 JANEIRO 2016 | MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA | LISBOA



El Greco (Candia, Creta, 1541 - Toledo, Espanha, 1614)
A Sagrada Família com Santa Ana
c. 1590-1595
Óleo sobre tela
Paróquia de Santa Leocádia e São Romão de Toledo
Em depósito no Museu de Santa Cruz, Toledo 
Cortesia Arquidiocese de Toledo


«Com Santa Ana ou Santa Isabel, desvelando a nudez sexuada do Menino adormecido, estaSagrada Família constitui uma das composições mais complexas do pintor de Creta, na qual combinou de forma magistral a temática devocional de carácter privado e o retrato. A Virgem, abraçando a sua mãe ou prima, segura no regaço o Menino, de quem a mulher mais velha se ocupa; o pequeno São João Baptista pede-nos silêncio, enquanto nos oferece fruta numa taça de vidro. Um recente trabalho de restauro permitiu recuperar o retrato, ocultado desde data incerta pelas nuvens do fundo, de um esplêndido personagem desconhecido vestido de verde». +.



NO MUSEU NACIONAL  DE ARTE ANTIGA
até 10 janeiro 2016


BRASIL | Ícones para mobilizar em torno do Objetivos do Desenvolvimento Sustentável | «PLATAFORMA ods»





Identidade visual e imagens-síntese serão poderosas ferramentas para mobilização de governos, entidades e empresas no país
Com o objetivo de transmitir de maneira simples e direta os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), organizações da sociedade civil brasileira lançam um conjunto de ícones para o Brasil. As imagens sintetizam as 17 metas globais que serão aprovadas em setembro de 2015, em reunião plenária com status de Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
A apresentação desta iconografia brasileira para os ODS é resultado do pioneirismo e da liderança históricos das organizações da sociedade civil no país. Em 2003, quando se iniciava o processo de mobilização em torno dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), precursores dos ODS, entidades da sociedade civil criaram as representações imagéticas que se constituíram em poderosa ferramenta de comunicação.
A Estratégia ODS almeja que esta iconografia mobilize pessoas, governos, entidades e empresas na consecução de objetivos globais, assim como foi no passado recente. O conjunto de ícones também resume e simboliza o trabalho e a articulação da sociedade civil organizada para enfrentar os desafios dos ODS. +.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

PRÉMIO NOBEL DA PAZ 2015 | «Quarteto de Diálogo para a Tunísia»

Saiba mais no site do NOBEL.

Do jornal Público:
«O Quarteto de Diálogo para a Tunísia, composto por quatro organizações que negociaram uma forma de garantir que o país se mantivesse uma sociedade pluralística e democrática, em 2013, num momento de crise após a Primavera Árabe, venceu nesta quinta-feira o Prémio Nobel da Paz de 2015. O comité norueguês destacou "o contributo decisivo para a construção de uma democracia pluralista na Tunísia" e disse esperar que o prémio sirva para consolidar a democracia naquele que é hoje o único caso de sucesso das revoltas no mundo árabe.
Há quatro organizações-chave da sociedade civil tunisina no Quarteto: o sindicato da União Geral dos Trabalhadores da Tunísia, a Confederação da Indústria, Comércio e Artesanato, a Liga dos Direitos Humanos da Tunísia e a Ordem Nacional dos Advogados». Continue a ler.


OLGA RORIZ | «Pedro e Inês»





«A Companhia Nacional de Bailado regressa à coreografia que Olga Roriz concebeu para a história do amor trágico de D. Pedro e Inês de Castro. Numa dança que mistura paixão, entrega, desespero e tensão, um casal de bailarinos move-se sobre um espelho de água. Este representa a Quinta das Lágrimas, em Coimbra, onde o futuro rei de Portugal se encontrava secretamente com a nobre galega, para fugir aos olhares dos que viam aquele amor como uma ameaça à soberania nacional». Tirado daqui.


 «Pedro e Inês» 
 em cena até 24 de Outubro 
 Teatro Camões - Lisboa,
sessões
 quinta a sábado às 21:00h
 domingo às 16:00h
 Bilhete normal | entre 5€ e 30€
Espetáculos para escolas
14  outubro | 15:00h | 3 € 
 Professores (2 professores por turma) -  0 €



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2015 | Svetlana Alexievich | 14.ª MULHER A RECEBER ESTE NOBEL EM 114 ANOS




O mais importante prémio literário foi atribuído à jornalista e escritora bielorussa Svetlana Alexievich -    "pela sua escrita polifónica, monumento ao sofrimento e à coragem na nossa época". Veja aqui todos os premiados com o Nobel da Literatura. 
Uma das obras da laureada deste ano:


Sinopse
«Volvidas mais de duas décadas sobre a desagregação da URSS, que permitiu aos russos descobrir o mundo e ao mundo descobrir os russos, e após um breve período de enamoramento, o final feliz tão aguardado pela história mundial tem vindo a ser sucessivamente adiado. O mundo parece voltar ao tempo da Guerra Fria.
Enquanto no Ocidente ainda se recorda a era Gorbatchov com alguma simpatia, na Rússia há quem procure esquecer esse período e o designe por a Catástrofe Russa. E, desde então, emergiu uma nova geração de russos, que anseia pela grandiosidade de outrora, ao mesmo tempo que exalta Estaline como um grande homem.
Com uma acuidade e uma atenção únicas, Svetlana Aleksievitch reinventa neste magnífico requiem uma forma polifónica singular, dando voz a centenas de testemunhas, os humilhados e ofendidos, os desiludidos, o homem e a mulher pós-soviéticos, para assim manter viva a memória da tragédia da URSS e narrar a pequena história que está por trás de uma grande utopia». +.

CONFERÊNCIA | «Chimpanzés, Humanos e Natureza: O Legado de Claudia Sousa» | HOJE NO MUSEU DE ETNOLOGIA | LISBOA



Hoje, dia  9 de outubro, no Museu Nacional de Etnologia, está a decorrer o colóquio internacional "Chimpanzés, Humanos e Natureza. O Legado de Cláudia Sousa" em homenagem a Cláudia Sousa. Segundo os organizadores, o objetivo deste tributo é partilhar e perpetuar o seu legado em antropologia biológica, especificamente em primatologia, em Portugal e a nível internacional. Juntando-nos à iniciativa, recordemos  também Claudia Sousa, indo, por exemplo, a este trabalho do jornal Público, aquando da sua morte, em 2014, onde se pode ler:
«(...)
Cláudia Sousa doutorou-se em 2003 na Universidade de Quioto, sob orientação de Tetsuro Matsuzawa, uma autoridade mundial em primatologia. A sua tese de doutoramento versava sobre a capacidade cognitiva de os chimpanzés acumularem capital ou, por outras palavras, de fazerem um mealheiro. Para tal, em experiências no Instituto de Investigação de Primatas da Universidade de Quioto, a investigadora deu aos chimpanzés tokens (objectos que têm um valor simbólico) para pedirem frutas em troca – e que eles guardavam e só trocavam por alimentos quando queriam.
Na sua tese de doutoramento Cláudia Sousa mostrou que o sistema dos tokensconstituía uma nova metodologia para avaliar as capacidades cognitivas dos chimpanzés. Em particular, observou “a emergência de um comportamento único – ‘economizar’”, lê-se no resumo da tese. Ou seja, compreendem e têm noção do valor simbólico de certos objectos. (...)». Leia na integra.
 E saiba mais sobre Claudia Sousa: neste endereço.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

CONTABILIDADE E GÉNERO | «A influência do género dos gestores das micro empresas na utilidade atribuída à Contabilidade» | TRABALHO APRESENTADO NO CONGRESSO DA OTOC 2015

Montagem a partir do texto que fixa o estudo
na versão do Congresso da OTOC

O trabalho da imagem foi apresentado numa das sessões paralelas do CONGRESSO DA OTOC 2015, realizado recentemente, a que assistimos. E logo ali pensámos que era importante divulgá-lo nomeadamente para incentivar que mais estudos apareçam. Depois de termos contactado os autores e a autora, é com gosto que agora o fazemos. E aqui fica o Resumo:

 «Apesar de cada gestor de empresa ser único na sua forma de pensar, decidir e agir, diferentes teorias e estudos apontam para diferenças de género. Com o presente estudo pretende-se determinar se a utilidade atribuída à informação contabilística para a tomada de decisão é ponderada de forma diferente pelo género do dirigente. Tendo como base uma amostra de 609 gestores de microempresas, não se observou diferenças entre géneros na utilização da informação contabilística para a tomada de decisão. Entre os gestores que utilizam a contabilidade como fonte de informação não existe diferenças significativas de opinião com base no género. No entanto, de entre os gestores que não recorrem à informação contabilística para a tomada de decisão, já as mulheres reconhecem de forma diferente (diferença estatisticamente significativa) o valor da informação contabilística, o que leva a crer que a não utilização se deve a fatores que lhe são externos. Observou-se que as empresas geridas por mulheres detêm resultados menos satisfatórios, mas este indicador não é por si só sinónimo de práticas de má gestão. Numa análise mais ampla, as mulheres são detentoras de mais habilitações, não obstante, com menos tempo que os homens na direção das empresas, o que se interpreta como sinal de menor experiência».

Quem quiser saber mais tem  contactos na imagem, e certamente que não deixará de ter retorno. Neste século XXI é bom criar «redes». Formais e informais.


FILME | «Loreak» | TRAZ A HISTÓRIA DE TRÊS MULHERES LIGADA A FLORES




Sobre o filme: «De acordo com a sinopse oficial deste drama basco, Loreak traz a história de três mulheres cuja vida se transforma após acidentes (ou incidentes) ligados à presença de flores. A premissa é curiosa, e os motivos florais que ocupam todo o belo cartaz do filme sugerem uma espécie de obsessão simbólica. O que as flores podem representar?
A primeira história gira em torno de Ane (Nagore Aranburu), mulher em crise de meia-idade. No mesmo dia em que descobre uma menopausa precoce, começa a receber flores de um anônimo em sua casa. A montagem acelera o ritmo de modo surpreendente: em menos de cinco minutos de narrativa, ela já recebeu dezenas de arranjos, que se tornaram um símbolo de dependência emocional para ela, e de ciúme para o marido». Continue a ler aqui.
Mas o que nos levou a procurar em português a respeito de «Loreak» foi o post do blogue Mujeres 

Loreak: de flores, heridas y mujeres. Neste endereço.

De lá, este excerto: 
«(...)
Loreak, elegida como candidata española a los Oscar, es una bellísima película, dirigida y escrita por tres hombres (José Mari Goenaga, Aitor Arregi y Jon Garaño), en la que las flores juegan diferentes papeles. Son metáfora de las heridas abiertas, de la proyección emocional de las personas que las usan, de la memoria y de un ciclo vital que necesariamente conduce a la muerte. Al mismo tiempo, son el hilo que genera una sororidad admirable, elegida, y que nos muestra un tipo muy distinto de complicidad emocional al que solemos desarrollar los varones entre nosotros. (...)».

Bom, quando estiver num cinema perto de nós, já sabemos do que trata ...


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

EXPOSIÇÃO | «Beleza divina entre Van Gogh, Chagall e Fontana» | 24 SET 2015 - 24 JAN 2016 | FLORENÇA


Cristo e a Verónica | Otto Dix | 1943 | Museus do Vaticano | 
Foto © Governatorato dello Stato della Città del Vaticano
 - Direzione dei Musei; © Otto Dix



«(...) O proletariado rural da Europa que vivia em condições miseráveis, no século XIX «dos socialismos e da encíclica "Rerum novarum"» vai encontrar «o seu resgate no "Angelus" de Millet», enquanto que a «negra Alemanha é significada no "Caminho para o Calvário" de Otto Dix, e é como de Grünewald de Isenheim tivesse escolhido testemunhar a pátria devastada pelos bombardeamentos aéreos e humilhada pelos horrores do nazismo».

«Na "Deposição" de Van Gogh, emprestada pelos Museus do Vaticano, a angústia e a dor do artista fazem a angústia e a dor de todos os homens, ao passo que a memória de Picasso e de "Guernica" vive, nos anos de 1940-41, na célebre "Crucificação" de Guttuso».

Para Paolucci, «há uma pintura, na exposição, que talvez ainda mais do que "Guernica", pode ser assumida como emblema do século XX. É a "Crucificação branca", de Chagall, que vem do Art Institute de Chicago».

«Estamos em 1938, um ano após "Guernica". Na Alemanha aconteceu a "Noite dos Cristais", iniciando-se a perseguição nazista anti-semita com a diáspora da população israelita. Marc Chagall é judeu mas sabe que para todos, no mundo, o Cristo crucificado quer dizer dores atrozes e sofrimento injusto. Por isso, como um pintor católico, desenha um Cristo na cruz com títulos em latim e em hebraico».
Em torno de Cristo «reina a devastação: a "menorah" aos pés da cruz, as casas revolvidas, a sinagoga saqueada, pessoas em fuga, uma mãe em primeiro plano com uma criança apertada junto ao peito. No fundo, sobre a esquerda, esvoaçam as bandeiras vermelhas de outubro; esperança vã, porque um ano depois, em 1939, Hitler e Estaline assinarão o famigerado pacto de não agressão. Síntese mais exemplar e mais terrível da história da Europa na véspera da última guerra não poderia dar-se».  Continue a ler e a ver.



A «AGENDA 2030» | Mudar o mundo


Continue a ler  e em português (do Brasil)aqui 




























terça-feira, 6 de outubro de 2015

PRÉMIO VIDARTE 2015 | «A arte contra a violência doméstica» | RESULTADOS 2.ª EDIÇÃO


Resultados da 2.º edição do Prémio VIDArte
a arte contra a violência doméstica


T E A T  R O 
«Não interessam as rosas»
Teatro das Beiras

L I T E R A T U R A
«A inocência das facas»
Cruz Vermelha Portuguesa/Delegação da Trofa

A R T E S   P L Á S T I C AS
«O Fardo» 
Carlos Farinha





MARIA PEREIRA | Pode revolucionar a medicina





«Durante dois dias, uma equipa de repórteres da revista 'Time' - jornalista, fotógrafo e editor multimédia - seguiu todos os passos da cientista Maria Pereira, 29 anos. Foram praticamente a sua sombra, andando com ela pelos corredores da empresa de biotecnologia Gekco, em Paris, no laboratório onde a investigadora testa e aperfeiçoa uma cola cirúrgica que promete diminuir as hemorragias e assim salvar vidas, e nas reuniões de planeamento dos ensaios clínicos (que estão quase a começar). 
Maria não para. Sempre foi assim. Para a revista de informação com maior circulação do mundo, a cientista pertence à próxima geração de líderes, com um trabalho que pode "revolucionar a medicina".
Em declarações à Time, o seu orientador de doutoramento no programa MIT Portugal, Jeff Karp, é generoso nos elogios: "Por causa da sua paixão por aprender e por tornar o mundo um lugar melhor, apresentou a mais acentuada curva de aprendizagem que alguma vez presenciei."». Continue a ler na Visão.


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

EXPOSIÇÃO | «Make do» | PAULO NOZOLINO | GALERIA QUADRADO AZUL | LISBOA



E X P O S I Ç Ã O 
«Make do» 
 Paulo Nozolino 
 Galeria Quadrado Azul
LISBOA
  1 outubro a 24 dezembro


«Não há acasos no trabalho de Paulo Nozolino. Nem mesmo num trabalho onde o sujeito do seu olhar é única e exclusivamente a mulher. Corpo de imagens consistente, “Make do” evolui de 1974 a 2013 e traduz uma trajetória crescente na dramatização de momentos e encontros, acompanhando a maturidade do artista e a definição do seu posicionamento no universo da fotografia.
Abrindo caminho para critérios ideológicos fortes, desvendam-se aqui marcas visuais precisas a delinear convicções pessoais e políticas. Nada é ficção.
Enigmáticas, crípticas, sensuais, agressivas, belas, todas as fotografias agora reunidas gritam vida e eternidade num discurso banhado por uma perturbadora e inquietante serenidade». +

A propósito da exposição no DN: Paulo Nozolino: fazemos o que podemos com aquilo que temos . 


ÁGUA É VIDA | «Once you have water in the house then other things are solved»


Child drinking water
Photo: Global Water Initiative


Se é que ainda é preciso sermos alertadas/0s para a importância da água,  é  irmos, por exemplo, à IUCN Water e à Global Water Initiative.
E temos o concreto, como o mostra uma reportagem da Aljazeera para que nos chamou a atenção a colegad Elisa Soares, da BN:

Kenya's Water Women

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

MARIA JOÃO FIALHO GOUVEIA | «As Lágrimas da Princesa»



Sinopse

«Formosa e culta, Aldegundes de Bragança era a quinta filha do rei D. Miguel, banido de Portugal no seguimento das Guerras Liberais que o opuseram ao seu irmão D. Pedro. Casada aos 18 anos com o príncipe italiano Enrico de Bourbon-Parma, cedo descobriu o homem azedo que o seu semblante belo e distinto escondia.
Os trinta anos de matrimónio foram tecidos de momentos ora de paixão, ora de discórdia, tendo como palco o seu palácio veneziano, o castelo dos Braganças na Áustria ou os iates que os levavam frequentemente a terras distantes. A maior batalha da sua vida, porém, foi a que travou em busca do sonho de ser mãe.
Visitou Portugal clandestina, impedidos como estavam os herdeiros de D. Miguel de entrar na sua pátria. Pátria essa à frente de cujos destinos sonhou um dia poder ver o seu amado sobrinho D. Duarte Nuno de Bragança, pai do atual pretendente à Coroa portuguesa.
Esta é a história da Princesa de Parma, uma mulher decidida e iluminada, que reclamou para si o título de duquesa de Guimarães e que fez do seu drama pessoal a força para vencer, encontrando na luta pela restauração da monarquia em Portugal a sua derradeira paixão». +


«Mais de 19 mil crianças refugiadas chegam todos os meses à Europa, alerta UNICEF»





Mais de 19 mil crianças refugiadas chegam todos os meses à Europa, alerta UNICEF

«(...)
De acordo com a agência das Nações Unidas, houve um crescimento de 80% no número de crianças que chegam ao continente europeu. Estimativas indicam que cerca de 19 mil entram na Europa a cada mês. Segundo dados do Eurostat, entre janeiro e julho de 2015, 133 mil jovens buscaram asilo no território.
“Com tantas crianças se deslocando e com o inverno se aproximando na Europa, nossa prioridade tem que ser cuidar delas agora”, afirmou a coordenadora especial do UNICEF para a crise de refugiados na Europa, Marie-Pierre Poirier. A agência tem estabelecido parcerias com os governos de países europeus para prover assistência médica, alimentação e abrigo.
O UNICEF destacou que, mesmo com o agravamento da situação dos refugiados na Europa, a conjuntura na Síria permanece bem mais grave. No país, 7 milhões de crianças precisam de assistência humanitária. O programa de apoio da agência da ONU carece de uma verba de cerca de 500 milhões para dar continuidade às suas atividades. (...)». Leia na integra.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

OUTUBRO 1 | DIA INTERNACIONAL DO IDOSO | «Ambientes urbanos sustentáveis e inclusivos para todas as idades»



«O Dia Internacional do Idoso é comemorado anualmente a 1 de outubroEste dia foi instituído em 1991 pela (ONU) Organização das Nações Unidas e tem como objetivo sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e da necessidade de proteger e cuidar a população mais idosa. A mensagem do dia do idoso é passar mais carinho aos idosos, muitas vezes esquecidos pela sociedade e pela família.
No Dia Internacional do Idoso decorrem várias iniciativas para a população idosa, nomeadamente palestras, sessões de atividade física e workshops de artes manuais». Continue a ler.
       
                    «Ambientes urbanos 
sustentáveis e inclusivos
 para todas as idades»


http://undesadspd.org/Ageing/InternationalDayofOlderPersons.aspx

NO DIA MUNDIAL DA MÚSICA | «Música» | HERMAN HESSE


Sinopse
«Trata-se de uma antologia de pequenos textos sobre música, da autoria de Hermann Hesse. Esta compilação abarca excertos recolhidos da correspondência pessoal do autor, apontamentos para obras posteriores, extractos de romances, poemas, recensões críticas, pequenos contos e reflexões de ordem vária. À diversidade de géneros e subgéneros corresponde, no entanto, uma certa uniformidade estilística: a maioria dos textos revela uma musicalidade que contribui definitivamente para a construção e unidade do tema. A recolha, que abrange um período de setenta anos, reflecte o entusiasmo de Hesse pela chamada música erudita e seus produtores (compositores - sobretudo Chopin, Beethoven e Mozart -, cantores e solistas). A música é entendida como uma experiência pessoal e intransmissível mas manipulável, podendo por tal conduzir à alienação quando massificada e vulgarizada. 

Música é, pois, um livro multifacetado do ponto de vista tipológico, um pouco controverso nas posições que defende, tecendo-se a unidade em redor do tema e do estilo inegável do autor». +.

E a propósito do Dia Mundial da Música 2015, por exemplo, no DN:  Celebra-se hoje o Dia Mundial da Música.