quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

MULHERES EM DESTAQUE - Ana Ribeiro, Leonor Morgado, Ana Abecassis

  
As três premiadas.
Três investigadoras que exercem a sua atividade no nosso País  - Ana Ribeiro, Leonor Morgado, Ana Abecassis - foram distinguidas com Medalhas de Honra L'Oréal Portugal  tendo cada uma delas recebido 20 mil euros. O prémio é atribuído anualmente pela empresa em conjunto com a Comissão Nacional da UNESCO e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) a investigadoras com menos de 35 anos. Sobre as premiadas e as suas investigações veja, por exemplo, aqui, donde retirámos:
«Ana Abecassis, de 33 anos, é doutorada em Ciências Médicas na Bélgica e é investigadora no Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa. O seu trabalho centra-se no estudo de uma mutação do vírus da SIDA, mais resistente aos medicamentos retrovirais e que atinge cerca de 8% da população. A candidatura do projeto aos fundos da FCT tinha sido recusada, pelo que os 20 mil euros serão essenciais para comprar, por exemplo, um servidor para a gestão de dados».
«Ana Catarina Ribeiro, doutorada pelo National Institute for Medical Reaearch, em Londres, que se dedica à investigação sobre lesões na medula espinal no Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina de Lisboa. Ana Ribeiro estuda a regeneração celular dos peixes-zebra, cujas células da espinha se restabelecem naturalmente. A compreensão deste processo poderá dar pistas sobre porque é que isto não acontece com os mamíferos e, posteriormente, como é que poderia ser aplicado aos seres humanos».
«Leonor Morgado é a mais nova galardoada dos prémios da L'Oréal. A investigadora do Centro de Química Física e Biotecnologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa vai começar agora um estudo sobre a Geobacter sulfurreducens, uma bactéria que poderá ser a solução perfeita para uma fonte de energia verde: ao mesmo tempo que remove compostos poluentes do meio ambiente, esta bactéria tem a capacidade de transferir eletrões para o seu exterior, podendo produzir energia.Esta investigação seria a continuação do trabalho feito por Leonor Morgado no doutoramento; no entanto, também este projeto tinha sido recusado pela FCT e estava à procura de financiamento».
Veja mais fotos das premiadas  aquando da atribuição dos prémios.  E sobre cada uma das investigadoras saiba mais  na TV ciência. E temos entrevistas na Sapo:  Leonor Morgado ;  Ana Ribeiro;  Ana Abecassis.
E é uma boa ocasião para regressarmos ao Projeto da União Europeia Science: it's a girl thing, e conhecer mais mulheres que investigam, ou seja, à iniciativa Women in Research and Innovation.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

APRENDER COM OS PREMIADOS - MONTIJO

C.M. Montijo


Montijo  foi uma das Câmaras distinguidas com o Prémio Viver em Igualdade da CIG e, à semelhança do que já fizemos com Abrantes, Valongo  e Seixal, também premiadas,   quisemos saber mais sobre este Município e visitamos o seu site onde encontrámos, desde logo, uma área de intervenção para a  Promoção da Igualdade de Género com a seguinte missão: disponibilizar informação sobre os direitos e deveres das mulheres, contribuindo, assim para uma sociedade onde a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres e os Direitos Humanos sejam, uma realidade. E dos Projectos e actividades:
«Espaço Informação Mulheres - O serviço faculta apoio jurídico e informação em diferentes áreas:
• Violência doméstica
• Direitos da maternidade/paternidade
• Divórcio e regulação do poder paternal
• Direitos da união de facto
• Direito de trabalho (...)

Rede de Apoio a Mulheres em Situação de Violência (RAMSV)
Considerando que a violência doméstica é uma problemática social que afeta um conjunto elevado de mulheres, crianças, pessoas idosas e pessoas com deficiência, atravessando a sociedade portuguesa, independentemente das características sociais, económicas ou culturais, foi criada, em 2005, uma Rede de Apoio a Mulheres em Situação de Violência (RAMSV), através da assinatura de um protocolo de parceria com diversas instituições locais e/ou com serviços descentralizados da administração central.
(...)»
 Mas há mais, por exemplo, o  Centro de Saberes do Montijo. E o que é este Centro? O “Centro de Saberes do Montijo” é um projeto conjunto entre a Universidade de Lisboa (UL), a sua Fundação (FUL) e a Câmara Municipal do Montijo (CMM) estruturando-se numa política de descentralização das atividades do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida.
Em Dezembro de 2004, foi assinado um
Convénio com vista à criação do CENTRO DE SABERES DO MONTIJO, definindo uma estratégia destinada a proporcionar a todos os cidadãos o acesso a oportunidades de aprendizagem ao longo da vida.
O CENTRO DE SABERES DO MONTIJO pretende assumir-se como matriz diagonal de um projeto de âmbito regional que nasce numa cidade em que a educação, a igualdade de oportunidades, a cultura, o património e história locais têm vindo a ser prioridades do mandato autárquico.
O papel central do formando e a importância da cultura e das tradições locais são dois eixos estratégicos do novo CENTRO DE SABERES.
A componente de investigação e a preocupação da ligação ao tecido empresarial serão reforçadas com o novo Centro de Saberes, no âmbito de uma reformulação ancorada numa estratégia de desenvolvimento local».

Mas para saber mais sobre a Cãmara Municipal do Montijo,  «visite-a»
clicando aqui. onde encontrará esta imagem:


E, por exemplo, no âmbito da Divisão de Solidariedade e Promoção da Saúde competências como as seguintes:
• Propor uma estratégia de intervenção social municipal;
• Propor e dinamizar iniciativas conducentes a uma melhor inclusão social das famílias em risco de exclusão;
• Dinamizar atividades dirigidas à população em maior risco de exclusão social;
• Dinamizar o Banco Local de Voluntariado (BLV);
• Sensibilizar a comunidade local ao nível das principais problemáticas sociais;
• Elaborar e divulgar estudos que melhorem o conhecimento sobre a realidade social municipal, nomeadamente sobre franjas populacionais específicas;
• Apoiar tecnicamente as instituições locais que operam no domínio social ao nível do desenho de projetos ou do desenvolvimento de atividades específicas;
(...)

E não pudemos deixar de reparar na iniciativa «Cartas de Amor» nas comemorações do Dia de S. Valentim:



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

OS DIREITOS DAS CRIANÇAS

logo

Como nos últimos posts o centro esteve nos jovens e crianças, acabámos por nesta atmosfera fazer uma visita ao site do Instituto de Apoio à Criança, e do que vimos escolhemos para trazer para o Em Cada Rosto Igualdade as seguintes iniciativas: Histórias com Direitos e a Exposição Crianças no Mundo - com Direitos.
historias_com_direitos

Histórias com Direitos - «Um AUDIOLIVRO concebido pelo Instituto de Apoio à Criança em parceria com a Plátano Editora e que contou com a generosidade dos seus autores: António Torrado, Inês de Barros Baptista, Inês Pupo, Maria Teresa Maia Gonzalez, Luísa Ducla Soares, Raquel Palermo, José Jorge Letria, António Mota, Augusto Carlos, Rui Zink e José Fanha, com ilustrações de Vera Pyrrait, música de Ricardo Daniel e Tiago Barbosa (dos Cambraia) e narração de Pedro D'Orey.
Os direitos de autor revertem para o Instituto de Apoio à Criança, pelo que se comprar um audiolivro está a ajudar esta instituição que, desde 1983, defende e promove os Direitos da Criança».

E sobre a Exposição:
Está disponível para requisição a exposição itinerante CRIANÇAS NO MUNDO – COM DIREITOS. A exposição pode ser requisitada por qualquer instituição, nomeadamente por escolas do Ensino Pré – Escolar, Básico ou Secundário.
Não havendo qualquer marcação, a exposição pode ser requisitada, podendo ficar patente durante um dado período de tempo na instituição requisitante (Consultar o Mapa de Disponibilidade da exposição).
O Termo de Responsabilidade é o único documento que tem de ser imprimido, preenchido, assinado e entregue no acto de levantamento da exposição ou enviado por correio para:
Instituto de Apoio à Criança
CEDI- Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança
Largo da Memória, 14
1349 - 045 Lisboa
Mas saiba mais sobre a Exposição.
E havemos de voltar ao IAC porque  lá  há muito  para ver, e reflectir. A homepage onde, nomeadamente, existe um video que apresenta o Instituto e informação sobre a Campanha Seja Solidário. E este número SOS:
sos_crianca

Pelo que me toca, é mesmo útil, passar por lá. Inspira! Por fim, também têm um Blogue:

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

IGUALDADE DE GÉNERO, PARENTALIDADE E FAMÍLIA

Só agora tivemos conhecimento da iniciativa seguinte que vai  ter lugar amanhã, mas ainda assim, conhecida, faz sentido que a divulguemos. Pensamos que só saber que estas coisas acontecem já tem, só por si, o seu valor.


sessao
 

PARA CRIANÇAS MENOS PRIVILEGIADAS


Correspondendo ao alerta de uma leitora do nosso Blogue voltamos a centrarmo-nos nas CRIANÇAS: A cantora e compositora colombiana Shakira, que está esperando seu primeiro bebê com o jogador de futebol espanhol Gerard Piqué, decidiu comemorar a chegada do filho de uma forma diferente: vai promover um chá de bebê online com o Fundo das Nações para a Infância (UNICEF).
“Para celebrar a chegada do nosso primeiro filho esperamos que, em seu nome, outras crianças menos privilegiadas do mundo possam ter suas necessidades básicas satisfeitas através de presentes e doações”, diz o texto de Piqué e Shakira, que também é Embaixadora da Boa Vontade do UNICEF. “Obrigado por compartilhar este momento inesquecível conosco.”
O chá de bebê online permitirá aos fãs “visitar” a sala de estar virtual do casal, aprender sobre a sobrevivência de crianças e comprar um “Presente do UNICEF” para ajudar a dar aos bebês em todo o mundo uma vida saudável. Os presentes, que custam a partir de cinco dólares, são itens que podem salvar vidas e que serão distribuídos para crianças e suas comunidades em alguns dos lugares mais pobres do mundo.
Com cinco dólares é possível, por exemplo, comprar um mosquiteiro para garantir que a criança não pegue malária enquanto dorme – a doença é uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. Continue no site da ONU no Brasil.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

OLÁ CRIANÇAS ! OLÁ JOVENS!

©Francisco Elias

Hoje um post especial, para crianças e jovens,  certamente através de adultos, com informações que pensamos lhes vão agradar. No TEATRO NACIONAL D. MARIA II - Leitura de contos de autores do século XX dedicados à infância, que tem como objetivo desenvolver a imaginação e a criatividade dos mais jovens através do prazer da leitura. Primeira: A janela e a montanha - 20 JAN 2013 11h30 - Átrio | Entrada Livre. A Janela e a montanha é um pequeno conto sobre sentimentos. António Torrado demonstra aqui que nem só as pessoas têm sentimentos pois também as coisas podem ter coração.
Esta é uma história de amizade entre uma janela e a montanha sua vizinha. Todos os dias se saudavam, mas um dia a janela foi obrigada a fechar. A montanha, repleta de saudades, fez de tudo para voltar a ver a amiga. Até que, com a chegada da primavera, vem também uma boa notícia. Uma das histórias mais conhecidas de António Torrado, dedicada aos mais jovens, repleta de ternura.
Veja mais.



E noutro local, também na cidade de Lisboa,  no MUSEU NACIONAL DO TEATRO,  temos Branca de Neve e os Sete Anões - No dia 20 de janeiro (domingo), às 10:30h, pela Companhia Palco de Chocolate. Do espectáculo:
- Espelho mágico, espelho meu, há alguém mais bela do que eu?
- Mais bela do que você é a Branca de Neve.
A rainha má ficou furiosa e decidiu vingar-se.
O caçador Pipoca tem que matar a Branca de Neve… esqueceu-se da espingarda e vai deixar a Branca de Neve fugir para longe, longe, muito longe, onde ela vai encontrar a casa dos sete anões brincalhões, na terra dos pequeninos.
Todos vão viver felizes até ao dia em que a rainha má percebe que a Branca de Neve ainda está viva.
Mas a bondade vencerá tudo e um belo príncipe chegará a tempo para salvar a princesa

Marcação Prévia. Veja mais.


Entra na Página do Provedor Amiga das Crianças

E para terminarmos  vamos ao site do PROVEDOR DE JUSTIÇA. Lá  encontraremos um espaço especialmente dedicado aos nossos destinatários de hoje, em que se pode ler:


Olá! Bem-vindo à página
do Provedor de Justiça
para os Direitos
das Crianças e Jovens

Esta página existe para te ajudar sempre que os
teus direitos não forem respeitados.
Utilizando os botões abaixo poderás conhecer-nos
melhor, aprender mais sobre os teus direitos e saber
como poderemos ajudar-te. Poderás ainda dar-nos a
tua opinião sobre assuntos do teu interesse.



E há também um nº. de telefone:   800 20 66 56  

«ROTEIROS FEMINISTAS NA CIDADE DE LISBOA»

Roteiros Feministas 1
«Domingo, 20 de Janeiro às 14h30 - O CCIF estará fora de portas através dos Roteiros Feministas na cidade de Lisboaque pretendem quebrar os muros do esquecimento a que têm sido votadas as mulheres, porque elas estiveram lá: nas ruas, nos comícios, nos salões literários, nas tertúlias, nos centros escolares republicanos, nas associações, nas redacções dos jornais, nos cafés, nos parques, nos tribunais, nos teatros e nas barricadas da Rotunda desta cidade de Lisboa, na madrugada de 5 de Outubro de 1910.
O donativo é de 10€ por pessoa (adultas/os e jovens a partir dos 15 anos). Descontos: 15 % para associadas CCIF/UMAR, estudantes e investigadoras/es em Estudos sobre as Mulheres/Estudos de Género/Estudos Feministas.
Inscrição prévia para: centroculturafeminista@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
Esta é uma iniciativa do Centro de Cultura e Intervenção Feminista CCIF/UMAR e nasceu do projecto " Memórias e Feminismos: Mulheres e República na Cidade de Lisboa" em parceria da UMAR com a equipa de investigação Faces de Eva-Cesnova/UNL». Fonte: site da UMAR.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

MULHERES NA CULTURA - Luzia Maria Martins


A colega Fátima Mendes da IGAC alertou-nos para a Exposição da imagem - notícia do Jornal O Primeiro de Janeiro do dia 7 passado. Pretexto suficiente para trazermos LUZIA MARIA MARTINS para a nossa «secção» MULHERES NA CULTURA. E depois fomos saber mais da exposição  inaugurada  na última quinta-feira na Sociedade Portuguesa de Autores. A partir do  site da SPA: 
Luzia Maria Martins: Uma Mulher no Teatro e no Mundo
Exposição evocativa da encenadora, dramaturga, tradutora e fundadora da Companhia de Teatro Estúdio de Lisboa / Teatro Vasco Santana.Luzia Maria Martins foi um dos nomes mais importantes da história do teatro em Portugal, como encenadora, dramaturga, tradutora, directora de companhia de teatro e também na sua condição de cidadã e de exigente mulher de cultura. Nesses vários domínios deixou uma marca que o tempo não apagou, nem irá apagar. Autora de peças de teatro que trouxeram para a cena figuras da nossa história literária como Luís de Camões, Bocage ou Cesário Verde, Luzia Maria Martins, durante os anos de trabalho na BBC de Londres, conviveu com algum do melhor teatro que se fazia no mundo.
As coordenadas da exposição
Entrada Livre
Horário: de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 19h00
Local: Galeria Carlos Paredes
Rua Gonçalves Crespo, nº62 - Lisboa
Ver mapa
E  a partir do Saber da Sapo,  uma  Biografia:Luzia Maria Martins, filha do cenógrafo Reinaldo Martins, nasceu em Lisboa, a 27 de Maio de 1927. Ainda em criança trabalhou na Companhia Maria Matos e na Companhia Alves da Cunha. Mais tarde, depois de frequentar o liceu e de passar pela rádio e pelo jornalismo, partiu para Londres onde fez a aprendizagem de teatro em simultâneo com o trabalho para a BBC como locutora e produtora das Secções Portuguesa e Brasileira. Durante os 11 anos de permanência em Londres frequentou também os seguintes cursos: Filosofia (Universidade de Londres); Cinema (London School of Film Technique); Encenação de Ballet (Royal Academy of Dancing); Encenação Teatral (City Literary Institute). Depois disso, nos finais de 1963, fundou com a actriz Helena Félix, o Teatro-Estúdio de Lisboa. No Teatro Vasco Santana, onde sempre actuou, teve como principal preocupação a renovação do repertório, dando a conhecer, entre outros, os novos autores de origem anglo-saxónica. Luzia Martins, traduziu e encenou para este Teatro, entre outras, as peças: Joana de Lorena, de Maxwell Anderson; O pomar das cerejeiras, de Tchekov; Mesas separadas, de Terence Rattigan; Tomás More, de Robert Bolt; Exercício para cinco dedos, de Peter Shaffer; A nossa cidade, de Thornton Wilder; Noite de verão, de Ted Willis; Um sonho, de Strindberg; Lar, de David Storey; Testemunho inadmissível, de John Osborne; Os amigos, de Arnold Wesker; O mar, de Edward Bond; A louca de Chaillot, de Jean Giraudoux; Quem é esta mulher, de Marguerite Duras; O escritório, de Vacláv Havel; Guerra e paz, de Tolstoi (versão de Erwin Piscator); Habeas Corpus, de Alan Bennet. Como autora de textos teatrais, destacam-se: Bocage: alma sem mundo e Quando a banda tocar.
Pessoalmente, recordo-me da emoção deste momento, registado na Biografia de Luisa Ortigoso (sublinhado nosso) :  Em 1996/97 apresenta, em co-produção com o Teatro Nacional D. Maria II, o monólogo de José Jorge Letria “Frida e a Casa Azul”, que marca o regresso à encenação de Luzia Maria Martins e em que interpreta a figura da pintora mexicana Frida Kahlo.
Ainda com este espectáculo, participa no Festival Internacional de Teatro de Almada em Julho de 1998.
 
Luzia Maria Martins faleceu poucos anos depois, em 2000. Como autora,
consta da Base de Dados  biobibliográficos de Autores portuguesas da ex-DGLB.



Helena Félix e Luzia Maria Martins




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

DISCRIMINAÇÃO DE MULHERES GRÁVIDAS NO TRABALHO


Ana Almeida do GEPAC  - Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais - enviou-nos esta notícia da revista brasileira EXAME  e que está online: «A Organização Internacional do Trabalho (OIT) advertiu nesta sexta-feira que a discriminação laboral contra as mulheres grávidas piorou em inúmeros países em consequência da crise econômica.
 A especialista em maternidade da OIT, Laura Addati, assinalou hoje que se observou, no contexto da crise econômica internacional, um aumento considerável das queixas de mulheres grávidas e mães que sofrem discriminação no trabalho.
"As mulheres grávidas são especialmente vulneráveis porque tendem a sofrer discriminação pela ideia de que a maternidade é uma carga. Mas, o certo é que a proteção da maternidade produz enormes benefícios", assegurou Laura.
Apesar de 70 países terem ratificado pelo menos uma das três convenções da OIT relativas à proteção da maternidade, esse desrespeito com as mulheres grávidas é algo que faz parte da realidade de quase todos os lugares do mundo». + Saiba mais sobre esta problemática na OIT Brasil onde se pode ler: “A proteção à maternidade é indispensável na luta contra a pobreza, para a inclusão social, a igualdade de gênero e a saúde materna e infantil. Existe uma relação entre o nível de gasto em políticas que favorecem as famílias, o nível de emprego das mulheres e o nível de pobreza infantil”, acrescentou Addati.
“É por este motivo que a proteção à maternidade não é somente uma questão pessoal. Contribui para a realização de diversos objetivos de desenvolvimento globais e, portanto, trata-se de uma responsabilidade coletiva. Governos, empregadores e trabalhadores devem participar de um diálogo social que permita encontrar soluções que respondam às necessidades de todas as partes”.
Neste quadro, a nota seguinte do  jornal Expresso de sábado passado (na coluna dos Altos e Baixos) compreende-se melhor.
E na feitura deste post colaborou também a colega da DGARTES Paula Trindade  - a «Paulinha».

EXCLUSÃO SOCIAL EM PALCO



«Este texto inédito aborda os caminhos do submundo do ser humano, os seus segredos e dilemas e traz-se a debate a questão da exclusão social, dos dramas pessoais daqueles que vivem na miséria, as suas implicações patológicas, familiares, culturais e sociais.
Num movimento de introspeção, os seis atores do elenco do TNDM II colocarão em palco a questão da falta do afeto e as suas consequências, permitindo-nos aperceber da complexidade da pobreza e da exclusão».
Mais no site do TNDMII.
E da comunicação social:


Excerto de Trabalho do jornal Correio da Manhã de 13.01.2013 

domingo, 13 de janeiro de 2013

CAROLINA


ACOLHIMENTO DE EMERGÊNCIA DE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA REFORÇADO

Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e...
 
(Destaques nossos)
«(...) a Carta de Compromisso que onze entidades gestoras de casas de abrigo integradas na rede de proteção das vítimas de violência doméstica acabam de assinar concretiza mais uma medida de um conjunto de iniciativas previstas e executadas ao longo do ano de 2012, todas elas destinadas a reforçar, de todas as formas possíveis, a proteção das mulheres vítimas de violência doméstica.
Teresa Morais interveio na cerimónia de assinatura de uma Carta de Compromisso, realizada na Presidência do Conselho de Ministros, que formalizou um financiamento suplementar do Governo no valor global de 307 mil euros no âmbito do acolhimento de emergência das vítimas.
«Gostaria de lembrar que ao longo do último ano se implementaram medidas e se concederam apoios novos e muito expressivos, nunca antes concedidos com carácter sistemático, todos eles destinados ao cumprimento desta mesma prioridade: reforçar a proteção das vítimas de violência doméstica e dotar as instituições que integram a rede de proteção de apoios complementares destinados a cumprir este mesmo objectivo», referiu a Secretária de Estado da Igualdade.
Teresa Morais lembrou também outras subvenções do Governo nesta matéria atribuídas no último ano, designadamente os apoios financeiros atribuídos a 10 Núcleos de Apoio à Vítima, para o reforço do apoio psicológico, jurídico e social, e às casas de abrigo do país e das Regiões Autónomas, para apoiar o processo de autonomização das vítimas no momento da saída das casas de abrigo. (...)» +

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

IV PLANO NACIONAL PARA A IGUALDADE(6)/Parentalidade

Parentalidade. Bom para os pais, melhor para os filhos


Dando continuidade a posts anteriores , continuemos a descobrir o Plano Nacional para a Igualdade (PNI) - Género, Cidadania e não Discriminação -   agora com o foco em Medidas Específicas. Por exemplo, sobre a Parentalidade,  existe a Medida 27 - Promover a utilização da licença parental por parte dos Homens, no âmbito da área estratégica n.º 2: 

Mas para sabermos pormenores sobre esta matéria recorra-se à brochura da imagem acima, disponível no site da CITE - Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego -  onde existe informação muito concreta e clara. Ilustração:


Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego – Igualdade entre Mulheres e Homens no Trabalho, no Emprego e na Formação Profissional – Conciliação da Vida Profissional, Familiar e Pessoal (Folheto desdobrável) (2010)


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

«GREAT AMERICAN WOMEN»

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Depois de conhecermos o projeto National Women Hall of Fame só o podiamos dar a conhecer no Em Cada Rosto Igualdade, onde se pretende «to honor great women of yesterday and today, while shaping the leaders of tomorrow».  com a missão de "Showcasing great women...Inspiring all!" from Seneca Falls to the world». Algumas das mulheres contempladas:

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 Mas foi através deste post do blogueMujers sobre Eleanora Rosevelt, sem sabermos  muito bem como, que chegámos lá. E tudo se deveu à  força desta foto:
Eleanor Roosevelt
E, claro, Eleanora Rosevelt está na National Women Hall of Fame como pode conferir.
 Pois bem, anda por aqui aquilo que desejamos fazer sobre as Mulheres na Cultura. Portuguesas. E de certa forma já é isso que inspira muitos dos posts que  aparecem aqui no Em Cada Rosto Igualdade. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

GRÁVIDAS DESCONHECEM PROBLEMAS QUE PESTICIDAS E POLUIÇÃO PODEM CAUSAR AOS BÉBÉS

Grávidas desconhecem problemas que pesticidas e poluição podem causar aos bebês é um artigo do Mercado Ético de ontem que começa assim:Uma pesquisa desenvolvida por cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, apontou que, apesar de a maioria das gestantes saberem dos riscos relacionados ao cigarro, ao álcool, às dietas inapropriadas, ao fumo passivo e ganho de peso, muitas desconhecem os malefícios de fatores como pesticidas e poluição do ar.
De acordo com o estudo, apenas 44% dos médicos falam sobre os riscos do envenenamento por mercúrio que, assim como outros metais pesados, pode causar problemas ao bebê, a exemplo do autismo, distúrbio de déficit de atenção, problemas de desenvolvimento e dificuldade de aprendizagem. +
Mais leituras sobre o estudo.

PROSTITUIÇÃO


Dois em um: primeiro,  para quem não saiba, dar a conhecer a Newsletter da PpDM, mensal, que pode ser lida no site desta organização; depois, trazer para o nosso blogue a questão da Prostituição que é, precisamente, um dos assuntos cobertos pela Newsletter de Dezembro de 2012 onde se pode ler (sublinhados nossos):
«Cerca de 200 organizações de mulheres de 25 Estados Membros da União Europeia, entre as quais a PpDM, e mais quatro países, debateram, no dia 4 de Dezembro, no Parlamento Europeu a experiência sueca e holandesa, relativamente às políticas na área da prostituição, nos últimos 10 anos. Estas ONG, chamaram a atenção para o facto de a prostituição ser uma forma de violência, um obstáculo à Igualdade, uma violação da dignidade humana e uma violação dos Direitos Humanos. A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, o Movimento Democrático de Mulheres, o Ninho (que trabalha há 45 anos diretamente com mulheres prostitudas) presentes nesta reunião, tal como o Lobby Europeu de Mulheres consideram as mulheres e crianças prostituídas, as vítimas, essencialmente de um sistema opressor e violento, que urge combater, e desenvolverão em Portugal ações visando este objetivo.




Ainda sobre a prostitução e continuando a ter como fonte o site da PpDM:
«(...)
O negócio da prostituição rende ao proxenetismo milhões de dólares, porque a prostituição não se reduz a um acto individual de uma pessoa que aluga o seu sexo por dinheiro, é uma organização comercial com dimensões locais, nacionais, internacionais e transnacionais, onde existem três parceiros: pessoas prostituídas, proxenetas e clientes. Rosen Hicher, sobrevivente do sistema prostitucional, afirmou, neste debate europeu, que “o meio é violento, os clientes são violentos, os proxenetas são violentos, tudo é violento (…). A prostituição destroi a vida de uma mulher”.
Grégoire Théry, representante do Mouvement du Nid, disse que a violência começa antes de entrar na prostituição e 90 % das pessoas prostituídas sofrem de violência que leva a traumas fortes, antes de entrar. Também sublinhou que “a prostituição em si é uma forte violência sexual com consequências extremamente pesadas”.
A Eurodeputada do PCP, Inês Zuber, perguntou ao Parlamento Europeu: “Que sociedade é aquela que inclui a exploração sexual no PIB? Que pais é aquele que considera esta violência ser parte da produção? Que valores é que estamos a construir assim? (…). Só conta o lucro que pode ser vendido?”.
Simultaneamente, estas ONG apresentaram 5 recomendações aos Estados Membros:
• A supressão das medidas repressivas contra as pessoas prostituídas.
• A criminalização de todas as formas de procura.
• O desenvolvimento de alternativas reais e programas de saída da prostituição.
• A implementação de políticas de prevenção, educação para promover a Igualdade e a sexualidade positiva.
• O desenvolvimento de políticas de prevenção nos países de origem das pessoas prostituídas.
Este movimento e a campanha lançada pelo Lobby Europeu de Mulheres visam desafiar as ideias preconcebidas sobre a prostituição, e apelam a um compromisso político, social e cultural, uma frente comum de luta contra o sistema prostitucional, combatendo as suas causas e consequências.
Rejeitam a distinção entre uma prostituição “forçada” e uma prostituição “livre”, isto é uma má e uma boa prostituição. Esta distinção tem apenas por objectivo banalizar e legalizar a prostituição, dar-lhe uma “fachada” de dignidade e como consequência legitimar o proxenetismo. A aceitação e a banalização da prostituição constituem o fundamento da legalização.
“É preciso acabar com o tráfico. Um objetivo menos ambicioso seria um insulto as vítimas e um insulto a todos nós”, disse Myria Vassilliadou, coordenadora anti-tráfico da UE. (...)». +.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

MULHERES EM DESTAQUE - Regina Pessoa


Trailer de Kali, o Pequeno Vampiro

A colega Fátima Mendes da IGAC chamou-nos a atenção para esta ágradável notícia: Kali, o Pequeno Vampiro", uma  curta-metragem de Regina Pessoa,   valeu à realizadora a nomeação para os mais importantes prémios norte-americanos do cinema de animação - os Annie Awards. Num trabalho de Sérgio C. Andrade pode ler-se:
A cerimónia de entrega dos Annie Awards, os prémios americanos para o cinema de animação, que se realiza a 2 de Fevereiro em Los Angeles, vai ter este ano, inesperadamente, um nomeado português: Regina Pessoa, com a sua curta-metragem "Kali, o Vampiro" (2012).
Estreado no último Indie Lisboa e já com um palmarés de dezena e meia de prémios e citações por todo o mundo – o Libération descreveu-o como “uma obra visual e plástica que vai além da narração ou ilustração de uma história” –, o novo filme de Regina Pessoa (n. Cantanhede, 1969) surge, assim, como uma lança do cinema de autor em pleno território da indústria americana. A realizadora não tem grandes ilusões quanto às suas possibilidades de competir com produções da Walt Disney ou da Sony Pictures, mas nota que a nomeação é já uma grande vitória.
Com Kali, o Pequeno Vampiro, Regina Pessoa encerra uma trilogia sobre o tema da infância. Entretanto, tem compensado a dificuldade de viver da animação no nosso país trabalhando também para a publicidade. Depois de um vinho do Porto, acaba de fazer o rótulo para uma cerveja italiana, a que o produtor decidiu mesmo atribuir o seu nome, “Regina d’Inverno”.
E nesse mesmo trabalho um excerto da  entrevista a  Regina Pessoa: «(...)Como é que conseguiu Christopher Plummer e os Young Gods?Os Young Gods... Eu estava a trabalhar no story board e a ouvir música, como sempre faço quando desenho. E quando passava um tema dos Young Gods, achava que a música deles ia mesmo bem com a história do filme, porque ele tem momentos mais de reflexão, mais intimistas, e outros de acção, como quando o comboio passa... Os Young Gods também têm esse tipo de temas, uns mais esotéricos e espaciais, outros de rock industrial. Essa música ficava mesmo bem com as imagens. Mas eu não tinha qualquer ilusão. Depois, no festival de Zagreb, encontrei uma amiga suíça e falei-lhe do meu projecto, e de como gostaria de poder trabalhar com os Young Gods. Ela disse que isso seria fantástico, e que me ia arranjar os contactos deles. E assim foi: falei com eles, e eles foram muito receptivos; pediram-me para eu enviar o material, e aceitaram. Como eles são, apesar de tudo, uma banda bastante conhecida, o orçamento do filme não dava para lhes pagar o cachet. Perguntámos a uns amigos suíços, que também são produtores e realizadores – entre eles o Georges Schwizgebel –, se não seria possível conseguir uma pequena coprodução para pagar a música. Ele disse que era uma boa ideia, e entrou nessa loucura. E arranjou-se, de facto, dinheiro na Suíça para ter a música dos Young Gods.A música que eles compuseram correspondeu àquilo que sonhava?
Completamente. E foi muito bom conhecê-los, principalmente o líder, o Franz Treichler. Depois que acabou o filme, ficámos amigos.
E a voz de Christopher Plummer?...
Eu queria uma voz de alguém de idade, que desse a sensação de sabedoria, para dar a ideia de que o personagem não morreu, que continua a viver algures, que encontrou o seu lugar. Os produtores canadianos trabalham com actores muito bons, do país. Falei com a minha coprodutora, e ela achou boa ideia que tivéssemos uma voz canadiana. Havia três ou quatro opções – a primeira não resultou…
(...)»
Leia mais.

Regina Pessoa

E da biografia da realizadora: «Vivi no campo, numa aldeia perto de Coimbra até aos 17 anos. O meu universo era rural. Não tínhamos televisão, o que na altura era uma grande maçada, mas hoje, reflectindo bem, acho que me salvou. Nos tempos livres pensávamos, líamos e ouvíamos os mais velhos contarem histórias.
 E desenhávamos também. Um tio meu encorajava-nos, desenhando nas paredes de cal e nas portas da casa da minha avó, com carvão da fogueira. O facto de desenharmos assim, pelas paredes, ainda por cima incentivados por um adulto, dava-nos uma sensação de liberdade, porque se, por um lado não tínhamos papel nem lápis, arranjávamos sempre umas paredes ou portas. Talvez isso tenha ficado no meu inconsciente porque agora, bastante mais tarde, é já o segundo filme que faço em gravura». Continue.
E do Em Cada Rosto Igualdade, PARABÉNS!  


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

«SAÚDE DA MULHER - CONSTRUIR A IGUALDADE»

  
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A exposição da imagem, a inaugurar amanhã, 8 de Janeiro, 3ªfeira, pelas 16h, na Biblioteca Municipal de Arraiolos, insere-se no Projeto Saúde da Mulher - Construir a Igualdade que é promovido pelo Movimento Democrático de Mulheres nos concelhos de Évora, Montemor-o-Novo e Arraiolos, com a seguinte finalidade e intervenientes: «Ao promover este projecto o MDM pretende introduzir a perspectiva de género no domínio prioritário da Saúde, como forma de contribuir para a eliminação de discriminações, promover a igualdade e o desenvolvimento. Intervir na área da saúde sexual e reprodutiva da mulher num território fortemente rural e cada vez mais desprovido de alternativas na área da saúde, em termos de informação e sensibilização para esta componente fundamental da vida».  «O Projecto é financiado pelo Fundo Social Europeu, através do Programa Operacional Potencial Humano do Quadro de Referência Estratégico Nacional (2007-2013), e apoiado pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género». É bom saber o que vai acontecendo pelo País. Para terminar, o site do MDM e  sobre o Projeto no facebook.

sábado, 5 de janeiro de 2013

JOVENS SEM ACESSO À INTERNET ESTÃO EM DESVANTAGEM NA EDUCAÇÃO


  
Para começar, foi através da minha conta twitter que cheguei a esta notícia:Jovens sem acesso à Internet estão em desvantagem na educação. No Sapo, onde se pode ler: Apesar das críticas muitas vezes apontadas ao tempo ocupado pelos jovens em atividades online, sobretudo em jogos e nas redes sociais, um novo estudo do departamento de educação da Universidade de Oxford mostra que os adolescentes que não têm acesso à Internet estão em grande desvantagem face aos seus pares em termos educativos e sociais.
O estudo foi realizado no Reino Unido e abrangeu mais de mil lares, sendo completado com entrevistas aprofundadas a 200 jovens e às suas famílias entre 2008 e 2011, identificando a existência de uma grande ansiedade por parte dos educadores em relação à possibilidade das redes sociais distraírem os jovens dos estudos. A tendência dos jovens usarem os telemóveis enquanto estudam também era caso de desespero para muitos pais.
Mesmo admitindo a existência de riscos, o estudo da Universidade de Oxford conclui que há mais vantagens do que desvantagens neste processo de multitasking e na utilização da Internet.
Contiune a ler. E sobre o estudo pode saber mais, diretamente, na University of Oxford.


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Por experiência pessoal, embora com jovens já no ensino superior e com adultos de todas as idades, hoje em dia, quase que me é impossível conceber o processo de ensino e aprendizagem sem acesso à internet. Faz «toda a diferença», para melhor. E damos logo conta se o jovem usou ou não até ali o computador, que para os que o utizam é, em primeiro lugar,  para acederem ao mundo, através da web ...


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

LIMA DUARTE AOS 82 ANOS


Esta é uma afirmação de Lima Duarte numa entrevista à notícias TV de 14 de Dezembro último. Indo mais longe: «(...) o preconceito com a idade é muito grande. É o maior de todos. Maior do que ser judeu, negro, homossexual, mulher ... tudo. A palavra velho significa doença, incapacidade. Não existem grandes personegens para velhos. O Brasil é relativamente jovem, nós não somos mercado». Se Lima Duarte diz isto, que é reconhecidamente  um grande ator e dos  mais populares, imagine-se o que acontecerá com  outros. E imagine-se, para além da idade, se é mulher. Quando se fala destas questões, recordo-me sempre de Bette Davis (ela que era uma das maiores) e do seu anúncio à procura de emprego:


Anúncio publicado no The Hollywood Reporter em 1962

«ARTISTA PROCURA EMPREGO. Americana, divorciada, mãe de três filhos (10, 11 e 15 anos). Trinta anos de experiência como atriz de cinema. Ainda em condições de movimentar-se e mais afável do que dizem os rumores. Procura emprego fixo em Hollywood. (Fartou-se da Broadway.) Respostas para: Bette Davis a/c Martin Baum, G.A.C. DÁ REFERÊNCIAS».
Tirada daqui.

E se quer saber, ou recordar, sobre Bette Davis:




Em Portugal, aliás inspirada por Bette Davis, Florbela Queirós também se anunciou: «Gastei 150 contos nos jornais e fui de férias para Cuba. Quando cheguei, caiu-me o Carmo e a Trindade em cima", lembra-se. "O que eu queria era trabalho, mas não era por razões económicas. Toda a vida me soube organizar e, graças a Deus, nunca me faltou nada", diz, sem saber explicar porque é que uma actriz com o Conservatório e 36 anos "seguidinhos" de trabalho, se vê, de repente, sem projectos na representação». +. E já depois falou do problema na televisão: «Florbela Queirós: O drama das pessoas "velhas demais para trabalhar, novas ...» . E sobre a Florbela, para quem não a conheceu antes:



Pegando no que diz Florbela Queirós, e  continuando a  olhar  para o nosso País,  generalizando: qual será  a situação real  dos nossos e das nossas Artistas mais velhos e mais velhas? Conhecer a situação parece-nos ser algo necessario e urgente. Intuição, mas também o conhecimento de casos individuais que  não deixam de nos levar à inquietção.  Já o tinhamos referido antes, aquando do lançamento do estudo de dignóstico «Género e Envelhecimento» (ver coluna à direita) que como tinhamos reparado, à data, não cobre a Cultura.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A JOVEM QUE NA INDIA SOFREU VIOLAÇÃO COLETIVA MORREU


Naomi Wolf

A noticia da violação coletiva de uma jovem de 23 anos que ocorreu a bordo de uma autocarro na Índia correu mundo. A vitima acabou por morrer. Naomi Wolf  escreveu sobre este crime, e o artigo traduzido para português pode ser lido no jornal Público. O início:

Acabar com a cultura de violação da Índia

O crime parece incompreensível. A estudante de fisioterapia de 23 anos de idade está morta, 12 dias depois de ter sido violada durante mais de uma hora por seis homens dentro de um autocarro que circulava nas principais estradas da capital indiana. Os ferimentos internos provocados pela barra de ferro que os seus atacantes utilizaram eram tão graves que os médicos tiveram de remover os intestinos na tentativa de lhe salvarem a vida.

Os indianos, ao que parece, esgotaram a sua dose de paciência. Dezenas de grandes manifestações cada vez maisviolentas têm sido realizadas para exigir que o governo garanta a segurança das mulheres e pare de tratar os violadores com impunidade. Enquanto as autoridades procuraram acalmar os protestos - colocando um cordão de segurança no centro de Nova Deli e sujeitando o resto da cidade a restrições de tráfego - a violência intensificou-se. Depois de um polícia morrer, balas reais foram disparadas contra as multidões - matando um jornalista, Bwizamani Singh, e provocando uma repreensão por parte dos Repórteres sem Fronteiras.

Não é somente a alta taxa de violações na Índia, que está a conduzir a virulência dos protestos. Num
discurso ardente, Kavita Krishnan, secretária da All India Progressive Women’s Association, expôs a questão mais profunda que está por trás dos protestos: a cultura indiana que culpa a vítima nas questões relacionadas com crimes sexuais. Ela refere que o governo e os agentes policiais insistiram recentemente que a maioria dos violadores não pode ser processada na Índia, porque, como um oficial disse, eles são conhecidos das mulheres atacadas. Outros funcionários têm sugerido publicamente que as próprias vítimas estão “a pedi-las” devido ao facto de circularem na rua a qualquer hora.Continue no jornal online. E veja como a Índia prestou homenagem à jovem violada:


Um crime que não podemos ignorar.


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

RITA LEVI-MONTALCINI

 
«Morreu Rita Levi-Montalcini, a grande dama da ciência italiana». Aos 103 anos. A notíciaa no jornal Público:
«A cientista e senadora italiana Rita Levi-Montalcini, Prémio Nobel da Medicina de 1986, morreu neste domingo, aos 103 anos, na sua casa, em Roma. “O corpo faz aquilo que quer. Eu não sou corpo: sou a mente”, disse numa entrevista, quando cumpriu 100 anos.
Infatigável, a cientista nascida em Turim a 22 de Abril de 1909 numa família judia sefardita (pai engenheiro, mãe pintora), foi nomeada em Agosto de 2001 senadora vitalícia pelo então Presidente da República italiana Carlo Ciampi, pelos seus “grandes méritos no campo científico e social”. Ela não parava. “Vou muito bem, física e moralmente, e nunca trabalhei com tanto entusiasmo como neste último período da minha vida”, garantia no seu 101º aniversário, meses depois de ter partido um fémur.
Membro das mais prestigiadas academias científicas internacionais, como a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos ou a Royal Society no Reino Unido, Rita Levi-Montalcini foi a primeira mulher italiana galardoada com um Nobel científico e também a primeira a ser admitida na Academia Pontifícia de Ciências.
(...)
“A minha inteligência? Um pouco acima de medíocre. Os meus únicos méritos foram empenho e optimismo”, disse Rita Levi-Montalcini, cujo leve sorriso era uma imagem registada. Foi a galardoada com o Nobel que mais tempo viveu, até agora.
Rita Levi-Montalcini, no entanto, teve de enfrentar a vontade do pai para se tornar cientista: não era uma coisa comum uma rapariga inscrever-se em Medicina na Universidade de Turim. Mas ela conseguiu e saiu de lá com o curso feito em 1936.
Pouco tempo depois, no entanto, teve de deixar Itália, por causa das leis raciais do ditador Mussolini, porque a sua família era judia. Foi para a Bélgica, e ainda voltou para Itália, mas não tinha condições para trabalhar, e arriscava a deportação para os campos da morte. Após a guerra, recebeu um convite para trabalhar nos EUA – onde fez a sua carreira científica. Só voltou a viver em Itália em 1977, depois de se reformar.
(...)

E duma entrevista aquando dos seus 100 anos:




Mais: Eternal Life? Nobel Laureate Rita Levi Montalcini Turns 103