quarta-feira, 6 de junho de 2018

«Lisboa, cidade triste e alegre»





LISBOA, CIDADE TRISTE E
 ALEGRE: ARQUITETURA DE UM LIVRO
12 ABR 2018 A 16 SET 2018
EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA
PALÁCIO PIMENTA
LISBOA


«(...)
Livro de culto sobre Lisboa, considerou-se fundamental dedicar-lhe uma exposição na cidade que o inspirou e à qual os autores consagraram esta obra, que assim descreveram na apresentação:
 (...) o retrato da Lisboa humana e viva através dos seus habitantes – de dia, de noite, nos seus bairros, na Baixa, no Tejo – revelação ora alegre ora triste, mas sempre terna e sentida, da vida de uma cidade. Talvez por isso fosse mais adequado chamar-lhe «poema gráfico» - até porque o arranjo das imagens e a própria composição do livro têm, no seu grafismo, o fluir, a alternância de ritmos, as ressonâncias de uma obra poética.
 Dada a diversidade de características da obra - que ultrapassam largamente o domínio da fotografia – o Museu de Lisboa convidou, para prestar testemunho, um conjunto de personalidades provenientes de áreas distintas. 
Assim, participam no catálogo e no ciclo de conversas: Alexandre Pomar, André Príncipe, Mário Moura, Michel Toussaint, Luís Camanho, Paulo Catrica, Pedro Mexia e Teresa Siza. Este projeto é de uma exposição e também de uma edição.(...)». Leia na integra.






Sobre o Livro/Exposição, por exemplo, no Observador:

“Lisboa, cidade triste e alegre”: o retrato em movimento que de livro passou a exposição 

Veja aqui.




«The Housewives of White Supremacy»





terça-feira, 5 de junho de 2018

Mamoudou Gassama





O destaque da imagem pode ler-se no Expresso de 2 Maio de 2018, e  no espaço «Do Céu ao Inferno/ A Semana em Revista por Valdemar Cruz», é acompanhado do seguinte comentário: «(...) Um imigrante precisa de feito extraordinário para ser respeitado enquanto ser humano e ganhar o estatuto de cidadão?».









«What business can do to close the financial inclusion gender gap»


Leia aqui

segunda-feira, 4 de junho de 2018

«A MULHER E A SOCIEDADE»



«Primeiro de um conjunto de quatro volumes respeitantes aos Terceiros Cursos Internacionais de Verão de Cascais (1996), uma iniciativa criada em 1994 pela Câmara Municipal e com o apoio científico da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
O primeiro tema, “A mulher e a sociedade”, foi apresentado por estudiosos de renome que pretenderam retratar a vivência do feminino na Pré-História e na Antiguidade, a mulher na literatura e na cultura, sem esquecer os desafios que enfrentavam no final do século XX, como as questões do exercício do poder e as desigualdades de género». Saiba mais


Adicionar legenda



«Queer and Now celebrates the powerful role of LGBTQ+ arts and culture in today's society»





«Returning for its second year, Queer and Now celebrates the powerful role of LGBTQ+ arts and culture in today's society

In 2017, Tate Britain’s exhibition, Queer British Art (1861-1967) looked through a queer lens at a century of art prior to the partial decriminalisation of homosexuality in England and Wales.
But the history of art doesn’t only teach us about the past. It can also make us think about the kind of future we want to paint. For Queer and Now 2018, the UK’s LGBTQ+ communities both shape and preserve a space in amongst Tate Britain’s collection.
Curated by E-J Scott with Tate’s Learning teams and in partnership with Pride in London, UK Black Pride, Regard and Trans Pride Brighton, and with a dynamic cast of artists, cultural producers, commentators, activists, supporters and Tate’s own LGBTQ+ staff network, Queer and Now 2018 places queer culture at the heart of the gallery.
People of all ages and identities are invited to a day of live performances, talks, family tours, workshops, music, film and dance from artists rooted in the UK’s queer community». Saiba mais


Veja aqui




sexta-feira, 1 de junho de 2018

ELIANA GERSÃO | «A Criança, a Família e o Direito»



Sinopse

Este livro procura dar a conhecer, numa linguagem facilmente compreensível por não juristas, a evolução nas últimas décadas da situação das «crianças» – ou seja, das pessoas com menos de 18 anos – à face do Direito da Família e de outras leis que visam a sua protecção. É analisado o exercício das responsabilidades parentais, nos casos de vida em comum dos pais e de separação. Particular atenção é dada às crianças sem pais capazes de exercerem as suas responsabilidades, apreciando-se para esse efeito os institutos jurídicos capazes de as apoiar e procurando caminhos para os adequar melhor à realidade actual. Num breve olhar prospectivo, salienta-se a necessidade de os adultos serem capazes de corresponder às exigências resultantes da transformação das relações familiares. Saiba mais.

Ah, e temos a Feira do Livro em Lisboa. onde também não se esquece este dia.


NO DIA DAS CRIANÇAS | Visite o site do Instituto de Apoio à Criança



quarta-feira, 30 de maio de 2018

LUÍSA COSTA GOMES | «Florinhas de Soror Nada / a vida de uma não-santa»




SINOPSE

«Esta é a história de uma criança que quer ser santa.
Teresa Maria, nascida numa família da burguesia do interior de Portugal, na segunda metade do século XX, vive a infância obcecada pelas vidas e exemplos dos santos, nomeadamente da sua homónima Teresa d’Ávila. 
Florinhas de Soror Nada refere ainda as Florinhas de São Francisco de Assis, inspiração equívoca para o caminho tortuoso de rebeldia e submissão da protagonista até à absoluta perda da fé católica. 
Da casa familiar ao colégio de freiras, de onde é expulsa, até à sua fuga da casa materna, acompanhamos a vida singular de Teresa Maria, a santa que não quer sê-lo. 
E somos surpreendidos com episódios extraordinários da vida de alguns santos, muitos deles desconhecidos da maioria dos leitores»
. +.
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Sobre o livro do que escreveu Pedro Mexia na revista «E» do Expresso: 




«(...) Mas os choques entre personagens são magistrais, as descrições da decadência verdadeiramente amarguradas (uma velha com as "sílabas em fuga", por exemplo), os estados de espírito tragicómicos. E as frases, sofisticadas, ritmicamente impecáveis, juntam arcaísmos, coloquialismos, enumerações, imagens memoráveis, são frases astutas e sombrias, divertidas e tristes»

MARÍA DOLORES PRADERA









Maria Dolores Pradera morreu. Uma vida longa e cheia que queremos assinalar no Em Cada Rosto Igualdade. E começamos com o «Tú que puedes, Vuélvete» no vídeo acima. Depois, recorrendo ao Observador:

«Cantora Maria Dolores Pradera morreu em Madrid aos 93 anos

A cantora e atriz Maria Dolores Pradera morreu na segunda-feira em Madrid, cidade onde nascera há 93 anos, informaram fontes familiares ao diário espanhol El País.
Maria Dolores Pradera tinha um longo percurso artístico, de quase 70 anos, e uma discografia de 40 discos, tendo ao longo da sua carreira obtido vários prémios e distinções, entre os quais um Grammy de excelência artística, pela sua carreira, com que foi galardoada em 2008.
O Prémio Nacional de Teatro, a Medalha de Ouro das Belas Artes, a Comenda da Ordem de Isabel, a católica, medalha da cidade de Madrid de Mérito Artístico e a Medalha de Ouro de Madrid de Mérito Artístico contam-se no palmarés de Maria Dolores Pradera.
A carreira da artista madrilena começou no cinema, em 1941, no filme “Porque te vi chorar”. Também atuou no teatro em peças como “A Celestina”, “Maria Pineda” ou “Fortunata e Jacinta”, mas foi como cantora que obteve sucesso internacional O seu primeiro disco foi gravado em novembro de 1960 e, na sua trajetória musical – grande parte da qual com Los Sabadeños, um grupo de música tradicional das ilhas Canárias nascido em 1965 — constam composições de Carlos Cano, Mercedes Sosa, Amâncio Prada ou da cantora e compositora peruana Chabuca Granda». Continue a ler.
JJ Guillen/EPA

sexta-feira, 25 de maio de 2018

JÚLIO POMAR | morreu aos 92 anos




Júlio Pomar morreu, e o titulo no Expresso: 

Morreu Júlio Pomar, o artista que fez o pleno - Há artistas cuja importância está ligada a um momento específico da história da arte. Outros distinguem-se por conseguirem dar sucessivos impulsos à obra ao longo da vida. Júlio Pomar, que faleceu esta terça-feira em Lisboa, aos 92 anos, fez o pleno. Leia mais.

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E nesta hora,  em jeito de homenagem, sublinhemos algumas das suas obras, começando pela Gadanheiro, na imagem acima: 

«O Gadanheiro, realizado em Évora na IX Missão Estética de Férias (iniciativas criadas pela SNBA e dirigidas por Dordio Gomes), é uma das pinturas inaugurais do Movimento Neo-Realista português, em ruptura com o panorama artístico e conservador da década de 40. O Modernismo interroga as suas possibilidades políticas no mundo português subjugado pelo fascismo e a pintura de Júlio Pomar terá sido a que mais profunda e consequentemente o fez. Partindo das diversas assunções dos Realismos das décadas de 30 e 40, sobretudo no contexto americano, encontrou diferentes possibilidades de produzir uma arte revolucionária e moderna. Em o Gadanheiro o ponto de vista do olhar do observador situa-se próximo do gadanho, que constitui o motivo central da pintura, enquanto que o corpo do trabalhador se distende expressivamente para os extremos da tela, desfigurando as proporções da mão e da perna. Estas distorções – valoradas em várias obras do Movimento Neo-Realista, de forma a realçar a instrumentalização do corpo pelo trabalho – remetem para referências internacionais de diversas proveniências, que vão da pintura de Cândido Portinari, no Brasil, recorrem curiosamente a um esquema de iluminação característico do cinema expressionista alemão e encontram na pintura realista de Thomas Hart Benton, nos eua do período da depressão, a sua mais directa relação. Esta manifesta-se no esquema cromático e sobretudo no movimento ondulante de toda a composição. A globalidade destes aspectos contribui para problematizar dinamicamente estes signos como informantes sociais, sobre a figura do Gadanheiro. Nesta pintura inscreve-se vigorosamente a noção de força de trabalho, aliada a uma forte consciência social, que liga uma posição estética à oposição política. Pedro Lapa»


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Ainda, sobre a morte do Pintor, e para a nossa singela homenagem,  por exemplo, do Público: 





Morreu Júlio Pomar, “uma figura mítica da arte portuguesa”

De lá: «(...) Um ano mais tarde realiza a primeira obra neo-realista, O Gadanheiro, que, com o Almoço do Trolha, é uma das mais conhecidas deste movimento em Portugal, que reuniu também os pintores Vespeira, Querubim Lapa, Alice Jorge e outros, numa procura da forma herdada do realismo oitocentista que exprimisse o viver e o quotidiano das classes mais desfavorecidas, teorizada em Portugal por pensadores como Mário Dionísio ou Ernesto de Sousa. Ao mesmo tempo, Pomar integrava o Partido Comunista e o MUD Juvenil (que lhe valeria uns meses na prisão), e a partir de 1956 foi um dos organizadores e um dos participantes nas Exposições Gerais de Artes Plásticas, que se opunham às mostras oficiais organizadas pelo regime de Salazar. (...)». Leia na integra.


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Júlio Pomar | A refeição do menino ou almoço








«No que concerne à natureza humana e aos sentimentos humanos, nós somos todos iguais. A arte tem esse poder de comunicar e fica muito mais fácil para as pessoas que são de fora da comunidade LGBTI se identificarem, verem que somos pessoas, que não existe uma parede dividindo a gente»

Leia aqui

quarta-feira, 23 de maio de 2018

PRÉMIO REGIONAL MARIA VELEDA | Candidaturas até 15 setembro 2018

 Leia na integra

ANTÓNIO SANTOS | «Libertação LGBT na Revolução de Outubro»


Veja aqui

Sinopse
«The first full-length study of same-sex love in any period of Russian or Soviet history, Homosexual Desire in Revolutionary Russia investigates the private worlds of sexual dissidents during the pivotal decades before and after the 1917 Bolshevik Revolution. Using records and archives available to researchers only since the fall of Communism, Dan Healey revisits the rich homosexual subcultures of St. Petersburg and Moscow, illustrating the ambiguous attitude of the late Tsarist regime and revolutionary rulers toward gay men and lesbians. Homosexual Desire in Revolutionary Russia reveals a world of ordinary Russians who lived extraordinary lives and records the voices of a long-silenced minority».

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Desde logo, chegámos ao livro da imagem, através do artigo «Libertação LGB na Revolução de Outubro» , no «Abril, Abril», que tem a seguinte entrada: «A maioria dos historiadores atribui a libertação LGBT ocorrida na Rússia e na Ucrânia, durante a década de 20, ao colapso do edifício judicial do czarismo, à desordem da guerra civil, à circunstância embrionária das primeiras leis soviéticas ou, mais frequentemente, a um acaso fortuito da História. Nada mais equivocado». E começa assim: «Até 1992 a Organização Mundial de Saúde considerava a homossexualidade uma doença. Até 1982, em Portugal, ser gay era crime e só em 2010 pessoas do mesmo sexo conquistaram o direito de se casarem no nosso país.
Mesmo na cosmopolita Inglaterra, em plena década de 60, as pessoas LGBT eram punidas com duras penas de prisão. E, há cem anos, a Rússia de Lénine era o primeiro país a, no século XX, abolir todas as leis contra a homossexualidade: a revolução bolchevique legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo, reconhece às pessoas LGBT liberdade e direitos políticos, autoriza a mudança de sexo nos passaportes e documentos de identificação e financia estudos científicos, pioneiros e descomplexados, sobre a homossexualidade». E termina deste modo: «Com efeito, a parca literatura sobre o assunto manifesta a existência de fenómenos inconcebíveis à época em qualquer outro país do mundo: milhares de homossexuais e transexuais casam-se, criam arte livremente, assumem-se. Georgi Chicherin, dirigente bolchevique muito estimado por Lénine e o primeiro comissário do povo para os Negócios Estrangeiros da URSS, é um homossexual assumido. 
Não se pense, porém, que a revolução apagou séculos de preconceito num toque de mágica. Desde a primeira hora que os incríveis avanços concorrem permanentemente com as contradições expectáveis do país mais atrasado da Europa, com um tempo em que as nações mais avançadas consideravam a homossexualidade um crime e com uma espúria mas emergente associação entre fascismo e homossexualidade (recorde-se que é também nos anos 20 que, na Alemanha, o nazi Ernst Röhm ensaia e procura, pública e politicamente, essa associação).
A História, dolorosamente, como é seu apanágio, encarregou-se de demonstrar quantas décadas e quantas lutas faltavam ainda para serem dados passos firmes em direcção ao fim do preconceito e da discriminação. Apesar dos avanços revolucionários, em 1917 a Rússia não daria ainda esses passos firmes. Então, deu um salto». Leia na integra.