terça-feira, 9 de julho de 2019

«A exposição “Alphonse Mucha: Art Nouveau / Nouvelle Femme” lembra como, uma vez instalado em Paris, o pintor se afirmou como um dos maiores artistas gráficos do seu tempo. Sarah Bernhardt, a mais famosa atriz daquele tempo, foi das primeiras a prever a carreira de sucesso de Mucha. A presença da mulher é recorrente nas imagens que este pintor e ilustrador criou para efeitos de publicidade de produtos que vão desde biscoitos a bicicletas. As imagens refletem ecos de um tempo em que o papel da mulher na sociedade ocidental começava a viver sinais de transformação»



Na revista  E do semanário Expresso desta semana há uma referência (Fisga/Nuno Galopim) a um novo museu de Nova Iorque. Começa assim:

«Há um novo museu em Nova Iorque e é inteiramente dedicado ao universo dos posters. Chama-se Poster House e tem como objetivo principal apresentar uma visão histórica e global do poster desde o seu aparecimento no início do século XIX até às suas muitas existências e funções no presente. O estudo do impacte nas populações deste grande formato, as possíveis relações de comunicação através das artes gráficas estão também entre as preocupações da instituição que olha o poster como forma de comunicação em massa e força de persuasão, que cruza arte e comércio e procura exercer um certo controlo sobre o espaço público.
A Poster House foi fundada há quatro anos. E depois de uma etapa de planeamento e de adaptação do espaço, o museu abre agora as portas. Fica situado na Rua West 23rd, entre a sexta e sétima avenidas (Manhattan), num edifício construído em 1901 que foi recentemente sujeito a um projeto de recuperação e transformação. O museu vai viver essencialmente de um programa de exposições temporárias e, para os primeiros meses de vida pública, lança duas propostas de épocas diferentes. Uma delas é dedicada a Mucha. A outra à agência Cyan.  
(...)
Natural da região da Boémia (atual República Checa), Alphonse Mucha (1860-1939) foi uma das referências maiores da pintura e ilustração durante a Arte Nova. A exposição “Alphonse Mucha: Art Nouveau / Nouvelle Femme” lembra como, uma vez instalado em Paris, o pintor se afirmou como um dos maiores artistas gráficos do seu tempo. Sarah Bernhardt, a mais famosa atriz daquele tempo, foi das primeiras a prever a carreira de sucesso de Mucha. A presença da mulher é recorrente nas imagens que este pintor e ilustrador criou para efeitos de publicidade de produtos que vão desde biscoitos a bicicletas. As imagens refletem ecos de um tempo em que o papel da mulher na sociedade ocidental começava a viver sinais de transformação. Ao mesmo tempo estes posters correspondem a veículos que levaram para as ruas, e assim para os olhares de todos, as formas e temáticas da arte nova. (...)».
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Saiba mais sobre o museu e a exposição “Alphonse Mucha: Art Nouveau / Nouvelle Femme”. 




«QUEBRAR O SILÊNCIO»








A imagem acima foi  retirada da Primeira Página do jornal i de ontem, e a propósito aproveitamos para lembrar a existência da Associação «QUEBRAR O  SILÊNCIO». O site. De lá:

«QUEM SOMOS


Somos uma associação sem fins lucrativos de apoio especializado a homens sobreviventes de violência e abuso sexual, e queremos iniciar um diálogo saudável e informativo sobre violência sexual contra homens e rapazes, sem medos ou preconceitos.
Queremos criar um ambiente onde qualquer homem sobrevivente de violência sexual se sinta seguro para partilhar o que sente, dizer o que pensa e, se sentir necessidade, mostrar a sua vulnerabilidade sem receios».


segunda-feira, 8 de julho de 2019

FESTIVAL DE ALMADA | «As Três Sozinhas»







AS TRÊS SOZINHAS

Uma criação de Anabela Almeida, Cláudia Gaiolas e Sílvia Filipe


«Hécate. Circe. Medeia. Sereias, Hárpias, Górgonas. A madrasta da Branca de Neve e a velha da casa feita de guloseimas. Joana D’Arc, Ana Bolena. Capicua, Patti Smith. Pussy Riot, Femen e Guerrilla Girls. Maria Lamas, Carolina Beatriz Ângelo e Maria Judite de Carvalho. Frida Kahlo, Camille Claudel e Agnès Varda. Sylvia Plath, V irginia Woolf e Gertrude Stein. Clarice Lispector, Isadora Duncan. Judite com a espada de Holofernes, Lorena Bobbitt com uma faca de cozinha, V alerie Solanas com uma pistola. Uma longa espiral de mulheres a girar em torno de uma clareira na floresta à noite. Elas estão em chamas». Saiba mais.



MAIS UM MOTIVO PARA DESTACARMOS MARIA DO CÉU GUERRA | «Atriz da Europa» | PELO THEATRE FESTIVAL «ACTOR OF EUROPE»




Leia aqui


E sobre o International Theatre Festival "Actor of Europe" saiba mais neste endereço. De lá:
«Each year between 06 to July 11, on the shores of Lake Prespa, for ten consecutive years it's held the International Theatre Festival "Actor of Europe". This festival established itself as one of the most important cultural events in the Prespa region and the Republic of Macedonia. On the festival their participation took one of the most important names of domestic, regional and international theater scene. Each year in the traditional spirit of cultural cooperation between Macedonia, Albania and Greece, opening of the festival is on the three languages ​​that are spoken in the Prespa Lake, Macedonian, Albanian and Greek,  which on symbolic way at least for a moment erase borders around  the lake. The festival is held outdoors in the beautiful setting of a court of Sarai in Resen (House of Culture). E a homepage do festival.


sexta-feira, 5 de julho de 2019

«What Does the New Woman Need?»




What Does the New Woman Need?



«ESTUDOS DE GÉNERO Diversidade de Olhares num Mundo Global»



quinta-feira, 4 de julho de 2019

TEATRO | «O DEUS DAS MOSCAS | «Pedro Alves criou um grupo apenas feminino, que põe em relevo o carácter representacional do espetáculo, e em causa as noções e os atributos lineares de género» | 5 JULHO A 31 AGOSTO 2019 | SINTRA



A adaptação para o teatro foi feita por Nigel Williams.
 Foi esta a versão que Pedro Alves utilizou para este espetáculo
FOTO CATARINA LOBO



Do trabalho de João Carneiro na Revista E do semanário Expresso desta Semana:

Pedro Alves adaptou e encenou, para o Teatromosca, “O Deus das Moscas” com um grupo exclusivamente feminino, no cenário ‘natural’ da Quinta da Ribafria
TEXTO JOÃO CARNEIRO
«Publicado em 1954, “O Deus das Moscas” foi o primeiro romance de William Golding, e acabou por ser um dos grandes romances do século XX. O autor recebeu, em 1979, o James Tait Black Memorial Prize, em 1980 o Booker Prize, e em 1983 recebeu o Nobel da Literatura. “O Deus das Moscas” foi adaptado ao cinema por Peter Brook, em 1963; por Lupita A. Concio (filme para televisão) em 1975; e por Harry Hook, em 1990. A adaptação para o teatro foi feita por Nigel Williams, e apresentada pela Royal Shakespeare Company em 1996. É esta a versão teatral autorizada, e é esta que Pedro Alves utilizou para conceber o espetáculo que encenou para o Teatromosca.
No início há um grupo de rapazes, numa ilha, depois de uma guerra, uma evacuação, um desastre de avião — um acontecimento e um passado recentes algo sombrios, cuja memória é apagada pela descoberta da paisagem, do lugar, da ilha. “De tudo o que pode existir de maravilhoso no mundo, nada se pode comparar ao mar” — a descrição inicial inaugura uma espécie de visão edénica do mundo, a partir de perceções e de descrições da natureza. “Ou seria a juventude?”, a pergunta surge logo, para também logo ser recoberta com mais descrições. A ilha, as palmeiras, as copas das árvores; a água transparente e cristalina, os cardumes de pequenos peixes sempre em movimento, os verdes mais ou menos escuros, mais ou menos profundos; as rochas, os desfiladeiros, os penhascos, as pedras aguçadas; “no ar, borboletas voltejam excitadas”; finalmente, e perante “um horizonte circular de água”, a exclamação quase extática: “tudo isto é nosso”. “Nosso” começa por ser de Ralph e de Piggy; um louro, doze anos, “… ainda não era mesmo um adolescente. Mas uma delicadeza na boca e nos olhos não traíam qualquer maldade”; o outro “um miúdo gordo… mais baixo do que o rapaz de cabelo alourado. Óculos espessos. Casaco de inverno”. Encontram uma concha, um búzio, uma coisa que Piggy sabe ser valiosa. Noutros lugares seria cara, custaria muitas libras; ali vai servir para chamar os outros rapazes. Uns são mais novos, há dois gémeos, e há o grupo de Jack, o chefe do coro, os que surgem “vestidos de preto. A passo certo”; têm emblemas prateados nos chapéus, Jack tem um emblema dourado.
De início tentam organizar-se. Tratar da água, fazer abrigos. Precisam de fogo, e para isso os óculos de Piggy vão ser preciosos. Aos poucos, contudo, as tentativas de organização vão-se esboroando; as chefias deixam de ser respeitadas, as tarefas são desleixadas, o fogo apaga-se ou provoca incêndios; os do coro tornam-se caçadores, matam porcos; na desordem progressiva, vão acabar por matar dois rapazes, um deles Piggy, o último sinal de racionalidade na ilha; o medo, a crueldade e a violência passam a ser as forças primordiais.
Pedro Alves criou um grupo apenas feminino, que põe em relevo o carácter representacional do espetáculo, e em causa as noções e os atributos lineares de género. Fez decorrer a ação pelo espaço da Quinta da Ribafria, dividindo em dois, a certa altura, os grupos de atrizes e de espectadores que, no entanto se reencontram na sequência final. Distribuiu as palavras, as frases, os diálogos, o texto, por vozes singulares, por grupos, ou por elementos corais. A progressão da ação é, assim, acompanhada pela progressão física de atrizes e de espectadores pelos diferentes espaços da Quinta, com início no exterior, junto ao edifício principal. A casa, os jardins, os caminhos, os lagos, um universo outrora primorosamente estruturado, até nos seus efeitos de natureza redesenhada, e hoje em dia no mais constrangedor abandono, são transfigurados pelo impacto das ações, das vozes, das presenças das artistas; ainda nem tudo estava pronto quando assistimos a um ensaio, mas era palpável já a estranha inquietação que se desprende quer romance, quer da sua versão teatral.
Rita Rocha Silva, Mariana Fonseca, Cirila Bossuet e Margarida Coelho, intérpretes de algumas das personagens centrais, integram um grupo de 17 atrizes. A banda sonora é de Noiserv, o som é de Reinaldo Gonçalves, os figurinos são de Isadhora Müller e o desenho de luzes é de Carlos Arroja. (...)».

MULHERES EM DESTAQUE | Diana Policarpo | VENCE PRÉMIO NOVOS ARTISTAS DA FUNDAÇÃO EDP



Tirada daqui

«(...)A artista vencedora estudou música no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Arte e Design (ESAD) e tem um Mestrado em Artes Visuais (MFA) pelo Goldsmiths College. Hoje viaja entre as artes visuais, a música eletroacústica e a performance multimédia, explorando temas como a invisibilidade feminina. No MAAT está a instalação que a apresenta como artista multifacetada, uma instalação multimédia chamada Death Grip. (...)». Leia mais.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

«Um estudo da Fundação Belmiro de Azevedo mostra que os alunos das classes mais favorecidas estão em cursos de maior prestígio e com notas de acesso mais altas, como Medicina, Direito e Engenharias»



Leia  e veja aqui

Saiba mais na EDULOG

«Last year, more than 190 festivals signed up to a pledge to achieve a 50/50 gender balance by 2020»


Veja aqui, na BBC

«Last year, more than 190 festivals signed up to a pledge to achieve a 50/50 gender balance by 2020.
Seven months on, and the scheme is being extended into more venues, labels, orchestras and concert halls. Vanessa Reed is the founder of Keychange and the CEO of the PRS Foundation, who fund musicians and emerging talent.
She was also named the third most powerful woman in the music industry by Radio 4's Woman's Hour programme, just behind Beyonce and Taylor Swift. "We're opening up the pledge because we recognise the gender gap is an industry wide problem, it is not just about festivals," Vanessa told Radio 1 Newsbeat. (…)». Leia mais. 


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Isabelle Huppert vai estar no Festival de Almada | Entretanto numa entrevista ao Expresso também fala do movimento #MeToo



Veja aqui
«Uma história e uma personagem únicas enformam um espectáculo portentoso sobre as últimas horas de vida de Mary Stuart, Rainha da Escócia, que desafiou as forças da História e do destino, e foi por essa razão julgada no Verão, condenada no Outono e executada no Inverno de 1587, por ordem da sua prima, a Rainha Isabel I. Diz-se que os seus lábios ainda mexiam quando o carrasco exibiu a sua cabeça decepada.
Mais de dois séculos decorridos desde Maria Stuart de Schiller, o romancista e dramaturgo Darryl Pinckney (n. Indiana, 1953), autor, entre outros livros, de High Cotton e de Black Deutschland, desafiou-se a entrar na cabeça de uma rainha que está há dezanove anos num maquiavélico corredor da morte do século XVI. Robert Wilson (n. Texas, 1941), figura cimeira reconhecida por abordagens estéticas não convencionais ao teatro e à ópera, encenou Fausto, de Goethe, La Traviata, de Verdi, a Ópera dos Três Vinténs, de Brecht – ou ainda Quarteto, de Heiner Müller, e Orlando, de Virginia Wolf, estes contando com a interpretação de Isabelle Huppert (n. Paris, 1953). A actriz estudou teatro com Antoine V itez, fez cinema com Preminger, Chabrol, Godard, Haneke, teatro com Claude Régy e Luc Bondy, entre muitos outros grandes nomes. Ludovico Einaudi (n. Turim, Itália, 1955) é um compositor e pianista mundialmente reconhecido pela sua música de sonoridades oníricas que misturam de forma única sons ancestrais e vanguardistas».
Entretanto da entrevista que Isabelle Huppert deu ao Expresso desta semana:



UNICEF | «Annual Report 2018 / For every child, every right »


«Highlights
In words, images, facts and figures, this report details the results that UNICEF achieved in 2018, together with its generous partners and supporters, a dedicated global workforce and children and young people themselves. It also profiles UNICEF’s 2018 advocacy campaigns focused on improving child survival and health, expanding early childhood development programmes, ending violence against children and supporting young migrants and refugees. And it highlights the ways in which UNICEF has lived its core values – care, respect, integrity, accountability and trust – by initiating positive changes in its organizational culture.
As a record of the first year of the UNICEF Strategic Plan, 2018–2021, the report outlines efforts to protect the rights of every child, to open up new opportunities for children and young people, to become increasingly effective and efficient, and to strengthen UNICEF’s partnerships and financial stewardship. Among many other achievements in 2018, the report notes that UNICEF supported birth in health facilities for 27 million babies, three doses of the Pentavalent vaccine for an estimated 65.5 million children, education for 12 million children and treatment for 4 million children with severe acute malnutrition. At the same time, the organization responded to 285 humanitarian emergencies in 90 countries.
UNICEF Annual Report 2018 examines the progress made despite humanitarian challenges – as well as the opportunities ahead – as the international community marks the 30th anniversary of the Convention on the Rights of the Child in 2019». Deste endereço.



sexta-feira, 28 de junho de 2019

Óscar e Valeria





A morte de Óscar e Valeria expõe o perigo de passar a fronteira entre o México e os EUA

Piolhos, gripe e abandono — as condições nos centros de detenção de imigrantes menores no Texas.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

PEARL S.BUCK | «Terra Abençoada»


SINOPSEPlano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula.

No reinado do último imperador da China, uma criada casa com um homem humilde. Juntos dão início a uma família e encetam uma viagem épica, envolvente e inesquecível. O-lan é uma criada na maior casa da aldeia. Quando casa com Wang Lung, um humilde agricultor, labuta arduamente ao longo de quatro gravidezes pela sobrevivência da sua família. Ao princípio, as recompensas são poucas, mas o trabalho é fonte de esperança e há sustento na terra. Até a fome chegar e mudar a vida de todos. Tudo parece perdido, até que a boa sorte e a determinação de O-lan conjuram-se para os levar de volta a casa com uma riqueza inimaginável.

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  • A sobrevivência da terra
    Ana Azenha - Bertrand Foz Plaza | 23-05-2019
    Uma das mais duras e emotivas histórias que já li! Passado numa China rural, onde as dificuldades espreitam a cada esquina, esta é a história de uma família humilde, que tenta lutar por uma vida melhor numa terra que nem sempre lhes dá o que merecem. Um grande épico onde está bem presente o ditado "Por detrás de uma grande homem, há sempre uma grande mulher". Fabuloso!
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  • Lembramo-nos do livro «Terra Abençoada» ao ontem Pearl S. Buck ter sido recordada no «brain  pickings»:
  • Saiba mais


«RELATÓRIO GERAL / ORÇAMENTOS COM IMPACTO DE GÉNERO - 5RS»



«Os orçamentos nacionais são instrumentos fundamentais para a concretização das políticas públicas. A sua conceção e aplicação podem ter impactos desiguais na vida das mulheres e dos homens, das raparigas e dos rapazes, uma vez que os estereótipos de género determinam consequências diferenciadas nas respetivas condições de vida, satisfação de necessidades e estatuto social e económico. A estes acrescem outros impactos resultantes de fatores múltiplos, tais como a idade avançada, deficiência, raça, etnia, estatuto socioeconómico, território de residência, que moldam a natureza, a amplitude e a profundida das desigualdades de género.
Os orçamentos com impacto de género correspondem à efetivação do mainstreaming de género no processo orçamental, compreendendo a reestruturação das receitas e das despesas com o objetivo de promover a igualdade entre mulheres e homens.
Nesse sentido, em 2018, foi desenvolvido uma ação piloto sobre Orçamentos com Impacto de Género, que contou com a participação de vários departamentos governamentais, na qual foram dados os primeiros passos tendo em vista uma análise de género nas respetivas políticas públicas setoriais e a sua tradução na construção de orçamentos com impacto de género, cujo respetivo Relatório Global, elaborado pela Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM) com a colaboração da CIG, é agora publicado». Saiba mais.


quarta-feira, 26 de junho de 2019

NUNO BRAGANÇA | «A Noite e o Riso»


«O romance de estreia de um dos grandes escritores do século XX é uma daquelas obras que só raramente aparecem». Saiba mais.

E da critica de Pedro Mexia no Semanário Expresso desta semana:




Acordo internacional que proíbe violência e assédio no ambiente de trabalho foi adotado na sexta-feira (21) na Conferência do Centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT)



Leia aqui


«Um histórico acordo internacional que proíbe violência e assédio no ambiente de trabalho foi elogiado pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, após ser adotado na sexta-feira (21) na Conferência do Centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra». Continue a ler.


terça-feira, 25 de junho de 2019

FILME | « A Vigilante»








Título original:A Vigilante


De:
Sarah Daggar-Nickson
Com:
Olivia WildeMorgan SpectorKyle Catlett
Género:
Drama, Thriller
Classificação:
M/16
Outros dados:
EUA, 2018, Cores, 91 min.
«Sadie é uma mulher traumatizada devido aos maus-tratos que sofreu às mãos do ex-marido. Durante meses, sem absolutamente nada a perder, decide treinar corpo e mente para uma missão muito pessoal: assassinar aquele que, através dos mais atrozes actos de crueldade, quase a destruiu. Enquanto isso, vai ajudando pessoas que, como ela, são diariamente violentadas. Os seus métodos de persuasão são implacáveis e em momento algum Sadie se deixa levar por qualquer sentimento de piedade pelos agressores.
Um “thriller” psicológico sobre violência doméstica que marca a estreia em realização de uma longa-metragem da australiana Sarah Daggar-Nickson. Com Olivia Wilde a encarnar Sadie, o elenco conta ainda com as actuações de Morgan Spector, Kyle Catlett, C.J. Wilson, Tonye Patano, Chuck Cooper, Betsy Aidem e Judy Marte». PÚBLICO.


E da Critica de Jorge Leitão Ramos no Semanário Expresso desta semana:
«Contra a violência doméstica
(…)

Agora, com foco particular na violência doméstica, Sarah Daggar-Nickson, na sua estreia na longa-metragem, reedita as histórias de vigilantes que praticam justiça pelas próprias mãos e à margem da lei, tudo ancorado em situações brutais que nos gritam que é preciso que alguém faça alguma coisa.
Sadie/Olivia Wilde faz — e o filme abre precisamente com uma das suas ações, quando um homem chega em casa, senta-se no sofá e encontra uma mulher que lhe diz que ele vai fazer três coisas imediatamente, ali mesmo: transferir a propriedade da casa para a mulher; colocar 75% do dinheiro que tem no banco numa conta em nome dela; sair de casa e nunca mais voltar. Ele levanta-se, agressivo — e no plano seguinte, cheio de equimoses e de manchas de sangue na roupa, assina tudo, cabisbaixo. Quando sai, Sadie ainda lhe diz que o mata se ele voltar e agredir a mulher. E segreda, em voz baixa, “eu quero matá-lo”, versão feminista do “make my day” de Clint Eastwood...
Sadie foi, ela mesma, vítima de violência — só o saberemos bem filme adentro — e o modo como ela se tornou uma vingadora, pronta a ajudar vítimas em troco de dinheiro, um almoço ou coisa nenhuma, apenas se tornará claro quando a narrativa se cumprir por inteiro. Entrementes, uma Olivia Wilde a fazer de mulher em fúria (mais em força que em jeito, convenhamos) vai cumprindo uma rota de treino, missão e lida com a memória do seu próprio sofrimento. Nela assenta a maior parte da atenção que vamos dispensando ao filme e que afrouxa quando os problemas de verosimilhança da ação se tornam graves (é o caso da longa cena entre Sadie e o marido). São esses problemas que apoucam uma obra com estimável temática e engenho narrativo que coloca Sarah Daggar-Nickson como cineasta que apetece seguir. / JORGE LEITÃO RAMOS»