terça-feira, 16 de julho de 2019

PRIMO LEVI | «Se Isto é um Homem» | AINDA PODE SER VISTO NO FESTIVAL DE TEATRO DE ALMADA NUMA ENCENAÇÃO DE ROGÉRIO DE CARVALHO

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Há cem anos, a 31 de julho de 1919, nascia Primo Levi. Ninguém devia ter saído do século passado sem ter lido “Se isto é um homem” e “Os que sucumbem e os que se salvam”. São o testemunho e a análise da máxima culpa do século, aliás, do milénio, aliás, da história.
No entanto, Primo Levi não foi compreendido quando entregou o manuscrito do seu primeiro livro, que haveria de ser recusado, é sabido, mas também não foi compreendido depois, durante muitos séculos, visto que nenhuma história da literatura o incluía, e isto é menos conhecido.
Onde está a grandeza do escritor italiano mais importante do século XX? Está em ter vivido na primeira pessoa, e observado, e descrito a máxima culpa da história, não no grau máximo em que se verificava, mas no grau máximo em que era recordável e narrável.

Vem sempre à minha mente que um redator da revista de Sartre, “Les Temps Modernes”, encontrou-se com alguns sobreviventes do Extermínio, interrogou-os e filmou-os, mas aqueles que viveram a violência no grau mais alto não respondem, mas choram e contorcem-se. São mudos. Levi fala. Com precisão, com lucidez, com verdade. Com um estilo clássico. Continue a ler.



SE ISTO É UM HOMEM

de Primo Levi | Dramaturgia e encenação de Rogério de Carvalho


Companhia de Teatro de Almada (Almada, Portugal)
Apoio: Instituto Italiano de Cultura de Lisboa
Testemunho de um sobrevivente do Holocausto, expôs, à saída da máquina concentracionária de extermínio nazi, com a secura de quem se limitou a descrever a humanidade no seu pior, o horror inexcedível das relações de poder entre vítimas. Dedicado aos carrascos que foram todos os que, pelo silêncio cobarde e pela indiferença dormente, compactuaram com o genocídio de seis milhões de judeus, o texto põe à consideração destes se «quem sem cabelos e sem nome», nem já «força para recordar» é um homem ou uma mulher. Depois de o actor inglês Antony Sher e de o dramaturgista sueco Lars Norén o terem feito nos seus países, trata-se da primeira adaptação portuguesa deste texto – e a sua estreia absoluta em Portugal, no ano em que se assinala o centenário do nascimento de Primo Levi (1919-1987). Saiba mais.


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