sexta-feira, 9 de novembro de 2018

HOMENAGEM A MARIA VELHO DA COSTA | 12 -13 NOV 2018 | PORTO


«Mulheres ao poder na Etiópia»



Leia aqui
«No dia 25 de outubro de 2018, Sahle-Work Zewde foi nomeada como presidente da Etiópia, a primeira mulher de sempre a assumir esse cargo (não executivo). Aos 68 anos de idade, a diplomata de carreira foi eleita por unanimidade nas duas câmaras da Assembleia Parlamentar Federal da Etiópia, substituindo assim o demissionário Mulatu Teshome. Cerca de uma semana antes da nomeação de Zewde, o primeiro-ministro Abiy Ahmed remodelou a composição do Governo, diminuindo o número de ministérios (de 28 para 20) e assegurando uma estrita igualdade de género: 10 ministros e 10 ministras. A Etiópia tornou-se assim o segundo país africano a implementar a paridade de género entre os membros do Governo, seguindo o exemplo pioneiro do Ruanda.
“Eu sou produto de pessoas que lutaram pela igualdade e liberdade política neste país e vou trabalhar arduamente para os servir. Se pensavam que já falei muito sobre mulheres, saibam que estava apenas a começa”, declarou Zewde no dia da eleição, perante os representantes parlamentares etíopes. “Se a presente mudança em curso na Etiópia for liderada por homens e mulheres em igualdade, poderá manter o seu ímpeto e realizar uma Etiópia próspera, livre de discriminação religiosa, étnica ou de género”, sublinhou a nova presidente. Mudança que não se cingiu ao Governo e à Presidência da República. No dia 1 de novembro, a advogada Meaza Ashenafi, feminista, especializada em direitos humanos, foi nomeada como presidente do Supremo Tribunal Federal da Etiópia».


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

INÊS HENRIQUES | «Depois de batalhar por direitos iguais para as mulheres, nos 50 quilómetros marcha, a “pequena” de Rio Maior só descansa quando garantir que vai estar nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, a lutar pelo ouro»





Recortes e montagem da Entrevista de Inês Henriques à Revista E
do semanário Expresso de 3 NOV 2018





Outro excerto:


«(...)Mas bate o recorde do mundo com 4h08,26.
Pois. Isto foi em janeiro, mas a marca só foi certificada quase no final de maio de 2017. Havia muita gente a dizer que aquilo não valia nada, mesmo já depois de a IAAF certificar. Como eu não tinha feito o mínimo, 4h06, apesar de termos esse objetivo escondido porque permitia-nos estar no Campeonato do Mundo numa prova mista sem direito a nada (as mulheres podiam participar mas tinham de fazer o mínimo dos homens), pedimos à Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) para pedir à IAAF que eu, como recordista do mundo, fosse convidada para estar no Campeonato do Mundo. Achámos que era muito importante estar lá uma mulher. E se tinham posto em causa, portugueses e estrangeiros, o que eu tinha feito em Porto de Mós, eu queria estar onde o mundo inteiro ia estar e mostrar que era possível fazer aquilo. A FPA disse: “Esquece, eles não vão deixar.” Mas eu insisti: “Já há um não?” “Não.” “Então, pode haver um sim.” Antes de ir para estágio, o Jorge Miguel fez um plano de treino para 20 quilómetros e outro para 50 quilómetros e perguntou-me qual é que eu queria cumprir. Eu quis cumprir o de 50 quilómetros.
Porquê?
Porque preferia estar preparada e receber um não, mas também estar preparada caso recebesse um sim. Porque se eu fosse e não cumprisse, os 50 quilómetros femininos nunca mais entravam. É que eles colocaram as 4h06 porque pensaram que nenhuma mulher no mundo iria fazer aquilo. Pensaram, nós damos uma oportunidade mas elas não vão conseguir e não nos chateiam a cabeça. Esta foi a intenção da IAAF. Fiz esse pedido e quando fui ao Grande Prémio Internacional da Corunha falei com Damilano, presidente da comissão de marcha da IAAF, para ele me ajudar.
E ajudou?
Inicialmente não estava a perceber muito bem o que é que eu queria. Expliquei-lhe. Passadas umas semanas mandou-me um e-mail a perguntar se a FPA já tinha enviado o pedido. Disse que sim. Mas o pedido não estava a chegar às pessoas certas. Alguém estava a barrar. Ele foi-me dando indicações, que fui passando à FPA. Faltavam cinco semana para o Mundial e eu ainda não sabia de nada. Já tínhamos pensado, se a IAAF não nos permitir estar no Mundial, vai haver uma prova no início de setembro nos EUA, vamos aproveitar o treino na mesma e vamos aos EUA bater o recorde do mundo.
Não seria a mesma coisa.
Não. Mas era uma forma de bater o recorde do mundo. Por isso entrei em contacto com a americana Erin, a primeira mulher a fazer os 50 quilómetros, porque era ela e o marido que organizavam a prova. Ela falou com o advogado dela (Paul Demeester) e ele entrou em contacto comigo. Disse que me ia ajudar. Ele estava a tentar introduzir os 50 quilómetros, mas as atletas americanas não tinha marcas de relevo e eu tinha. A três semanas do Mundial recebo um e-mail do advogado a dizer que as mulheres no mundo que tivessem menos de 4h30 podiam estar presentes no Mundial, a prova seria ao mesmo tempo que a dos homens com direito a tudo, em termos de dinheiro, etc. (...)».
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Se puder, não fique pelos recortes acima, a entrevista mostra-nos uma história de vida forte, inspiradora, nomeadamente em defesa dos direitos das mulheres, e  de fazer «inveja» a muitos movimentos que mais mobilizam a comunicação social.


UNESCO | «Gender Equality and Culture»

Veja aqui
Ainda;


«UNESCO’s Culture programmes support and empower women and men to equally enjoy, participate in and contribute to culture through:

terça-feira, 6 de novembro de 2018

MARIA JOSÉ MOURA




Maria José Moura morreu. Muitos são os que neste momento triste enaltecem o seu percurso profissional, nomeadamente o Presidente da República. De facto, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota divulgada na página da Presidência na Internet, lamentou  a morte de Maria José Moura e «elogiou o papel da investigadora e bibliotecária na definição da política da leitura pública em Portugal». Por sua vez, a DGLAB sublinha que Maria José Moura, responsável pela criação da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas em 1986, era considerada, por muitos, a "mãe" da Rede de Bibliotecas Municipais. As diversas homenagens que lhe foram feitas, em Portugal e no estrangeiro, reconheceram a mulher que serviu a causa das bibliotecas durante toda a vida. A DGLAB, organismo que sucedeu ao IPLB e DGLB, lamenta profundamente esta perda.  Leia mais.

Destaquemos palavras de Maria José Moura que se podem ler, por exemplo, aqui: «(...)Em entrevista à Lusa, em 2016, 30 anos depois da criação das bases de uma rede nacional de bibliotecas públicas municipais, a bibliotecária recordou esse processo, a pedido da então secretária de Estado da Cultura, Teresa Gouveia, que contou consigo, como representante da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, assim como com Teresa Calçada, atual responsável do Plano Nacional de Leitura, Pedro Vieira de Almeida e Joaquim Macedo Portilheiro, do antigo Instituto Português do Livro. A rede conta hoje com mais de 200 equipamentos, em todo o país.
"O facto de não haver bibliotecas públicas em Portugal, dez anos depois do 25 de Abril, era um escândalo", disse então Maria José Moura à Lusa. "Todos os países civilizados, melhor ou pior, têm bibliotecas (...). A rede de bibliotecas itinerantes - foi uma sorte que este país teve - era o que havia. Fora isso, só havia meia dúzia de bibliotecas das câmaras, com as estantes fechadas. Tudo poeirento, triste, sem luz. Era uma coisa sem vida", recordou. (...) salientou o lado formativo das bibliotecas, espaços que podem ser sucedâneos das escolas: "As pessoas têm possibilidade de encontrar resposta para uma quantidade enorme de coisas que antes não precisavam". Para Maria José Moura, a biblioteca ideal é aquela em que "as pessoas conseguem encontrar respostas para as suas necessidades, sejam elas de ordem pessoal" ou profissional. "As bibliotecas têm de se adaptar àquilo que lhe é pedido e não ver nisso uma desconsideração. Não se sentir diminuída. Pelo contrário", afirmou (...)». 
Recorde-se também distinções: foi condecorada pelo Estado português com a Ordem do Mérito e, em 1998, recebeu o Prémio Internacional do Livro, em Amesterdão, por proposta da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecária. 

Uma vida cheia, a de Maria José Moura, que nos deixa ensinamentos com futuro. Obrigado. 

ENVELHECIMENTO ACTIVO | Barbra Streisand



In Semanário Expresso| Revista E | 3 NOV 2019 

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

A 3 DE NOVEMBRO ASSINALOU-SE O DIA EUROPEU DA IGUALDADE SALARIAL 2018 | «Isto é como se simbolicamente a partir deste dia, e até ao final do ano, as mulheres deixassem de ser remuneradas»



A propósito o que se pode ler no site da CITE:
«A Comissão Europeia assinala hoje, dia 3 de novembro, o Dia Europeu da Igualdade Salarial 2018.
diferença de remuneração entre homens e mulheres na UE é, segundo os dados mais recentes do Eurostat, de 16,2% [1], o que corresponde a 59 dias de trabalho remunerado. Isto é como se simbolicamente a partir deste dia, e até ao final do ano, as mulheres deixassem de ser remuneradas.
As disparidades salariais entre homens e mulheres continuam a verificar-se em todos os países da UE, oscilando entre os 25,3% na Estónia, 21,8% na República Checa e 21,5% na Alemanha, países onde se registam os maiores índices de desigualdade salarial; e os 5,2% na Roménia e 5,3% na Itália, países com o menor nível de desigualdade salarial. No contexto europeu, Portugal apresenta um nível de disparidade salarial 1,3 p.p. superior à média, ou seja 17,5%.
A Comissão Europeia assinala este dia com o objetivo de chamar a atenção para a desigualdade salarial entre homens e mulheres e para as suas causas subjacentes, que são múltiplas e onde se inclui: as mulheres trabalharem mais frequentemente a tempo parcial; trabalharem em setores mais mal remunerados; serem as principais responsáveis pelo trabalho de cuidado na família; continuarem a ter maiores dificuldades e obstáculos para aceder a posições de liderança dentro das organizações/empresas.
Declaração - Frans Timmermans, Primeiro Vice-Presidente da Comissão Europeia, Věra Jourová, Comissária para a Justiça, Consumidores e Igualdade de Género e Marianne Thyssen». Saiba mais.

EXPOSIÇÃO | «Gritos Mudos» |OEIRAS






24 outubro a 15 de dezembro | Galeria do Palácio dos Aciprestes
«Gritos Mudos é um projeto fotográfico que tem como objetivo sensibilizar para um problema tão atual, como a Violência Doméstica. Através da fotografia, pretende-se retratar emoções como o Medo, a Tristeza, a Raiva, e a Zanga que muitas vítimas sentem ao longo de todo o Ciclo da Violência.  
A ideia do projeto resultou do trabalho desenvolvido na área da Psicologia com vítimas da Violência Domestica e da Paixão pela Fotografia. Para esse efeito, convidou-se um conjunto de fotógrafos amadores e figurinos que se disponibilizaram a expressar as suas emoções, num cenário hipotético de violência domestica.  
São 35 imagens que contam histórias com uma carga emocional muito grande onde a Fotografia é usada como expressão artística. 
No âmbito desta exposição, decorrerá um ciclo de encontros em torno do tema da Igualdade, a divulgar brevemente». Saiba mais.



sexta-feira, 2 de novembro de 2018

«FIA Charter for Gender Equality and Equal Opportunities»






Sexual Harassment and Gender Equality

«In 2010, FIA adopted its Gender Equality and Equal Opportunities Charter and it remains a guiding reference document for the Federation. It builds on work that has been ongoing in FIA, stretching back into the 1960s. The focus on gender equality in FIA recognizes that women performers face a range of obstacles and challenges that impact significantly on their working conditions and careers. A wide body of research, including surveys carried out by the Federation and its member unions, testify to this fact. Women performers face shorter careers, lower wages and a narrower choice of work.
The question of the portrayal of gender and the representation of the experience of both men and women is also an important one. Full and equal opportunities are of benefit to all performers. Finding solutions for common challenges related to social protection, work-life balance, childcare and sexual harassment are key for both men and women performers who wish to earn a living from their craft. The issue of sexual harassment has come dramatically to the fore since the revelations starting in 2017 with the Harvey Weinstein case, pointing to an endemic culture of sexual harassment in the sector, affecting many performers in their daily working lives. An international working group was created in FIA in the Autumn of 2017 to address this specific topic and to add value to the ongoing efforts of FIA members at national level». Tirado daqui.

MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA | ELSA MARTINS | «Portuguesas Extraordinárias»






Conhece algumas das portuguesas mais corajosas da nossa História!
As mulheres portuguesas são famosas por serem trabalhadoras, lutadoras, carinhosas e dedicadas. Cavaleiras, empresárias, políticas… Ao longo da História, várias foram as que se rebelaram contra convenções e obstáculos e alcançaram feitos incríveis que mudaram Portugal e o Mundo. 
Este livro, com ilustrações apelativas, biografias, curiosidades e factos históricos fascinantes, celebra algumas das mais importantes portuguesas que se destacaram em diferentes áreas, da política às letras e ao empreendedorismo. 
Fica a conhecer as pioneiras que abriram caminho para futuras gerações de mulheres extraordinárias!
Josefa de Óbidos; Catarina de Bragança; Vieira da Silva; Catarina Eufémia; Maria de Lourdes Pintasilgo; Maria Lamas; entre outras. +.


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

terça-feira, 30 de outubro de 2018

NO X CONGRESSO DO MDM | FERNANDA LAPA | «Apesar de todas as campanhas ministeriais, em prol da "dita" igualdade de género, é impossível alguém afirmar que ela existe no teatro português»





«(...)
Sou, sobretudo, uma mulher das Artes de Palco e em 1995, em colaboração com outras mulheres de Teatro resolvemos criar uma Companhia que rompesse com o estado de coisas a que estavam remetidas as mulheres no teatro português. Quase nunca nenhum texto de autoria feminina era representado, havia pouquíssimas encenadoras e estas ficavam na maior parte dos casos sempre à espera de serem convidadas pelos Directores das Companhias. A maioria das peças representadas davam da mulher imagens estereotipadas ou idealizadas e os elencos eram maioritariamente masculinos. As actrizes esperavam ser convidadas e nunca tinham hipótese de escolher os textos que gostariam de representar. Na maior parte das Companhias as mulheres tinham funções de secretariado, eram bilheteiras, costureiras ou empregadas de limpeza. Havia muito poucas mulheres em funções técnicas, tais como Luminotécnica, Sonoplastia, construção de Cenários, etc, profissões tradicionalmente masculinas. Resolvemos, pois, como já disse, criar a Escola de Mulheres-Oficina de Teatro, companhia que privilegiasse o trabalho feminino e desse da mulher uma imagem consentânea com a realidade. A recepção desta Companhia por parte dos poderes públicos foi, desde logo, hostil. No primeiro pedido de apoio junto da Secretaria de Estado da Cultura (PSD) nem sequer obtivemos resposta. Só após o primeiro espectáculo apresentado a convite da Fundação Gulbenkian conseguimos ter algum eco junto da Comunicação Social e, consequentemente do poder político. 23 anos após a criação da Companhia continuamos a ser a estrutura menos financiada dos chamados apoios sustentados, sem hipótese de divulgar o nosso trabalho visto os custos de publicidade serem incomportáveis e em consequência disso, ficando cada vez mais invisíveis. Apesar de todas as campanhas ministeriais, em prol da "dita" igualdade de género, é impossível alguém afirmar que ela existe no teatro português.  Desde a criação da nossa Companhia, algumas outras de iniciativa feminina foram nascendo, uma ou outra foi crescendo, mas nenhuma com apoios sólidos e, no último Concurso vimos desaparecer três delas, sendo que a Directora da mais antiga até tinha recebido, em 2017, a Distinção Mulheres Criadoras de Cultura na categoria Teatro da CIG. (...)». Leia na integra.


DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES 2019 | LEMA UN WOMEN|«Think equal, build smart, innovate for change»


Veja aqui

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

MÓNICA CALLE | «Rosa Crucificação»





Saiba mais

SARA PRIMO ROQUE | «Os Silêncios da Guerra Colonial»




«Livro “Os Silêncios da Guerra Colonial” de Sara Primo Roque
O livro “Os Silêncios da Guerra Colonial” de Sara Primo Roque, tem uma abordagem diferente do que é habitual no tratamento da Guerra Colonial, numa perspetiva inovadora de domínios como a “guerra no feminino”, a “morte em tempo de guerra”, o “sexo em tempo de guerra”, entre outros, para além da procura do desejo e do afeto.
Porque é uma obra inovadora nos termos que trata, suscita naturalmente o debate, o que é importante sublinhar.
 Dada a curiosidade que levanta e apesar de já estar no prelo, a UCCLA aceitou apresentá-la publicamente na primeira oportunidade.
 A obra tem a chancela das Edições Pasárgada, numa edição de novembro de 2017». Tirado daqui.