sexta-feira, 17 de abril de 2015

RECORDAMOS FERNANDA MONTEMOR | «uma actriz que honrava o seu trabalho»



Fernanda Montemor e Guida Maria na 
peça «Night Mother» encenada por
Celso Cleto em 1999

Todos os dias serão certos para se recordar FERNANDA MONTEMOR. Para isso pegamos nas palavras de Jorge de Silva Melo, aquando da morte da actriz que ocorreu  recentemente, há menos de um mês, e fixadas em  trabalho do jornal Público:
«Evocando agora a figura de Fernanda Montemor, o director dos Artistas Unidos lembra que, das primeiras vezes que foi sozinho ao teatro, no início dos anos 60, era a actriz que estava em palco, numa encenação de O Mercador de Veneza, de Shakespeare, no Trindade. "E o que guardo na memória é a cena da fuga de Jessica, a filha do Schylock: 'Numa noite como esta...', ouço a voz delicada da Fernanda Montemor a dizer, com o seu leve sotaque beirão. Foi uma voz que me acompanhou, um timbre único, redondo, delicado, com belos graves", diz Jorge Silva Melo.  
Em 2001, dirigiu-a nos seus Artistas Unidos: Ensaiávamos no 11 de Setembro – 'O que foi aquilo? Aviões em Nova Iorque! Pessoas a atirarem-se do alto dos arranha-céus!...'". Foi a produção Os Irmãos Geboers "no edifício sujo d'A Capital, uma causa que ela defendeu sempre, entusiasta e crítica".
Voltaram a trabalhar juntos em Tão Só o Fim do Mundo, "que o Seixas Santos dirigiu, encantado", continua Jorge Silva Melo. E confirma que "Fernanda Montemor era um encanto, entusiasta, divertida, disposta a experimentar, atenta ao mundo, sincera, empenhada. O seu trabalho no espectáculo do Lagarce (ao lado da sua filha Teresa Sobral – e da Joana Bárcia, do Américo Silva e do maravilhoso José Airosa ) era comovente, emanava ternura, amargura, talvez, mas acima de tudo ternura".
Jorge Silva Melo lembra ainda o trabalho de Fernanda Montemor "com João Lourenço (era irresistível na Dama do Maim's) e Mário Viegas (A Birra do Morto). "Nunca a vi falhar um papel; mas não se alçava em vedeta, era uma actriz que honrava o seu trabalho", acrescenta o encenador». Leia na integra.
E a partir do Programa do espectáculo «Night Mother», uma síntese do seu percurso profissional, à data:


Com este post queremos homenagear Fernanda Montemor, uma mulher certamente a figurar em qualquer dicionário feminino, ou equivalente, sobre ACTRIZES PORTUGUESAS.



«PARA A INTEGRAÇÃO DAS QUESTÕES DE GÉNERO NAS POLÍTICAS NACIONAIS DE EMPREGO»


Sobre a publicação no site da CITE: «No rescaldo da recente crise económica global, que conduziu ao aumento do desemprego em muitos países, a criação de emprego tornou-se uma prioridade política, com uma especial atenção relativamente às questões de género e do mercado de trabalho. Assim, a plena integração das questões de género nas políticas nacionais de emprego constitui um desafio. Este guia de recursos destina-se a especialistas da OIT, bem como a quem promove a integração da igualdade de género nas políticas nacionais».


quinta-feira, 16 de abril de 2015

JACK HALBERSTAM | «GAGA FEMINISM - Sex, Gender, And The End Of Normal» | e uma entrevista


 

Comecemos por assinalar  o livro da imagem, como se pode ver  é de Jack Halberstam que, entretanto esteve em Portugal, na Culturgest,  para a conferência «No Church in the WildA Estética da Anarquia».  «Jack Halberstam é Professor de Estudos Americanos e Etnicidade, Estudos de Género e Literatura Comparada na University of Southern California. Publicou Gothic Horror and the Technology of Monsters (1995); Female Masculinity (1998); In A Queer Time and Place (2005); The Queer Art of Failure (2011) e Gaga Feminism: Sex, Gender, and the End of Normal(2012). Uma das mais destacadas vozes da teoria queer, Halberstam prepara um novo livro, The Wild, sobre anarquia queer, performance e cultura de protesto». Teve uma conversa com Natália Vilarinho agora publicada na ArteCapital, e de lá o seguinte excerto:

«AC: Então temos de deixar os pequenos grupos que formamos: “queer”, “lésbicos”…
JH: Sim, temos de os deixar. Nem sempre acreditei nisso e no passado investi realmente muito nas políticas de identidade, mas sinto que neste momento, coisas como o slogan do 1% e dos 99% (“We are the 99%” slogan do Occupy Movement), é o tipo de slogan que diz “há muitos de nós e poucos de vós, algo pode ser feito aqui”. É uma forma de ver se conseguimos encontrar coisas que nos liguem a uma maioria. Mas a política de identidade é também uma estratégia neo-liberal para dividir os interesses e os objectivos das pessoas».
(...)
AC: Há um momento em que afirmas que há uma diferença entre imitar e transformar a masculinidade. Podes explicar esta diferença?
JH: Bem, se eu estou a imitar a masculinidade, então acredito que a masculinidade é uma propriedade do homem e estou a imitá-lo, mas se eu acredito que a masculinidade está em mim, então é a minha masculinidade, e não estou a imitar ninguém. Foi esta a ideia do “Gender Trouble” da Judith Butler, que disse: “não há originalidade, o homem está a copiar a masculinidade tanto como tu”, e de facto pelo menos tu sabes que a tua masculinidade, dentro dos standards da cultura em que vives, não é vista como original, mas o homem não. O homem biológico acredita que a sua masculinidade é real e verdadeira, por isso a masculinidade queer é uma masculinidade muito mais estruturada, precisamente por reconhecer que não é autêntica.
AC: Então não podemos dizer que cada um de nós tem em si uma masculinidade.
JH: Não necessariamente, mas vivemos um mundo com géneros binários, somos todos uma combinação estranha das nossas identificações, da nossa socialização e das nossas propriedades físicas, mas eu não faria uma afirmação universal a dizer que somos isto ou somos aquilo».
Talvez se possa acrescentar: tudo em progresso !


«Kerstin Drechsel, Pussy Riot Gruppe · Cortesia da artista e Galeria Vane (pormenor)»


«QUESTIONS DE GENRE, QUESTIONS DE CULTURE»





A edição da publicação da imagem é de 2014 do Ministério da Cultura e da Comunicação  de França. Sobre ela:
«Une contribution inédite à la question du genre dans les pratiques culturelles | 
Supposés librement choisis, les loisirs culturels peuvent passer pour l'expression des intérêts, des goûts, des passions des individus, voire de leur personnalité. C'est que l'écheveau subtil des incitations et des interdictions de l'entourage - de l'enfance à l'âge adulte -, des stéréotypes de sexe, réduit la liberté de choix en dessinant des voies balisées. Comment les loisirs culturels contribuent-ils à la construction identitaire des filles et des garçons ? Comment les usages, pratiques et consommations culturels et les représentations qui en découlent participent-ils à façonner le genre ? Les différenciations de genre présentes dans le champ des loisirs culturels sont-elles le terreau d'inégalités, d'autant plus cachées qu'elles sont renvoyées au goût, naturel et électif ? Telles sont les questions que soulève cette étude, à travers différentes perspectives, selon l'âge des individus, les goûts et les pratiques : pratiques musicales en amateur, consommations médiatiques, culture scientifique et technique. Les cinq contributions réunies ici démêlent l'écheveau du genre et interrogent sa construction sociale, étroitement imbriquée à celle de l'âge, de la position sociale et de la couleur de la peau». Tirado daqui.



quarta-feira, 15 de abril de 2015

EDUARDO GALEANO | «Mujeres»



Eduardo Galeano morreu. «Esta misma semana, además, ha llegado a las librerías una antología con una selección de sus cuentos y relatos dedicados a personajes femeninos: Mujeres, de la editorial Siglo XXI de España. Poco más de 200 páginas por las que desfilan desde Sherezade a Teresa de Ávila, desde Rigoberta Menchú a Marilyn Monroe, junto a mujeres anónimas o colectivos como las guerreras de la revolución mexicana o las luchadoras de la comuna de París.
A continuación puedes leer algunos de los textos que aparecen en Mujeres, un libro cuidadosamente editado y en cuya portada aparecen figuras de artesanía de Olinda, Brasil, que fueron escogidas por el propio Galeano. Él también supervisó la selección de los textos». Leia aqui, no EL HUFFINGTON POST, partes do livro.
Ainda:


EXPOSIÇÃO | «Natália Correia - A Feiticeira Cotovia» | 2015 | 17ABRIL- 1MAIO | ILHA DO CORVO | AÇORES



                                               
«Natália Correia - A Feiticeira Cotovia»
 Exposição  Corvo | Angra do Heroísmo                 

«A  Direção Regional da Cultura promove sexta-feira, 17 de abril, a inauguração na Vila do Corvo da exposição "Natália Correia - A Feiticeira Cotovia", que encerra na mais pequena ilha do arquipélago a sua itinerância pelos Açores.
A exposição estará patente até 1 de maio no Centro de Interpretação Ambiental e Cultural, numa parceria estabelecida com a Azorina – Sociedade de Gestão Ambiental e Conservação da Natureza, podendo ser visitada, de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h30.

Esta mostra, organizada pelo Governo dos Açores no âmbito das comemorações regionais do 90.º aniversário de nascimento e 20.º da morte da grande escritora açoriana, foi inaugurada na Academia da Juventude, na Praia da Vitória, a 13 de setembro de 2013, dia do aniversário de Natália Correia». Continue a ler.




terça-feira, 14 de abril de 2015

MULHERES INOVADORAS | Prémio UE 2016 | CANDIDATURAS ATÉ 20 OUT 2015



Prémio da UE para Mulheres Inovadoras (candidaturas até 20 out. 2015)

Conforme se pode ler no site da CIG: «Este Prémio tem como objetivo aumentar a consciencialização sobre a necessidade de existirem mais pessoas empreendedoras do sexo feminino, inspirando outras mulheres a seguirem os seus passos. O primeiro prémio tem o valor de € 100.000, o segundo de €50.000 e terceiro de € 30.000».  Regulamento e demais informação no site da EU.
E a propósito o documento de trabalho da Comissão dos  Direitos da Mulher e Igualdade dos Géneros do Parlamento Europeu onde, aliás, é referido  o artigo deste post:



WORKING DOCUMENT
 on women's careers in Science and University and glass ceilings encountered 
Committee on Women's Rights and Gender Equality 
Rapporteur: Elissavet Vozemberg 





De lá: «Statistics Published every three years since 2003, She Figures presents human resource statistics and indicators in the research and technological development (RTD) sector and on gender equality in science. The She Figures 2012 shows that despite progress, gender inequalities in science tend to persist. For example, while 59 % of EU graduate students in 2010 were female, only 20% of EU senior academicians were women. Although the proportion of female researchers has been growing faster than that of men, in 2009, only 33% of researchers in the EU -27 were women. The percentage is the lowest in the Business Enterprise sector, were only 19% of all researchers were women, compared to 40% in the Higher Education Sector and 40% in the Government Sector. Women’s academic career remains markedly characterised by strong vertical segregation. In 2010, the proportion of female students (55%) and graduates (59%) exceeded that of male students, but men outnumbered women among PhD students and graduates (the proportion of female students stood at 49% and that of PhD graduates at 46 %)». Continue a ler.


«VINTE CANÇÕES COM NOMES DE MULHER» | Abril2015 | Dia 17 | 21:30H |Auditório Municipal Fernando Lopes Graça| Almada



Uma vez mais, o colega Tiago Miranda, da BNP, deu-nos a sugestão da imagem. E até vem de encontro ao que calmamente andamos a divulgar aqui no Em Cada Rosto Igualdade - canções com nome de Mulher. Que não esgotam as que temos mostrado.

Entretanto, aproveitemos a ocasião para ouvirmos 

 Amélia dos olhos doces



Poesia de Joaquim Pessoa

Musica de Carlos Mendes

Com músicos convidados (entre outros), 

Pedro Caldeira Cabral, Paulo Godinho e Júlio Pereira.

Arranjos e a direcção musical de Pedro Osório.





segunda-feira, 13 de abril de 2015

«DAQUI NÃO SAIS VIVA»


«O crime de Manuel Palito é conhecido: assassinou duas mulheres a sangue frio e feriu ainda a sua filha e a própria mulher. Manuel Palito está agora a ser julgado pelos seus actos. O jornalista João Bonifácio não se limitou a seguir todos os passos desses bárbaros assassínios. Durante um mês, João Bonifácio viveu em Trevões e Valongo dos Azeites, as aldeias do interior onde tudo se passou. Descobriu uma realidade perturbadora». Ver mais.


CIÊNCIA, TECNOLOGIA, E AS MULHERES



Começa assim: «By now, we’ve all heard about the low numbers of American women in science, technology, engineering, and math (STEM). Some argue it’s a pipeline issue – that if we can interest more young girls in STEM subjects, the issue will resolve itself over time. But that’s not convincing. After all, the percentage of women in computer science has actually decreasedsince 1991
Another theory is that women are choosing to forgo careers in STEM to attain better work-family balance—rather than being pushed out by bias. But evidence for that is also thin. Several new studies add to the growing body of evidence that documents the role of gender bias in driving women out of science careers. A 2012 randomized, double-blind study gave science faculty at research-intensive universities the application materials of a fictitious student randomly assigned a male or female name, and found that both male and female faculty rated the male applicant as significantly more competent and hirable than the woman with identical application materials. A 2014 study found that both men and women were twice as likely to hire a man for a job that required math». Continue a ler.


sexta-feira, 10 de abril de 2015

«NÔ E EU»

Sinopse
«Lou, uma adolescente sobredotada, e Nô, uma sem-abrigo de 18 anos, nada têm em comum. Conhecem-se e começa uma viagem que mudará as suas vidas para sempre. Doce e amarga, narrada por uma adolescente de 13 anos, esta é a história de amizade que comoveu e conquistou milhões de leitores em todo o mundo.
Lou tem 13 anos, um Q.I. de 160 e muitas perguntas na cabeça. Filha única de uma família à beira da separação, a tímida Lou inventa teorias para se apro­priar do mundo e combater a solidão. Na Gare de Austerlitz, em Paris, conhece Nô, uma adolescente sem-abrigo, com 18 anos, cujo rosto cansado, as roupas sujas, o silêncio, a errância e solidão questionam o mundo.
Enquanto centenas de pessoas dormem na rua, sem ter o que comer, e caminham para não morrerem de frio, nós dizemos «As coisas são como são» – eis o que nos basta para explicar e aceitar a violência que nos rodeia. Mas Lou quer que as coisas sejam diferentes, que a Terra gire ao contrário, que cada um encontre o seu lugar. Decide salvar Nô, dar-lhe um tecto, uma família, lan­çando-se numa enorme aventura contra o destino. Contra tudo e contra todos.
Romance de aprendizagem, Nô e Eu é um sonho de adolescência submetido ao duro teste da realidade. Um olhar de criança precoce, naïf e lúcido, sobre a miséria do mundo. Um olhar de menina que cresceu demasiado rápido, melancólico e pleno de imaginação. Um olhar sobre o que nunca nos abandona, aconteça o que acontecer».

Sobre a autora Delphine de Vigan - «Vive em Paris. Aplaudida pela crítica e consagrada pelo grande público, é autora de vários romances, entre os quais Nô e Eu, que venceu o Prémio dos Livreiros em 2008. Traduzido em mais de 25 países e adaptado ao cinema em 2010, ultrapassou, só em França, a marca dos 750 000 exemplares, sendo um dos romances mais lidos dos últimos anos. Com Rien ne s’oppose à la nuit, o seu último livro, Delphine de Vigan conquistou o prestigiado Prémio Romance Fnac, em 2011. Nô e Eu é o seu primeiro livro traduzido em Portugal».


MEMÓRIA VISUAL | «Spitalfields Nippers» | OS MAIS VULNERÁVEIS EM FOTOGRAFIAS


«This photo of boys sitting on a wall is captioned simply “Brothers”»

Comecemos por entender quem eram os «Spitalfields Nippers»:
«Their boots barely hang together. Their clothes are ragged hand-me-downs. And for most a hot bath is a distant memory.
But in the eyes of these children there is a self-possession and a quiet confidence that belies the appalling circumstances in which they grew up.
These London youngsters lived amid deprivation, violence and squalor that defies imagination today. At the beginning of the last century, thousands existed in abject poverty on streets that are now among the most fashionable and expensive in the capital. 
They were called the Spitalfields Nippers, scavenging for rotten fruit in the bins behind the market in East London, dressing in rags that might be shared between ten siblings, and lucky to have a pair of boots in even the coldest weather.
Photographer Horace Warner took these portraits to highlight the conditions. He was the Sunday School Superintendent of the Bedford Institute, one of nine Quaker missions in the East End fighting alcoholism and prostitution». Tirado daqui.

«Joey Lyons and Nellie Slark”. Joey was born in 1896 
and worked as a boot finisher aged 14. He served 
in the Second World War, dying at 71 in Suffolk»

Depois, sobre os Spitalfields Nippers um trabalho recente que lembra como era antes do  «Estado Social»:

«The Spitalfields Nippers show the East End before the welfare state

Horace Warner's photographs of the Spitalfields Nippers shows what happened to some of society's most vulnerable - and reminds us of the value we must place on their protection». Neste endereço com mais fotografias.



quinta-feira, 9 de abril de 2015

MULHERES, NEGÓCIO, E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL




A propósito do Dia Internacional das Mulheres deste ano de 2015, a UK's BusinessGreen  elaborou uma lista de 30 Mulheres que gerem tendo em conta a economia de baixo  carbono. Ver   Top 30 women shaping green business - Part one  e Top 30 women shaping green business - Part two.  O artigo da imagem, do GreenBiz, é sobre isso - neste endereço.
E uma boa ocasião para se divulgar, por exemplo:



E na «GenderCC platform for information, knowledge, and networking on gender and climate change» disponível, entre muita outra informação:

«Low Carbon Development - from a Gender Perspective».

:




«Sweatshop - Deadly Fashion» | «fábricas têxteis com baixos salários e péssimas condições de trabalho»






A notícia já tem uns tempos, mas não perdeu atualidade: «Um reality show da Noruega decidiu levar blogueiros do mundo da moda para conhecer a realidade das pessoas que fabricam suas roupas. Comumente ligada a casos de escravidão, lojas de roupas são famosas por contratar fábricas de lugares com mão de obra barata». Continue a ler..


quarta-feira, 8 de abril de 2015

OLÁ CRIANÇAS ! OLÁ JOVENS ! TALVEZ LHES INTERESSE (52) |«Seguiremos»





Chegámos a este video por indicação de um leitor do Em Cada Rosto  Igualdade. No e-mail que nos enviou adianta:
«É um vídeo que foi feito com trabalhadores e pacientes do 8º andar (oncologia) do hospital infantil de Sant Joan de Deu, em Barcelona, para recolher fundos para a investigação do câncer.
Cada vez que se abra o vídeo entrarão 5 cêntimos para a causa, assim espero que o abras e que o reenvies a todos teus amigos. É por uma boa causa».

                                                          O endereço do video: aqui.

MUSEU GULBENKIAN | A partir de 2017 pela primeira vez dirigido por uma mulher | AINDA É NOTÍCIA ...


No jornal Público de 5 de Abril 2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

BILLIE HOLIDAY | Hoje o Centenário do seu Nascimento




Leia aqui, na Sábado,
e ouça-a de seguida:




Saiba mais no site oficial. 

Terminemos com o artigo do jornal Público, com titulo que diz tudo:

O centenário da voz imensa de Billie Holiday - aqui


EXPOSIÇÃO | «Memória de Conventos Femininos de Évora» | IGREJA DO SALVADOR | ÉVORA | ATÉ 15 MAIO 2015



«A exposição, patente até 15 de maio,  centra-se em quatro conventos femininos, dos oito que existiam em Évora, em 1834, e que, na sequência da extinção das Ordens Religiosas, acabaram por ser demolidos, total ou parcialmente.

Dos conventos Nossa Senhora do Paraíso, Santa Mónica, Santa Catarina de Sena e Salvador do Mundo guardam-se apenas memórias, espaços, peças de quotidiano ou alfaias litúrgicas...
No âmbito da exposição, dia 29 de abril, pelas 18h, será realizada a conferênciaO Espólio dos Conventos de Évora, proferida pelo Dr. Artur Goulart.

Horário para visita: De terça a sexta - feira das 10h às 12h30 e das 14h30 às 17h e ao sábado das 11h às 13h e das 15h às 17h».


segunda-feira, 6 de abril de 2015

E AS MULHERES EM MANOEL DE OLIVEIRA ?



A pergunta apareceu na SIC Notícias, a jornalista Ana Lourenço perguntou a João Mário Grilo sobre as mulheres na obra de Manoel de Oliveira. A resposta foi breve, recordo o tom muito calmo, a apontar para a dignidade sempre presente, mas acrescentou que era a condição humana o centro do trabalho de Manoel de Oliveira. (A propósito, a nosso ver, que bela conversa).  E num turbilhão,  mistura das figuras dos filmes vistos com as obras que lhe estiveram na origem, e com o muito que se escreveu nestes dias pela morte de Manoel de Oliveira, mulheres reais ou de ficção vêm-nos  à ideia. Desde logo, a sua mulher a Dona Isabel; Agustina Bessa-Luís autora cuja obra serviu de base a filmes seus; as mulheres no «Douro, Faina Fluvial»; as atrizes escolhidas - Catherine Deneuve, Isabel Ruth, Irene Papas, ... ; a Ema do «Vale Abraão»; as figuras femininas do «Benilde ou a Virgem-Mãe»; ...
Adensemos, recorrendo ao tanto que está disponível na internet, do episódio quotidiano a sinopses.  
De início olhar para a longa lista de filmes que podemos começar a ver e  a rever, e esta a melhor forma de cuidar o futuro de Manoel de Oliveira.
Depois, contado por Lima Duarte: «Assim que chegamos no hotel, ele me chamou 'Oh, brazuca não vamos subir agora', ele me chamava de brazuca, 'Vamos pedir que o pianista toque uma música'. Na recepção do hotel tinha um pianista. Ele foi lá e pediu para ele tocar uma valsa do [Johann] Strauss, e por sorte o pianista sabia tocar a peça. Ele pegou sua esposa pelo braço e começou a valsar no hall do hotel. Eu fiquei ali absorto olhando aquele homem extraordinário, um senhor de mais de 90 anos, que mesmo depois de um dia exaustivo de filmagens, tinha disposição para dançar com a esposa como se nada mais existisse além deles e daquela maravilhosa valsa de Strauss. Talvez seja um dos momentos mais bonitos que guardei ao lado desse homem de notório saber e de gestos tão simples"».
E recordemos a «Ema»: «Vale Abraão é a história de Ema, uma mulher de uma beleza ameaçadora. Para Carlos, o marido com quem casou sem amor, "um rosto como o seu pode justificar a vida de um homem". O seu gosto pelo luxo, as ilusões que tem na vida, o desejo que inspira aos homens, fazem-lhe valer o epíteto de "A Bovarinha". Conhecerá três amantes, mas esses amores sucessivos não conseguem suster um sentimento crescente de desilusão que a leva a definir-se como nada mais que "um estado de alma em balouço". Ema morrerá - "acidentalmente? Quem sabe?" - num dia de sol radioso, depois de se ter vestido como se fosse para ir a um baile».
E, ainda, por exemplo,  o «Benilde ou a Virgem Mãe»: «No Alentejo, numa grande casa isolada, suspeita-se que a filha dos proprietários, Benilde, está grávida. O médico, chamado em segredo pela governanta, Genoveva, confirma o seu estado de gravidez. Mas Benilde jura que não conheceu homem algum, e que se está à espera de um filho é por vontade de um Anjo de Deus.
Um vagabundo circunda a casa, com uivos tremendos, sem nunca ser visto. A convicção de Benilde da intervenção divina, perturba todos à sua volta, particularmente a sua tia que procura explicações mais razoáveis. Benilde anuncia a Eduardo, seu noivo, destruído pelos factos, que vai morrer em breve. Na hora da morte diz-lhe que em breve se encontrarão».
E lemos isto  (destaque nosso):  «Fazendo jus à vitalidade e à capacidade de trabalho, que desafiam os seus 104 anos, Manoel de Oliveira revelou ainda que já concluiu o argumento para um outro filme centrado nas mulheres que fazem as vindimas, ainda que esta prática tenha já sido retratada anteriormente pelo autor. "Este projeto, sobre as vindimas, é o resultado de uma declaração feita por uma atriz italiana. Ela disse que o próximo filme que eu faria seria sobre as vindimas. Não contava fazer esse filme, mas tomei a decisão de responder à sua vontade». 
Terminemos assim:
(Dona Isabel, a mulher, que entretanto
 apareceu: A criatividade que tu tens
 é que te põe bem-disposto, porque quando 
não estás a trabalhar, és insuportável)


Será Manoel de Oliveira o exemplo de envelhecimento ativo? Está para além disso. Porque, como muitas pessoas dizem,  é único

BIBLIOTECA ANA DE CASTRO OSÓRIO | «Mulheres no Estado Novo e no pós 25 de Abril» | ABRIL 2015 | DIA 17 | 17:30H | LISBOA


quinta-feira, 2 de abril de 2015

HUDEA | é uma menina de quatro anos fotografada num campo de refugiados




«A menina abriu os braços em rendição ao confundir 
a máquina fotográfica com uma arma»

E no site da ONU Brasil :

«UNICEF: 14 milhões de crianças 

são afetadas pelo conflito 

na Síria e no Iraque»





ORQUESTRA CLÁSSICA DO CENTRO E ORGANIZAÇÃO DA MULHER MOÇAMBICANA | Parceria




À partida, para algumas pessoas, uma parceria entre a  Associação Orquestra Clássica do Centro e a Organização da Mulher Moçambicana,  anunciada a 22 de Fevereiro passado,  no Pavilhão Centro de Portugal em Coimbra, pareceria qualquer coisa de pouco provável. Mas ela aí está,  «com o principal propósito de, em conjunto, promoverem iniciativas que procurem criar laços entre as Culturas Portuguesa e Moçambicana. A questão da interculturalidade é, além de tudo, uma palavra chave da UNESCO que considera a diversidade cultural: uma fonte de estratégias renovadas a favor do desenvolvimento e da paz. Colaborar também para este diálogo é um motivo acrescido para este trabalho conjunto». E acrescentam (destaques nossos): «Assim, ambas as Instituições entendem que, sem deixar de ser importante assinalar datas como o Dia da Mulher Moçambicana ou o Dia Internacional da Mulher, é também fundamental desenvolver actividades regulares que permitam que destes “Encontros” que passarão a ter lugar todas as terças feiras no Pavilhão Centro de Portugal, se criem verdadeiras pontes culturais. A Música é Universal, assim é o direito à diferença – refere Emília Martins, da Direcção da Ass. OCC. Às terças feiras poderemos não só ouvir música e interpretes num Café concerto aberto a toda a gente, mas durante o dia o Pavilhão será ainda o ponto de encontro para quem solidariamente aqui queira pedir ou prestar apoio quer de ordem psicológica ou jurídica, especialmente às mulheres Moçambicanas residentes em Portugal. Nestes ENCONTROS contamos já com alguns voluntários, esperando-se que outros se possam juntar a nós. Para Ivone Sansão Bila, a OMM terá a preocupação, não só de divulgar a cultura e o papel da mulher Moçambicana, como procurará dar apoio às mulheres residentes em Portugal com este apoio de Voluntários e colaboração com as dirigentes desta organização. Realça também a importância da parceria agora estabelecida com a OCC, significando que com a Música se unem vontades e culturas». Veja mais no site da Orquestra Clássica do Centro.






quarta-feira, 1 de abril de 2015

POBREZA FEMININA | Causas principais



No dia 30 de março teve lugar o workshop da imagem. Aqui pode ver as apresentações dos especialistas. E há  também o estudo  que se segue:




Abstract 
«Upon request by the FEMM Committee, these in-depth analyses highlight different aspects of female poverty. They complement two other Workshop contributions from a research project of the European Commission and from UNICEF. Wim van Lancker and his team examine the extent of women’s poverty in the EU and the impact of social exclusion through poverty on living and working conditions of women and their children. He concludes with a discussion of policy measures that have been taken in EU Member States for enabling paid employment and ensuring adequate income protection. Diane Perrons explores the impact of the crisis on female poverty. Multiple differences exist among European Union Member States but overall poverty has increased and women are still more likely than men to live in poverty, though until 2012 the increase for men was greater than that for women. Economic performance and economic policies seem to be associated with poverty. The paper recommends that macroeconomic policy be mainstreamed to identify gender specific outcomes. Maria Stratigaki focuses on European policies and activities and the role of the European Social Fund in the fight against female poverty. She emphasises the need for developing a holistic methodological approach to face gendered poverty, going beyond tackling poverty exclusively via active labour market policies». 


SE AINDA NÃO VIU | ATÉ AMANHÃ DIA 2 DE ABRIL | «100 Homens Sem Preconceitos»


«Sabia que em 1911, Carolina Beatriz Ângelo, médica de profissão, foi a primeira mulher a votar em Portugal, aproveitando um lapso na lei em vigor? Estes e muitos outros dados históricos sobre a história da mulher e das suas batalhas, marcam o início de uma exposição que tem como objetivo alertar para a igualdade de género.
A exposição 100 Homens Sem Preconceitos, desafiou uma centena de homens portugueses de diferentes áreas a serem fotografados com sapatos de salto alto, criados pelo estilista Luís Onofre. A inauguração ocorreu no dia 8, Dia Internacional da Mulher, dia instaurado em 1857, depois de um incêndio que vitimizou operárias de uma fábrica têxtil em Nova Iorque durante uma greve.
Desta centena de homens das mais variadas áreas, encontramos nomes como o escritor Afonso Cruz, os neurocientistas da Fundação Champallimaud, Carlos Ribeiro, Leopoldo Petrenanu, Gonzaço Polavieja, Rui Costa e Michael Orgen ou Kalaf, em Carta Branca no CCB no dia 29 de maio, que quiseram dar o contributo ao projeto de Sofia Lucas, diretora da revista Máxima e da jornalista Isabel Stilwell.
Existe ainda a possibilidade de ver a exposição como os fotografados, ou seja, de saltos altos. 100 Homens Sem Preconceitos está patente até dia 2 de abril no Centro Cultural de Belém».