segunda-feira, 7 de maio de 2018

GRAHAM SWIFT | «O Domingo das Mães»





SINOPSE
«30 de março de 1924, Domingo da Mãe em Inglaterra, um dia em que as criadas regressam a casa para visitar as suas famílias. Mas Jane Fairchild, de 22 anos, é orfã e passa esse dia de modo diferente. Encontra-se com Paul, o jovem herdeiro de uma propriedade vizinha.

Jane e Paul mantêm uma relação secreta há já alguns anos, contudo, ele irá desposar em breve uma rapariga da sua condição social. Os dois jovens fazem amor pela última vez e, ao despedirem-se, sucede algo inesperado que muda para sempre a vida de Jane... nos anos que se seguem, ela desenvolve o seu interesse pela leitura e vai trabalhar numa livraria em Oxford, acabando por se tornar uma romancista de sucesso. 

Um livro deslumbrante, impregnado de sensualidade, paixão, emoção. 
Graham Swift, Prémio Booker, na plenitude da sua maturidade literária».
E do que escreve Pedro Mexia no Expresso/Revista desta semana:


domingo, 6 de maio de 2018

NO DIA DAS MÃES | PEDRO ABRUNHOSA COM CAMANÉ | «Para os Braços da minha mãe» | GRAVADO AO VIVO






Para os Braços da Minha Mãe

Cheguei ao fundo da estrada, 
Duas léguas de nada,
Não sei que força me mantém.
É tão cinzenta a Alemanha
E a saudade tamanha,
E o verão nunca mais vem. 
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.


Trouxe um pouco de terra,
Cheira a pinheiro e a serra,
Voam pombas 
No beiral.
Fiz vinte anos no chão,
Na noite de Amsterdão,
Comprei amor
Pelo jornal.
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.  
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.


Vim em passo de bala, 
Um diploma na mala, 
Deixei o meu amor p'ra trás.
Faz tanto frio em Paris, 
Sou já memória e raiz,
Ninguém sai donde tem Paz.
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.  
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.


sexta-feira, 4 de maio de 2018

O «INDIE LISBOA 2018» AINDA ESTÁ A DECORRER





Da apresentação:

«(...)Relativamente à sua programação, o IndieLisboa volta a apostar numa selecção que tanto promove o contacto com os filmes mais recentes de nomes consagrados do cinema de autor mundial como se ocupa de revelar um conjunto muito alargado de mais novos e promissores autores (no fundo a mistura que constitui uma das características mais salientes do festival desde a sua origem tal como a igual importância dada a longas e curtas metragens e à abolição de quaisquer fronteiras de género). Entre os primeiros, há curiosamente vários nomes em comum com os realizadores apresentados na primeira edição (Eugène Green, Sérgio Tréfaut, Teresa Villaverde), mas um deles tem que ser destacado. Tendo estado presente na Competição Internacional inaugural de 2004 com La niña santa, a realizadora argentina Lucrecia Martel vai ser este ano homenageada pelo IndieLisboa na secção Herói Independente com uma retrospectiva alargada do seu trabalho desde o início com a primeira curta metragem até ao aclamadíssimo Zama (por sinal, uma co-produção portuguesa). Sendo hoje eventualmente o mais relevante nome do cinema argentino, Martel irá partilhar a sua visão do cinema com o público numa masterclass em que também participa a cineasta Cláudia Varejão. (...). Leia na integra.

Vai encerrar com RAIVA:




«Sérgio Tréfaut (LisboetasAlentejo, Alentejo e Treblinka venceram a competição nacional do festival) realiza a sua segunda longa de ficção depois de Viagem a Portugal (IndieLisboa 2011). Estamos no Alentejo, nos anos 50, e a planície é fustigada pelo vento, pelo desemprego e pela fome. As famílias ricas controlam a propriedade da terra e às famílias pobres só resta o desespero ou a revolta. Adaptando o clássico do neo-realismo português, Seara de Vento de Manuel da Fonseca, e fotografado pelo lendário Acácio de Almeida em preto-e-branco, o filme inclui um elenco de luxo com nomes como Catarina Wallenstein, Rogério Samora, Adriano Luz, Leonor Silveira, Isabel Ruth, Luís Miguel Cintra e Herman José». 
Do que escreveu Jorge Leitão Ramos sobre o Festival no Expresso:





PAULA COSME PINTO | «O lugar da mulher é na cozinha, não é no futebol»



Leia aqui

quinta-feira, 3 de maio de 2018

A PRETEXTO DA VISITA DO PRIMEIRO MINISTRO ANTÓNIO COSTA AO CANADÁ | «Gender in practice»




A PRETEXTO DA VISITA DO PRIMEIRO MINISTRO ANTÓNIO COSTA AO CANADÁ | «As Mulheres no Canadá»


Veja aqui


Uma notícia recente:

«The Government of Canada champions gender equality in G7 presidency

News release

April 27, 2018 – Ottawa, Ontario – Status of Women Canada
Advancing gender equality and women’s empowerment is a central theme of Canada’s G7 presidency and essential for building a prosperous and secure future in Canada and around the world. This commitment is being driven by the Government of Canada’s goal of ensuring that the benefits of economic growth are shared by everyone, regardless of gender». Continue a ler

E lembremos post anterior do Em Cada Rosto Igualdade:

DAVOS | «Justin Trudeau tells Davos to put women first» onde, por exemplo, se pode ver este vídeo:






quarta-feira, 2 de maio de 2018

VIRGINIA WOOLF | «Diários»



«O que nos diz o Diário da pessoa de VW que nos permita conhecê­‑la melhor? O aspecto mais impressionante creio ser a evidência de uma mulher extremamente contraditória. Desde logo, as alterações radicais dos estados de espírito, a dramática inconstância dos terrores e euforias vivenciais, de um dia “tão divinamente feliz” e de outro exausta e deprimida. Igualmente a dicotomia entre a necessidade de “estar na vertigem das coisas” (o prazer que diz incomparável de jantares e festas, das visitas, das bisbilhotices) e o isolamento com os livros, a escrita, o jardim, a lareira, Leonard. Deseja a animação, os estímulos que põem a mente à prova, os mexericos fervilhantes, e logo se farta da afluência das visitas, despreza os convivas enfadonhos e banais, acusa o desgaste das frioleiras, a perda de tempo com ninharias, anseia beber uma boa “dose de silêncio”.».(do Prefácio).

«Grupo de Trabalho Interministerial para as Comemorações dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 40 anos da Adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos»

Na integra aqui

segunda-feira, 30 de abril de 2018

AMANHÃ É 1.º DE MAIO | Ambiente certo para nos associarmos à homenagem a Odete Santos


Leia no Expresso
Excertos:
«(...)
Já há sorrisos e saudades na plateia. Odete Santos sempre foi assim como deputada, de palavra solta e franca, muitas vezes uma ‘carta fora do baralho’ da contida bancada parlamentar comunista onde se sentou durante quase 27 anos. Saiu pelo seu próprio pé, renunciando a cumprir um mandato por se sentir “cansada” e com a sensação do dever cumprido. Na sua última presença no plenário, despediu-se com um “até amanhã, camaradas”, dito já em lágrimas e perante os aplausos gerais, vindos da esquerda até à direita. A emoção passou em força, nesse dia, pelo hemiciclo de São Bento. (...).


Jerónimo de Sousa não esteve em Setúbal, mas seria o primeiro a surgir no ecrã gigante instalado no Fórum Luísa Todi. Elogiou a sua velha companheira de bancada pela forma “espontânea, solta e irreverente” como atuava politicamente. “Uma mulher que tomou partido” e “uma figura ímpar”, resumiu o líder comunista. Surgiram ainda as vozes de Ilda Figueiredo e de Octávio Teixeira, filmados à frente da Assembleia onde todos trabalharam juntos, a elogiar a “força da palavra, a alegria natural, a confiança e a firmeza de carácter” de Odete Santos. Os camaradas de armas sabem que ela soube “conquistar a simpatia do povo”, recordando como, em manifestações públicas, muitas vezes os jovens gritavam “Odete, Odete” à sua passagem.
Laborinho Lúcio, ex-ministro da Justiça do PSD no cavaquismo, daria a cara por mais uma dose de elogios à sua adversária política. “Firme e sem nunca fazer cedências”, tinham em comum o amor pelo Direito e como “ponto de encontro as poesias de Brecht”. O ex-governante fez-lhe as devidas vénias. Odete Santos reconheceu-lhe a coragem. “Conseguiram esta coisa espantosa de porem o Laborinho Lúcio a dizer bem de mim”, disse no discurso feito integralmente de improviso. “Hoje, posso reconhecer, que ele tem uma mente brilhante”, responde, devolvendo os cumprimentos.(...)
Ela, que fugiu muitas vezes da discreta conduta que o partido impõe, está de pazes feitas com tudo. Ainda estava no Parlamento quando aceitou integrar o elenco de duas peças de revista — “Arre Potter qu’é demais” e “Vá para fora... ou vai dentro” — em pleno Parque Mayer. “Sei que provocou escândalo, mas estive-me nas tintas para isso “, disse na altura. Arriscou idas à “Cinco para a Meia-Noite”, ora com Filomena Cautela ou com Nilton. Avançou em defesa de Álvaro Cunhal no concurso da RTP do “Melhor português de sempre”, que viria a dar a vitória a Salazar e um escândalo em direto de Odete Santos a denunciar “o branqueamento do fascismo”.
Foi sempre assim, sem papas na língua. Como quando participou no concurso “Dança Comigo”, na RTP. No júri, estava Ricardo Araújo Pereira, que deixou escapar a piada de que era a primeira vez que via um deputado suar. Odete Santos não gostou, replicou contra as “generalizações abusivas”. Em direto, o humorista teve de reconhecer que era “um palerma”. A deputada não desmentiu: “Foi você que o disse. Eu não o classificava como palerma”. (...)». Leia na integra.

ONTEM FOI DIA MUNDIAL DA DANÇA | Hoje sublinhamos «Happy Island / de La Ribot» | DANÇANDO COM A DIFERENÇA



quinta-feira, 26 de abril de 2018

CENTRO DE REFLEXÃO CRISTÃ | «Os novos sinais dos tempos - Que fazer?» | ÀS QUARTAS-FEIRAS DO MÊS DE MAIO 2018 | 18:30H | CENTRO NACIONAL DE CULTURA | LISBOA



Leia aqui



Um excerto:
«Centro de Reflexão Cristã debate "novos sinais dos tempos"
Cristãos e não cristãos são os convidados das Conferências de Maio que o Centro de Reflexão Cristã propõe nas quartas-feiras do próximo mês, em Lisboa, sobre "Os novos sinais dos tempos - Que fazer?".
O ano, "tão conturbado a nível internacional e com tão graves violações de direitos humanos, que provocam a deslocação de milhares de refugiados e ameaças à paz", inspirou a escolha do tema, revela uma nota enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.
"Não há apenas ameaças, há lutas pelos avanços da condição das mulheres e de minorias, lutas pelo cuidado da casa comum perante as alterações climáticas e uma Igreja, de que fazemos parte, que se sente interpelada a agir perante os novos sinais dos tempos», salienta o presidente da instituição, José Leitão.
As sessões, que começam às 18h30 no auditório do Centro Nacional de Cultura (Rua do Picadeiro, 10), com entrada livre, contam com a participação de «académicos e/ou pessoas empenhadas na luta por um mundo mais justo e fraterno, este ano na sua maioria mulheres».
"A nova desordem internacional, os refugiados e a luta pela paz" é o tema da primeira sessão, a 2 de maio, com José Manuel Sobral, Ana Luísa Riquito e Mónica Dias.
No dia 9 Manuela Silva e Paula Alves refletem sobre "As alterações climáticas e o cuidar da casa comum", e na semana seguinte, a 16 de maio, Maria Augusta Babo, Romualda Fernandes e Guilherme d'Oliveira Martins perguntam "Como as mulheres e as minorias estão a mudar o mundo?".
O ciclo termina a 23 de maio com o bispo de Santarém, D. José Traquina, Helena Topa Valentim e José Leitão, que falam sobre "A Igreja em Portugal e a resposta aos novos sinais dos tempos".
O Centro de Reflexão Cristã, criado em novembro de 1975, ano e meio após a revolução de 25 de Abril, por 79 fundadores, católicos e protestantes, propunha-se estudar a "teologia para o crescimento da fé cristã, ao serviço da evangelização e da libertação do povo português". (...)». Leia na integra.


«Documentário no Feminino»




também em PDF



segunda-feira, 23 de abril de 2018

23 ABRIL | DIA MUNDIAL DO LIVRO




«O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Pretende anualmente promover o prazer da leitura e o respeito pelos livros e pelos seus autores.​
Esta data foi escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os homens oferecem às suas «damas» uma rosa vermelha de S. Jorge e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do cavaleiro. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare, Cervantes e Garcilaso de la Vega, falecidos em abril de 1616.
Em 2018, e porque se comemora o Ano Europeu do Património Cultural, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas quis relacionar a noção de património com o valor cultural e intemporal do Livro e da Leitura. Resultado do conjunto de várias forças, desde o autor ao leitor, passando pelo editor, tradutor, revisor, designer, ilustrador, tipógrafo, livreiro, animador da leitura, o Livro encontra o seu valor intemporal quando é lido e passado de geração em geração, de uma língua para outra língua, de um suporte para outro suporte de leitura.
O cartaz deste ano, baseado numa fotografia que a fotógrafa Luísa Ferreira concebeu no Arquivo Nacional Torre do Tombo, com design da LUPA Designers, pretende transmitir, metonimicamente, que um livro cruza justamente tudo isto: tempo, espaço, língua, cultura, imagem, suporte, fotografia, escrita, mas também uma leitura e muitas leituras, prazer e fruição».  Tirado daqui.

Veja iniciativas para hoje: 

Dia Mundial do Livro é na segunda-feira: aqui há ofertas, sessões, conversas

E uma boa ocasião para lembrarmos Livrarias/Editoras/Bibliotecas e afins comprometidas com «Mulheres», por exemplo:

Veja aqui

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