sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

FILME | «Que horas ela volta ?»


«A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica». Tirado daqui.
E a crítica de cinema no DN: 
«A convulsão do contraste brasileiro num filme de Anna Muylaert.
O Brasil pôs a mão na consciência com este filme - choque de dois mundos : de um lado, os patrões, retrato de uma burguesia decadente e urbana, do outro, a classe baixa, os empregados. A partir de aqui chega uma história de mudança de identidade.
Um filme onde tudo bate certo, tudo é dramaticamente certeiro numa limpeza formal incrível. A tal ideia conceptual de "filme espelho" de uma sociedade concretizada com um caderno de intenções realistas notável, algures entre a investigação e a pesquisa humana deste momento em que começam a haver mudanças entre a classe média e a classe baixa, onde uma filha de uma empregada pode conseguir entrar para a universidade e o filho dos patrões talvez não. Trata-se então de filmar uma revolução feliz. Daquelas que nos faz chorar de mansinho e com um dispositivo narrativo que faz brilhar todas as excelentes ideias de um argumento sublime. Muylaert não dá um passo em falso : desde os avanços narrativos até à direção dos atores.
Neste momento, há quem acredite que esta candidatura brasileira ao Óscar de melhor filme estrangeiro tenha pernas para ser finalista».




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