Também nós queremos dizer presente neste luto coletivo porque o Zé Pedro morreu, e vamos fazê-lo com palavras de outros. Na circunstância, de outras:
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
«Um dia quero ser fixe como tu»
Também nós queremos dizer presente neste luto coletivo porque o Zé Pedro morreu, e vamos fazê-lo com palavras de outros. Na circunstância, de outras:
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
RAQUEL GASPAR SILVA | «Fábrica de Melancolias Suportáveis»
O critico José Mário Silva na Revista do Expresso sobre o livro começa assim: «Poderosa estreia de Raquel Gaspar Silva na ficção, este romance é um notável exercício narrativo sobre os poderes e limites da memória». E termina deste modo: «Sobre o seu talento e a força da sua voz, porém. não restam dúvidas (basta ler a frase em que uma mulher, após uma tentativa de suicídio , vem "à tona como um lenço de seda amarrotado")».
Ainda sobre o livro como se pode ler aqui:
«Sentada no banco da igreja, na nave central, mesmo no epicentro da cova da fábrica, trabalhando na forja da sua história, ouvindo as outras vozes que ascendiam do entulho dos mortos por baixo de si.» A narradora esperou pela morte dos seus para começar a transformá-los em personagens. Mas Carlota, irmã dedicada, mãe de uma prole a que nunca deu à luz, não morreu. Vive na história, numa cúpula de eternidade indestrutível. Esta história é dela e (talvez) para ela. Foram poucas as vezes em que Carlota contou alguma coisa sem omissões — era assim que se libertava dos outros. Contou que eram seis irmãos e que nunca passaram fome. Dos pais, lembrou a coragem, e à memória que deles tinha acrescentava elogios — mas quando o fazia, recuava ou inclinava o corpo para trás. Quando todas as personagens começaram a morrer, o rebuliço incómodo da escrita surgiu. A ferida. E como saber tudo? Onde está a verdade? Não importa. Na fábrica de memórias suportáveis em que todos nos vemos, em que nos encontramos, nestas páginas sobre o que é ser uma família e o que é recordar, somos todos uma história. Um romance cuja ação decorre no Alentejo, marcado por um registo muito português. Uma estreia literária de maturidade incomum, o romance afirma uma nova voz na literatura portuguesa».
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
WORLD ECONOMIC FORUM |«Vão ser sete mulheres a conduzir o próximo encontro mundial»
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| Veja aqui |
«FORUM ECONÓMICO MUNDIAL
Sete mulheres vão conduzir o Fórum Económico Mundial em 2018
O Fórum Económico Mundial anunciou sete co-presidentes para o próximo encontro em Davos, na Suíça, e, para surpresa, nenhum homem faz parte da lista. Vão ser sete mulheres a conduzir a reunião». Continue a ler no Observador.
terça-feira, 28 de novembro de 2017
«O HUMANO EM PRIMEIRO PLANO»
«Um livro de imagens olha-se, contempla-se. É também o que sucede aqui, mas neste caso o que emerge em cada página não é o património cultural e arquitetónico, mas o património humano. As mulheres e os homens que fazem o Vaticano». Leia mais.
«Gestação para quem? O debate feminista sobre gestação de substituição»
«Resumo
O debate sobre a gestação de substituição está a dividir os feminismos dentro e fora da academia. Em Itália e Espanha, entre outros países, este tema está no centro de polémicas e embates polarizados, que lembram os que dizem respeito à questão do trabalho sexual.
Em Itália, em particular, a gestazione per altri (GPA) foi utilizada como ferramenta de chantagem política por parte das forças conservadoras católicas e de direita no momento da aprovação da lei sobre as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo: de facto, o artigo do projeto de lei que estabelecia a co-adoção teve que ser eliminado, acusado de encorajar o uso da gestação de substituição por parte de homens gays. Nessa altura, o debate fora do Parlamento envolveu também diversas componentes do ativismo feminista e LGBTQ+, situação que continua a verificar-se apesar de terem passado quase dois anos. Diferentemente do que acontece em Espanha e Portugal, uma fratura significativa verificou-se dentro do movimento LGBT institucional, pois a maior associação lésbica do país alinhou-se contra a GPA, sustentando tratar-se, sempre e sem exceção, duma prática de exploração dos corpos das mulheres.
Neste workshop utilizarei dados e informações recolhidas no meu trabalho de investigação em Itália sobre pais gays que recorreram à gestação de substituição, no âmbito do projeto INTIMATE (www.ces.uc.pt/intimate), de modo a estimular uma discussão participativa que tenha em conta as diferentes posições feministas sobre o tema». Saiba mais.
domingo, 26 de novembro de 2017
sábado, 25 de novembro de 2017
25 NOVEMBRO | DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRAS AS MULHERES | «O MDM - Movimento Democrático de Mulheres - vai assinalar esta data com iniciativas em vários pontos do país»
«25 de Novembro é o Dia Internacional para a eliminação da violência contra as mulheres. O MDM – Movimento Democrático de Mulheres – vai assinalar esta data com iniciativas em vários pontos do país. Entre exposições, debates e projecções de documentários, destacamos a apresentação de uma Aplicação para Smartphone de apoio a vítimas de violência doméstica, desenvolvida no âmbito do Projecto “Mulher Q Vive + aQui”, no distrito de Évora.
O MDM considera que a violência contra as mulheres é um flagelo social, que apesar da legislação, da prevenção e da protecção das vítimas, atingiu, em Portugal, níveis extremos nos últimos anos. Este agravamento da violência não está desligado do empobrecimento e da perda de independência económica das mulheres decorrente das políticas de austeridade.
O MDM apela às mulheres para que exerçam os seus direitos, ao governo para que faça cumprir os direitos das mulheres e à sociedade para que respeite a dignidade das mulheres. Apela à luta por uma vida digna sem opressão nem discriminação, por uma sociedade onde as relações entre as pessoas, entre mulheres e homens, se baseiem no respeito pelos valores da solidariedade, igualdade e companheirismo».
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! | TALVEZ LHES INTERESSE (89) | Festival «Aproxima-te» | 23-26 NOV 2017 | CENTRO CULTURAL DE BELÉM
Sobre o Festival no Diário de Notícias:
«Quatro dias de atividades em Lisboa para aproximar crianças do património
cultura
O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, vai receber durante
quatro dias uma iniciativa que pretende aproximar crianças e famílias do
património cultural, através do contacto com áreas tão diversas como dança,
música, arte rupestre, pintura ou fotografia». Continue a ler.
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
«Permission to Stare. Arts and Disability»
«This new Fresh Perspectives issue explores the different approaches to disability in the performing arts, with a particular focus on contemporary dance. The publication includes a collection of personal letters written by artists and a more theoretical essay locating disability in the arts. Highlighting a variety of questions, and refusing to provide easy answers, the publication hopes to trigger the interest of readers new to the topic and to enrich the views of those already informed».
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quarta-feira, 22 de novembro de 2017
ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS (OCC) | Na campanha eleitoral a decorrer analisa-se paridade e igualdade de género ...
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Veja aqui |
«Escolhemos a questão da paridade e da igualdade de género para iniciarmos a apreciação as listas, porque o género feminino é maioritário na ORDEM, com 52%. Mais de 37 mil mulheres são membros da ORDEM dos Contabilistas Certificados, pretendemos assim, analisar a preocupação dos candidatos com esta temática». Saiba mais.
terça-feira, 21 de novembro de 2017
MULHERES EM DESTAQUE | Maria de Sousa | PRÉMIO UNIVERSIDADE DE LISBOA 2017
(Créditos da foto: Egídio Santos / U.Porto)
A semana passada, a 13 de novembro, a cientista Maria de Sousa, Professora Catedrática Jubilada do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e Professora Emérita da U.Porto, foi agraciada com o Prémio Universidade de Lisboa 2017. O prémio Universidade de Lisboa 2017 foi atribuído a 26 de maio e por essa ocasião do que se escreveu: à « (...) imunologista Maria de Sousa – uma das primeiras mulheres portuguesas a serem
reconhecidas internacionalmente pelas suas descobertas científicas.
Maria de Sousa
formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Entre 1964
e 1966, esteve nos Laboratórios de Biologia Experimental em Mill Hill, em
Londres, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian.
Profundamente
estimada e muito respeitada na comunidade científica, Maria de Sousa é também
uma humanista que cultiva o gosto pelas artes, pela história e pela poesia.
A Universidade
de Lisboa premeia uma mulher que contribuiu de forma notável para o progresso
da Ciência e para a projeção de Portugal no Mundo». Tirado daqui. E pode saber mais neste endereço.
Mas continuemos, recuperando esta entrevista de 2011, onde entre outros assuntos fala do livro da imagem (que, a nosso ver, quem leu certamente não esquece). De lá:
«(...)
Mas continuemos, recuperando esta entrevista de 2011, onde entre outros assuntos fala do livro da imagem (que, a nosso ver, quem leu certamente não esquece). De lá:
«(...)
Porque é que decidiu fazer investigação?
Isso é uma pergunta importante. Não sei se é importante para vocês, eu acho Que é importante para a história da medicina. Eu fiz medicina, nos anos 50. Uma pessoa se estava atenta percebia que tinha muito pouca coisa para oferecer. A pessoa era simpática, falava com os doentes, tratava-os bem, mas a gente tinha poucos antibióticos e cortisona. Eu sentia muito que era preciso fazer investigação para saber mais.
Reparou que havia diferença internacionalmente?
Não havia diferença no que havia para oferecer, o que havia diferença era na atitude para aprender, isso é que era fundamentalmente diferente. Na Faculdade de Medicina da Lisboa os professores sabiam. Sabiam mesmo. Depois só tinham que ir à Biblioteca para perceber que não sabiam tanto como julgavam, ou nos faziam crer. Eu fui para Londres, fui para um laboratório em Mill Hill. Tinha oportunidade de conhecer as pessoas, os maiores nomes nas várias áreas. E lá as pessoas não sabiam… e eram os grandes nomes das áreas. Isso foi a experiência mais importante. Depois ainda vim para Portugal. Não correu muito bem porque as pessoas não estavam muito interessadas no que eu tinha feito. Havia pessoas, por outro lado, na Europa, que estavam interessadas e fui convidada para ir para Glasgow.
(...)
Um mundo imaginado, mas muito real
Em 1988, vivi de forma intensa e maravilhado “um mundo imaginado”. Uma experiência real de investigação científica através de um livro, com aquele título, então publicado na língua portuguesa pela Gradiva, editora que me ensinou a caminhar na ciência.
Linha após linha, página após página, eu, então jovem estudante de Bioquímica na Universidade de Coimbra, vivi 5 anos de uma história real e intensa de descoberta científica, num só fôlego, numa noite que se fez dia inúmeras vezes.
Vivi, através do relato rigoroso e apaixonado de June Goodfield, autora do livro, os dias e as noites sem horário, a entrega persistente e lúcida, os avanços e retrocessos, os obstáculos e os recuos, a alegria e o desespero silencioso do processo científico efectuado sob a linha do desconhecido por uma promissora cientista portuguesa a trabalhar nos Estados Unidos. (...)». Leia na integra.
Ainda, outra entrevista, a Anabela Mota Ribeiro, que também pode ler aqui que como pode ver, no Público, começa com o destaque:
«MARIA DE SOUSA | esse espanto».
EXPOSIÇÃO | «Os Trabalhadores Forçados Portugueses no III Reich» | ATÉ 22 JAN 2018 | CCB | LISBOA
«A 17 de novembro será inaugurada a primeira exposição que aborda o tema dos portugueses de todas as origens e condições que foram sujeitos a trabalhos forçados no âmbito do sistema concentracionário do III Reich, nomeadamente durante a II Guerra Mundial. A exposição Os Trabalhadores Forçados Portugueses no III Reich é resultado de um projeto de investigação do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, apoiado pela fundação alemã EVZ – Erinnerung, Verantwortung, Zukunft (Memória, Responsabilidade, Futuro), pelo Goethe-Institut e pela Associação CIVICA (França).O projeto é dirigido pelo historiador Fernando Rosas que coordena uma equipa de investigadores de vários países europeus».
Centro de Congressos e Reuniões | Piso 1
De segunda a sexta das 08:00 às 20:00
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Sobre a Exposição no DN :
«Émile Henry, sobrevivente do campo de
concentração nazi de Buchenwald, quis contar a sua história a Portugal, país
onde escolheu viver, no livro "A Morte Lenta", que integra a
exposição "Os trabalhadores forçados portugueses do III Reich",
inaugurada hoje.
"O que mais me custava
era não dormir. A fome também não faltava, sobretudo do meio-dia às três horas,
em que tinha a impressão de que uma tenaz me torcia até à tortura. Mas o não
dormir era o pior. Mesmo contra a vontade, os olhos fechavam-se-me e tinha que
fazer um esforço violento para não cair", relatou Émile Levy, falecido há
dez anos em Loulé, no seu livro, que teve duas edições de 100 exemplares, em
1946."O meu marido fez um testemunho para os portugueses. Dizia que as pessoas do país onde vivia tinham de saber o que se passou", recordou hoje à Lusa a mulher, Thérèse Henry, que assistiu, juntamente com as duas filhas e netos, à sessão que antecedeu a inauguração da exposição, no Centro Cultural de Belém. (...)». Leia mais.
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