sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

«O TEMPO E O MODO, PARA UM RETRATO DA POBREZA EM PORTUGAL» | A partir de hoje no Hospital Júlio de Matos | Até 27 de Fevereiro



Antes, já nos tínhamos referido a esta iniciativa: aqui


A partir de hoje o Projeto está no
HOSPITAL JÚLIO DE MATOS

De facto (sublinhados nossos):«De 16 de Janeiro a 27 de Fevereiro, o Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos recebe o projecto O TEMPO E O MODO, PARA UM RETRATO DA POBREZA EM PORTUGAL. 
O TEMPO E O MODO é uma proposta de investigação e de criação, através de documentação escrita, impressa, fotográfica e de uma série de novos trabalhos artísticos, sobre a Pobreza em Portugal, sendo o resultado de toda esta pesquisa documental e visual apresentada numa exposição e registada num livro.

Este projecto tem como principal objectivo contribuir para uma reflexão e visão histórica das formas de pobreza, desde o século XIX até à actualidade, nas suas mais variadas facetas. Julgamos por isso ser fulcral criar um panorama visual e documental da Pobreza na sociedade portuguesa, que compreenda as questões sociológicas, antropológicas, políticas, filosóficas e estéticas, articulando-as num projecto que seja uma reflexão crítica sobre estes problemas.

Esse panorama quer estar fundamentado nas grandes áreas de estudo e pensamento sobre a Pobreza, mas quer também que seja de leitura acessível e clara a todos os cidadãos, constituindo matéria de reflexão pública, assim como um espaço que abra perspectivas de acção e combate à Pobreza, numa proposta clara de pensamento como intervenção.
Um projecto de Paulo Mendes e Emília Tavares, que conta com trabalhos de Gustavo Sumpta, Hugo Canoilas, João Tabarra, Margarida Correia, Maria Trabulo, Nuno Ramalho, Pedro Barateiro e Renato Ferrão, assim como contribuições de Augusto Brázio, Nelson D’aires, Paulo Pimenta, Pedro Ventura e Valter Vinagre. A investigação esteve a cargo de Frederico Agóas, José Neves e Rita Sá Marques.
Aparte do projecto artístico, decorrerá um seminário organizado pela Unipop (www.unipop.info), intitulado "Política, Austeridade e Emancipação: a Metrópole em Tempos de Crise", que decorrerá no dia 24 de Janeiro no Auditório do Hospital Júlio de Matos e contará com a presença de Antonio Negri, António B. Guterres, Eduardo Ascensão, Emília Tavares, Inês Galvão, Judith Revel, Nuno Rodrigues, Nuno Serra, Otávio Raposo, Paulo Mendes e Unipop. A entrada é gratuita». Saiba mais.





O TEMPO E O MODO, PARA UM RETRATO DA POBREZA EM PORTUGAL

Inauguração |  16 Janeiro | 21:30h

Pavilhão 31
Hospital Júlio de Matos – Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa
Avenida do Brasil, 53, Lisboa
Horário | 2ª a 6ª feira das 10:00h às 16:00h 

«KISMIF International Conference 2015» | ENVIO DE PROPOSTAS | Até 15 FEV 2015

Destaque-se o tópico seguinte:

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

«NA SOLIDÃO DOS CAMPOS DE ALGODÃO» | Duas mulheres em vez de dois homens | MARIA JOÃO LUÍS | RITA BLANCO



«O contacto de duas pessoas sem passado comum, sem linguagens familiares, sem cumplicidade histórica, acontece em território neutro, numa noite fria e deserta de sinais, numa qualquer rua sem memória, silenciosa.
Voltar a Koltès significa decifrar uma obra imprescindível para a compreensão da dramaturgia do final do século XX, representativa da condição humana em diálogo com os nossos tempos. Um universo com raízes na rua, nos marginais, nos descriminados, nos injustiçados, "Na Solidão dos Campos de Algodão", obra ilustrativa deste torrencial autor, apresenta-nos uma atitude insubmissa face à hierarquia social do bicefalismo estrutural de dois extremos: o vendedor e o comprador.

A extensa crítica social insiste na fatalidade do irracional prejuízo na ausência de critério, que condenam a Humanidade a manter uma postura de desconfiança face ao outro, comprometendo toda a possibilidade de se conhecerem. A linha reta em que ambos seguiam, converte-se numa linha curva e labiríntica sem espaço para hesitações.

Como dois animais que se cruzam no mesmo território, uma hostilidade violenta submerge estes dois seres humanos, igualmente confusos, cara a cara, dois estrangeiros, degladiam-se ali, num tempo e espaço argumentativo de: ou diálogo ou morte; um combate dialético dominado pelo medo, que apesar da densidade verbal, assinala, um conflito que ultrapassa em muito as palavras. Sem alternativas à ausência de desejo, surge a inevitável guerra e lutam.

Maria João Luís, Rita Blanco e Marcello Urgeghe criam uma despojada dramaturgia cénica, estratégia estética de uma geração que abdica de grandes cenografias ou dispositivos que diminuam a força da palavra deste texto fundamental. Um cenário minimalista e a música de José Peixoto completam esta seca abordagem, e focam o espetáculo no trabalho de ator, centrando-o entre o ritmo, a corporalidade e a entoação verbal. A austeridade poética proposta na peça, jogada com poucos elementos, resulta na máxima rentabilidade, onde tudo significa e nada provoca indiferença».


NA SOLIDÃO DOS CAMPOS DE ALGODÃO
DE Bernard-Marie Koltès | COM  Maria João Luís e  Rita Blanco

8 a 25 janeiro 2015
Teatro São Luiz 
LISBOA


E sobre o espectáculo do Jornal de Letras de 7 de janeiro de 2015:





«Atlas of Electoral Gender Quotas»



e

«This is a unique collection of data on the use of gender quotas around the world. It presents an overview of trends and challenges in the implementation of quotas, and it includes profiles of 85 countries and territories with detailed description of quota systems used in them. The information is extracted from the Global Database of Quotas for Women (www.quotaproject.org) a joint database between the Inter-Parliamentary Union, Stockholm University and International IDEA».
E o espaço Democracy and Gender da IDEA onde se pode ler:  

«The pursuit of democracy is incomplete without policies, measures and practices that seek to reduce inequalities between men and women in all spheres of life and which anchor democracy and its intersection with gender. Democracy is supposed to transform power relations between men and women by promoting the equal distribution of power and influence between women and men».


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

BRECHT NA ZONA J | «A Boa Alma» | ESTREIA HOJE




Conforme se pode ler no DN, online:  «Um rés-do-chão em Chelas sem portas nem janelas, sem eletricidade, sem loiças na cozinha, sem azulejos na casa de banho, com infiltrações e paredes semidestruídas. Um rés-do-chão frio num prédio degradado no meio de um bairro social de má fama. É assim, para já, a nova Casa Conveniente, onde Mónica Calle estreia, amanhã, o espetáculo A Boa Alma. E é ali que ela se sente em casa. Com o barulho das crianças no recreio da escola em frente, durante o dia. Com a luz dos candeeiros de rua a iluminar a sala, durante a noite. Com os vizinhos que aparecem sem avisar para ver o que ali se passa». Continuando com um excerto do  DN impresso:

A BOA ALMA 

 janeiro 2015 | dias 14 a 31 
De segunda-feira a sábado às 21h30 e domingos às 17h00 (à exceção de dia 25) 
Casa Conveniente / Zona Não Vigiada, Zona J de Chelas
Lisboa




EUROPA | O IMPACTO DA AUSTERIDADE NAS MULHERES | «EWL clip "A she-(re) cession" »




«The austerity measures, which have been introduced throughout Europe as  result of the financial crisis, have disproportionally affected women, undermined years of progress towards women's integration in the labour market and stalled  gender equality. This animated video-clip captures the main messages of the EWL's report on the Impact of austerity measures on women in Europe».

CAMPO DE CONCENTRAÇÃO E EXTERMÍNIO NAZI | Auschwitz-Birkenau



Prisioneiros aguardando a libertação do campo de
 concentração de Auschwitz em janeiro de 1945
 ©BELGAIMAGE/AFP



Ontem no  Parlamento Europeu,  assinalou-se  o 70.º aniversário da libertação do campo de concentração e extermínio nazi de Auschwitz-Birkenau, em 27 de janeiro de 1945. Numa declaração feita  em plenário, o Presidente Martin Schulz,  disse que, «setenta anos após a libertação de Auschwitz, os judeus na Europa ainda temem pela sua segurança», relembrando os ataques terroristas em Paris contra o jornal Charlie Hebdo, polícias e um supermercado judaico. Leia mais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ESPECTÁCULO | «Três Faces de um Rosto» | JANEIRO | 17 | 21:00H | Centro de Cultura e Intervenção Feminista | LISBOA





«Três Faces de um Rosto é uma peça que aborda o tema da desigualdade de género na história recente de Portugal, e que pretende por um lado mostrar as mudanças que se operaram no nosso país, por outro fazer uma reflexão sobre a pertinência deste tema na actualidade.
O espectáculo resulta de um trabalho de pesquisa de referências históricas que foram marcos no percurso destas mudanças, e de trabalho de campo com entidades que tratam este tema na actualidade e o conhecem por dentro».  Tirado daqui.

Três Faces de um Rosto
 uma criação do Projecto Magnólia, 
Encenação | Ester F. Gonçalves
Interpretação
  Beatriz Guerreiro Martins | 
Cindy Fernandes | Patrícia F. Marques

Sábado 17 de janeiro - 21h
 Centro de Cultura e Intervenção Feminista/UMAR - Alcântara
 Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços 30M/N

BILHETES
 Preço de entrada 4 euros
Marcações: 93 406 42 08
 Aquisição  no local





ANITA EKBERG | ícone que desaparece




«A Fontana di Trevi, essa, será para sempre sua. 
Em quatro minutos, os que demora a cena, Anita Ekberg garantiu a eternidade».

«(...)
Anita Ekberg, actriz modelo, pin-up tornada actriz, nascida na Suécia, feita estrela em Hollywood, cristalizada enquanto ícone em Itália.
Sylvia, ou seja, ela mesma enquanto corpo fílmico imaginado por Federico Fellini, banhando-se com um vestido decotado na Fontana di Trevi, em Roma, enquanto “flirta” com o jornalista Marcello Rubini, ou seja, Marcello Mastroianni. “Marcello, come here!”, ouvimo-la em La Dolce Vita (1960), naquela que se preservou como uma das mais célebres cenas do cinema. (...)
No seu período áureo foi ligada romanticamente a nomes como Errol Flynn, Gary Cooper ou Frank Sinatra. Certo é que o milionário Howard Hughes a tomou como sua protegida, aconselhando-a a fazer uma operação plástica ao nariz e a mudar os dentes e o apelido. Recusou tudo (se se tornasse famosa, argumentou, os americanos aprenderiam a pronunciar o seu nome, se não se tornasse famosa, o seu nome não interessaria para nada). Não foi apenas isso que recusou a Hughes – também terá havido um pedido de casamento declinado. Anita Ekberg esteve casada duas vezes, primeiro com o actor inglês Anthony Steel, entre 1956 e 1959, e depois com o actor americano Rik Van Nutter, entre 1963 e 1975. (...). Leia na íntegra no Jornal Público.


BIBLIOTECA NACIONAL DE ESPAÑA | «Ciclo Libros, mujeres y feminismo»



Sem procurar, encontrámos o «Ciclo Libros, mujeres y feminismo» da Biblioteca Nacional de Espanha, de 2014,  assim descrito:

«El feminismo ha alcanzado un poder importante en las sociedades avanzadas por lo que resulta pertinente preguntarse cómo se debe usar ese poder, cuáles son sus prioridades para continuar, cuáles los retos a superar tanto en el mundo, como en nuestro país o en ámbitos tan concretos como el arte, la literatura, las bibliotecas… De hecho, si consideramos la escritura, la literatura, las bibliotecas como espacios de ilustración y de igualdad cabría cuestionarse cuál ha sido el papel que han desempeñado y que ejercerán en el desarrollo del feminismo. 
Sin embargo, al mismo tiempo que el feminismo ha alcanzado cotas de poder, la presión publicitario-mediática sobre la mujer se ha multiplicado, proponiendo/presionando con estereotipos perfectistas y consumistas. Cabría preguntarse si es tarea del feminismo enfrentarse a esa presión; si tienen las “mujeres de letras” un papel en esa misión o si por el contrario el feminismo podría convertirse en un objeto más de consumo, en un “ismo” más sin mordiente ni perfil propio.
Escritoras, catedráticas, profesoras, reflexionarán sobre estas cuestiones y sobre los retos futuros del feminismo frente a las nuevas generaciones y a las oportunidades que ofrecen nuevas formas de comunicación como las redes sociales». E,  boa notícia:
- Aqui as participantes no ciclo e o resumo das suas intervenções.
- Neste endereço, o registo em video das  apresentações.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

«DAMAS DE CARVÃO»





"Damas de carvão"
 Exposição fotográfica de Ana Paula Ribeiro (fotojornalista) sobre o quotidiano das mulheres carvoeiras da Costa do Marfim, em África. 

até 5 de fevereiro de 2015
 Sala de Exposições da Quinta da Caverneira
 Águas Santas | Maia.


«Damas de carvão" é a expressão de um olhar despojado e altruísta que valoriza o "outro" na sua essência e profundidade. É um olhar que gera pontes e relações fraternas e solidárias entre povos, culturas distantes e diferentes. Contemplando as fotografias das carvoeiras da Costa do Marfim, somos interpelados a abrir o coração e a deixar-nos transformar; a iniciar a viagem que todos ambicionamos e procuramos; a descobrir a essência da vida, que só adquire sentido verdadeiro e profundo quando se criam laços que a embelezam». Saiba mais.

LISBOA | Conselho Municipal Para a Igualdade




















Até ao dia 23 de janeiro de 2015, as organizações interessadas poderão formalizar o interesse na inscrição no Conselho Municipal para a Igualdade de Lisboa (ver imagem) de acordo com as indicações constantes no respetivo Aviso, disponível aqui - página 23 -, donde:



Entretanto, para quem quiser saber mais sobre o Conselho Municipal para a Igualdade de Lisboa, nomeadamente  atribuições e composição, ir aqui, à página 18. De lá esta  Nota Justificativa:
«O Município de Lisboa, através da Deliberação n.º 39/AM/95, criou o Conselho Municipal para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens (CMIOMH), órgão consultivo
com competência para promover a valorização da cidadania feminina no concelho de Lisboa, tendo subjacentes os princípios orientadores da «Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de discriminação contra as Mulheres»(1979), da «Declaração sobre a Igualdade das Mulheres e dos Homens do Conselho da Europa» (1988) e da «Declaração de Atenas» (1992), aprovada pela Assembleia da República (1993).
Segundo o princípio da igualdade, direito fundamental consagrado no artigo 13.º da Constituição da República Portuguesa e contemplado na Declaração Universal dos  Direitos Humanos, no Tratado de Lisboa e na Carta Europeia dos Direitos Fundamentais, entre outros documentos, «todos os cidadãos nascem livres e iguais» e «têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei».
O incremento de políticas públicas municipais de justiça social, no sentido de potenciar a igualdade de oportunidades, promover a solidariedade e combater a discriminação são uma prioridade do Município de Lisboa, constando, aliás, do programa de governo municipal como prioridade do Eixo «Lisboa Inclusiva» a promoção dos direitos sociais, assim como a promoção de políticas que promovam o acesso efetivo a estes direitos e que combatam a exclusão e a discriminação.
Para responder a estes desafios e atendendo ao tempo decorrido desde a criação do Conselho Municipal para a Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres até ao presente, considerou-se pertinente e da maior utilidade a reformulação das atribuições e da designação deste para Conselho Municipal da Igualdade, permitindo efetivar uma plataforma atual e ativa numa abordagem mais alargada na defesa da igualdade, no combate a todas e quaisquer formas de discriminação, para além da discriminação entre homens e mulheres. (...)».
Como nota final, a seguir com atenção, com particular curiosidade e empenho o que acontecer na esfera da cultura e das artes ...  

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

SEMINÁRIO | «Falar de Género» | JAN | 13 | 14:00H - 15:00H | ICS-ULisboa






O LUGAR DAS MULHERES



Em 2013, a Harvard Business School celebrou os cinquenta nos da admissão de Mulheres  no Programa MBA o que incluiu um conjunto diversificado de iniciativas como se pode ver aqui. Delas faz parte o video inicial. Destaquemos, entre o muito que poderia ser sublinhado, a conferência Gender and Work: Challenging Conventional Wisdom -February 28 - March 1, 2013: os tópicos e os ensaios estão disponíveis neste endereço.


Um dos ensaios, de autora nuito conhecida - Rosabeth Moss Kanter:  THE INTERPLAY OF STRUCTURE AND BEHAVIOR: How System Dynamics Can Explain or Change Outcomes by Gender or Social Category. Começa assim:
«The big mouthful of a title reflects a quest to make things more complex rather than simpler. In research designs, we often make things simpler than they actually are in the real world. But to make progress in both knowledge and action requires understanding the whole system—the interacting forces that shape social patterns and make society and the outcomes in society what they are—so that research can contribute to changing them for the better.
One goal of my journey toward change has been to make sure that research in a field like gender, work, and organizations does not make certain simplifying assumptions. When the
women’s movement triggered a wave of studies, one prominent simplifying assumption was to attribute outcomes to individuals—in essence, to blame the victim. Outcomes are a factor of people getting what they deserve because of their own shortcomings, one set of studies implied. A corollary for those who advocated for women was to blame the perpetrator, the oppressor—because if it weren’t for their behavior as individuals or their biases, things would be different, as though individuals willfully chose paths that disadvantaged themselves or others. That’s a pernicious simplifying assumption that fails to view the forces shaping behavior». Continue a ler.
Entretanto, na Harvard Business Review de DEZ 2014 o artigo 

Rethink What You 'Know' about High-Achieving Women by R. Ely, Pamela Stone and Colleen Ammerman

O Resumo que pode ser lido aqui:
«On the occasion of the 50th anniversary of the admission of women to Harvard Business School's MBA program, the authors, who have spent more than 20 years studying professional women, set out to learn what HBS graduates had to say about work and family and how their experiences, attitudes, and decisions might shed light on prevailing controversies. What their comprehensive survey revealed suggests that the conventional wisdom about women's careers doesn't always square with reality. The survey showed, for instance, that 1) the highly educated, ambitious women and men of HBS don't differ much in terms of what they value and hope for in their lives and careers; 2) it simply isn't true that a large proportion of HBS alumnae have "opted out" to care for children; 3) going part-time or taking a career break to care for children doesn't explain the gender gap in senior management; and 4) the vast majority of women anticipated that their careers would rank equally with those of their partners. Many of them were disappointed. It is now time, the authors write, for companies to consider how they can institutionalize a level playing field for all employees, including caregivers of both genders. The misguided assumption that high-potential women are "riskier" hires than their male peers because they are apt to discard their careers after parenthood has become yet another bias for women to contend with».


Para terminar, é sempre com grande interesse que vemos matérias em torno de género e das mulheres na investigação e nas revistas de Gestão. Muito das mudanças desejadas, é nossa convicção, passa pelas ORGANIZAÇÕES,  pela sua atividade operacional  e visão estratégica.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

OLÁ CRIANÇAS ! OLÁ JOVENS ! TALVEZ LHES INTERESSE (47) | «“Slap her": children's reactions»





Um video que está a ser «viral» na internet.



A DESIGUALDADE DE GÉNERO | Das Barreiras Invisíveis nos EUA e na EUROPA e das Políticas Públicas







«Introduction and summary

The problem is all too familiar: Despite women’s increased rates of employment,
rising levels of educational development, and growing place as primary breadwinners,
gender inequality remains pervasive. Women continue to be underrepresented
in key decision-making positions in politics, business, and public life.

In the United States, the discussion of this conundrum tends to focus on personal
improvement and the notion of “leaning in” popularized by Facebook COO
Sheryl Sandberg. However, a number of developed nations, particularly those in
Europe, have sought to remedy gender inequality primarily through public policy.

This report aims to analyze and understand the benefits and limitations of such
policies by exploring the direct and indirect roles that they play in supporting
women’s progress in the workforce and, specifically, in helping boost their advancement
into leadership positions. It looks at policies that tackle the leadership issue
via quotas—which aim to have a direct impact on women’s representation—and
also examines policies such as affordable child care, paid parental leave, and flexible
work arrangements that help lay the groundwork for women’s leadership indirectly
by enabling women to stay in the workforce after becoming mothers.

Examining the differences in employment rates between mothers and nonmothers
is one way to clearly see how well a country does—or does not—support
women’s abilities to remain active in the workforce throughout their adult lives.
Through a detailed discussion of policies abroad, this report will show that countries
that have affordable and high-quality child care systems—for example, the
Scandinavian nations—tend to have higher maternal employment rates, paving
the way for women’s advancement. Paid parental leave and flexible work policies
with genuine choices for both parents can also be a retention tool that, by offering
mothers and fathers the ability to work and to care, aid women’s long-term prospects
and advance the goals of gender equality more generally».


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

UNESCO | Igualdade de Género e Cultura



Comecemos por divulgar que a UNESCO tem no seu site um espaço dedicado à IGUALDADE DE GÉNERO - aqui -, e um dos temas é CULTURA - o endereço. Densificando, sob o título   

Gender Equality and Culture pode ler-se:

«Gender equality is an important priority for UNESCO’s work on heritage, creativity and cultural diversity. The equal participation, access and contribution to cultural life of women and men are human rights as well as cultural rights, and an important dimension for guaranteeing freedom of expression for all. A growing body of evidence from UNESCO programmes points to how gender relations come into play in the transmission of knowledge on heritage and the fostering of creativity. Indeed, ensuring that the spiritual, intellectual and creative expressions and interests of all members of the community are reflected has proven to be an important enabler of inclusive development and socio-economic empowerment.
Yet, access to culture can often be restricted to certain social groups, with women and girls in particular facing complex barriers to participate in the cultural life of their communities. Unequal opportunities for women to share their creativity with audiences; ‘glass ceiling’ for women to reach management and leadership positions or to participate in decision-making processes; persistence of dominant views on gender, negative stereotypes and limitations on freedom of expression based on gender; and sex-specific challenges related to accessing specialized technical and entrepreneurial training as well as financial resources.   Recognizing these challenges, UNESCO works closely with governments, civil society and communities to ensure that women’s and men’s roles in cultural life are equally encouraged, valued and visible». +
Agora, assinalar o Relatório da imagem acima cujo índice, a seguir, dá uma boa ideia do conteúdo: 


Para terminar,  um excerto do Prefácio de Farida Shaheed:

«(...).The struggle for women’s human rights, and in particular cultural rights, is not against religion, culture, or tradition. From the human rights perspective, the critical issue is not whether and how religion, culture and tradition prevail over women’s human rights, but how to ensure that women own both their culture including religion and tradition, and their human rights. In practical terms, a key challenge is how to ensure women’s equal participation in discussions and decision-making on these issues and enable them to create new cultural meanings and practices. 
Culture is in constant motion and is always linked to power relations. Cultural rights must be understood as also relating to who in the community holds the power to define its collective identity. Belonging does not confer equality within the community, and there can be multiple views within a community as to the elements that constitute the essentials of one’s culture. It is imperative to ensure that all voices within a community, representing the interests, desires and perspectives of diverse groups, are heard without discrimination. (...)».


DIREITOS HUMANOS | O que são ? | UM OLHAR AO LONGO DA HISTÓRIA





segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

«O DESAPARECIMENTO DE ELEONOR RIGBY »| Um filme com três variantes | «ela»| «ele»| «eles»







Comecemos pelo filme  da variante «ela», que já vimos e, como espectadora comum,  gostámos, e recomendamos. As coordenadas:

«O Desaparecimento de Eleanor Rigby: Ela

Eleanor (Jessica Chastain) e Connor (James McAvoy) são dois jovens recém-casados que vivem em Nova Iorque, EUA, com a sensação de "para sempre" que acompanha as grandes histórias de amor. São felizes enquanto tudo corre de feição. Mas um acontecimento marcante vai mudar tudo. Outrora unidos, sentem agora que se tornaram estranhos e que se perderam um do outro. Resta-lhes procurar as peças que lhes permitam reconstruir aquele passado de amor, partilha e sonhos, antes que lhes fuja definitivamente.
Um drama romântico assinado por Ned Benson, naquela que é a sua estreia nas longas-metragens. A história é contada sob o ponto de vista feminino, mostrando a forma como a tragédia é vivida e ultrapassada por Eleanor. Com o subtítulo "Ela", faz parte de um tríptico que se completa com “Ele” (ponto de vista masculino) e "Eles" (cruzamento de ambos). Os filmes foram apresentados como trabalhos em curso no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Além de Chastain e McAvoy, o elenco conta com Bill Hader, William Hurt, Viola Davis e Isabelle Huppert».  Mais no Jornal Público.

 Bom, o que aqui se quer sublinhar, independentemente do resultado, é o tríptico dos pontos de vista: feminino; masculino; cruzamento de ambos. Estamos em crer que em algum sítio num próximo congresso sobre ARTE E GÉNERO esta experiência terá lugar. Não resistimos: a força da arte em reflexões para além dela ...




AINDA É NOTÍCIA | As profissões não têm sexo | PRIMEIRA POLÍCIA SINALEIRA EM LISBOA




«Está de regresso a figura do polícia sinaleiro e agora, no século 21, na versão feminina. Andreia Ambrósio é a primeira mulher sinaleira da cidade de Lisboa. Tem 25 anos e a partir de 2ª feira estará na rua da escola politécnica para tentar dar ordem ao trânsito caótico». Mais.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

DIREITOS HUMANOS | Portugal no Conselho dos Direitos Humanos da ONU


Do jornal online  Observador:

«As sete prioridades de Portugal no Conselho de Direitos Humanos da ONU

O país inicia oficialmente esta quinta-feira o mandato como membro do Conselho dos Direitos Humanos da ONU e vai tentar defender junto da China, Arábia Saudita e EUA o fim da pena de morte»Continue a ler.
 Esta notícia  fez-nos recuperar o Relatório da imagem e, uma vez mais, trazer para o Em Cada Rosto Igualdade a questão dos Direitos Humanos e a intervenção da ONU.
Do Relatório, por exemplo:
«OHCHR consistently promoted laws prohibiting discrimination and establishing equality of treatment, opportunity and access of women and men in all spheres. It also sought to increase women’s participation in decision-making processes and the removal of discriminatory laws. The Office provided technical advice and carried out, in conjunction with other actors, advocacy targeting governments and other partners». De lá a imagem seguinte: 





PERSONALIDADES PORTUGUESAS | Dos Séculos XX-XXI e do Milénio



21 personalidades dos séculos XX-XXI
 escolhem as vinte e uma personalidades portuguesas do milénio
Prefácio de António Ramalho Eanes
Coordenação de José da Cruz Santos
Entrevistas e notas de Valdemar Cruz
(edição Modo de Ler, 2014)



Primeiro, congratularmo-nos com a obra. Para nós de excelência.  Depois, não queríamos ter reparado, mas não pode deixar de ser: em 21 personalidades, do lado dos séculos XX-XXI duas mulheres, do Milénio uma mulher. +.