terça-feira, 8 de maio de 2012

AS MULHERES NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO



«AS MULHERES NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO» é uma iniciariva da APDSI  na Comemoração do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, a decorrer no Instituto das Telecomunicações, em Lisboa, no próximo dia 17 de Maio.
Entre as 16h00 e as 17h00 vai realizar-se uma Mesa Redonda sob o tema "As Mulheres na Sociedade da Informação". O objectivo é dar voz no feminino à Sociedade da Informação, através de um conjunto de oradoras com um percurso assinalável nesta área. A iniciativa enquadra-se na proposta da UIT - União Internacional das Telecomunicções «Women & Girls in ICT».
O Instituto das Telecomunicações situa-se na Rua do Instituto Industrial, nº 16, em Lisboa. A inscrição é gratuita mas obrigatória através do e-mail secretariado@apdsi.pt.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

BASE DE DADOS EM ESTUDOS SOBRE MULHERES

"Mulheres Protestando", quadro de Di Cavalcanti pintado em 1941

A colega Ivone Lopes Tavares, do ex-Igespar,  chamou  a atenção para a Base de Dados em Estudos Sobre as Mulheres e para o que foi escrito aquando da sua apresentação (em Março do ano passado). E, de facto, merece espaço aqui no nosso blogue: A Base de Dados em Estudos Sobre as Mulheres, que reúne monografias, trabalhos académicos e livros publicados em língua portuguesa e em Portugal entre 1998 e 2005, vai ser lançada hoje, na Universidade Aberta, em Lisboa.
Este projecto, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, no âmbito do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI) da Universidade Aberta, agrega material das várias ciências sociais e humanas que reflectem sobre os estudos de género.
 A bibliografia existente entre o período analisado – 1998 a 2005 – “estava muito dispersa” e pretendeu-se dar resposta “àquilo que se sentia ser um crescente interesse” pelos estudos sobre as mulheres, explicou à agência Lusa Patrícia Mendes, investigadora do CEMRI e investigadora bolseira que coligiu a base de dados.
Além disso, o interesse editorial sobre o tema tem aumentado exponencialmente. No mercado livreiro, “em 1998, era muito difícil encontrar coisas em Portugal nas livrarias”, mas, “de repente, em dois, três anos, a coisa mudou de tal maneira que já tínhamos uma secção de livraria em que era possível procurar a categoria de estudos de género”, compara Patrícia Mendes.
Agora,
“o mote está dado” para se encontrar financiamento para expandir a base de dados a partir de 2005, realça a investigadora, defendendo a importância de manter o intercâmbio entre centros universitários, que marca esta base de dados, e esperando “que esse círculo não se feche e possa estar disponível ao grande público”. Até porque a ideia da base é que qualquer um lhe possa aceder, pois “está feita de forma bastante acessível”
e está disponível no site da Universidade Aberta.
Consultada a base de dados encontramos, por exemplo, «20 Mulheres para o século XX» de Inês Pedrosa», e  depois procurando na internet soubemos mais sobre o livro: O século XX marcou a entrada das mulheres na História e pôs fim à crença segundo a qual as mulheres "eram aquela metade de uma espécie de mamíferos que se destina aos nascimentos". Ainda estamos a sentir o impacto desta mudança profunda. Foram felizmente muito mais de vinte mulheres que marcaram o mundo neste primeiro século de emancipação. Muitas outras podiam ter cabido neste número redondo, que serve apenas como marco dos dezanove anteriores séculos de silêncio: Sophia de Mello Breyner Andresen / Hannah Arendt/Simone de Beauvoir / Agustina Bessa-Luís/Coco Chanel / Agatha Christie / Marie Curie/Bette Davis / Isadora Duncan / Frida Kahlo/Carson Mc Cullers / Golda Meir / Marilyn Monroe/Eva Perón / Maria João Pires / Paula Rego/Amália Rodrigues / Lou Andreas Salomé/Madre Teresa / Virginia Woolf ...
Certamente que havemos de voltar à base de dados da Universidade Aberta e, desde logo, para irmos divulgando no Em Cada Rosto Igualdade as obras mais relacionadas com a cultura e as artes. Porque é bom saber. 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

GÉNERO - PUBLICAÇÕES


Proveniente do onvg tivemos conhecimento de um conjunto de publicações e afins que aceitam artigos,  e com gosto as divulgamos aqui, tendo-se cuidado da sua «ilustração». E atrevemo-nos a mencionar que talvez a cultura e as artes pudessem ser objeto de alguns  desses trabalhos. De facto, não há muito coisa neste amplo setor e que é o nuclear do Em Cada Rosto Igualdade. Por isso a sinalização.



Gender & Society
Gender & Society (GENDSOC) is a peer-reviewed journal, focused on the study of gender. It is the official journal of Sociologists for Women in Society, and was founded in 1987 as an outlet for feminist social science. Currently, it is a top-ranked journal in both sociology and women's studies. Gender & Society publishes less than 10% of all papers submitted to it. Articles appearing in Gender & Society analyze gender and gendered processes in interactions, organizations, societies, and global and transnational spaces. The journal primarily publishes empirical articles, which are both theoretically engaged and methodologically rigorous, including qualitative, quantitative, and comparative-historical methodologies.Gender & Society also publishes reviews of books from a diverse array of social science disciplines.


   
 Gender, Work & Organization
Awareness of gender as a central feature of all aspects of everyday life and society has become more and more widespread. Appropriately social sciences research is reflecting this increasing concern with gender, especially in the field of work and organization where this journal is focused. Gender, Work & Organization is the first journal to bring together a wide range of interdisciplinary and multi-disciplinary research in this field into a new international forum for debate and analysis. Contributions are invited from all disciplinary perspectives including anthropology, history, labour economics, law, philosophy, politics, psychology, and sociology.



Social Politics: International Studies in Gender, State and Society
Social Politics is the journal for incisive analyses of gender, politics and policy across the globe. It takes on the critical emerging issues of our age: globalization, transnationality and citizenship, migration, diversity and its intersections, the restructuring of capitalisms and states. We engage with feminist theoretical issues and with theories of welfare regimes, "varieties of capitalism," the ideational and cultural turns in social science, governmentality and postcolonialism. We are looking for articles that engage in this exciting mix of debates that will be of interest to our multidisciplinary and international audience.


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Gender and Education
Gender and Education is an international forum for discussion of multidisciplinary educational research and ideas that focus on gender as a category of analysis. Contributors should bear in mind that they are addressing an international audience. The journal grew out of a feminist politics and is committed to developing the critical discussion of gender and education in its broadest sense. It is particularly interested in the place of gender in relation to other key social differences and seeks to further feminist knowledge, theory, consciousness, action and debate. We welcome contributions which examine and theorize the interrelated experiences of women and girls and men and boys, and how these shape and are shaped by other social differences. We therefore expect articles to go beyond the simple description of what boys / men and girls / women do. Education will be interpreted in a broad sense to cover both formal and informal aspects, including nursery, primary and secondary education; youth cultures inside and outside schools; adult, community, further and higher education; vocational education and training; media education; parental education.
Contributors are asked to avoid unnecessary or mystifying jargon and to use non-sexist and non-racist language.
Peer Review Policy:
All research articles in this journal have undergone rigorous peer review, based on initial editor screening and anonymized refereeing by at least two anonymous referees.
Journal of Gender Studies
The Journal of Gender Studies is an interdisciplinary journal which publishes articles relating to gender from a feminist perspective covering a wide range of subject areas including the Social and Natural Sciences, Arts and Popular Culture. Reviews of books and details of forthcoming conferences are also included.
The Journal of Gender Studies seeks articles from international sources and aims to take account of a diversity of cultural backgrounds and differences in sexual orientation. It encourages contributions which focus on the experiences of both women and men and welcomes articles, written from a feminist perspective, relating to femininity and masculinity and to the social constructions of relationships between men and women.





Gender and Development
Gender & Development is the only journal published to focus specifically on international gender and development issues, and to explore the connections between gender and development initiatives, and feminist perspectives.
The journal is co-published by Oxfam and Taylor & Francis. Read more about the journal here.





Gender and History
Gender & History is now established as the major international journal for research and writing on the history of femininity and masculinity and of gender relations. Spanning epochs and continents, Gender & History examines changing conceptions of gender, and maps the dialogue between femininities, masculinities and their historical contexts. The journal publishes rigorous and readable articles both on particular episodes in gender history and on broader methodological questions which have ramifications for the discipline as a whole.



Gender Issues
Interdisciplinary and cross-national in scope, Gender Issues includes political, economic, social and behavioral analyses with diverse perspectives and policy conclusions. In contrast to many other publications in this field, Gender Issues does not focus on women as an insular group; it broadens the perspective to include men’s issues, and the extensive effect of changing sex roles on gender relations.
Gender Issues is dedicated to publishing basic and applied research on the relationships between men and women; on similarities and differences in socialization, personality, and behavior; and on the changing aspirations, roles, and status of women in industrial, urban societies as well as in developing nations.
Gender Issues encourages contributions from scholars in all areas of the social sciences, as well as letters to the editor, and incisive reviews of important literature from all sides of the debate about gender relations


quinta-feira, 3 de maio de 2012

OBSERVATORIO NACIONAL DE VIOLÊNCIA E GÉNERO


Nestes tempos em que  facilmente podemos ficar «afogados» em informação, nem sempre temos endereços que deviamos possuir. Para todos, e em especial para estudantes que sabemos leitores do Em Cada Rosto Igualdade, destacamos hoje o ONVG - Observatório Nacional de Violència e Género. A apresentação tal e qual está no seu site:
O Observatório Nacional da Violência e Género (ONVG) está sedeado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, integrando investigadores de todas as faculdades da Universidade Nova de Lisboa, bem como especialistas internacionais de reconhecido mérito.
Trata-se do primeiro observatório nacional que abrange os domínios da Violência e Género, fundado em 2008, e conta com uma estrutura independente, na linha do sugerido pelo Conselho da Europa, sendo regido por ditames científicos e académicos, como os da universidade a que pertence.
Surge na sequência de várias investigações realizadas nas últimas duas décadas por uma equipa do SociNova, actualmente CesNova, cujos resultados muito têm contribuído para aprofundar o conhecimento científico sobre as várias dimensões sociais da violência, em particular contra as mulheres, doméstica e de género, e para influenciar políticas públicas nacionais neste domínio, bem como informar e apoiar políticas e recomendações de instâncias internacionais.
A sua estrutura é constituída por um Director, a Comissão Científica, integrando só investigadores doutorados, a Comissão de Parceiros, a Comissão Consultiva e um corpo de investigadores seniores e juniores.
Tem como principais objectivos: efectuar o levantamento e a crítica científica das fontes; recolher, tratar e analisar dados quantitativos e qualitativos, relevantes directa e indirectamente para a compreensão das diferentes formas de violência; promover estudos com vista à compreensão das causas e das dinâmicas e processos socioculturais e psicossociais que estão associados à produção e reprodução da violência e de desigualdades de género, ao longo do tempo, bem como à emergência de novas formas de violência e de situações de risco; construir conhecimento que permita monitorizar o fenómeno ao longo do tempo, avaliar políticas e realizar comparações internacionais.
A informação produzida e organizada no ONVG constituirá uma base de conhecimento científico, que servirá também a actividade académica e a investigação, a partir de padrões de excelência, bem como o apoio eficiente à tomada de decisão e intervenção no combate e prevenção do fenómeno.
E porque não sonhar em ter algo organizado como este observatório  na esfera da IGUALDADE  no âmbito da cultura e das artes?, e  também termos os «nossos» projetos. O Em Cada Rosto Igualdade, ao seu modo,  quer estar nessa caminhada ...  

quarta-feira, 2 de maio de 2012

MARIA AUGUSTA BARBOSA

A notícia já tem uns dias, mas ao dar-se por ela - e foi a Mónica Guerreiro que a sugeriu - temos que a trazer para aqui: MARIA AUGUSTA BARBOSA faleceu.  Por exemplo, no JN o titulo: Faleceu a "mãe" das Ciências Musicais em Portugal. E depois: A musicóloga Maria Augusta Barbosa, fundadora das Ciências Musicais em Portugal, e a primeira portuguesa a obter um doutoramento na área, faleceu, esta terça-feira, aos 100 anos, devido a uma pneumonia.
Mas no site da Universidade Nova podemos saber mais: Faleceu no passado dia 24 de abril, no Hospital de Loures, a musicóloga Maria Augusta Barbosa. Foi uma figura de grande importância para as Ciências Musicais em Portugal: em 1980, a iniciativa pioneira e tenacidade de Maria Augusta Barbosa contribuíram de forma decisiva para a fundação do primeiro departamento de Ciências Musicais, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi diretora deste Departamento, e nele lecionou nos seus anos iniciais. O seu legado encontra-se hoje patente na atividade do Departamento, e na formação de muitas gerações de musicólogos que dele emanaram ao longo das últimas três décadas.
Maria Augusta Barbosa nasceu em Lisboa em 18 de abril de 1912 e foi aluna do Conservatório Nacional, onde estudou com Campos Coelho, José Viana da Mota e António da Costa Ferreira. Completou a sua formação musical em Paris com Louis Lalloy e Nadia Boulanger. Entre 1938 e 1943 estudou Musicologia na Universidade Humboldt de Berlin como aluna dos professores Hans Mersmann, Arnold Shering e Johannes Wolf, estudos que retomou em 1959 na Universidade de Colónia. Sob a orientação de Karl-Gustav Fellerer completou em 1970 o seu doutoramento na mesma universidade, tendo sido esta a primeira dissertação doutoral em Musicologia defendida por um especialista de nacionalidade portuguesa. Com o título “Vincentius Lusitanus: ein Portugiesischer Komponist und Musiktheoretiker des 16. Jahrhunderts” a dissertação de Maria Augusta Barbosa (publicada pela Secretaria de Estado da Cultura em 1977) contribuiu para o desenvolvimento do conhecimento sobre a música portuguesa no séc. XVI, em particular sobre o compositor e teórico Vicente Lusitano. Mulheres destas fazem parte do nosso Património comum, da nossa riqueza, divulgá-las faz parte dos nossos propósitos no Em Cada Rosto Igualdade.

domingo, 29 de abril de 2012

LER E ESCREVER: QUEM TEM MEDO?


Por email, de pessoa que muito admiramos, foi-nos chamada a atenção para o que aconteceu no  Paquistão em Janeiro de 2009, em Swat - os talibãs fecharam as escolas femininas. A situação está ser denunciada pela Fundação HOSHYAR - tem como lema EDUCATE GIRLS FOR A BETTER WORLD - nomeadamente através do seguinte trabalho (que pode também ser visto no site da fundação) :



Empenhemo-nos nesta denúncia.

SHIRLEY CLARKE


No NYT online de hoje não podia deixar de reparar-se num trabalho sobre Shirley Clarke que começa assim:DANCER, bride, runaway wife, radical filmmaker and pioneer — Shirley Clarke is one of the great undertold stories of American independent cinema. A woman working in a predominantly male world, a white director who turned her camera on black subjects, she was a Park Avenue rich girl who willed herself to become a dancer and a filmmaker, ran away to bohemia, hung out with the Beats and held to her own vision in triumph and defeat. She helped inspire a new film movement and made urgently vibrant work that blurs fiction and nonfiction, only to be marginalized, written out of histories and dismissed as a dilettante. She died in 1997 at 77 and is long overdue for a reappraisal. Dá gosto divulgar mulheres destas de onde quer que elas sejam. Na circunstância,  uma mulher que se destacou num mundo predominantemente masculino -  cinema independente americano - como está assinalado. Uma cena de uma obra de Shirley Clarke:

      A scene from “The Connection,” with, from left: Jim Anderson, William Redfield and Garry Goodrow

 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

«CAMIÑOS EN FEMININO»

Em Tomar, no Convento de Cristo, pode ainda ver, até  5 de Maio *, a Exposição de Artes Plásticas "Camiños en Feminino: Arte 2011-2012" reunindo obras de 21 mulheres. Simultaneamente a esta exposição foram convidados peregrinos de Santiago para falar da sua experiência. Estas “conversas de peregrinos” realizam-se no Claustro da Hospedaria. A próxima conferência é no dia 28 de Abril, pelas 16h, subordinada ao tema:
"Santiago: Caminho sem tempo" - Maria José Marques - formada pela Universidade Nova em Línguas e Literaturas Modernas - variante Português/Inglês. Fez o Caminho de Santiago para cumprir um sonho e uma promessa. Aprendeu a relativizar e a perspetivar circunstâncias, também aprendeu que o Caminho nunca termina em Santiago, o Caminho torna-se presente e transmuta a vida. Mais aqui. 
* Estava marcada até 30 de Abril.

MULHERES NA CULTURA - JOANA VASCONCELOS


Joana Vasconcelos está a dois meses de apresentar o seu trabalho no Palácio de Versalhes, em Paris - a primeira mulhar a expor no Palácio - e só isto um bom pretexto para a integrarmos nas Mulheres na Cultura do Em Cada Rosto Igualdade. Sobre este acontecimento disse a artista numa entrevista recente ao Jornal SOL (13-04-2012):  
«O que vou fazer em Versalhes é uma exposição da minha obra, com 17 peças, oito das quais concebidas especificamente para ali. Vou fazer os Aposentos da Rainha, a Galeria dos Espelhos e um novo espaço que é a Sala das Grandes Batalhas, onde vou instalar cinco valquírias suspensas. Os meus antecessores [Jeff Koons, Takashi Murakami, Xavier Veilhan e Bernar Venet] fizeram os aposentos do Rei, mas decidi não fazer essa parte». Por ser a primeira mulher a expor no Palácio?
Além de ser um orgulho, isso acabou por orientar a minha exposição. O facto de ser a primeira mulher, e o facto de a presença das mulheres ser muito forte em Versalhes, tem uma simbologia muito forte, até maior do que aquela que imaginava. Com respeito a essa história, à qual só me posso adaptar, tive muito cuidado e a minha exposição foi-se alterando, também com a ajuda do comissariado do Jean-François [Chougnet, ex-director do Museu Berardo], e ficando cada vez mais próxima da identidade da mulher em Versalhes. Daí que não vá fazer os Aposentos do Rei. Podia tê-lo feito, tinha obras para isso, mas essa identidade feminina tornou-se o mote da exposição». Mas há o percurso até aqui, e disso uma pequena sintese a partir do site da DGARTESJoana Vasconcelos  Nasceu em Paris, em 1971. Vive e trabalha em Lisboa. Forma-se no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, entre 1989 e 1996.
Recebe, em 2006, o prémio da Fundação Berardo, com a obra “Néctar”, actualmente instalada no CCB | Museu Colecção Berardo; e, em 2003, é-lhe atribuído o prémio “Fundo Tabaqueira Arte Pública” para o seu projecto de intervenção no Largo da Academia das Belas Artes, em Lisboa, que se encontra actualmente em preparação.Expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro desde 1994.
Participou em diversas exposições colectivas.Trabalha com a Galeria Casa Triângulo, São Paulo (BR); Galerie Nathalie Obadia, Paris (FR); Rena
Bransten Gallery, São Francisco (USA); Galería Horrach Moyà, Palma de Maiorca (SP). O seu trabalho é representado em diversas colecções públicas e privadas. A actividade artística desenvolvida firma-se no domínio da escultura e da instalação. A sua marca autoral distingue-se pelo modo como joga com a banalidade dos objectos utilizados no quotidiano, em particular influenciada por tudo o que se relaciona com o design e a arquitectura, tanto pelas proporções, como pela sua funcionalidade, que transparecem na maioria das suas obras. Num jogo de estilos, muitas das suas obras procuram devolver um sentido a estes novos objectos estéticos, oferecendo-lhes nova pertinência, seja do ponto de vista crítico, funcional ou estético.
 
E saiba mais através, por exemplo, do site pessoal da artista ou do facebook.  Em particular, não podemos deixar de assinalar  iniciativas que tiveram  intervenção da DGARTES: a
 presença na Bienal de Veneza 2007 / “rivalidade” com a representante nacional Ângela Ferreira que  foi muito marcante, e  o projecto Contaminação /2008) realizado no âmbito do protocolo celebrado entre a Direcção-Geral das Artes | Ministério da Cultura Português e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Sobre "Contaminação", por Lúcio Moura  - «No projecto site-specific "Contaminação", de Joana Vasconcelos, assistimos à invasão do espaço arquitectónico, do Octógono da Pinacoteca de São Paulo, por um corpo têxtil, colorido, disforme e tentacular. (...) Assim, o espaço do Octógono é activado por um processo de "invasão"/"contaminação" dos seus elementos arquitectónicos. Assente no chão, este estranho corpo, síntese quimérica de produções anteriores da artista, cresce e invade as paredes, contorna vãos, transformando o espaço em objecto da percepção; contaminação epidérmica que interfere na experiência do Lugar vivenciado pelo observador.» [ mais ].
Por fim, recorrendo ao YOUTUBE facilmente se pode ficar mais por dentro  da obra de Joana Vasconcelos e o seu «jeito de fazer» e de estar. Por exemplo:



Mas bom mesmo a ir ver os trabalhos «ao vivo». E esta mensagem só foi possível com a colaboração da Alexandra Fonseca e da Clara Oliveira, lembraram datas e indicaram fontes.

domingo, 22 de abril de 2012

AMANTLE MONTSHO - BOTSWANA

Hoje no NYT online:
The Olympic hopeful Amantle Montsho, who won the 400-meter title at the world championships in August, has inspired a generation of female athletes in Botswana. E pensei, aqui está uma boa razão para falarmos do Botswana ( melhor do que um rei que se acidentou numa caçada ao elefante) - através de uma mulher que inspira uma geração de mulheres atletas do seu País, como pode ver no vídeo.

sábado, 21 de abril de 2012

A VIDA DOS OUTROS - ARGENTINA



Neste Portal  - La Plataforma Cultural online - encontrei mensagens na esfera do que aqui nos interessa, nomeadamente o cartaz da imagem acima. De repente, pareceu-me muito eficaz. Por isso o trouxe para o Em Cada Rosto Igualdade. Outra:
"... la violencia de la que son objetos las mujeres por su
 sola condición de serlo constituye un problema social, no se limita
 a una clase social, etnia, raza o credo, sino que afecta nada más
 y nada menos que a la mitad de la Humanidad...",
Decálogo para el tratamiento periodístico sobre el tema. P.A.R.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

MUJERES Y CULTURA - POLÍTICAS DE IGUALDAD

O «Em Cada Rosto Igualdade» é cada vez mais um blogue feito pela generalidade dos trabalhadores da DGARTES (e a ambição é que se alargue aos de outros Organismos da Cultura), e desta vez foi o Paulo Carretas que «achou» a publicação da imagem acima - MUJERES Y CULTURA/Políticas de Igualdad.  É uma edição oficial da nossa vizinha Espanha que pode ler aqui. E em PDF, por exemplo, neste endereço. Uma passagem do capitulo «Mujeres y cultura en cifras: paridad y otras políticas de igualdad»: 
«La visibilidad de las mujeres en el sector está por debajo de su participación real –tal y como lo demuestran las estadísticas– en el mundo de la cultura. A pesar de realizar un esfuerzo importante en sus políticas de igualdad, se siguen detectando situaciones de desigualdad en lo concerniente a los premios, las comisiones de valoración y la composición de los jurados que otorgan las ayudas y subvenciones (debido en muchos casos a que el nombramiento se hace debido al cargo ostentando, ocupado por hombres).
Es en los últimos años cuando han empezado a verse los resultados de las medidas impulsadas a partir de la aprobación de la Ley de Igualdad, y se han dado pasos importantes en la puesta en marcha y consolidación de iniciativas novedosas. Desde el Ministerio de Cultura cabría destacar algunas:
• Portal web Mujeres en la Cultura7, creado en 2007. Tiene un carácter informativo y se recogen los premios concedidos a mujeres, publicaciones u actividades desarrolladas por el Ministerio relacionadas con cuestiones de género y las aportaciones de las mujeres a la cultura en todas sus disciplinas.
• Adecuación de estadísticas y extensión de estudios y recopilación de datos
desagregados por sexo, e incorporación de indicadores género8.
• Programa de actividades anuales en todos los departamentos para la celebración
del 8 de marzo.
• Festival cultural Ellas Crean: una muestra de la cooperación interministerial
para la promoción de las mujeres en la música, el cine, las artes y otras manifestaciones culturales.
• Colaboración con asociaciones de mujeres de diferentes sectores culturales. Se ha establecido una línea de trabajo con las asociaciones de mujeres en el ámbito de la cultura que no solo se traducen en subvenciones nominativas de apoyo a su labor, sino en iniciativas concretas que se han llevado a cabo conjuntamente.
• Aumento de las adquisiciones de obras realizadas por mujeres (ARCO, MNCARS) .
Visibilización de las colecciones desde una perspectiva de género: convenio de colaboración entre el Ministerio de Cultura y la Universidad Complutense de Madrid –a través del Instituto de Investigaciones Feministas–, cuyo objetivo es el estudio de fondos museísticos desde la perspectiva de género, para la creación de itinerarios, estadísticas, etc., en el Museo Arqueológico Nacional, el Museo del Traje, Museo del Prado y MNCARS.de diagnósticos acertados».
• Con ojos de mujer y Mujer, sociedad y cultura: publicación de boletines bibliográficos de carácter monográfi co relacionados con las actividades de mujeres en los campos de la creación artística e intelectual.
• Participación del Ministerio de Cultura en los informes europeos sobre género en cine, televisión y teatro coordinados por la Federación Internacional de Actores (FIA), y representación en los foros europeos de Marsella y Bruselas, realizando interesantes aportaciones al documento de buenas prácticas que se elaboró a raíz de sendos encuentros.
Sin embargo, todavía existen pocos estudios, cuantitativos y cualitativos rigurosos sobre la creación femenina en España, así como su participación en los distintos niveles de formación, gestión, implicación como agente cultural, foros de participación y reconocimiento.
Solo conociendo la situación real se puede conocer los motivos de desigualdad y adoptar las medidas necesarias para promover el cambio.
Con ese informe se pretende contribuir al esfuerzo que, desde las asociaciones e instituciones de todo tipo en el sector cultural, se viene realizando para garantizar el cumplimiento de la Ley de Igualdad, y la recopilación de datos y estudios (...)».
E do ponto mais relacionado com a atividade da DGARTES ( a partir da Pag. 243), ou seja,  sobre o Instituto Nacional de las Artes Escénicas y de la Música: «(...) En los últimos años se ha intensifi cado e impulsado el apoyo a obras y otras acciones en el campo de las artes escénicas y musicales dirigidas o protagonizadas por mujeres en los centros dependientes del INAEM, como es el caso del Centro Dramático Nacional, que incluye en su temporada 2011-2012 un elenco de obras con dirección o autoría femeninas: Entre nosotros todo va bien, de la autora polaca Dorota Maslowska; Munchausen, de Lucía Vilanova; Protagonizo, de Ester Bellver; La Loba, de Lillian Hellman y protagonizada por Nuria Espert. En la Compañía Nacional de Teatro, durante las temporadas de 2010 a 2012 también se han incluido obras clásicas escritas o dirigidas por dramaturgas españolas. (...)»
Face a tudo isto: aprendamos com o vizinho do lado. Do ponto de vista técnico: façamos o tão apregoado «benchmarking». Ganhemos tempo!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

ISABEL BARRENO - «A MORTE DA MÃE»



Revisitação do livro "A Morte da Mãe" de Maria Isabel Barreno - hoje 13 de Abril na UMAR.
Sobre Isabel Barreno a partir da base de dados da ex-Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas:
«(...) A autora é facilmente identificada pela opinião pública como co-autora das Novas Cartas Portuguesas – as outras são Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa –, obra que, em 1972, provocou um pequeno tumulto na vida literária portuguesa. O halo de escândalo que rodeou o processo judicial, internacionalmente conhecido como «o caso das três Marias», teve repercussão planetária, em parte por causa da conjuntura política (desfavorável ao regime de censura), outro tanto graças ao hábil aproveitamento mediático que dele fizeram os movimentos feministas anglo-saxónicos e franceses. Como consequência imediata, Maria Isabel Barreno foi então convidada a proferir conferências em diversas universidades norte-americanas, sempre no âmbito dos movimentos de «libertação» da mulher. (...)
Ao longo dos últimos trinta anos, Maria Isabel Barreno construiu uma obra ficcional de dimensões não negligenciáveis, nunca abdicando de uma coerência intelectual irrepreensível. Mas o lugar-comum do enfoque libidinal, aliado às reivindicações feministas (legenda redutora com que alguns sectores da crítica pretendem subvalorizar o que há de mais genuíno na sua escrita), não encontra eco nos livros mais recentes, seja nos penetrantes contos de Os Sensos Incomuns, de 1993, colectânea que lhe valeu alguns dos mais importantes prémios nacionais, seja no romance de estrutura convencional, como acontece com O Senhor das Ilhas, de 1994, minuciosa cenografia das suas origens caboverdeanas (o livro foi oficialmente adoptado como obra de leitura obrigatória no ensino secundário de Cabo Verde).
Por outro lado, no âmbito da actividade profissional desenvolvida no Instituto Nacional de Investigação Industrial (e mais tarde no Instituto de Estudos para o Desenvolvimento), Maria Isabel Barreno tem publicados diversos estudos relacionados com a integração dos trabalhadores rurais em meio industrial. Esses estudos, não obstante a sua inescapável índole técnica, são uma espécie de contraponto ao universo dominante da ficção, centrada quase sempre nos estratos liberais da burguesia urbana.
Com Isabel da Nóbrega, Urbano Tavares Rodrigues, Agustina Bessa-Luís, Augusto Abelaira, etc., foi co-autora de um volume colectivo sobre A Condição da Mulher Portuguesa, publicado em 1968(...). (+)

DINAMIZAÇÃO PARA A IGUALDADE

WORKSHOP em Igualdade de Género, CIDADANIA E NÃO DISCRIMINAÇÃO: CONSELHEIRAS/OS MUNICIPAIS PARA A IGUALDADE
«A CIG vai realizar um Workshop destinado às/os Conselheiras para a Igualdade, a decorrer durante os próximos dias 14 e 15 de Maio. O Workshop decorrerá na Câmara Municipal da Vidigueira, sendo o alojamento na Residencial Santa Clara, Rua do Lago, 1 na Vidigueira. Os custos inerentes à participação neste workshop serão assegurados pela CIG. No final será atribuído certificado de participação.
A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género gostaria de contar com a presença da/o Conselheira/o para a Igualdade do vosso Município. A inscrição deve ser confirmada para o endereço de correio eletrónico, através do preenchimento da folha de registo em anexo, que deverá ser enviada para:
joao.paiva@cig.gov.pt» . (+) 
Todos temos um Municipio que é o «nosso». Quem sabe não  nos poderemos empenhar na DIVULAGAÇÃO desta iniciativa, e assim contribuir para «Integração da Dimensão de Género na Administração Pública, Central e Local, como Requisito de Boa Governação» uma das áreas estratégicas do IV Plano Nacional para a Igualdade, Género, Cidadania e não Discriminação 2011-2013,

quarta-feira, 11 de abril de 2012

BARBIE BONITA E CARECA



Foi o colega Marcelo que me chamou  a atenção para a notícia: Barbie careca vai estar disponível já em 2013 - A empresa Mattel vai lançar uma versão da Barbie sem cabelo para distribuir às crianças internadas em hospitais oncológicos
«(...)
Maria Antonieta Reis, coordenadora da região norte da Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro (Acreditar), diz que esta é, "sem dúvida", uma óptima ajuda para as crianças "perceberem e aceitarem as mudanças que vão ocorrer ao longo da doença, sendo uma delas, a perda de cabelo". O facto da boneca ser bonita apesar de careca, pode ajudar as crianças a aceitar "mais facilmente" as "mudanças físicas que vão ocorrer ao longo da doença", afirma. Agora, é esperar que esta iniciativa chegue até Portugal ou que alguma empresa portuguesa faça uma iniciativa semelhante. (...). A noticia completa.

HOMOFÓBICOS ESCONDEM ATRAÇÃO POR PESSOAS DO MESMO SEXO

HOMOFÓBICOS ESCONDEM ATRAÇÃO POR PESSOAS DO MESMO SEXO - é um artigo do JN que começa assim: As pessoas que têm mais reações contra os homossexuais são aquelas que apresentam maior atração por pessoas do mesmo sexo e que cresceram em ambientes familiares que reprimiram esses mesmos sentimentos, lê-se nas conclusões de um estudo internacional. (+)

domingo, 8 de abril de 2012

EUROPEAN SME WEEK

Em 2012 a European SME Week Summit vai ter lugar a 17 de Outubo, em Bruxelas, e o tema será "Women's Entrepreneurship". O site.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

BELEZA SUSTENTÁVEL

Trazer a questão do desenvolvimento sustentável para este Blogue faz todo o sentido.E sabendo-se que atravessa todos aspetos da nossa vida,  umas dicas quanto à Beleza: «Que tal cuidar da beleza e ainda preservar o meio ambiente? Essa é a proposta de alguns cosméticos que buscam equilibrar suas ações para que elas impactem o mínimo possível o mundo em que vivemos. Eles podem ser orgânicos, recicláveis ou amigos dos animais. É só pesquisar e escolher». Mais  através do Mercado Ético.

domingo, 1 de abril de 2012

CONCERTO SUSPENSO

«É oficial. A JahLive, promotora do espetáculo em Lisboa de Sizzla Kalonji, o rapper jamaicano que durante anos incitou à violência contra os homossexuais, anunciou esta tarde de quinta-feira a suspensão do concerto, agendado para 5 de abril, após um coro generalizado de protestos.
A empresa adiantou ainda, ao JN, que vai reunir na sexta-feiracom os representantes dos 14 movimentos e associações dos direitos humanos em Portugal, entre eles a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) e a Federação Distrital do Porto da Juventude Socialista, que esta quinta-feira emitiram um comunicado a exigir o cancelamento do concerto, que estava marcado para a Sala TMN ao Vivo.». A notícia completa do JN.