quarta-feira, 17 de julho de 2013

«MAIS QUE UM JOGO»

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Roniquito (Daniel Rocha) é o jogador de futebol gay de "Avenida Brasil"
(Divulgação / TV Globo)


Quem vê a telenovela AVENIDA BRASIL, em exibição na SIC,  sabe que aborda a questão da homossexualidade no futebol, e a propósito, num blogue da Folha de S. Paulo, pode ler-se:

“Não é bom fazer negócio com judeus”. “Mulher nunca sabe dirigir”. “Gays não servem para serem soldados do exército”. “Os negros não se sobressaem nos estudos acadêmicos”. Estes sensos comuns acima partem de uma experiência que não é completa e profunda em suas colocações e por acabarem se tornando pseudo verdades universais, muitos grupos e minorias se sentem delimitados em suas diversas formas de atuar como seres humanos. Parece que são incapazes de realizar certos ofícios ou não são confiáveis para tal.
Uma destas “míticas” se refere aos homossexuais e o futebol. Como o esporte se tornou um espécie de emblema da masculinidade (que uma grande maioria confunde como oposição à homossexualidade),  o selo ISO de macheza de muitos, o terreno ficou impróprio para os gays. É claro que existe muitos homossexuais que execram o universo das chuteiras, mas isto não significa nem unanimidade nem maioria absoluta. Muitos gays estão presentes dentro dos campos e das arquibancadas. Claro, de forma silenciosa infelizmente para não romper com um grande tabu da nossa sociedade: gays não servem em nada para o esporte que apaixona de Nelson Rodrigues a Xico Sá. Será? Continue a ler. Já nos tinhamos lembrado de o referir aqui no Em Cada Rosto Igualdade, mas foi passando ...  A notícia de hoje «
Federação alemã desafia futebolistas a assumirem homossexualidade» lembrou-nos o assunto.  Pode ler na notícia: 

«A Federação de Futebol Alemã (DFB) desafiou hoje os futebolistas homossexuais a assumirem a sua condição e romperem este tabu no desporto, enquanto a ministra da Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, convidou a seleção para desfilar no Dia do Orgulho Gay». E noutro trabalho jornalístico:
"Futebol e homossexualidade" é o nome do programa, lançado no site da federação. Além disso, uma cartilha, com 27 páginas, com subtítulo "Mais que um jogo", foi distribuída. A publicação contém orientações e fornece indicações de auxílio.
O responsável pelo conteúdo é o especialista em comportamento de torcedores e violência nos estádios, Günter Pilz.
"Qualquer jogadores, seja do Campeonato Alemão ou das ligas regionais, que assuma sua homossexualidade pode contar com nosso apoio", disse o presidente da Federação Alemã, Wolfgang Niersbach».



MALALA CELEBRA O SEU ANIVERSÁRIO NAS NAÇÕES UNIDAS | “livros, canetas e professores são as armas mais poderosas que existem”




Antes, no Em Cada Rosto Igualdade, já nos tinhamos referido a Malala, por exemplo, aqui.  Agora, é para sublinharmos o seu discurso nas Nações Unidas do dia 12, dia em que fazia 16 anos.  

«Usando um xale cor-de-rosa, que já foi da ex-premiê paquistanesa Benazir Buttho, assassinada em 2007, Malala Yousafzai fez seu primeiro discurso público nesta sexta-feira, dia em que completa 16 anos.
Na sede da ONU, a jovem estudante afirmou que o Dia de Malala não é o seu dia, mas é o dia de toda mulher, menino e menina que levantaram suas vozes pelos seus direito
(...)
Para a adolescente, os extremistas temem os livros, temem o poder da educação e temem o poder da voz das mulheres.
Malala Yousafzai fez um apelo aos líderes mundiais, para que mudem suas estratégias e protejam os direitos das mulheres e das crianças.

A paquistanesa destacou que “livros, canetas e professores são as armas mais poderosas que existem”. SAIBA MAIS.





terça-feira, 16 de julho de 2013

«GÉNERO» EM TUDO | da África do Sul no Próximo Futuro (Gulbenkian) ao livro «Joaquim Benite» passando por «Gender & History»



Veja aqui



«The Gender Equity Unit is celebrating 20 years of intellectual activism. As part of our festivities we want to show our appreciation and gratitude and celebrate with you. We invite staff, students, volunteers, stakeholders from NGO's, CBO's, businesses and the UWC community to celebrate with us.
20 Years of Intellectual Activism! 20 Years of Educating for Equity!» Veja mais. 

 As imagens acima decorrem da incursão que fiz pela internet ao ver referido The form of the norm: spectres of gender in South African photography of the 1980s’ in Social Dynamics Special Issue on Scripted Bodies, Spring 2011 neste post de Alexandre Pomar sobre o Próximo Futuro da Gulbenkian, ou seja, o post Patricia Hayes (Próximo Futuro) que começa assim (destaque nosso): 

«entre os participantes no programa do Próximo Futuro (Festival da Literatura e do Pensamento do sul da África), atenção a Patricia Hayes, que tem escrito sobre fotógrafos como Santu Mofokeng e John Liebenberg e em geral sobre a fotografias da África do Sul e da Namíbia. Também interessada por Angola e Moçambique. (Dia 21 - 19h). Patricia Hayes works on history, gender and visuality in Bellville, Cape Town. She teaches in the History Department of the University of the Western Cape, Bellville, Republic of South Africa.
Originally from Zimbabwe, she completed her PhD on the colonisation of northern Namibia and southern Angola at Cambridge University in 1992. She has worked briefly in the USA (1992-3) and held fellowships in the UK, USA and Brazil. She has collaborated in several research projects to highlight South Africa’s role as a colonial power in Namibia, focussing on the inter-war years, the colonial photographic archive, and most recently war photography from the Namibian liberation struggle – often called the last white war in Africa. She has been a Guest Editor of the journal "Gender & History", and is now engaged in a major research study of documentary photographers in South Africa during late apartheid.
http://www.uwc.ac.za/Biography/Pages/Patricia-Hayes.aspx
(...)».


Procurei«Gender & History»:

Cover image for Vol. 24 Issue 3


E tudo isto no dia em que tinha assistido a homenagem a Joaquim Benite no Festival de Teatro de Almada que incluiu o lançamento, na Casa da Cerca, do livro «JOAQUIM BENITE DESAFIOU PRÓSPERO ... e inscreveu o mundo no seu Teatro», de Maria Helena Seródio, que tem o capitulo «Discurso no feminino». Pode saber mais sobre o que se passou em Almada.







Depois disto, que síntese? Parece ser cada vez mais claro que a questão de género será um lado pelo qual, no quotidiano, devemos olhar as nossas atividades quaisquer que elas sejam:   individuais e coletivas, em termos nacionais,  mundiais, e de cada organização. Não parece fácil! pois não ... Mas, olhando à volta, como se vê, isso acontece ... E nomeadamente em ambiente de cultura e artes.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

AINDA A COR DA PELE | O PRIMEIRO BAILE INTEGRADO | «Georgia High School Students Organize First Integrated Prom»

 

Georgia students plan first integrated prom

 

Veja mais fotos.

 

"These are people I see in class every day. What's wrong with dancing with me, just because I have more pigment?"
MARESHIA RUCKER, a black senior at Wilcox County High School in Georgia, who was not invited to the school's "white prom."

 O destaque acima no  Today's Headlines do NYT  já é de Abril e provocou-nos estupefação: uma estudante  notava não  ter sido convidada para o baile da escola por causa da cor da sua pele. E isto acontece nos EUA !  em 2013. Fui atrás da «estória». E o caso foi assunto em vários sitios porque pela primeira vez um Baile que junta os estudantes brancos e negros  da Georgia High School. Sobre o caso, por exemplo:
- Num sitio em lingua espanhola:Estudiantes de Georgia realizarán un baile “integrado” contra la segregación racial.
  


Lembrei-me deste acontecimento  ao ler hoje no Portal SAPO: «EUA: Protestos nas ruas após absolvição de vigilante por morte de jovem negro».   Também está, naturalmente, a  merecer a atenção da comunicação social. E quer queiramos ou não admitir, pelo que se conhece, parece ser  a cor da pele, mais uma vez, a marcar o que se passou e está a passar. EM CADA ROSTO IGUALDADE também por isso ...


sexta-feira, 12 de julho de 2013

ESCOLA DE VERÃO 2013 | Perfis e Vozes de Mulheres em Sociedades Contemporâneas | 15 a 24 julho





  Universidade Nova de Lisboa
 Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Data 15 a 24 julho
 Horário dia 15 das 17H00 às 21H00, restantes dias das 18H00 às 21H00 

 Docentes Prof.ª Zília Osório de Castro (coordenadora)

Objetivo - Os Estudos sobre as Mulheres constituem uma área do conhecimento intrisecamente rica devido à sua interdisciplinariedade característica, agregando valências provindas de disciplinas como a Antropologia, História, Política, Sociologia, Psicologia, entre outras. O presente curso proporciona, numa primeira instância, uma perspectiva de âmbito internacional através da análise histórico-cultural das situações e “vozes” de mulheres em várias sociedades para, numa segunda instância, apresentar os desafios presentes neste campo de estudos.

Sessões

1ª sessão – 15 de Julho, 17h-21h  | Zília Osório de Castro/Natividade Monteiro
1.1  Apresentação do Curso
1.2  As Mulheres na Sociedade Portuguesa

2ª sessão -16 de Julho, 18h-21h  | Susana Camara
2. As Mulheres na Sociedade Espanhola

3ª sessão -17 de Julho, 18h-21h | Isabel Henriques de Jesus
3. As Mulheres na Sociedade Francesa

4ª sessão -18 de Julho, 18h-21h | Catarina Inverno
4. As mulheres na Sociedade Norte-Americana

5ª sessão -19 de Julho, 18h-21h | Eva-Maria von Kemnitz
5. Ser Mulher no Mundo Árabe-Islâmico

6ª sessão - 22 de Julho, 18h-21h | Daniel Matias/Rita Mira
6. Mulheres e Direitos Humanos

7ª sessão - 23 de Julho, 18h-21h | Ana Lúcia Teixeira/Ana Roque Dantas 7. Elites Económicas e Políticas

8ª sessão - 24 de Julho, 18h-21h | Manuel Lisboa
8. Violência de Género






quinta-feira, 11 de julho de 2013

EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA | CIDADANIA EUROPEIA


«Nos últimos anos, a Biblioteca e Centro de Documentação Europeia (CDE) do INA tem organizado ciclos de exposições bibliográficas dedicadas a áreas-chave da Administração Pública. Estas exposições têm como principal objetivo dar mais visibilidade ao acervo bibliográfico do INA, nomeadamente no que se refere à existência de bibliografia nacional e internacional relevante para o ensino e investigação em administração e gestão públicas.
Em 2012 o INA, I.P. passou por um processo de extinção por fusão, dando origem ao INA - Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas e a Biblioteca/CDE passou a funcionar na Secretaria-Geral do Ministério das Finanças, no Terreiro do Paço
O ano de 2012 foi um ano de mudança e por isso de interrupção desta atividade que agora se retoma com a primeira exposição bibliográfica de 2013, dedicada ao tema da Cidadania Europeia para assinalar o Ano Europeu dos Cidadãos 2013. Trata-se de uma mostra de 59 títulos de monografias impressas e eletrónicas, selecionadas de acordo com o seu interesse e atualidade, e que poderão ser consultadas ou requisitadas na sala de leitura da Biblioteca, todos os dias úteis das 10h00 às 18h00».


EXPOSIÇÕES 2013
Exposição Cidadania Europeia
3 de junho a 31 de julho 2013
Terreiro do Paço - Entrada pela rua da Alfândega, n.º 5

 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

FESTIVAL ALMADA 2013 | A Menina Júlia







A menina Júlia estreou em 2012 no Strindbergs Intima Teatern, em Estocolmo – no ano do centenário da morte do dramaturgo e encenador e precisamente onde, em 1906, Strindberg apresentou Fröken Julie pela primeira vez. A inovadora adaptação de Anna Petterson – que segue bem de perto, no entanto, o texto original – foi efusivamente aclamada pelo público e pela crítica, pela forma como “transforma a tragédia naturalista de Strindberg num drama interior, da alma” (Upsala Nya Tidning, Finlândia). Pettersson, que interpreta todas as personagens desta obra maior e icónica do Teatro Universal, fá-lo de uma forma “profundamente original, sugestiva e muitas vezes hilariante” (idem, ibidem) .

Intérprete Anna Pettersson
Tradução Anne-Charlotte Harvey
Adaptação Anna Petterson
Câmara Max Marklund
Som Gustave Lund
Adereços Moa Nyman
Qui 11 18H00

Língua Sueco (legendado em português)
Duração 1h30
Classificação M/12

Fórum Romeu Correia - Almada
Auditório Fernando Lopes-Graça

Apoio: Nordic Culture Fund

E do jornal do Festival: 

«GÉNERO, CULTURA VISUAL E PERFORMANCE»


 

Sinopse
A presente Antologia insere-se no âmbito de um projecto editorial do Centro de Estudos Humanísticos, (iniciado com um primeiro volume sobre Estética e Teorias da Arte, org. Vítor Moura, 2009), cujo objectivo consiste em dar a conhecer, em português, textos considerados basilares numa área específica do conhecimento cuja tradução não existia até à data no mercado, reunindo, num volume único, textos esparsos sobre uma determinada matéria crítica, de indisputada actualidade e pertinência no debate intelectual específico a que se reportam, numa selecção e tradução criteriosas de uma equipa de investigadores. Assim sendo, pretende-se com esta nova Antologia desta série, que incide sobre Género, Cultura Visual e Performance, oferecer ao leitor um conjunto de textos considerados fundamentais no âmbito do que hoje se chama genericamente a Cultura Visual, cruzando uma diversidade de olhares críticos e de investigação numa pluralidade de áreas diversas mas afins, que se contaminam reciprocamente: as artes visuais e performativas, as questões de género, a retórica do corpo, a crítica feminista. +

terça-feira, 9 de julho de 2013

OLÁ CRIANÇAS ! OLÁ JOVENS ! TALVEZ LHES INTERESSE (15) | Orquestras Geração | Gulbenkian | 11 julho | Entrada livre





 Orquestras Geração

Concerto de verão

Quinta, 11 jul 2013  |  19:00  

Anfiteatro ao ar livre

Entrada livre sujeita aos lugares disponíveis
Levantamento de bilhetes nas bilheteiras da Fundação a partir das 10:00 do próprio dia do espectáculo. (limite 2 bilhetes por pessoa)

SAIBA MAIS 

 


Tirada do site da Gulbenkian.
 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

ANO EUROPEU DOS CIDADÃOS 2013 | Atividades em Portugal




Neste site pode seguir o que está programado para o nosso País na esfera do Ano Europeu dos Cidadãos. Por exemplo: 13 a 22 de julho - O INteraction / é um Intercâmbio multilateral que terá lugar em Coimbra.

 



E, entretanto, Eduardo Paz Ferreira, professor universitário e presidente do Instituto Europeu da Faculdade de Direito de Lisboa, foi designado «embaixador português do Ano Europeu dos Cidadãos». A sua mensagem, tirada daqui:


«Cidadania Europeia

Porque não posso aceitar que o Governo de um Estado Membro encerre o serviço público de televisão;

Porque não posso aceitar que as instituições e governos europeus pactuem com os limites às liberdades cívicas e à independência do poder judicial em Estados como a Hungria;

Porque não posso aceitar que Estados membros coloquem restrições à liberdade de circulação de pessoas;

Porque não posso aceitar que a Europa seja um mero projecto tecnocrático;

Porque sei que foi a integração europeia que permitiu o progresso e o bem-estar na Europa;

Porque sei que a consolidação da democracia e a modernização da economia e da sociedade portuguesas muito devem à nossa adesão;

Porque sei que temos de honrar a memória dos sonhadores que juntaram esforços para superar as dificuldades;

Porque sei que, apesar de todos quantos tentam colocar Estados contra Estados, cada vez mais as jovens gerações se sentem parte de um projecto comum;

Por tudo isso, apelo a todos para que se juntem numa mobilização intensa e viva por uma cidadania europeia, que prolongue e aprofunde a cidadania nacional».

Eduardo Paz Ferreira



sexta-feira, 5 de julho de 2013

FESTIVAL DE ALMADA 2013 | «MULHERES DE IBSEN Engaiolar uma águia»

 
 

«Henrik Ibsen morreu em sua casa em 1906, em Christiana, o antigo nome da capital norueguesa. Conta-se que Eleanora Duse, a primeira actriz italiana a representar as peças do célebre dramaturgo norueguês, a quem muito amava, foi vista a observar longamente a sua casa, na esperança de alcançar um último vislumbre do escritor moribundo. Num palco despojado, Juni Dahr representa sequencialmente seis personagens femininas, Hilde, Hedda, Nora, Sra. Alving, Ellich e Hjördis – as heroínas de Ibsen. Tendo como ponto de partida os textos originais do autor norueguês, Dahr pontua a sua apresentação das personagens com os seus próprios pensamentos e reflexões sobre as suas forças e as suas fraquezas. Ao fazê-lo, põe em evidência o tema central destas peças e o âmago das suas personagens: a ânsia por Liberdade».
 
Intérprete Juni Dahr
Figurinos Juni Dahr
Música Chris Poole
Luz Frank Tangen
Produção Marianne Roland
___________________________________________
 
 
 
 
 
 
Dom 07 21H30

Língua Inglês (legendado em português)
Duração 1H00
Classificação M/12
Fórum Romeu Correia - Almada
Auditório Fernando Lopes-Graça


Apoio: Nordic Culture Fund

FESTIVAL DE ALMADA 2013 | «MULHER, CONHECE O TEU CORPO»

  
 

 
  
«Mulher, conhece o teu corpo é uma peça baseada no manual, de várias autoras, sobre o corpo e condição da mulher, escrito na década de 70 do século XX, no auge do movimento para a libertação da mulher na Escandinávia. A sua publicação, pela Fundação K. Vinder, gerou acesa polémica e consternada indignação: no dealbar do movimento feminista, escrever sobre a masturbação feminina era verdadeiramente revolucionário. A peça apresenta-nos mulheres numa variedade de situações, algumas engraçadas, outras muito sérias: uma directora de uma escola que sonha ser sexualmente dominada pelos seus estudantes adolescentes; uma mulher cujo tronco prefere ficar em casa com o marido enquanto as pernas a arrastam irresistivelmente para uma noite de festa; ou outra, que procura olhar com compaixão a sua imagem no espelho, não obstante ver-se envelhecer com a passagem do tempo».
 
Dramaturgia de Kamilla Wargo BREKLING
Encenação de Kamilla Wargo BREKLING
Intérpretes Maria Rich e Kasper Leisner
Cenografia Helle Damgaard
Luz Sara Clemmensen
Som Rasmus O. Hansen
Consultor Karina Dichov Lund
Editor Tiderne Skifter
Operação de Luz Jacob Rasmussen
Operação de Som Weronika Andersen


Kamilla Wargo Brekling (n. 1966) é uma coreógrafa, encenadora e dramaturga dinamarquesa. As suas peças tendem a investigar a temática do género e as possibilidades da vida moderna – bem como as suas limitações. O seu apurado trabalho de investigação foi celebrizado pela aclamada trilogia War (2004), Sorry (2005) e Piss (2007) – tendo estes dois últimos espectáculos sido apresentados no Royal Danish Theatre. Woman know your body conheceu já mais de 200 apresentações desde a sua estreia em 2010 no Teatro Rogaland (Noruega) e recebeu em 2011 o prémio para Melhor Espectáculo do Ano na Dinamarca.
 
 

Sáb 06 17H00
Língua Dinamarquês (legendado em português)
Duração 1H30
Classificação M/12
 
Fórum Romeu Correia - Almada
Auditório Fernando Lopes-Graça
 
Apoio: Nordic Culture Fund


 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! TALVEZ LHES INTERESSE (14) | « É da nossa conta»





«É da nossa conta» é uma campanha que visa combater o trabalho infantil no Brasil, mas é, deve ser, um combate universal. Podemos aprender com ela. Vejamos, conforme publicado no Mercado Ético:

«(...)
Reconheça
1. Vamos fazer com que as pessoas vejam as consequências do trabalho infantil doméstico. É um trabalho duro que tira a infância de milhares de crianças e adolescentes, principalmente das meninas. E pior: elas ficam mais expostas a maus tratos e a exploração sexual.
2. Queremos ter palestras e oficinas nas escolas de todo o país explicando o que é trabalho infantil e trabalho adolescente desprotegido e falar do trabalho aprendiz. Muita gente não sabe.
3. Não compre produtos nas ruas e nos sinais de trânsito, você não está ajudando os meninos e meninas que estão lá. Se você faz isso, só está contribuindo para a exploração deles. (...)». Continue a ler.
 



MANUAL | «GÉNERO + EMPREENDEDORISMO»



Apenas para lembrar que o manual da imagem  já está disponível: por exemplo, aqui. 

«O Manual “Género + Empreendedorismo” é uma edição da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e da Organização Internacional do Trabalho, de Portugal, versão em língua portuguesa e destinada aos países da CPLP. O manual aborda as capacidades de empreendedorismo essenciais numa perspetiva de género, quer seja aplicado na criação quer no desenvolvimento de um negócio individual, familiar ou de grupo. Com este manual pretende-se responder às necessidades práticas e estratégicas das mulheres empresárias com baixos rendimentos, fortalecendo os seus pequenos negócios e as competências de gestão individuais. Apresenta às mulheres a melhor forma de desenvolver as suas qualidades pessoais de empreendedorismo e a melhor forma de obterem apoio através de grupos, redes e instituições relacionadas com o desenvolvimento empresarial». 


quarta-feira, 3 de julho de 2013

SAMBA FEMINISTA




A colega Adelaide Rocha  (GEPAC) fez-nos chegar o Samba Feminista. Aqui está. E vai ficar nas Canções na coluna à direita.

Samba Feminista

Conceição,
faz uma ligação.
Fala com o seu Damião.
Diz que ele está sendo machista!
Que a moça não deve ser vista
só como passista de escola de Samba.
Que a Gabriela é uma advogada que ama a batucada
no fim-de-semana!

Também fala pro seu Damião
que ela pode amar quem quiser.
Que decidir o que faz de seu corpo
é um direito de toda mulher.

Se Gabriela largar o Estácio
para estudar é um direito que têm.
E não tem que aguentar cara feia de ninguém.

Também fala pro seu Damião
que não tem problema a mulher ganhar mais.
Que o mundo hoje já é outro,
bem diferente do que viveu seu pai.

A gente não conta piada machista
e nem diz a hora e lugar de mulher.
Ela tem o direito de andar só à noite se quiser.

Também tem um assunto final
que seria legal se você abordar.
Eita Homem que suja cueca
e ainda fica nervoso se a mulher não lavar.

Um parceiro leal tem que lavar a roupa,
limpar o banheiro e quando precisar.
E não chegar do batente,
com a barriga na frente, exigindo o jantar.

Música composta por Daniel Kirjner. Gravado no dia 27 de Abril de 2013, no SESC 504 sul, Brasília - DF. Parte do show "De pai para filho: um encontro de gerações"

terça-feira, 2 de julho de 2013

AS MULHERES E A LITERATURA | As Águas Livres de Teolinda Gersão




4 julho | 18:30 H 


Sobre as Águas Livres: «São Cadernos espelhados uns nos outros, de algum modo autónomos, embora estejam interligados. Vêm de vários tempos, circunstâncias e lugares (como já acontecia em CADERNOS I - Os guarda-chuvas cintilantes), podem encaixar-se como matrioscas ou fugir em todas as direcções como fagulhas. Formarão, eventualmente, no fim, uma constelação? Não tenho nenhuma certeza. Até porque nunca os poderei dar por terminados, serão sempre um contínuo interrompido, folhas de papel à solta, voando ao sabor do vento, que não me obedecem nem se deixam prender por mim. Pedaços de mundo em que tropeço como se tropeçasse em pedras, que não têm outro sentido para além de existirem, puro acontecer, em estado bruto». Tirado daqui.

As águas livres

E sobre Teolinda Gersão,  ficcionista e professora universitária:

«Estudou Germanística, Anglística e Romanística nas Universidades de Coimbra, Tübingen e Berlim, licenciando-se em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra em 1963. Foi leitora de Português na Universidade Técnica de Berlim, docente na Faculdade de Letras de Lisboa e posteriormente na Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou Literatura Alemã e Comparada. Doutorou-se em 1976, defendendo uma tese intitulada Alfred Döblin: Indivíduo e Natureza. Jubilou-se como professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa em 1995.
Teolinda Gersão começa a escrever com apenas catorze anos (Liliana, volume de contos publicado em Coimbra em 1954) e edita Poemas seis anos mais tarde. Influenciada por formas várias de cultura e, dentro destas, pelo contacto com diversos mundos (citadino e rural), a sua escrita está marcada pelas viagens e estadas em diferentes lugares, entre os quais se salientam a África e o Brasil.
A consagração como escritora viria com a publicação de O Silêncio, distinguido com o Prémio Pen Club de Ficção em 1981, cuja leitura faz Eduardo Prado Coelho evocar Clarisse Lispector quando esta última confessa «continuo sempre me inaugurando, abrindo e fechando círculos de vida», porque, segundo o crítico literário, no artigo que intitula «A Seda do Lenço» (in A Mecânica dos Fluidos, 1984), neste primeiro romance de Teolinda Gersão «cada experiência, cada acontecimento, forma o seu círculo de vida, contar aqui não é sobrepor factos mas alargar progressivamente o impacto da pedra ao cair na água [...] cada círculo abre-se no interior de si próprio».
Quanto a Paisagem com Mulher e Mar ao Fundo, é a perspectiva de todo um povo que escuta e que obedece e, como no romance anterior, a protagonista recusa e procura. Os Guarda-Chuvas Cintilantes rompe definitivamente com as formas convencionais da escrita, neste caso da diarística».
Continue no site da ex-DGLB.


Teolinda Gersão

domingo, 30 de junho de 2013

«O QUARTETO»





«Mesmo quem não gosta de ópera vai encontrar muitos atrativos nesta deliciosa comédia dramática estrelada por um time de grandes atores. A ação se desenrola numa casa para músicos e cantores aposentados na Inglaterra. Como o local corre o risco de fechar por falta de financiamento, os moradores decidem preparar um espetáculo em homenagem a Giuseppe Verdi. Amigos de palco no passado, Reggie (Tom Courtenay), Wilf (Billy Connolly) e Cissy (Pauline Collins) topam recriar o quarteto da ópera Rigoletto. O mais difícil, contudo, será convencer Jean (Maggie Smith) a participar da empreitada. Diva de outrora, essa prima-dona acabou de se instalar (muito a contragosto) por lá e é irredutível a voltar a cantar. Dustin Hoffman, 75 anos de idade, faz uma bela e contagiante estreia na direção. Sem deixar de tocar em temas duros, como o Alzheimer e as limitações físicas da velhice, o roteiro dá uma trégua ao drama ao partir para um desenrolar alto-astral. Completa o elenco um time veterano formado por músicos e cantores líricos, apresentados um a um nos créditos finais».  Tirado daqui. Em exibição.

OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS ! TALVEZ LHES INTERESSE (13) | Epic - O Reino Secreto

 

 
«A presença do sobrenatural e da magia; a apresentação de um elemento perturbador da ordem natural, que constitui o obstáculo a ser vencido; uma motivação – no caso o imaginário, o fascínio pelo desconhecido e pela comprovação de uma lenda, para que a protagonista saia da sua área de conforto, primeiro à descoberta, depois numa missão de valor; a presença de valores, a ecologia, a amizade, a cooperação, a defesa do bem comum, a esperança, entre outros, como sustento do objetivo, fim e estratégias para superar as contrariedades, são alguns dos elementos clássicos aqui manifestados». Continue no “Epic – O Reino Secreto”: um filme para crianças a refletir na família, escola e paróquia - no site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

STONEWALL E JUDY GARLAND

A colega Costanza Ronchetti (DGARTES)  lembrou-nos que hoje é o aniversário da revolta de Stonewall (28.06.1969) e dos funerais do ícone gay Judy Garland. E recordado não podíamos deixar de o assinalar. Do muito que se pode encontrar na web:  

A black and white photograph showing the backs of three uniformed police officers and a man with short-cropped hair in a suit pushing back a crowd of young men with longer hair dressed in jeans and contemporary clothing for the late 1960s, arguing and defying the police; other people in the background on a stoop are watching
«This photograph appeared in the front page of The New York Daily News
on Sunday, June 29, 1969, showing the "street kids" who were the first to fight with the police».

«The Stonewall riots were a series of spontaneous, violent demonstrations by members of the gay community against a police raid that took place in the early morning hours of June 28, 1969, at the Stonewall Inn, in the Greenwich Village neighborhood of New York City. They are widely considered to constitute the single most important event leading to the gay liberation movement and the modern fight for gay and lesbian rights in the United States». Continue na wikipedia no Stonewall riots.

«Actress and singer Judy Garland is cited as one of the quintessential gay icons»

«(...)
Historical icons are typically elevated to such status because their sexual orientation remains a topic of debate among historians. Modern gay icons, who are predominantly female entertainers, commonly garner a large following within LGBT communities over the course of their careers. The majority of gay icons fall into one of two categories: They are either tragic, sometimes martyred figures or prominent pop culture idols». +.

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E talvez um espaço adequado para divulgarmos o post  Del orgullo a la igualdad, de hoje, no blogue Mujeres do El País que começa assim:

«Hace unas semanas a muchos nos sorprendió gratamente la noticia de que al fin nuestro país encabece un ranking positivo a nivel mundial. Me refiero al estudio realizado por el instituto de investigación social Pew Research Center, según el cual un 88% de los españoles cree que la homosexualidad debe ser aceptada por la sociedad. Este alto índice deja a nuestro país como el primero de los 39 que aparecen en el estudio, incrementando esta aceptación en seis puntos con respecto a los datos de 2007. Unos datos que, sin embargo, no impiden que me siga planteando hasta qué punto la diversidad afectiva y sexual es o no reconocida como una dimensión esencial de la ciudadanía y, por tanto, como una proyección necesaria de la igualdad. Unas dudas que se multiplican si me sitúo en la perspectiva de las mujeres lesbianas y a las que deberíamos intentar responder con las herramientas del feminismo, algo sin embargo poco habitual en buena parte de los colectivos LGTB, además de un enfoque poco visible en las jornadas reivindicativas como las del 28J que suelen tener finalmente el rostrón del varón, también gay, dominante». Continue no blogue Mujeres.

PG_13.06.04_HomosexualityAccept_620

Do que pode aceder no estudo referido no El País que pode ver na integra aqui