segunda-feira, 29 de julho de 2019

O EM CADA ROSTO IGUALDADE EM «MODO VERÃO» | MAS CONTINUAMOS POR CÁ COM OUTRO RITMO | PARA COMEÇAR «VERÃO» DOS «THE GIFT»








Continue a visitar-nos, já sabe,  para nós um privilégio ...






JUDITH BUTLER | «Problemas de Género»





SINOPSE
«Vinte e sete anos após a sua publicação original, Gender Trouble está finalmente disponível em Portugal. Trata-se de um dos textos mais importantes da teoria feminista, dos estudos de género e da teoria queer. Ao definir o conceito de género como performatividade - isto é, como algo que se constrói e que é, em última análise uma performance - Problemas de Género repensou conceitos do feminismo e lançou os alicerces para a teoria queer, revolucionando a linguagem dos activismos». Saiba mais.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

MORREU A PIANISTA HELENA MATOS | «“Era uma mulher com uma musicalidade muito grande, uma cultura musical muito vasta, muito ligada aos seus alunos, com grande empenho em orientar os seus alunos até fora da sala de aula como era tradição do Conservatório. Era uma figura muito querida do meio musical português e cada vez mais à medida que o tempo ia passando” destaca Rui Vieira Nery que considera que Helena Matos poderia ter tido uma carreira a solo “brilhante, porque era uma belíssima pianista, mas preferiu este sacerdócio do ensino, este relativo anonimato da música de câmara”»



Leia aqui

A pianista portuguesa Helena Matos morreu aos 100 anos, na noite de terça-feira, em sua casa, em Lisboa, disse esta quarta-feira à agência Lusa fonte da família.

«(...)

Helena Matos trocou carreira “brilhante pelo "sacerdócio do ensino"

Em declarações à Renascença, o musicólogo Rui Vieira Nery recorda que foi aluno do Conservatório de Lisboa na altura em que Helena Matos era professora na instituição.
“Foi uma das grandes professoras de piano do Conservatório, a partir dos anos 70, formou gerações sucessivas de pianistas, fez durante muitos anos um duo de música de câmara a dois pianos e a piano a quatro mãos com Noémia Brederode, que era outra professora do Conservatório.”
Rui Vieira Nery refere que Helena Matos “acompanhou muitos cantores, como a Helena Pina Manique, a Joana Silva, a Elsa Saque e, nos últimos anos, acompanhava com grande energia as aulas de canto do tenor Fernando Serafim”.
“Ela dizia que, no momento em que parasse de tocar piano, morria e queria tocar até ao fim e acho que assim foi realmente”, sublinha.
“Era uma mulher com uma musicalidade muito grande, uma cultura musical muito vasta, muito ligada aos seus alunos, com grande empenho em orientar os seus alunos até fora da sala de aula como era tradição do Conservatório. Era uma figura muito querida do meio musical português e cada vez mais à medida que o tempo ia passando”, destaca.
Rui Vieira Nery considera que Helena Matos poderia ter tido uma carreira a solo “brilhante, porque era uma belíssima pianista, mas preferiu este sacerdócio do ensino, este relativo anonimato da música de câmara”.
“Gostava sobretudo de fazer música muito mais do que pensar nos benefícios de uma carreira individual. Nesse sentido, é um exemplo de dedicação à música muito forte”, remata o musicólogo». Leia na integra


TRABALHO VOLUNTÁRIO 2018




quinta-feira, 25 de julho de 2019

TEATRO NACIONAL D.MARIA II | «Demo.cracia v.2019» | 26-27 JUL 2019 | LISBOA



26 - 27 JUL 2019
SEX, 21H30 > SÁB, 19H30

SALA ESTÚDIO | ENTRADA LIVRE *



«Para chegar a este espetáculo, investigamos e debatemos violações de direitos humanos no mundo; refletimos sobre nós e a nossa relação com os outros; improvisamos cenas e concordamos em dar voz a quem sofre e não tem como se defender; concordamos em expor alguns dos políticos no poder que acreditamos estarem a ameaçar os direitos humanos.
O texto foi construído com base em documentos, e testemunhos reais: World Report 2019 da Human Rights Watch; The Freedom Archives; World Justice News; Child Soldiers Arquives; ILGA Portugal; Amnistia Internacional; Comissão Inter-americana de Direitos Humanos; Chinese Human Rights Defenders; International Labour Organization; dezenas de reportagens e discursos dos políticos interpretados no espetáculo. 
Alguma ficção, construída a partir do William Shakespeare e do Heiner Müller para falar de guerra e poder; Joe Murphy e Joe Robertson e a sua Selva de Callais; um trecho da Isabel do Carmo, amavelmente cedido e uma breve passagem de Florbela Espanca, quando falamos de amor.
O resultado é uma manta de retalhos, um patchwork que dedicamos a todas as pessoas e organizações humanitárias cuja voz está neste espetáculo». Saiba mais.
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*Entrada livre mediante o levantamento de bilhetes, na bilheteira do TNDM II. Limite de 2 bilhetes por pessoa, sujeito à lotação disponível.



EXPOSIÇÃO |«Natércia Freire (1919-2004)»|11 JUL - 31 OUT 2019 | ENTRADA LIVRE | BIBLIOTECA NACIONAL | LISBOA






«Exposição celebrativa do centenário do nascimento de Natércia Freire, realizada a partir do espólio da poetisa e jornalista, doado à BNP pela família.
Natércia Freire começou a publicar poesia muito cedo, sendo vasta a sua obra poética memorialista e de ficção. Foi uma personalidade isenta no exercício do seu papel de jornalista literária, e de  divulgadora da obra e do mérito dos artistas do seu tempo, tendo dirigido a “Página Literária de Artes e Letras” do Diário de Notícias, durante 20 anos». 


quarta-feira, 24 de julho de 2019

«UNICEF: empresas e governos precisam investir nas famílias para reduzir pobreza»



Sobre o Documento da imagem na ONU Brasil:

«UNICEF: empresas e governos precisam investir nas famílias para reduzir pobreza

As empresas e os governos precisam investir urgentemente nas famílias para reduzir a pobreza e estabelecer as bases para o desenvolvimento saudável das crianças e o sucesso dos adultos no trabalho, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em um novo caderno de recomendações delineando as mais recentes evidências sobre políticas em prol das famílias.
O documento afirma que políticas como a licença parental remunerada, intervalos para amamentação no trabalho, benefícios para crianças e cuidados infantis acessíveis e de qualidade ainda não estão disponíveis para a maioria dos pais em todo o mundo.Continue a ler.


«The Female FTSE Board Report 2019 / Moving Beyond the Numbers»





“It’s great to see the on target progress for board non-executives. But we need a step change in leadership roles for women at the executive level if we are to achieve anything close to gender balance in business. The fact that there are fewer FTSE female CEOs coupled with paltry progress in executive director appointments is especially concerning. Good governance mandates diversity and British business stands to benefit from the diversity dividend now more than ever. As the companies leading the league table demonstrate - where there’s a will there’s a way; clearly more leading companies need to find their way on this vital issue!” 

Ann Francke
Chief Executive Officer Chartered Management Institute

terça-feira, 23 de julho de 2019

JOUMANA HADDAD |«O Super-Homem é Árabe - Sobre Deus, o Casamento, o Machão e Outras Invenções Desastrosas»



«Este não é um manifesto contra os homens em geral. Nem é um manifesto contra os homens árabes em particular. É, todavia, um uivo na cara de uma particular espécie de homens: a espécie macha, o Super-Homem, como eles gostam de se considerar. Mas o Super-Homem é uma mentira. Nesta explosiva sequela de Eu Matei Xerazade, Joumana Haddad examina o sistema patriarcal que continua a dominar o mundo árabe — e não só. Das religiões monoteístas e do conceito de casamento à institucionalização do machismo e do duplo padrão, Joumana reflecte sobre a necessidade vital de uma nova masculinidade nestes tempos de revolução e mudança no Médio Oriente.
«Uma crítica feroz ao sexismo.» — The Guardian
«Um vendaval de ar fresco — Haddad escreveu um livro obrigatório e vital para todos os sexos, raças e culturas. Uma obra oportuna e completamente única que vem aprofundar o debate em torno da opressão misógina, da religião, da política e da liberdade social que mobiliza comentadores, activistas e políticos em todo o mundo. A revolução e a reacção contra ela não se digladiam apenas nas ruas, nas praças e nas eleições do Médio Oriente, mas também nos rostos e corpos de milhões de mulheres árabes, e das suas irmãs, no mundo inteiro. Haddad fala por todas nós. É tempo de a ouvir.» — Bidisha
«Joumana Haddad, poeta e jornalista libanesa, escreveu um livro ousado e simulta-neamente muito divertido sobre o patriarcado no mundo árabe.» — Lucy Popescu, The Independent». Saiba mais.
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Leia também de Patrícia Reis:

Árabe, mulher, feminista e sem medo de ameaças ou insultos

HELENA MENDES PEREIRA | «Pequenos Delitos do Coração»



segunda-feira, 22 de julho de 2019

TRUPE SENIOR | «40 Janelas» | 24 JUL 2019 | 19:30 H | CHAPITÔ | LISBOA





«Neste final de temporada a Trupe apresentará, para familiares e amigos, o seu mais recente espectáculo, 40 janelas, no próximo dia 24, pelas 19:30, na Tenda do Chapitô».

DOS OUTROS | «Bonuses of 1,000 euros each are provided for winning projects led by women»

Saiba mais

Ainda:«Awarding of the women’s bonus

If women in leading positions are decisively and demonstrably active in selected award-winning projects, an additional women’s bonus of EUR 1,000 will be paid out. This is the case if one or more women can be proven to be working in one or more of the following positions in the project: 

- project head
- executive manager
- founder 
- leading position in the implementation of the project, e.g. game design, direction, visual effects, etc.». Veja aqui.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

«Gender Diversity in AI Research»


«Summary
Lack of gender diversity in the Artificial Intelligence (AI) workforce is raising growing concerns, but the evidence base about this problem has until now been based on statistics about the workforce of large technology companies or submissions to a small number of prestigious conferences. We build on this literature with a large-scale analysis of gender diversity in AI research using publications from arXiv, a widely-used preprints repository where we have identified AI papers through an expanded keyword analysis, and predicted author gender using a name-to-gender inference service. We study the evolution of gender diversity in various disciplines, countries and institutions, finding that while the share of female co-authors in AI papers is increasing, it has stagnated in disciplines related to computer science. We also find that geography plays an important role in determining the share of female authors in AI papers and that there is a severe gender gap in the top research institutions. We also study the link between female authorship in papers and the citations it receives, finding a strong, positive correlation in research domains related to the impact of information technology on society. Having done this, we examine the semantic differences between AI papers with and without female co-authors. Our results suggest that there are significant differences in machine learning and computer ethics between the United States and the United Kingdom as well as differences in the research focus of papers with female co-authors. We conclude by reporting the results of interviews with female AI researchers and other important stakeholders aimed at interpreting our findings and identifying policies to improve diversity and inclusion in the AI research workforce».

II CONGRESSO INTERNACIONAL DO CIEG |«Estudos de Género, Feministas e sobre as Mulheres: Reflexividade, resistência e ação» | 24 - 26 JULHO 2019 | ISCSP | LISBOA






Veja o Programa aqui.






quinta-feira, 18 de julho de 2019

«As mulheres não são mercadoria»





Em causa está a publicidade do Grupo Carnes Sá da Bandeira, sediado em Vila Nova de Gaia, que anuncia a venda de carne de vitela branca para assar, associando-a à imagem de uma mulher em biquíni na praia.
Antevendo argumentos de desvalorização do sucedido, como «o mal está nos olhos de quem o vê», o MDM assume que é tempo de dizer «basta», realçando que, da mesma forma que as mulheres não são mercadoria, «não podem os seus corpos ser usados como tal».  Continue a ler.

O anúncio que motivou o protesto
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.         .
A propósito, a crónica SINAIS de ontem de Fernando Alves: 

Ouça aqui, na TSF

APRENDER SEMPRE | «Aprender sempre é um imperativo das sociedades contemporâneas. O caráter inacabado do ser humano obriga -o a aprender, num processo permanente que engloba todo o ciclo de vida e está presente em todos os momentos e lugares da experiência humana. Está em causa aprender ao longo e ao largo da vida num processo educativo de construção da autonomia que deveria ser função de toda a sociedade e que é transversal a todas as dimensões do social. É esta visão ampla da educação que permite equacionar os problemas inerentes ao campo extremamente diverso que é hoje a Educação e Formação de Adultos (EFA) »




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quarta-feira, 17 de julho de 2019

PATRÍCIA REIS | «As Crianças Invisíveis»




SINOPSE
M. é uma criança habituada a ser usada e devolvida por famílias sucessivas como um produto que não satisfaz o cliente. Cresce numa instituição de acolhimento, onde vai descobrindo o poder da amizade e as armadilhas do desejo e da paixão. Esta é a sua história até chegar à idade adulta, atravessando um processo de invisibilidade, no qual a dor se confunde com a esperança de encontrar uma vida a que possa chamar sua. Ao seu lado existem outras crianças e ainda Conceição, a assistente social que escolhe amar M. incondicionalmente.

As Crianças Invisíveis é um romance que alia um exercício literário ímpar com um profundo trabalho de investigação sobre abandono, maus-tratos e adopção. Construindo toda a narrativa de uma maneira muito original, sem identificar o sexo das crianças, e a partir do olhar delas, a escrita límpida, poderosa e cirúrgica de Patrícia Reis conduz-nos, neste romance avassalador, através dos sonhos, do medo e da intimidade de um conjunto de personagens que percorrem a infância e a adolescência sem pai, nem mãe, nem identidade. Saiba mais.



«Aliança por um Audiovisual 50-50, que vai promover a igualdade de gênero na realização audiovisual do Brasil»




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terça-feira, 16 de julho de 2019

PRIMO LEVI | «Se Isto é um Homem» | AINDA PODE SER VISTO NO FESTIVAL DE TEATRO DE ALMADA NUMA ENCENAÇÃO DE ROGÉRIO DE CARVALHO

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Há cem anos, a 31 de julho de 1919, nascia Primo Levi. Ninguém devia ter saído do século passado sem ter lido “Se isto é um homem” e “Os que sucumbem e os que se salvam”. São o testemunho e a análise da máxima culpa do século, aliás, do milénio, aliás, da história.
No entanto, Primo Levi não foi compreendido quando entregou o manuscrito do seu primeiro livro, que haveria de ser recusado, é sabido, mas também não foi compreendido depois, durante muitos séculos, visto que nenhuma história da literatura o incluía, e isto é menos conhecido.
Onde está a grandeza do escritor italiano mais importante do século XX? Está em ter vivido na primeira pessoa, e observado, e descrito a máxima culpa da história, não no grau máximo em que se verificava, mas no grau máximo em que era recordável e narrável.

Vem sempre à minha mente que um redator da revista de Sartre, “Les Temps Modernes”, encontrou-se com alguns sobreviventes do Extermínio, interrogou-os e filmou-os, mas aqueles que viveram a violência no grau mais alto não respondem, mas choram e contorcem-se. São mudos. Levi fala. Com precisão, com lucidez, com verdade. Com um estilo clássico. Continue a ler.



SE ISTO É UM HOMEM

de Primo Levi | Dramaturgia e encenação de Rogério de Carvalho


Companhia de Teatro de Almada (Almada, Portugal)
Apoio: Instituto Italiano de Cultura de Lisboa
Testemunho de um sobrevivente do Holocausto, expôs, à saída da máquina concentracionária de extermínio nazi, com a secura de quem se limitou a descrever a humanidade no seu pior, o horror inexcedível das relações de poder entre vítimas. Dedicado aos carrascos que foram todos os que, pelo silêncio cobarde e pela indiferença dormente, compactuaram com o genocídio de seis milhões de judeus, o texto põe à consideração destes se «quem sem cabelos e sem nome», nem já «força para recordar» é um homem ou uma mulher. Depois de o actor inglês Antony Sher e de o dramaturgista sueco Lars Norén o terem feito nos seus países, trata-se da primeira adaptação portuguesa deste texto – e a sua estreia absoluta em Portugal, no ano em que se assinala o centenário do nascimento de Primo Levi (1919-1987). Saiba mais.