quinta-feira, 19 de julho de 2012

e-CADERNOS CES/CONVITE


Convite à submissão de artigos para os e-cadernos ces
"A manipulação xenófoba dos direitos das mulheres"
«(...)
Convida-se à apresentação de artigos sobre a culturalização e a instrumentalização dos direitos das mulheres na esfera pública de vários países, bem como artigos que abordem a tão debatida tensão entre os direitos civis e os direitos políticos, por um lado, e os direitos culturais e religiosos, por outro. Aceitam-se também artigos que interroguem a dimensão institucional das seguintes questões: são bem-vindas tanto críticas das instituições existentes, como propostas construtivas de reforma. Embora o nosso foco seja a Europa contemporânea, também se aceitam contributos sobre outras épocas e regiões em que se verifiquem processos de instrumentalização das mulheres e dos seus direitos com objetivos racistas e xenófobos.
 Aceitamos uma pluralidade de posições teóricas e metodológicas e encorajamos propostas da sociologia e política social, das políticas públicas, da história, teologia, filosofia política, dos estudos culturais, bem como artigos de ativistas e juristas. Através de um diálogo interdisciplinar entre as diferentes perspetivas esperamos contribuir para um aprofundamento dos debates em curso
».
SAIBA MAIS.

terça-feira, 17 de julho de 2012

«QUEM DEIXOU IRIA SÓZINHA NA ALDEIA ?»

Cheguei  a QUEM DEIXOU IRIA SÓZINHA NA ALDEIA ?, de Paulo Moura, publicado num dos Blogues do Público, através deste post. E em boa hora, é um trabalho que arrepia. E começado queremos mesmo chegar ao fim, e saber quem deixou a Iria sózinha. E como conheço aquela região onde vivi até aos treze anos, a coisa ainda teve outro peso: os montes, os rebanhos, o frio, a solidão, a pobreza, a neve,  os muitos pobres, e ... a situação particular das mulheres,  são memórias de realidades observadas, lá longe, mas que este trabalho trouxe para o presente. A não perder: leia a vida de outras mulheres, de um País que muitos desconhecem, num trabalho que mais parece um conto, a pedir um filme. Quem sabe!  

segunda-feira, 16 de julho de 2012

MULHERES NA CULTURA - MARIA KEIL

Autorretrato, 1941, óleo sobre tela, 53 x 45 cm - Maria Keil

Maria Keil faleceu recentemente, no mês passado. Ao mesmo tempo que  queremos colocá-la nas «nossas» mulheres na cultura, e dar-lhe visibilidade junto das leitoras e  dos leitores do Em Cada Rosto Igualdade, a intenção é, naturalmente, prestarmos-lhe agora a nossa pequena  homenagem, serenamente.  
E comecemos com uma passagem de uma entrevista de João Paulo Cotrim (que pode ler na integra neste endereço):Na sua infinita modéstia, nada lhe obedece à vontade. As "coisas", como o mundo, foram ter com ela, que se limitou a acolhê-las. Pediam-lhe uma ilustração, ela fazia. O marido precisava de resolver as paredes, ela pintava azulejos. Queria exprimir uma ideia, desenhava um móvel. E as "coisas" são a realidade, que persegue ainda na sua longa carreira nas artes gráficas, na ilustração, no azulejo, na pintura. Um olhar que é, como a artista, de simplicidade e elegância desconcertantes. E de uma extraordinária agudeza. E continuemos ainda com essa entrevista: Nasceu em Silves (9 de Agosto de 1914), mas veio para Lisboa muito cedo. Esta é, portanto, a sua cidade? Agora já é, mas tenho uma certa pena de não ser Silves, de não estar lá. Cheguei aqui com 15 anos, e aqui casei [em 1933] com aquele lindo moço que era o Chico [o arquitecto Francisco Keil do Amaral], um rapaz bonito e culto. Foi uma sorte ter entrado naquela classe de gente. A minha família não tinha mais cultura do que um vulgar burguês de província.


E duma outra entrevista ao Expresso que começa assim: Lembro-me dos cheiros da minha infância. Figos, alfarroba, orégão. Recordo-me das gulodices, das estrelas de figo, do queijo de maio, que era a melhor coisa do Mundo. É um queijo de figo que se faz durante o inverno e come-se no 1.º de maio. Não havia eletricidade. E de onde se retirou também: «(...) Estive presa em Caxias, porque isto era tudo exagerado. Fomos 50 pessoas ao aeroporto esperar D. Maria Lamas, que vinha de um congresso da Paz. Parece que era um crime terrível. Assim que o avião parou, as pessoas que estavam à espera dela foram para a cadeia. Não havia motivo nenhum. Era só exagero e, se calhar, medo. Fomos para dentro de uma carrinha e levaram-nos para Caxias. Ficamos lá um mês. Foi uma boa experiência. Éramos 12 mulheres fechadas numa cela. Fartámo-nos de trabalhar. Algumas mandaram vir os livros e os cadernos, com os quais estudavam e ensinavam umas às outras. Eu pedi trabalhos que tinha em mãos em casa. Aquilo não foi doloroso, o que não quer dizer que as coisas sejam assim. Porque havia lá outros presos, nomeadamente mulheres, que comunicavam com pancadinhas. Algumas de nós que já tinham estado presas, conheciam aqueles sinais e traduziam. Havia lá mulheres completamente isoladas, mas sabíamos muito bem o que lhes faziam. É uma coisa horrível. Aquela gente não merecia o mais pequeno respeito. Aquilo marcou-me, porque entrei no sítio e vi as coisas como elas eram.
Não tive uma atividade política ativa. Fazíamos o que era possível, sem nos envolvermos em células ou coisas similares, porque não éramos capazes de ter esse grau de envolvimento. Dávamos o apoio possível. Não tínhamos condições, nem conhecimentos, nem técnicas de luta que eram necessárias. Nesse sentido sabíamos que só poderíamos fazer mal se fossemos para coisas muito ativas.
(...)
Há coisas que passaram por mim, das quais já não me lembro. Mas há sempre memórias que ficam, como o 25 de abril. O meu marido estava muito mal. Morreu no ano seguinte. Morávamos junto à Casa da Moeda. Eu só via o que se avistava da janela, que por acaso era um sítio de passagem.Era uma coisa linda. Era fantástico. Tive tanta pena de não poder ir para a rua. Nesse dia, fui comprar um cravo. Coloquei-o numa jarra junto ao meu marido. No final do dia estavam lá mais de 70 cravos. Tanta gente que lá passou. As pessoas mais incríveis. Ele dizia para o José Gomes Ferreira: "Eu vi, eu ainda vi".


E continuemos a recordar Maria Keil com o livro que ela distinguiu, de sua autoria (ilustradora)  e de Aquilino Ribeiro, na entrevista referida que deu a João Paulo Cotrim, com a seguinte sinopse: Conjunto de lengalengas e toadas infantis em prosa rimada, de características muito rurais, destinadas à neta Mariana. A memória do narrador oferece imagens marcantes como o despertar da Natureza numa manhã de sol, a confecção do pão, os ovos da galinha pedrês, o canto do rouxinol, a beleza do prado na Primavera, a raposa, o burro a caminho do mercado, os bezerros que pastam no lameiro, o arraial popular, a joaninha, a liberdade que se respira no campo, o apanhar grilos, o ir aos ninhos e enriquece-as com rimas infantis que conhece. A partir da comparação da vida com um rio, fala-nos da chuva, da neve, da caça, do trabalho do pastor e recorda fábulas, a Nau Catrineta e outras histórias da sua infância. Saiba mais. E lá pode ver esta maravilha, mais legível:
E dando seguimento a esta pequena homenagem a mais uma das nossas Mulheres na Cultura, nada melhor do que referir a exposição que se fez sobre a sua obra de ilustradora na Biblioteca Nacional que está assim descrita:
Maria Keil, ilustradora
9 de Setembro a 20 de Novembro de 2004 - Entrada livre.                                              
 A Biblioteca Nacional consagra uma mostra à faceta de ilustradora de Maria Keil, numa exposição que se desenvolve em dois espaços distintos:Na galeria do 1.º andar estão expostas ilustrações para obras como Começa uma vida, de Irene Lisboa; Páscoa feliz, a novela de estreia de José Rodrigues Miguéis; Folhas caídas, de Almeida Garrett, na edição prefaciada por José Gomes Ferreira; e Metade comédia metade drama, de Francisco Keil do Amaral, entre muitas outras. Da sua obra gráfica podemos ainda ver os cabeçalhos que desenhou para algumas das secções da Seara Nova. Na Sala de Referência, a exposição patenteia ilustrações na esfera da literatura infanto-juvenil, área em que é reconhecido o carácter inovador de Maria Keil. Expõem-se algumas das ilustrações para livros como O palhaço verde e Segredos e brinquedos, ambos de Matilde Rosa Araújo; Histórias da minha rua, de Maria Cecília Correia; A Primavera é o tempo a crescer, O Outono é o tempo a envelhecer, O Verão é o tempo grande e O Inverno é o tempo já velho, todos de Maria Isabel César Anjo; e A banhoca da baleia, de Alexandre Honrado. Podem ainda apreciar-se alguns estudos executados para as ilustrações de O livro de Marianinha, de Aquilino Ribeiro, cujos originais publicados desapareceram.
No âmbito da exposição é editado um roteiro, que inclui reproduções de desenhos da autora.
E, abençoada web, há uma memória da exposição que pode ser visitada aqui, e aí apreciar, por exemplo, grafismos como este:
E terminemos com o que Centro Nacional de Cultura, assinado por Guilherme de Oliveira Martins, escreveu aquando da sua morte:  «Maria Keil, que nos deixou esta semana, é uma referência fundamental na arte portuguesa do século XX. Foi ela que deu ao azulejo moderno o lugar na cidade que antes não tinha. O painel da Avenida Infante Santo “O Mar” ou as decorações no Metropolitano de Lisboa são exemplos fundamentais – em que a sobriedade, o talento e a inteligência se aliam com grande beleza. Não podemos falar do azulejo português no século XX sem referir Maria Keil. Além disso, foi uma das nossas melhores ilustradoras, merecendo uma especial alusão a colaboração que manteve com Matilde Rosa Araújo. Um elevado sentido poético e uma humanidade genuína ligam-se a um equilíbrio estético incomparável. O Centro Nacional de Cultura recorda o exemplo de Maria Keil e a sua entrega à vida e à criação artística».

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O IMPACTO DA CRISE NA VIDA DAS MULHERES


Muito em cima da hora (mas ainda vai a tempo se estiver interessada ou interessado) na iniciativa seguinte, e que uma vez mais contou com o alerta da Mónica Guerreiro,  que vai ter lugar no próximo domingo:
«A 8 de Março de 2012, foi lançado para recolha de subscrições pela Marcha Mundial de Mulheres - Portugal e pela UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta (Portugal), e também integrada na Campanha Europeia da Marcha Mundial das Mulheres sobre os impactos da crise na vida das mulheres, o protesto feminista anti-austeritário. O protesto contou com centenas de subscrições individuais e colectivas, de vários países. Procurando potenciar estas duas iniciativas pretende-se lançar uma campanha europeia que mobilize movimentos sociais - feministas e outros - com vista à construção de uma resposta feminista anti-austeritária.
Nesse âmbito, a Marcha Mundial das Mulheres - Portugal e a UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) convidam-te a participar num encontro que se realizará a 15 de Julho e que terá por principal objectivo o de preparar a implementação da campanha em Portugal». Mas saiba mais quanto a Programa e aspetos práticos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

«AS MULHERES EM ROMA»


Através da colega do ex-IGESPAR Filomena Barata chegámos ao projeto da imagem de que faz parte um trabalho seu,  As Mulheres em Roma, e com gosto  o  mencionamos aqui no Em Cada Rosto Igualdade. E foi depois de lermos o artigo que a curiosidade aumentou, e numa incursão pela web encontrámos o livro   A Vida Quotidiana da Mulher na Roma Antiga:


com a seguinte sinopse:Gladiadoras, comerciantes, chefes de empresa, parteiras, prostitutas, feiticeiras ou camponesas… estes eram apenas alguns dos ofícios exercidos pelas mulheres na Roma antiga. Apesar de os romanos só serem capazes de imaginar as suas mulheres no interior da casa, presas ao trabalho doméstico, elas ocupavam-se frequentemente de muitas outras coisas. A realidade ultrapassa, por vezes, não só a ficção, como a própria ideologia.
Contudo as mulheres romanas mantiveram-se oficialmente excluídas da vida política, e jamais adquiriram direito à expressão pública das suas ideias: mesmo quando sabiam escrever não eram autorizadas a publicar, e as suas obras são-nos ainda hoje, muitas vezes, desconhecidas. É pois através dos textos escritos pelos homens que é possível descobrir o que foi a vida das romanas.
As autoras deste livro levaram a cabo um verdadeiro inquérito para descobrir a realidade dessas mulheres. Pois que, ainda que alguns nomes brilhantes, trágicos ou sinistros, subsistam na memória colectiva - Agripina, Octávia, Lívia, Messalina - a maioria delas deixou apenas indícios dispersos, peças de um puzzle que a obra procura reconstituir
.
E, claro, esperamos por novos contributos da colega Filomena Barata, porque quem faz aquele estudo tem certamente muito mais para partilhar. Por isso, até breve!

terça-feira, 10 de julho de 2012

«AS PROFISSÕES NÃO TÊM SEXO»


Com frequência é a colega Mónica Guerreiro que nos chama a atenção para as iniciativas da UMAR - e vai haver um dia, estou em crer, pelo menos é o nosso desejo,  que vai ser desse modo, cada trabalhador da DGARTES fica  com uma fonte de informação considerada base -,  e aqui temos mais uma que nos atrevemos a dizer «a não perder» - as profissões não têm sexo.
O evento é da responsabilidade da UMAR e da CITE, vai ter lugar no próximo dia 12 de Julho,  e para saber o Programa e mais informações aqui.

domingo, 8 de julho de 2012

«NORA» DE IBSEN NO FESTIVAL DE ALMADA

 



E agora a NORA (ou a Casa de bonecas) de Henrik Ibsen - para mim, como penso para muitos mais, em todo o mundo, uma das peças de culto. Está no Festival de Almada, a decorrer. Debate a condição da mulher. Do programa: «Nora (ou Casa de bonecas), de Henrik Ibsen, traça o despertar de Nora Helmer da sua nunca antes questionada vida de conforto doméstico e conjugal. Tendo sido sempre subjugada tanto pelo seu pai como pelo seu marido, Torvald, Nora questiona-se enfim sobre o fundamento de tudo aquilo em que acredita quando o seu casamento é posto à prova. Muito mais do que um mero estudo histórico da sociedade do século XIX, a peça constitui, numa perspectiva actual, uma análise alarmante sobre as relações entre homens e mulheres, questionando se a condição da mulher realmente mudou desde 1879. Trata-se de um conto impressionante sobre a condescendência moralista e a hipocrisia social, e de uma subtil crítica ao consumismo e às potenciais armadilhas que poderão existir na vida das famílias da classe média na Europa de 2012». Ainda pode ser visto hoje, domingo, e amanha, segunda feira, no Teatro Maria Matos, às 21:30H.  É uma encenação coletiva do tg STAN que foi fundado em 1989.  Saiba mais.



NORA EPHRON


Em qualquer momento poderiamos recordar Nora Ephron que morreu no dia 26 de Junho passado, mas façamo-lo já. O mundo do espetáculo lamentou a perda. Por exemplo, Tom Hanks  que por várias vezes trabalhou com a argumentista, escreveu que "ela nos levantou a todos com uma sabedoria e uma sagacidade misturada com um amor por nós e pela vida". "Nora Ephron foi uma jornalista/artista que sabia o que era importante saber: como as coisas realmente funcionavam, o que valia apena, quem era fascinante e porquê". E ainda da comunicação social: Ephron apenas contou à família e aos amigos mais chegados o seu problema de saúde mas numa entrevista à Reuters em 2010 a argumentista e realizadora encorajou todos os amigos a gozarem a vida enquanto ainda têm tempo de o fazer. “Devíamos comer coisas deliciosas enquanto ainda as podemos comer, ir a lugares maravilhosos enquanto ainda podemos lá ir... E não devíamos ter noites em que dizemos para nós próprios - ‘O que é que eu estou aqui a fazer? Porque é que eu estou aqui? Estou aborrecida!’”. (+) Era mais conhecida pelas comédias românticas, contudo, pela nossa parte, talvez a primeira vez que nos chamaram a atenção para este nome foi no seu papel de argumentista com SILKWOOD (pule o anúncio): 


A sinopse: «Em 13 de Novembro de 1974, Karen Silkwood (Meryl Streep), empregada de uma fábrica de componentes nucleares em Oklahoma (EUA), viaja para Nova Iorque para dar uma entrevista a uma jornalista. No entanto, nunca chega ao seu destino...
Baseado em factos reais, o premiado realizador Mike Nichols narra a história de Karen Silkwood, os seus dramas pessoais, filhos, amores e a trajectória de simples funcionária a representante do sindicato local.
Na sua luta pela saúde e por melhores condições de trabalho para os funcionários da fábrica, Karen descobriu mais do que os poderosos prop rietários gostariam que ela soubesse, pondo em risco a sua própria segurança». (+)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

ENVELHECIMENTO ATIVO, CULTURA E ARTES

Logotipo do  2012 Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações



Com este post queremos fazer várias coisas: dar mais informação sobre o estudo «GÉNERO E ENVELHECIMENTO Planear o Futuro COMEÇA AGORA!»que foi apresentado na última terça feira como dissemos em posts anteriores; lembrar que estamos no Ano Europeu do Envelhecimento e da Solidarieadade entre Gerações; e chamar a atenção para a cultura e as artes em tudo isto. Então, com a organização possível, o que conseguimos sistematizar aqui fica. O ESTUDO - para começar, na coluna à direita está assinalado como pode ver, e através de lá vai ter-se ao site da CIG onde está disponível o índice do estudo, e por aí fica-se com um bom conhecimento do que abrange: Demografia e estruturas familiares: alguns dados de contexto; Saúde; Habitação; Educação e formação; Trabalho e emprego; Proteção social; Recursos materiais; Segurança; Participação social. E depois tem casos particulares, de Lisboa e Sintra. Tem ainda disponível a  apresentação que, do nosso ponto de vista, dá uma ideia muito completa e clara do que está em causa. Mas para ficarmos a saber mais podemos recorrer para já ao que a comunicação social divulgou. Aqui por exemplo, com o titulo Mulheres vivem mais anos mas homens vivem saudáveis mais tempo, de onde se extraiu: «(...)“As mulheres têm uma esperança de vida maior, mas isso não quer dizer que esse tempo seja vivido de forma saudável”, sublinhou Pedro Perista, um dos responsáveis pelo estudo “Género e Envelhecimento”, apresentado hoje durante o seminário promovido pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) na Assembleia da República. Comparando com a média europeia, parece que ser mulher em Portugal é mais penalizador, já que a diferença entre sexos "na Europa" é mais discreta: depois dos 65, as mulheres têm 8,8 anos de vida saudável e os homens 8,7. “Os anos a mais das mulheres são de solidão, pobreza e incapacidade”, lembrou a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, durante a apresentação do estudo, sublinhando que as portuguesas “são mais pobres e incorrem em maior risco de pobreza”, quando comparadas com os homens. Hoje, os responsáveis pelo estudo “Género e Envelhecimento" traçaram o perfil da mulher em Portugal: tem menos escolaridade, recebe pensões mais baixas, vive mais sozinha e sofre mais com os efeitos da idade. Em comparação com os homens, as mulheres ganham em média menos 200 euros de reforma e, muitas vezes, esta diferença prende-se com os anos de descontos e não com o trabalho efetivo, sublinhou o investigador do Centro de Estudos para a Intervenção Social.(...)». Sobre O ANO do envelhecimento ativo, desde logo, o site, onde se pode ler: Preocupa-o envelhecer? Ou o seu papel na sociedade quando tiver 60, 70 ou 80 anos?Há muito para viver depois dos 60, e a sociedade está a valorizar cada vez mais a contribuição das pessoas idosas.  É isso que significa envelhecimento activo: tirar mais e não menos partido da vida à medida que se envelhece, tanto no trabalho como em casa ou na comunidade. E isso não só afecta cada pessoa individualmente, mas também a sociedade no seu conjunto.
 Quanto à Cultura e as Artes nesta questão do  Envelhecimento Ativo, pensamos que tem de ter um espaço próprio, e por duas ordens de grandeza: pela especificidade que o envelhecimento tem nos profissionais do setor, e porque a cultura e as artes tem, podem e devem ter, um papel determinante na qualidade de vida das pessoas à medida que vão envelhecendo. Assim sendo, faz todo o sentido que a cultura e as artes sejam estudadas em todos estes processos. E aproveita-se para se lembrar o projeto  Casa do Artista que levou a que muitas destas temáticas tivessem sido refletidas à media que ia sendo gizado e concretizado. A tudo isto havemos de voltar.  

terça-feira, 3 de julho de 2012

«A EXCELÊNCIA NO FEMININO»




Hoje estivemos no seminário sobre  Género e Envelhecimento,  a que nos referimos no post anterior,  e sobre o qual faremoss  texto próprio depois de arrumarmos as ideias e encontrarmos informação para  referenciarmos. Mas, desde já, foi muito útil, pelo que contemplou e pelo que nos leva a refletir sobre o que não se abordou. Realizou-se num dos edifícios da Assembleia da República. Entretanto, juntemo-nos à festa e celebremos também aqui o que precisamente a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, enunciou como «a excelência no feminino». Estamos a referirmo-nos a Ana Dulce Félix, a Patrícia Mamona e a Sara Moreira. Vejamos a notícia: Presidente da Assembleia da República felicita Dulce Félix, Patrícia Mamona e Sara Moreira - Assunção Esteves felicitou esta terça-feira as atletas portuguesas medalhadas nos Europeus de atletismo de Helsínquia. «Dulce Félix, Patrícia Mamona e Sara Moreira foram, nos campeonatos europeus de atletismo, a excelência no feminino», pode ler-se na mensagem de felicitações da segunda figura do Estado. «A esperança e a alegria devolvem-nos agora para os Jogos Olímpicos de Londres. Parabéns pelo que fizeram, boa sorte para o muito por fazer!», acrescentou Assunção Esteves.De recordar que Dulce Félix foi medalha de ouro nos 10.000 metros, Patrícia Mamona medalha de prata no triplo salto e Sara Moreira medalha de bronze nos 5.000 metros. (+). E a mensagem lá no site do Parlamento.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

GÉNERO E ENVELHECIMENTO


O post anterior é sobre envelhecimento, e, coincidências, acabado de fazer, deparamo-nos com este seminário sobre Género e Envelhecimento. E não se podia esperar para o divulgarmos porque é já amanhã, terça feira. Aqui está o convite:
A Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de
Género, Fátima Duarte, tem a honra de convidar V. Exa.
para assistir ao Seminário Final do Projeto
Género e envelhecimento: planear o futuro começa agora!
a ter lugar no dia 3 de julho pelas 9:30h,

no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República.
A entrada é gratuita sujeita a inscrição para

domingo, 1 de julho de 2012

T-SHIRT UNISEXO E MUITO MAIS

Numa das últimas Newsletters que recebo com regularidade do British Museum não deixei de achar «graça» à T-SHIRT unisexo da imagem. Melhor, à Professor Munakata unisex t-shirt. E, claro, também nos veio à lembrança quando começou a onda do unisexo, onde também haveria um desejo de igualdade de género. Mas isso fica para os estudiosos. E link puxa link e cheguei à Shared Experience do museu - um Programa para pessoas mais idosas: «A new programme for older adults. The British Museum works closely with a number of local resource centres to make the Museum more accessible to older members of the local community, who sometimes need a helping hand to make their way around the Museum’s collection». (+). E pensei como deve ser agradável para pessoas mais velhas, com limitações, participarem naquelas iniciativas que começam assim: «Afternoons at the Museum - The monthly sessions are informal drop-in sessions for over 55s which begin with a warm cup of tea and a friendly chat. The participants have an opportunity to handle objects related to the collection; these help trigger conversation and provide a chance for participants to share memories and stories with one another. They also work as a valuable resource for those that are visually impaired and therefore have additional access requirements».Eventualmente, até haverá iniciativas semelhantes no nosso país. Caso conheça alguma diga-nos, nós divulgamos. A Igualdade está para lá do género.
E talvez venha a propósito falar aqui de um magnifico (a nosso ver) filme, aliás, referenciado pelo colega Marcelo - The Best Exotic Marigold Hotel - que é sobre pessoas «maduras», já na reforma. O trailer:
Não perca, seja qual for a situação: no ativo ou na reforma. E, entre magnificas  e magnificos, tem a divina Judi Dench. De facto, acho esta atriz fabulosa, parecendo ficar cada vez melhor à medida que os anos passam.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ANÚNCIO DE EMPREGO


Isto é o que se pode dizer «dois em um»: por um lado, damos conta do anúncio da imagem acima (tratada pela colega Helena Garrett) que poderá eventualmene interessar a alguma leitora ou a algum leitor do Em Cada Rosto Igualdade ou alguém que conheçam, e, por outro lado,  aproveita-se para fazermos aqui um apontamento sobre «Anúncios de oferta de emprego x Igualdade de género». Recorramos ao site da CITE onde poderemos ler:    
Como redigir anúncios de ofertas de emprego ou formação profissional?
Para evitar discriminação e dar cumprimento ao que a Lei estabelece, a redação de anúncios de oferta de emprego ou formação profissional, deve:
  • abranger sempre inequívoca e explicitamente destinatários de ambos os sexos;
  • as profissões devem ser designadas conjuntamente no masculino e no feminino, como por exemplo: Diretor/Diretora; Enfermeiro/Enfermeira; Juiz/Juíza, ou, na forma mais abreviada, Diretor/a; Enfermeiro/a; Juiz/a;
  • nos casos de profissões cuja designação abrange ambos os géneros, deve sempre ser acrescentada a sigla (M/F) à respetiva profissão, sigla que significa Masculino/Feminino, para explicitar a igualdade de oportunidades de acesso ao emprego e formação profissional para trabalhadores(as) e/ou candidatos(as) de ambos os sexos, como por exemplo: Economista (M/F), Analista (M/F) ou Jornalista (M/F); o mesmo deve ocorrer aquando da indicação com abreviatura, exemplo: ajud. de cozinha (M/F); ajud. de cabeleireira (M/F);  (+)
No que me diz respeito, isto de refletir na minha escrita a «igualdade de género» ainda tem muito caminho para andar ... 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O PROTAGONISMO DAS MULHERES NOS PAISES DO NORTE DE ÁFRICA

De 22 a 24 de junho

Realiza-se no Jardim Gulbenkian a Festa da Literatura e do Pensamento do Norte África, uma iniciativa inédita do Programa Gulbenkian Próximo Futuro, com conferências, mesas-redondas e encontros. O Programa. Em particular, 4.ª sessão: O protagonismo das mulheres nos países do norte de África 24 de junho 2012, 19h00 - Tenda  - Michket Krifa (moderadora) (Tunísia-França) / Nawel Skandrani (Tunísia) / Olivia Marsaud (França) / Nahed Nasrallah (Egito).

terça-feira, 19 de junho de 2012

O FUTURO QUE AS MULHERES QUEREM




Do que se passa na Conferência  RIO + 20:

«A diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, e a ex-primeira ministra da Noruega, Gro Harlem Brundland, hoje (18), fizeram um chamado para a importância do papel feminino para o desenvolvimento sustentável e alertaram para os abismos de desigualdade de gênero que ainda existem no mundo. A iniciativa precede dois encontros estratégicos que acontecerão nesta semana, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
Amanhã (19), será realizado “O futuro que as mulheres querem: cúpula de líderes sobre a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres para o desenvolvimento sustentável”. No dia 21, haverá o “Chamado à Ação”, realizado por Mulheres Chefes de Estado e de Governo sobre o Futuro que as mulheres querem”. Ambos no Riocentro.
“Os líderes dos governos na Rio+20 precisam rever as questões para o empoderamento das mulheres. No rascunho do documento final, a igualdade de gênero é um tema específico, como também de seu papel nas tomadas de decisões. Até agora, a redação está positiva, mas acreditamos que não deveria ser apenas um parágrafo isolado, mas a participação femina estar inserida nos temas da água, dos oceanos e das cidades, entre outros”, reclamou Michelle». (+)

ERRADICAÇÃO DO TRÁFICO DE SERES HUMANOS (2012-2016)

 Desde logo, esta referência: «Human Merchandize is a photographic installation by Pedro Medeiros, integrated in the global project context "Human Merchanzize – Project for Human Trafficking Awareness" that Saude em Portugues - Associacao de Profissionais de Cuidados de Saude dos Paises de Lingua Portuguesa, is developing in the Center Region of Portugal». Tirado deste endereço
 Depois, a notícia referida pela generalidade da comunicação social de hoje, por exemplo: 

«Mulheres são as principais vítimas de tráfico de seres humanos

Comissão Europeia adota novas medidas para combater a escravatura dos tempos modernos

As mulheres e as raparigas são as principais vítimas do tráfico de seres humanos, revela a Comissão Europeia (CE), que hoje adota 40 novas medidas para combater a escravatura dos tempos modernos. Segundo a CE, entre 2008 e 2010, as mulheres representavam 79 % das vítimas (dos quais 12% eram raparigas) e as vítimas homens representavam 21% (dos quais 3 % eram rapazes).
A Comissão adota hoje a Estratégia da União Europeia para a erradicação do tráfico de seres humanos (2012-2016), um conjunto de medidas concretas e práticas que serão implementadas ao longo dos próximos cinco anos. Estas incluem o estabelecimento de unidades nacionais responsáveis pela aplicação da lei especializadas no domínio do tráfico de seres humanos e a criação de equipas de investigação conjunta a nível europeu com o objetivo de julgar e condenar os casos de tráfico transfronteiriço. Outra medida passa pelo apoio a projetos de investigação sobre a Internet e as redes sociais, pois são consideradas ferramentas de recrutamento cada vez mais utilizadas pelos traficantes». Continue no Portal Sapo. E a página da Comissão Europeia para a luta contra o tráfico de seres humanos.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

TRABALHO INFANTIL




Ontem, dia 12 de Junho, foi Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil. Saiba o que se passa no mundo e como se está a lutar contra esta realidade no site da OIT . E através da OIT - LISBOA: O dia 12 de Junho tem vindo a ser consagrado pela OIT, desde 2002, ao combate contra o trabalho infantil no mundo.
Este ano, o dia 12 de Junho focaliza-se no
trabalho doméstico infantil.
No total de cerca de 200 milhões de crianças que trabalham no mundo, torna-se difícil estimar o número dos que trabalham em tarefas domésticas ao serviço de terceiros.
Sabe-se, no entanto, que o trabalho doméstico infantil escapa, a maior parte das vezes, aos olhares exteriores e dá assim lugar em muitos casos, a formas extremas de exploração.
As raparigas, sobretudo, estão submetidas quantas vezes a longas horas de trabalho, sem repouso, sem remuneração ou auferindo quanto muito uma remuneração simbólica. Sem protecção social e jurídica, estão por vezes sujeitas à exploração, aos abusos sexuais e à violência.
Crianças privadas da frequência da escola, do contacto com a família, da convivência com outras crianças da mesma idade - crianças cortadas do mundo, crianças a quem a infância é roubada!
No caso de um jovem de menos de 18 anos ser submetido a trabalhos domésticos que apresentem perigos para a sua saúde física e o seu desenvolvimento e equilíbrio psicológicos, está-se perante aquilo a que a convenção nº 182 da OIT (1999) considera serem "as piores formas de trabalho de crianças".
Tal como preconiza esta Convenção Internacional - ratificada até à data por 150 países, entre os quais Portugal - as piores formas de trabalho das crianças devem ser interditas pelos Estados membros a muito curto prazo.
No âmbito do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, a OIT publica um estudo sobre o trabalho doméstico das crianças, intitulado "Helping Hands or Shackled Lives? Understanding child domestic labour and responses to it". A autora, Dra. June Kane, sublinha neste estudo que "o trabalho destas crianças, a mais das vezes invisível, não se resume a uma ajuda doméstica: estamos perante crianças que são empregadas num local de trabalho, mesmo se se trata de uma casa particular. Interessa, pois, trazer estas situações para a luz do dia e prestar-lhes toda a nossa atenção".

sábado, 9 de junho de 2012

IGUALDADE E DIFERENÇA

Desigualdades em Portugal - problemas e propostas  é uma obra que reune trabalhos de vários autores sobre diferentes desigualdades, entre eles: IGUALDADE E DIFERENÇA: GÉNERO E CIDADANIA EM PORTUGAL de Sofia Aboim. Sobre o livro a partir do Observatório das Desigualdades: «(...)A mensagem principal é de que a sociedade portuguesa funcionaria muito melhor se os níveis de desigualdade entre nós não fossem tão elevados. Mas também não podemos ser ingénuos, estamos na presença de uma sociedade europeia onde é patente o aumento real da polarização social entre os que têm muito e aqueles que continuam a ter pouco e em que a política económica teima em ser austera sobretudo com estes últimos, como observa o coordenador da obra.
Damos todos os sinais de ser uma democracia dual, temos aliás uma longa tradição de dualidade acentuada nos anos 60, quando se adotou o modelo de industrialização acelerada. Na prática, são os grupos de mais alto rendimento que usufruem dos predicados da participação: são eles os membros dos partidos políticos, os que encabeçam os movimentos de protesto, os que lideram as estruturas empresariais, que estão à frente dos clubes e os escolhidos autárquicos. É curioso ver como os comentadores televisivos, os especialistas que debitam permanentemente opiniões nos órgãos de comunicação social, que comparecem às conferências provêm das classes mais favorecidas, muitos deles gozam de notoriedade nas suas profissões liberais ou dispõem de empregos públicos, fixos e garantidos; é limitadíssimo o número daqueles que têm participam na construção de opinião e que têm empregos precários, remunerações baixas, direitos laborais reduzidos ou dispõem de limitado acesso à proteção social (...)».
O livro vai ficar referenciado na coluna à direita  do blogue.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

APLICAÇÃO DA LEI DA PARIDADE


No site da CIG está disponível a sinopse dos dados finais do Estudo sobre a Aplicação da Lei da Paridade, onde, nomeadamente, pode ler:
«(...)
Mulheres deputadas à Assembleia da República [Portuguesa]
Nos primeiros dez anos de sufrágios eleitorais são caracterizados por uma presença feminina na Assembleia da República, em termos relativos e absolutos, inequivocamente irrelevante em torno dos 5%.
Histórico:
- De 1973 para 1976 a percentagem de mulheres no parlamento chega mesmo a diminuir.
- Durante toda a década de 80 a representação feminina no parlamento é sempre bastante reduzida.
- Na década de 90 há um aumento ténue do número relativo de mulheres no
O aumento do número de mulheres deputadas pode ser interpretado tanto como um desenvolvimento consequente das forças transformadoras que têm atravessado a sociedade portuguesa – seguindo de alguma forma as preocupações que vinham tomando forma a nível internacional desde a década de 1980  - em matéria de igualdade de oportunidades e de acesso a recursos e a posições no mercado de trabalho entre sexos; como, também e em parte, mais tarde, como um efeito da aplicação da Lei da Paridade.
A emergência de um debate mais amplo sobre a participação da mulher, em particular na segunda metade da década de 90, e os maiores incentivos à inclusão de mulheres no debate político tiveram influência, talvez, na sua presença na Assembleia da República2.
Numa leitura de conjunto, já com os dados da eleição de 2011, observa-se uma tendência ascendente genérica na eleição de deputadas na Assembleia da República, apesar de em números absolutos, a presença feminina representar ainda menos de um terço do universo de deputados no hemiciclo.
A Lei da paridade aplica-se à constituição das listas de candidatos/as, porém, face à organização das mesmas e à demografia de alguns círculos eleitorais, onde apenas se elegem uma ou duas pessoas, geralmente homens, a representação das mulheres no Parlamento fica afectada.
(...)»

Leia o resto, são apenas 4 páginas, mas elucidativas. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

INTEGRAÇÃO FEMININA NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


«Será realizada durante a Rio+20, a Cúpula das Mulheres Chefes de Estado, para discutir a integração feminina no desenvolvimento sustentável. A reunião, no dia 21 de junho, terá a presença de presidentes e primeiras-ministras de vários países, anunciou a ONU Mulheres. Entre as confirmadas, estão a presidente brasileira, Dilma Rousseff, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner e a líder da Libéria e Prêmio Nobel da Paz, Ellen Johnson-Sirleaf».
«Histórico
Há 20 anos, na Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, houve um acordo unânime no sentido de que o desenvolvimento sustentável não pode acontecer sem as mulheres e a igualdade de gênero.
Às vésperas da Rio+20, o mundo continua seguindo um caminho com desigualdades crescentes, fome e degradação ambiental. As mulheres seguem enfrentando discriminação e violência, e continuam marginalizadas nas esferas decisórias.
A ONU Mulheres está trabalhando com diferentes países em todas as regiões do mundo para remover os obstáculos que permitem uma plena igualdade entre homens e mulheres e assegurar as oportunidades para um desenvolvimento mais justo, equitativo e sustentável». Para acompanhar.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

MUJERES EN EL SISTEMA DEL ARTE EN ESPAÑA



Numa visita comum a Livrarias encontrei o livro acima referenciado (ver tambám coluna da direita deste blogue) - Mujeres en el sistema del arte en España - projeto este que só foi possível com a colaboração do então Ministério da Cultura de Espanha, conforme é referido na contracapa. Desde logo, o que me anda a surpreender é o trabalho que existe no País vizinho sobre a questão de género na esfera da Cultura. De certa forma já nos tinhamos referido a isso aquando do post MUJERES Y CULTURA - POLÍTICAS DE IGUALDAD . Voltando ao livro, está organizado assim: 1 - INTRODUCCIÓN, 2 - EDUCATIÓN Y FORMACIÓN, 3 - INVESTIGACIÓN HISTÓRICA, 4 - PRODUCCIÓN, 5 - CRITICA Y COMISARIADO, 6 - GESTIÓN Y PATRIMONIO. Sobre as autoras pode saber mais aqui.  Pela minha parte, parece-me que não houve artigo nenhum do livro que no fim de o ler não tenha pensado: também deviamos fazer estas reflexões e  podiamos realizar  isto aqui no nosso País. Quase ao acaso, com La visibilidade de las artistas en las bibliotecas, archivos y centros de documentación de los museos y centros de arte contemporáneo de Elvira Cámara López é-se levado a ponderar nisto que lá está escrito: Sin embrago, son pocas las instituciones que se plantean las cuestiones de género y paridad como parte integrante de la politica global de la institución. E sobre o que se fez, por exemplo, no Centro de Documentação do Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia: «El objetivo fue incrementar los fondos bibliográficos y documentales en relación con las obras de las mujeres artistas para facilitar el estudio do su trabajo». E verificar-se, uma vez mais como exemplo, que desde a inauguração do Museu Guggenheim em Bilbao, «el centro ha sido sensible a las cuestiones de género y paridad, aunque más a nivel de organización interna que en cuanto a la programación artística y contenidos museológicos».
E para terminar: «Coeditado por EXIT Publicaciones y MAV, Mujeres en las Artes Visuales, incluye biografías de las autoras e índice onomástico, configurando una cartografía de la "otra mitad" del arte español».
Ainda, na elaboração deste post contou-se com a colaboração da Margarida Silva. É como temos dito, este Blogue é cada vez mais produção de «todos».