quinta-feira, 18 de julho de 2019

«As mulheres não são mercadoria»





Em causa está a publicidade do Grupo Carnes Sá da Bandeira, sediado em Vila Nova de Gaia, que anuncia a venda de carne de vitela branca para assar, associando-a à imagem de uma mulher em biquíni na praia.
Antevendo argumentos de desvalorização do sucedido, como «o mal está nos olhos de quem o vê», o MDM assume que é tempo de dizer «basta», realçando que, da mesma forma que as mulheres não são mercadoria, «não podem os seus corpos ser usados como tal».  Continue a ler.

O anúncio que motivou o protesto
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A propósito, a crónica SINAIS de ontem de Fernando Alves: 

Ouça aqui, na TSF

APRENDER SEMPRE | «Aprender sempre é um imperativo das sociedades contemporâneas. O caráter inacabado do ser humano obriga -o a aprender, num processo permanente que engloba todo o ciclo de vida e está presente em todos os momentos e lugares da experiência humana. Está em causa aprender ao longo e ao largo da vida num processo educativo de construção da autonomia que deveria ser função de toda a sociedade e que é transversal a todas as dimensões do social. É esta visão ampla da educação que permite equacionar os problemas inerentes ao campo extremamente diverso que é hoje a Educação e Formação de Adultos (EFA) »




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quarta-feira, 17 de julho de 2019

PATRÍCIA REIS | «As Crianças Invisíveis»




SINOPSE
M. é uma criança habituada a ser usada e devolvida por famílias sucessivas como um produto que não satisfaz o cliente. Cresce numa instituição de acolhimento, onde vai descobrindo o poder da amizade e as armadilhas do desejo e da paixão. Esta é a sua história até chegar à idade adulta, atravessando um processo de invisibilidade, no qual a dor se confunde com a esperança de encontrar uma vida a que possa chamar sua. Ao seu lado existem outras crianças e ainda Conceição, a assistente social que escolhe amar M. incondicionalmente.

As Crianças Invisíveis é um romance que alia um exercício literário ímpar com um profundo trabalho de investigação sobre abandono, maus-tratos e adopção. Construindo toda a narrativa de uma maneira muito original, sem identificar o sexo das crianças, e a partir do olhar delas, a escrita límpida, poderosa e cirúrgica de Patrícia Reis conduz-nos, neste romance avassalador, através dos sonhos, do medo e da intimidade de um conjunto de personagens que percorrem a infância e a adolescência sem pai, nem mãe, nem identidade. Saiba mais.



«Aliança por um Audiovisual 50-50, que vai promover a igualdade de gênero na realização audiovisual do Brasil»




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terça-feira, 16 de julho de 2019

PRIMO LEVI | «Se Isto é um Homem» | AINDA PODE SER VISTO NO FESTIVAL DE TEATRO DE ALMADA NUMA ENCENAÇÃO DE ROGÉRIO DE CARVALHO

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Há cem anos, a 31 de julho de 1919, nascia Primo Levi. Ninguém devia ter saído do século passado sem ter lido “Se isto é um homem” e “Os que sucumbem e os que se salvam”. São o testemunho e a análise da máxima culpa do século, aliás, do milénio, aliás, da história.
No entanto, Primo Levi não foi compreendido quando entregou o manuscrito do seu primeiro livro, que haveria de ser recusado, é sabido, mas também não foi compreendido depois, durante muitos séculos, visto que nenhuma história da literatura o incluía, e isto é menos conhecido.
Onde está a grandeza do escritor italiano mais importante do século XX? Está em ter vivido na primeira pessoa, e observado, e descrito a máxima culpa da história, não no grau máximo em que se verificava, mas no grau máximo em que era recordável e narrável.

Vem sempre à minha mente que um redator da revista de Sartre, “Les Temps Modernes”, encontrou-se com alguns sobreviventes do Extermínio, interrogou-os e filmou-os, mas aqueles que viveram a violência no grau mais alto não respondem, mas choram e contorcem-se. São mudos. Levi fala. Com precisão, com lucidez, com verdade. Com um estilo clássico. Continue a ler.



SE ISTO É UM HOMEM

de Primo Levi | Dramaturgia e encenação de Rogério de Carvalho


Companhia de Teatro de Almada (Almada, Portugal)
Apoio: Instituto Italiano de Cultura de Lisboa
Testemunho de um sobrevivente do Holocausto, expôs, à saída da máquina concentracionária de extermínio nazi, com a secura de quem se limitou a descrever a humanidade no seu pior, o horror inexcedível das relações de poder entre vítimas. Dedicado aos carrascos que foram todos os que, pelo silêncio cobarde e pela indiferença dormente, compactuaram com o genocídio de seis milhões de judeus, o texto põe à consideração destes se «quem sem cabelos e sem nome», nem já «força para recordar» é um homem ou uma mulher. Depois de o actor inglês Antony Sher e de o dramaturgista sueco Lars Norén o terem feito nos seus países, trata-se da primeira adaptação portuguesa deste texto – e a sua estreia absoluta em Portugal, no ano em que se assinala o centenário do nascimento de Primo Levi (1919-1987). Saiba mais.


PROJETO | «Igualdade de Género nas Instituições de Ensino Superior»






«No âmbito do início do projeto GE-HEI - Gender Equality In Higher Education Institutions, financiado pelo Programa Conciliação e Igualdade de Género, cuja entidade operadora é a CIG, Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, EEA Grants 2014-2021, a entidade promotora é a DGES, Direcção Geral do Ensino Superior e que será desenvolvido pelo CIEG, Centro Interdisciplinar de Estudos de Género/ISCSP- Ulisboa, em parceira com o RIKK,  Institute for Gender, Equality and Difference at the University of Iceland e com a A3ES, Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, divulgamos a sessão de apresentação do projeto, que irá realizar-se no dia 18 de julho de 2019, a partir das 9h30, na Sala Lisboa do ISCSP-ULisboa, situado no Campus Universitário do Alto da Ajuda, em Lisboa». Saiba mais.


segunda-feira, 15 de julho de 2019

FÉ PELA TERRA | «um planeta, várias religiões, um objetivo»




«A iniciativa da ONU Meio Ambiente “Fé pela Terra”, cujo slogan é “um planeta, várias religiões, um objetivo”, busca fazer uso e cultivar a benevolência e poder das autoridades religiosas mundiais e de seus devotos em prol do meio ambiente global. 
Julho de 2019 marca o quarto aniversário do Laudato Si’, a segunda encíclica do Papa Francisco, especificamente direcionada ao meio ambiente. Nela, o Papa clama a todas as pessoas do mundo para que ajam “de maneira global, unificada e rápida” contra práticas insustentáveis.
Para comemorar o quarto aniversário do Laudato Si’, a iniciativa “Fé pela Terra”, em conjunto com parceiros como a Rede da Juventude Católica pela Sustentabilidade Ambiental na África, a organização WWF e o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, está organizando uma conferência nos dias 15 e 16 de julho no escritório da ONU Meio Ambiente em Nairóbi, no Quênia». Leia na ONU Brasil.

«Gendered Violence on the Contemporary Stage»



Leia aqui

sexta-feira, 12 de julho de 2019

FESTIVAL DE ALMADA | ENCONTRO DA CERCA | 13 JUL 2019 | 10.00 H | «As palavras e o mundo na herança de Primo Levi» | PARTICIPAM INDIVIDUALIDADES PORTUGUESAS E ESTRANGEIRAS CUJA VIDA E/OU TRABALHOTEM TIDO POR TEMA CENTRAL A MEMÓRIA DO HOLOCAUSTO



Saiba mais



PROGRAMA

10:00 Sessão de abertura pelos representantes da Casa da Cerca, 
Companhia de Teatro de Almada, Instituto Italiano de Cultura de Lisboa e Memoshoa
10:30 Intervenção de Giovanni Tesio
11:30 Intervenção de Esther Mucznik
A dimensão e a influência do trabalho de Primo Levi
12:00 Intervenção de Martina Mengoni
13:00 pausa para refeição
14:00 Intervenção de António Martins
Escrever sobre o Holocausto: escritores e memórias
14:30
 Intervenção de Ricardo Presumido
A memória do Holocausto na cultura europeia
15:30 Intervenção de Rogério de Carvalho



TEATRO | «Bonecas» | 11-21 JULHO 2019 | TEATRO CARLOS ALBERTO | PORTO




«Em Bonecas, espetáculo em estreia, Ana Luena parte de um conto inédito de Afonso Cruz e da “brutalidade bela” da pintura de Paula Rego para escrever uma dramaturgia em torno das noções de território, identidade e memória. Inserindo Bonecas no âmbito do programa da Malvada Associação Artística ao explorar o retrato e processos de desterritorialização por desvinculação, a encenadora integra igualmente no espetáculo a experiência partilhada com um grupo de raparigas de um centro de acolhimento temporário e um grupo de mulheres vítimas de violência doméstica de uma casa abrigo. A severidade e crueldade destes territórios femininos tornam as suas vítimas cativas da sua própria condição. Como num tableau vivant, as personagens de Bonecas expressam-se em relações dicotómicas de vulnerabilidade e força e numa inversão de papéis onde submissão e dominação se confundem. Cruzando exercícios de improvisação, criação de cenas, desenho de personagens, técnicas de role-playcom fotografia, cria-se uma narrativa rizomática, “como um livro que cose diferentes cadernos numa só lombada”. Nessa “cartografia de multiplicidades” que o teatro e a fotografia oferecem, Bonecas trabalha possibilidades de reconstrução identitária, de reconhecimento e pertença». Saiba Mais.






quinta-feira, 11 de julho de 2019

«BARÓMETRO DAS DIFERENÇAS REMUNERATÓRIAS ENTRE MULHERES E HOMENS»


Continue a  ler

E saiba mais aqui.

JOSÉ MANUEL BARATA-FEIO | «A sombra dos heróis»





SINOPSE
Em Portugal, até hoje, pouco se sabe sobre os portugueses vítimas dos nazis em França. Mas se assim é em relação às vítimas, a ignorância é absoluta no que respeita às centenas de homens e mulheres que combateram os nazis durante a ocupação do país.
Cidadãos de um país neutro, centenas de portugueses podiam ter-se adaptado às circunstâncias e ao diktat do invasor alemão. Em vez disso deixaram o conforto relativo das suas famílias, das suas casas e dos seus empregos, esqueceram o interesse próprio e lançaram-se num combate desigual pela liberdade.
A Sombra dos Heróis dá vida à história desconhecida destas centenas de homens e mulheres de carne e osso, lutadores de exceção, num relato fascinante sobre a resistência e abnegação humanas. Saiba mais.


quarta-feira, 10 de julho de 2019

«Adeptos que assistiram à conquista do Mundial pela selecção norte-americana exigiram “Igualdade Salarial” ao presidente da FIFA»


Leia aqui, no Público



«Um, dois, três, quatro. O número de Campeonatos do Mundo conquistados pela selecção feminina norte-americana de futebol cresce a olhos vistos, mas, ainda assim, as mulheres ganham menos do que os colegas do sexo masculino — que ainda não venceram qualquer troféu internacional. Em nove edições do Mundial, os Estados Unidos chegaram por seis vezes à final, assegurando o terceiro lugar nas restantes três participações
Nas bancadas, após a final que os EUA venceram frente à Holanda por 2-0, os adeptos fizeram questão de relembrar o presidente da FIFA, Gianni Infantino, desta desigualdade remuneratória que tem sido denunciada por várias jogadoras. Aos poucos, o cântico “Equal Pay [Igualdade Salarial]” alastrou-se a todas as secções do Estádio de Lyon que, a uma só voz, mostrou o seu desagrado perante os responsáveis pelo futebol mundial, ou, por outras palavras, as pessoas que poderão desempenhar um papel crucial na reversão desta realidade. (...)». Continue a ler.






LEMBREMOS A AGENDA 2030 | UM ODS DE CADA VEZ | OBJETIVO 17 | «Parcerias Para a Implementação dos Objetivos»




Reforçar os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o Desenvolvimento Sustentável

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  • Fortalecer a mobilização de recursos internos, inclusive através do apoio internacional aos países em desenvolvimento, para melhorar a capacidade nacional para cobrança de impostos e outras fontes de receita
  • Os países desenvolvidos devem implementar de forma plema os seus compromissos em matéria de assistência oficial ao desenvolvimento [AOD], inclusive canalizar 0,7% do rendimento nacional bruto [RNB] para AOD aos países em desenvolvimento, e alocar 0,15% a 0,20% desse valor para os países menos desenvolvidos.
  • Mobilizar recursos financeiros adicionais para os países em desenvolvimento a partir de múltiplas fontes
  • Ajudar os países em desenvolvimento a alcançar a sustentabilidade da dívida de longo prazo através de políticas coordenadas destinadas a promover o financiamento, a redução e a reestruturação da dívida, conforme apropriado, e analisar a dívida externa dos países pobres altamente endividados de forma a reduzir o superendividamento
  • Adotar e implementar regimes de promoção de investimentos para os países menos desenvolvidos

....................................
  • Até 2020, reforçar o apoio à capacitação para os países em desenvolvimento, inclusive para os países menos desenvolvidos e pequenos Estados insulares em desenvolvimento, para aumentar significativamente a disponibilidade de dados de alta qualidade, atuais e fidedignos, desagregados ao nível do rendimento, género, idade, raça, etnia, estatuto migratório, deficiência, localização geográfica e outras características relevantes em contextos nacionais
  • Até 2030, aumentar as iniciativas existentes para desenvolver medidas do progresso do desenvolvimento sustentável que complementem o produto interno bruto [PIB] e apoiem a capacitação estatística nos países em desenvolvimento.


terça-feira, 9 de julho de 2019

«A exposição “Alphonse Mucha: Art Nouveau / Nouvelle Femme” lembra como, uma vez instalado em Paris, o pintor se afirmou como um dos maiores artistas gráficos do seu tempo. Sarah Bernhardt, a mais famosa atriz daquele tempo, foi das primeiras a prever a carreira de sucesso de Mucha. A presença da mulher é recorrente nas imagens que este pintor e ilustrador criou para efeitos de publicidade de produtos que vão desde biscoitos a bicicletas. As imagens refletem ecos de um tempo em que o papel da mulher na sociedade ocidental começava a viver sinais de transformação»



Na revista  E do semanário Expresso desta semana há uma referência (Fisga/Nuno Galopim) a um novo museu de Nova Iorque. Começa assim:

«Há um novo museu em Nova Iorque e é inteiramente dedicado ao universo dos posters. Chama-se Poster House e tem como objetivo principal apresentar uma visão histórica e global do poster desde o seu aparecimento no início do século XIX até às suas muitas existências e funções no presente. O estudo do impacte nas populações deste grande formato, as possíveis relações de comunicação através das artes gráficas estão também entre as preocupações da instituição que olha o poster como forma de comunicação em massa e força de persuasão, que cruza arte e comércio e procura exercer um certo controlo sobre o espaço público.
A Poster House foi fundada há quatro anos. E depois de uma etapa de planeamento e de adaptação do espaço, o museu abre agora as portas. Fica situado na Rua West 23rd, entre a sexta e sétima avenidas (Manhattan), num edifício construído em 1901 que foi recentemente sujeito a um projeto de recuperação e transformação. O museu vai viver essencialmente de um programa de exposições temporárias e, para os primeiros meses de vida pública, lança duas propostas de épocas diferentes. Uma delas é dedicada a Mucha. A outra à agência Cyan.  
(...)
Natural da região da Boémia (atual República Checa), Alphonse Mucha (1860-1939) foi uma das referências maiores da pintura e ilustração durante a Arte Nova. A exposição “Alphonse Mucha: Art Nouveau / Nouvelle Femme” lembra como, uma vez instalado em Paris, o pintor se afirmou como um dos maiores artistas gráficos do seu tempo. Sarah Bernhardt, a mais famosa atriz daquele tempo, foi das primeiras a prever a carreira de sucesso de Mucha. A presença da mulher é recorrente nas imagens que este pintor e ilustrador criou para efeitos de publicidade de produtos que vão desde biscoitos a bicicletas. As imagens refletem ecos de um tempo em que o papel da mulher na sociedade ocidental começava a viver sinais de transformação. Ao mesmo tempo estes posters correspondem a veículos que levaram para as ruas, e assim para os olhares de todos, as formas e temáticas da arte nova. (...)».
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Saiba mais sobre o museu e a exposição “Alphonse Mucha: Art Nouveau / Nouvelle Femme”. 




«QUEBRAR O SILÊNCIO»








A imagem acima foi  retirada da Primeira Página do jornal i de ontem, e a propósito aproveitamos para lembrar a existência da Associação «QUEBRAR O  SILÊNCIO». O site. De lá:

«QUEM SOMOS


Somos uma associação sem fins lucrativos de apoio especializado a homens sobreviventes de violência e abuso sexual, e queremos iniciar um diálogo saudável e informativo sobre violência sexual contra homens e rapazes, sem medos ou preconceitos.
Queremos criar um ambiente onde qualquer homem sobrevivente de violência sexual se sinta seguro para partilhar o que sente, dizer o que pensa e, se sentir necessidade, mostrar a sua vulnerabilidade sem receios».


segunda-feira, 8 de julho de 2019

FESTIVAL DE ALMADA | «As Três Sozinhas»







AS TRÊS SOZINHAS

Uma criação de Anabela Almeida, Cláudia Gaiolas e Sílvia Filipe


«Hécate. Circe. Medeia. Sereias, Hárpias, Górgonas. A madrasta da Branca de Neve e a velha da casa feita de guloseimas. Joana D’Arc, Ana Bolena. Capicua, Patti Smith. Pussy Riot, Femen e Guerrilla Girls. Maria Lamas, Carolina Beatriz Ângelo e Maria Judite de Carvalho. Frida Kahlo, Camille Claudel e Agnès Varda. Sylvia Plath, V irginia Woolf e Gertrude Stein. Clarice Lispector, Isadora Duncan. Judite com a espada de Holofernes, Lorena Bobbitt com uma faca de cozinha, V alerie Solanas com uma pistola. Uma longa espiral de mulheres a girar em torno de uma clareira na floresta à noite. Elas estão em chamas». Saiba mais.



MAIS UM MOTIVO PARA DESTACARMOS MARIA DO CÉU GUERRA | «Atriz da Europa» | PELO THEATRE FESTIVAL «ACTOR OF EUROPE»




Leia aqui


E sobre o International Theatre Festival "Actor of Europe" saiba mais neste endereço. De lá:
«Each year between 06 to July 11, on the shores of Lake Prespa, for ten consecutive years it's held the International Theatre Festival "Actor of Europe". This festival established itself as one of the most important cultural events in the Prespa region and the Republic of Macedonia. On the festival their participation took one of the most important names of domestic, regional and international theater scene. Each year in the traditional spirit of cultural cooperation between Macedonia, Albania and Greece, opening of the festival is on the three languages ​​that are spoken in the Prespa Lake, Macedonian, Albanian and Greek,  which on symbolic way at least for a moment erase borders around  the lake. The festival is held outdoors in the beautiful setting of a court of Sarai in Resen (House of Culture). E a homepage do festival.


sexta-feira, 5 de julho de 2019

«What Does the New Woman Need?»




What Does the New Woman Need?



«ESTUDOS DE GÉNERO Diversidade de Olhares num Mundo Global»



quinta-feira, 4 de julho de 2019

TEATRO | «O DEUS DAS MOSCAS | «Pedro Alves criou um grupo apenas feminino, que põe em relevo o carácter representacional do espetáculo, e em causa as noções e os atributos lineares de género» | 5 JULHO A 31 AGOSTO 2019 | SINTRA



A adaptação para o teatro foi feita por Nigel Williams.
 Foi esta a versão que Pedro Alves utilizou para este espetáculo
FOTO CATARINA LOBO



Do trabalho de João Carneiro na Revista E do semanário Expresso desta Semana:

Pedro Alves adaptou e encenou, para o Teatromosca, “O Deus das Moscas” com um grupo exclusivamente feminino, no cenário ‘natural’ da Quinta da Ribafria
TEXTO JOÃO CARNEIRO
«Publicado em 1954, “O Deus das Moscas” foi o primeiro romance de William Golding, e acabou por ser um dos grandes romances do século XX. O autor recebeu, em 1979, o James Tait Black Memorial Prize, em 1980 o Booker Prize, e em 1983 recebeu o Nobel da Literatura. “O Deus das Moscas” foi adaptado ao cinema por Peter Brook, em 1963; por Lupita A. Concio (filme para televisão) em 1975; e por Harry Hook, em 1990. A adaptação para o teatro foi feita por Nigel Williams, e apresentada pela Royal Shakespeare Company em 1996. É esta a versão teatral autorizada, e é esta que Pedro Alves utilizou para conceber o espetáculo que encenou para o Teatromosca.
No início há um grupo de rapazes, numa ilha, depois de uma guerra, uma evacuação, um desastre de avião — um acontecimento e um passado recentes algo sombrios, cuja memória é apagada pela descoberta da paisagem, do lugar, da ilha. “De tudo o que pode existir de maravilhoso no mundo, nada se pode comparar ao mar” — a descrição inicial inaugura uma espécie de visão edénica do mundo, a partir de perceções e de descrições da natureza. “Ou seria a juventude?”, a pergunta surge logo, para também logo ser recoberta com mais descrições. A ilha, as palmeiras, as copas das árvores; a água transparente e cristalina, os cardumes de pequenos peixes sempre em movimento, os verdes mais ou menos escuros, mais ou menos profundos; as rochas, os desfiladeiros, os penhascos, as pedras aguçadas; “no ar, borboletas voltejam excitadas”; finalmente, e perante “um horizonte circular de água”, a exclamação quase extática: “tudo isto é nosso”. “Nosso” começa por ser de Ralph e de Piggy; um louro, doze anos, “… ainda não era mesmo um adolescente. Mas uma delicadeza na boca e nos olhos não traíam qualquer maldade”; o outro “um miúdo gordo… mais baixo do que o rapaz de cabelo alourado. Óculos espessos. Casaco de inverno”. Encontram uma concha, um búzio, uma coisa que Piggy sabe ser valiosa. Noutros lugares seria cara, custaria muitas libras; ali vai servir para chamar os outros rapazes. Uns são mais novos, há dois gémeos, e há o grupo de Jack, o chefe do coro, os que surgem “vestidos de preto. A passo certo”; têm emblemas prateados nos chapéus, Jack tem um emblema dourado.
De início tentam organizar-se. Tratar da água, fazer abrigos. Precisam de fogo, e para isso os óculos de Piggy vão ser preciosos. Aos poucos, contudo, as tentativas de organização vão-se esboroando; as chefias deixam de ser respeitadas, as tarefas são desleixadas, o fogo apaga-se ou provoca incêndios; os do coro tornam-se caçadores, matam porcos; na desordem progressiva, vão acabar por matar dois rapazes, um deles Piggy, o último sinal de racionalidade na ilha; o medo, a crueldade e a violência passam a ser as forças primordiais.
Pedro Alves criou um grupo apenas feminino, que põe em relevo o carácter representacional do espetáculo, e em causa as noções e os atributos lineares de género. Fez decorrer a ação pelo espaço da Quinta da Ribafria, dividindo em dois, a certa altura, os grupos de atrizes e de espectadores que, no entanto se reencontram na sequência final. Distribuiu as palavras, as frases, os diálogos, o texto, por vozes singulares, por grupos, ou por elementos corais. A progressão da ação é, assim, acompanhada pela progressão física de atrizes e de espectadores pelos diferentes espaços da Quinta, com início no exterior, junto ao edifício principal. A casa, os jardins, os caminhos, os lagos, um universo outrora primorosamente estruturado, até nos seus efeitos de natureza redesenhada, e hoje em dia no mais constrangedor abandono, são transfigurados pelo impacto das ações, das vozes, das presenças das artistas; ainda nem tudo estava pronto quando assistimos a um ensaio, mas era palpável já a estranha inquietação que se desprende quer romance, quer da sua versão teatral.
Rita Rocha Silva, Mariana Fonseca, Cirila Bossuet e Margarida Coelho, intérpretes de algumas das personagens centrais, integram um grupo de 17 atrizes. A banda sonora é de Noiserv, o som é de Reinaldo Gonçalves, os figurinos são de Isadhora Müller e o desenho de luzes é de Carlos Arroja. (...)».

MULHERES EM DESTAQUE | Diana Policarpo | VENCE PRÉMIO NOVOS ARTISTAS DA FUNDAÇÃO EDP



Tirada daqui

«(...)A artista vencedora estudou música no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Arte e Design (ESAD) e tem um Mestrado em Artes Visuais (MFA) pelo Goldsmiths College. Hoje viaja entre as artes visuais, a música eletroacústica e a performance multimédia, explorando temas como a invisibilidade feminina. No MAAT está a instalação que a apresenta como artista multifacetada, uma instalação multimédia chamada Death Grip. (...)». Leia mais.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

«Um estudo da Fundação Belmiro de Azevedo mostra que os alunos das classes mais favorecidas estão em cursos de maior prestígio e com notas de acesso mais altas, como Medicina, Direito e Engenharias»



Leia  e veja aqui

Saiba mais na EDULOG

«Last year, more than 190 festivals signed up to a pledge to achieve a 50/50 gender balance by 2020»


Veja aqui, na BBC

«Last year, more than 190 festivals signed up to a pledge to achieve a 50/50 gender balance by 2020.
Seven months on, and the scheme is being extended into more venues, labels, orchestras and concert halls. Vanessa Reed is the founder of Keychange and the CEO of the PRS Foundation, who fund musicians and emerging talent.
She was also named the third most powerful woman in the music industry by Radio 4's Woman's Hour programme, just behind Beyonce and Taylor Swift. "We're opening up the pledge because we recognise the gender gap is an industry wide problem, it is not just about festivals," Vanessa told Radio 1 Newsbeat. (…)». Leia mais. 


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Isabelle Huppert vai estar no Festival de Almada | Entretanto numa entrevista ao Expresso também fala do movimento #MeToo



Veja aqui
«Uma história e uma personagem únicas enformam um espectáculo portentoso sobre as últimas horas de vida de Mary Stuart, Rainha da Escócia, que desafiou as forças da História e do destino, e foi por essa razão julgada no Verão, condenada no Outono e executada no Inverno de 1587, por ordem da sua prima, a Rainha Isabel I. Diz-se que os seus lábios ainda mexiam quando o carrasco exibiu a sua cabeça decepada.
Mais de dois séculos decorridos desde Maria Stuart de Schiller, o romancista e dramaturgo Darryl Pinckney (n. Indiana, 1953), autor, entre outros livros, de High Cotton e de Black Deutschland, desafiou-se a entrar na cabeça de uma rainha que está há dezanove anos num maquiavélico corredor da morte do século XVI. Robert Wilson (n. Texas, 1941), figura cimeira reconhecida por abordagens estéticas não convencionais ao teatro e à ópera, encenou Fausto, de Goethe, La Traviata, de Verdi, a Ópera dos Três Vinténs, de Brecht – ou ainda Quarteto, de Heiner Müller, e Orlando, de Virginia Wolf, estes contando com a interpretação de Isabelle Huppert (n. Paris, 1953). A actriz estudou teatro com Antoine V itez, fez cinema com Preminger, Chabrol, Godard, Haneke, teatro com Claude Régy e Luc Bondy, entre muitos outros grandes nomes. Ludovico Einaudi (n. Turim, Itália, 1955) é um compositor e pianista mundialmente reconhecido pela sua música de sonoridades oníricas que misturam de forma única sons ancestrais e vanguardistas».
Entretanto da entrevista que Isabelle Huppert deu ao Expresso desta semana:



UNICEF | «Annual Report 2018 / For every child, every right »


«Highlights
In words, images, facts and figures, this report details the results that UNICEF achieved in 2018, together with its generous partners and supporters, a dedicated global workforce and children and young people themselves. It also profiles UNICEF’s 2018 advocacy campaigns focused on improving child survival and health, expanding early childhood development programmes, ending violence against children and supporting young migrants and refugees. And it highlights the ways in which UNICEF has lived its core values – care, respect, integrity, accountability and trust – by initiating positive changes in its organizational culture.
As a record of the first year of the UNICEF Strategic Plan, 2018–2021, the report outlines efforts to protect the rights of every child, to open up new opportunities for children and young people, to become increasingly effective and efficient, and to strengthen UNICEF’s partnerships and financial stewardship. Among many other achievements in 2018, the report notes that UNICEF supported birth in health facilities for 27 million babies, three doses of the Pentavalent vaccine for an estimated 65.5 million children, education for 12 million children and treatment for 4 million children with severe acute malnutrition. At the same time, the organization responded to 285 humanitarian emergencies in 90 countries.
UNICEF Annual Report 2018 examines the progress made despite humanitarian challenges – as well as the opportunities ahead – as the international community marks the 30th anniversary of the Convention on the Rights of the Child in 2019». Deste endereço.