sexta-feira, 11 de setembro de 2015

NO FESTIVAL DE CINEMA DE TELLURIDE | Apresentação do filme « As Sufragistas» e revelações de Meryl Streep sobre igualdade entre homens e mulheres





«Meryl Streep escreveu a 535 políticos... e recebeu 5 respostas


A atriz contactou todos os membros do Congresso dos EUA apelando à aprovação de leis para uma maior igualdade entre homens e mulheres, mas foi ignorada.


A 23 de junho deste ano, no dia a seguir ao seu 66º aniversário, Meryl Streep enviou uma carta personalizada a cada um dos membros do Congresso dos EUA a pedir-lhes para reavivarem a batalha para consagrar uma Emenda sobre a igualdade de direitos na Constituição, assegurando a paridade para as mulheres de acordo com a Lei.
Cada carta era acompanhada de um livro, "Equal Means Equal" [Igual Significa Igual], da autoria de Jessica Neuwirth, presidente da ERA Coalition, uma organização que faz campanha por essa Emenda.
Dois meses e meio depois, a estrela deu conta que o seu apelo foi praticamente ignorado pelos 435 representantes e 100 senadores que formam o Congresso dos EUA: "Recebi cinco respostas".
A revelação surgiu durante a apresentação de "As Sufragistas", no Festival de Cinema de Telluride, um drama histórico sobre o movimento pelo sufrágio feminino na Grã-Bretanha no início do século XX.
Muito bem recebido, o elenco inclui Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Romola Garai, Ben Whishaw e Brendan Gleeson». Continue a ler na Sapo.





AUDIÇÃO PÚBLICA | «Empowering women in digital age» | SETEMBRO2015 | DIA 15 | 11:00H-12:30H



«The Committee on Women's Rights and Gender Equality will hold a public hearing with experts in order to discuss the different aspects related to the empowerment of women in the digital age. They will also look at the challenges to be faced and the potential concrete action that could or should be taken at European level. This hearing is meant to serve as an input for drafting a non-legislative report on the same topic. The hearing will take place on 15.09.15». Ver mais.



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

TEATRO | «Mãe com Açúcar» | ATÉ 10 DE SETEMBRO (AMANHÃ) | AUDITÓRIO MUNICIPAL LOURDES NORBERTO | LINDA-A-VELHA


TEATRO | LINDA-A-VELHA

TEATRO DO ELÉCTRICO
MÃE COM AÇÚCAR 
De Rita Cruz
Com Tânia Alves 
Coprodução 
Teatro do Eléctrico 
e Auditório Lourdes Norberto 
Até 10 de setembro
Linda-a-Velha

 Sobre a peça, do que escreveu JOÃO CARNEIRO na revista «E» do Expresso de 29 agosto 2015: 


ONU | AGENDA 2030 | «as pessoas no centro do desenvolvimento, incentivando o bem-estar humano, a prosperidade, a paz e a justiça em um planeta saudável»





«Para Ban Ki-moon, a Agenda 2030 colocará as pessoas no centro do desenvolvimento, incentivando o bem-estar humano, a prosperidade, a paz e a justiça em um planeta saudável.
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou na última terça-feira (01) uma resolução enviando o projeto da “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” aos Estados-membros para a adoção no final de setembro, levando a comunidade internacional “para a beira de decisões que podem ajudar a realizar o sonho de um mundo de paz e dignidade para todos”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon».  Continue a ler na ONU Brasil.




terça-feira, 8 de setembro de 2015

PRÉMIO | «Paridade Mulheres e Homens na Comunicação Social» | ABERTAS CANDIDATURAS À 7.ª EDIÇÃO | ATÉ 21 SET 2015




«A Comissão para Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), no âmbito do V Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e Não-discriminação, 2014-2017, medida 58, vai promover a atribuição do Prémio Paridade: Mulheres e Homens na Comunicação Social. Esta iniciativa, que tem como objetivo favorecer um ambiente propício à igualdade, com uma imagem equilibrada e não estereotipada das mulheres e homens nos media, encontra-se já na sua 7ª edição.
Podem concorrer ao Prémio autores/as de produtos originais na área da comunicação social, de entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, que tenham publicado ou difundido trabalhos de natureza jornalística, impressos ou em suporte audiovisual, entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2014».
C A N D I D A T U R A S
7 a 21 setembro  2015


MARIANA MONTEIRO | Campeã das Nações Unidas para a Igualdade de Género | ENTREVISTADA PELA VISÃO


Ver aqui


«Feminismo é igualdade

A atriz Mariana Monteiro tem vindo a apelar nas redes sociais para temas como a igualdade de género e a erradicação da violência contra as mulheres.


Esta semana assinalou-se o 20º aniversário da Conferência das Nações Unidas de Pequim. Razão para uma conversa com a Champion das Nações Unidas da igualdade de género.
A atriz Mariana Monteiro tem vindo a apelar nas redes sociais para temas como a igualdade de género e a erradicação da violência contra as mulheres. Discursou no debate sobre a violência doméstica na Assembleia Municipal de Lisboa, participou nas campanhas "Girl Summit" e "Time To Act", e protagonizou na minissérie, "Mulheres de Abril". Razões suficientes para as Nações Unidas nomearam Mariana como Champion. O objetivo é aproveitar a visibilidade da atriz para abrir discussões sobre estes temas. Conheça um pouca as suas ideias e a sua maneira de pensar sobre temas que ainda abalam a nossa sociedade. 

Como é que surgiu o convite para ser Campeã das Nações Unidas?
MM- Mariana Monteiro - Aconteceu através da agência [de Mariana], porque tinha feito duas campanhas, a Girl Summit e a Time to Act, uma sobre a violência contra as mulheres, em conflitos armados, e a Girl Summit sobre o acesso à escolaridade na Nigéria, que estava a ser negada. Também já tinha feito uma campanha para a Sic, em 2009, contra a violência doméstica, chamada, "Todos os homens que fazem parte da minha vida, nenhum será mais do que eu". E portanto tinha vindo a estabelecer uma ligação com campanhas que favoreciam a igualdade de direitos humanos». Continue a ler.



segunda-feira, 7 de setembro de 2015

FESTIVAL «TODOS» | O valor da interculturalidade | ENTRADA LIVRE


RAQUEL WELCH | Fez 75 anos




Raquel Welch fez 75 anos no sábado passado.
«(...)
Sistematicamente atacada pelos críticos, Welch acreditava que tinha talento e merecia melhor material e teve algumas personagens femininas invulgarmente fortes para a época e que iam contra a imagem decorativa e submissa que se esperaria de alguém apenas valorizada pela sua beleza. Chegou mesmo a interpretar uma transexual no controverso "Myra Breckinridge" (1970), que foi um desastre comercial e artístico gigantesco, e com "Hannie Caulder" (1971), forte inspiração de Quentin Tarantino para "Kill Bill", tornou-se uma das primeiras atrizes a ser a estrela de um "western".
Com "Os Três Mosqueteiros" (1973) recolheu finalmente boas críticas e até um Globo de Ouro para a Melhor Atriz em Comédia ou Musical, mas apesar de só ter 34 anos, os papéis substanciais não se materializaram.
Ainda assim, fosse no teatro, televisão e mais tarde reinventando-se como empresária de sucesso, Raquel Welch sempre deu provas de possuir um carácter forte e ser mais do que um ícone de beleza. (...)».  Veja mais. E, pode dizer-se, envelhecimento activo! 



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

«O NAUFRÁGIO DA HUMANIDADE»





o menino Aylan Kurdi
 símbolo trágico da crise dos migrantes
Veja, por exemplo, aqui, no Observador





«A Europa precisa de deixar de ficar só emocionada e tem de se mexer»

Matteo Renzi | Primeiro-ministro italiano


 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

«MEXE» | III Encontro Internacional de Arte Comunitária | COMEÇA 8 SETEMBRO 2015 | PORTO




«O grande encontro de Arte e Comunidade regressa ao Porto em 2015 afirmando-se como um dos espaços incontornáveis em Portugal e na Europa de cruzamento e contaminação das pujantes práticas artísticas comunitárias. Este ano o MEXE mexe com a nossa ideia de multiculturalidade numa Europa profundamente dividida e confronta-se com a necessidade urgente de reflexão sobre as práticas artísticas comunitárias no contexto espaço-tempo que vivemos.

Na sua 3ª edição, o MEXE encontra pela primeira vez o acolhimento-âncora de um equipamento cultural da cidade – Teatro Carlos Alberto / TNSJ. Esta cumplicidade oportuna não invalida a continuidade da vocação do encontro para o espaço público, antes pelo contrário, permite o aprofundamento de projetos na sua programação que contemplam abordagens distintas e com outro tipo de recursos. Esta edição mantem igualmente, com grande esforço mas coerente com os seus princípios, a preocupação de acesso às diferentes áreas de programação de públicos diversos, mantendo a gratuitidade da maior parte das ações e nos casos de entrada paga um preço simbólico».  Continue a ler.

Sobre o MEXE, na imagem,  uma notícia do  TRIBUNA da Madeira de 28 agosto 2015



PARTIS | «integração social através das práticas artísticas» | AS CANDIDATURAS TERMINAM A 15 SETEMBRO




Recordamos o concurso que está a decorrer: 

P A R T I S 
 Práticas Artísticas para a Inclusão Social
De 13 de julho a 15 de setembro
(projetos a iniciar em janeiro de 2016



PARTIS é um projeto da Gulbenkian, e «O concurso PARTIS - Práticas Artísticas para Inclusão Social pretende apoiar projetos sociais destinados à integração social através das práticas artísticas.

Os melhores e mais inovadores projetos de integração social pela prática artística, nas áreas das artes visuais, artes performativas e audiovisuais (nomeadamente teatro, dança, música, circo, grafitti, performance, pintura, escultura, instalação, vídeo, fotografia, entre outras) serão apoiados, até um máximo de €25 mil euros/ano. As propostas devem ser consistentes, informadas e sustentadas, assentes em parcerias alargadas, passíveis de avaliação e potencial de replicação.
Podem concorrer organizações não lucrativas com projetos que promovam a inclusão social de cidadãos em situação de maior vulnerabilidade social, tendo em vista a promoção do encontro e diálogo entre diferentes - em termos sociais, etários, culturais, entre outros -, e também a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social e territorial». SAIBA MAIS.


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

EXPOSIÇÃO | «A ONU em imagens - 70 anos de História» | SETEMBRO | 4 a 27 | CORDOARIA | LISBOA





«Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) celebra o 70 º aniversário. Para marcar esta importante e auspiciosa ocasião, o Departamento de Informação Pública da ONU e a Fundação Gabarron co-organizaram uma exposição que permite  uma viagem pelo seu vasto arquivo iconográfico, designada em inglês UNEARTH e que chega a Portugal com o título “A ONU em imagens – 70 anos de História”».

«A ONU em imagens - 70 anos de História»
  Galeria  Municipal Torreão Nascente da Cordoaria Nacional
Avenida da Índia | Lisboa


INAUGURAÇÃO
sexta-feira | 4  setembro 2015 | 19:00 h
 aberta ao público até 27 setembro
 todos os dias, exceto segundas-feiras
  10:00h-13:00h | 14:00h-18:00h


ENTRADA GRATUITA 

EUGÉNIO DE ANDRADE | «Pequena Elegia de Setembro»

Pequena Elegia de Setembro

Não sei como vieste,
mas deve haver um caminho
para regressar da morte.

Estás sentada no jardim,
as mãos no regaço cheias de doçura,
os olhos pousados nas últimas rosas
dos grandes e calmos dias de setembro.

Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?

Queria falar contigo,
Dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória. 

Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?

Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.

Eugénio de Andrade, in 'Antologia Poética' 


terça-feira, 1 de setembro de 2015

«NÃO AO TRÁFICO»


«A APAV apresenta a segunda fase da campanha de sensibilização sobre Tráfico de Seres Humanos: www.naoaotrafico.pt.
Além do site específico, esta nova fase da campanha vai apresentar mensagens em diversos meios e formatos: spots vídeo, anúncios de imprensa, cartazes, folhetos e mupis (transportes públicos e centros comerciais). A campanha arranca na segunda metade do mês de Agosto e estará na rua durante o mês de Setembro.
Segundo o Relatório Anual do Observatório de Tráfico de Seres Humanos, em 2013 foram sinalizadas 299 pessoas como presumíveis vítimas de tráfico de seres humanos. Promover a sensibilização sobre o tráfico humano, com ênfase na exploração laboral, de forma a tornar possível o reconhecimento de situações relacionadas com este crime e evitar situações de risco, é o objectivo principal deste projecto.
Esta campanha foi desenvolvida no âmbito do Projecto Briseida, promovido pela APAV e co-financiado pela Comissão Europeia. A campanha conta com a parceria da agência criativa Legendary People + Ideas e com o apoio de diversos meios e instituições».



MARIA BARROSO | No Ciclo «In Memoriam» da Cinemateca em Setembro 2015



«Maria Barroso, atriz e ativista política que morreu em julho, aos 90 anos, é homenageada em setembro na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, com a exibição de três filmes em que participou.  Na próxima semana, a 03 de setembro, a Cinemateca recupera "Mudar de vida", filme de 1966 de Paulo Rocha, no qual Maria Barroso se estreou no cinema. 
No dia 05, passa "Amor de Perdição" (1978) e, no dia 08, "Benilde ou a virgem mãe" (1974), ambos de Manoel de Oliveira. São três dos mais relevantes filmes da filmografia de Maria Barroso, afirma a Cinemateca na programação». Continue a ler no site da TVI24. E diretamente no site da Cinemateca neste endereço. Em particular, sobre «Mudar de Vida»:




«Uma praia de pescadores, o mar que a pouco e pouco vai conquistando a terra. A luta do homem com o mar e sobretudo a luta entre a tradição e o progresso. No centro do drama estão as relações sentimentais, difíceis e quase absurdas que unem um pescador, Adelino, de regresso da guerra de África e duas mulheres, Júlia, uma mulher do mar (à moda antiga), e Albertina, uma operária misteriosa e selvagem. Voltando do Ultramar, Adelino encontra Júlia, a sua antiga namorada, casada com o seu irmão. O drama surge… Albertina, a operária, desafia-o a partir, a Mudar de Vida». Leia mais.



segunda-feira, 31 de agosto de 2015

CESARE PAVESE | «Férias de Agosto»



Sinopse
«Através de breves narrativas, repletas de encantos subtis, Pavese apresenta-nos uma prosa cuidadosa e precisa, num livro que é um inventário dos temas mais caros a Cesare Pavese: o mito inocente e selvagem que se revela no campo, a solidão citadina, a memória da infância mítica, as contradições que remetem para os valores primordiais da existência. Dividido em três as partes (O mar, onde as memórias infantis se transformam em veículo de conhecimento; A cidade, onde uma juventude mais adulta tenta desenvolver o jogo das descobertas da meninice; e A vinha, onde a diferença entre homem e rapaz adquire o auge na comemoração de uma idade absoluta) a linguagem de Férias de Agosto, como escreveu Italo Calvino, é "transparente, suave, cuidadosa", e as personagens são "extraídas de uma matéria afectiva ainda quente; imagens raríssimas, embora ligadas de tal forma a uma verticalidade da memória que nos provocam arrepio". Contos como O Blusão de Couro ou As Casas incluem-se entre as demonstrações mais significativas e completas da narrativa de Pavese». +

terça-feira, 25 de agosto de 2015

EXPOSIÇÃO | «Lourdes Castro. Todos os livros» | GULBENKIAN




Lourdes Castro. Todos os livros

Curadoria: Paulo Pires do Vale

De 9 jul a 26 out 2015  |  Das 10:00 às 18:00  |  Aberto todos os dias

Galeria Exposições temporárias do Museu Gulbenkian


«Esta exposição reúne cerca de 40 livros de artista que Lourdes Castro produziu desde os anos 50 até aos nossos dias, muitos deles nunca expostos. Entre os livros inéditos é apresentado Un Autre Livre Rouge, feito em Paris no início dos anos 70, em colaboração com Manuel Zimbro.
Será publicado o Catálogo comprovado/raisonné dos livros de artista de Lourdes Castro, durante a primeira quinzena de setembro». +



E a propósito da exposição:






Se nos é permitido,  não perca !


sábado, 22 de agosto de 2015

HELENA MALHEIRO | «A Matéria dos Sonhos»



Sinopse

«Há sobretudo uma mulher que se está a impor desalmadamente dentro das minhas páginas e isso angustia-me. Parece que não tenho mão nela, escapa-me por entre os dedos, por entre os fios das palavras, por entre as minhas linhas escritas no caderno preto a tinta azul escura, uma mulher desconhecida que no entanto às vezes se parece terrivelmente comigo, que por instantes julgo reconhecer e não sei como nem quando me cruzei com ela. Apareceu há dias a deambular nos meus parágrafos e agora já não consigo livrar-me dela. Parece ocupar cada vez mais espaço dentro do livro, como se me quisesse colocar para fora dele, sim, como se me quisesse empurrar para fora da minha própria história. Começo a sentir algum receio pelo espaço enorme que ela tem vindo a ocupar dentro de mim. A sua presença está-se a tornar desmedida e extremamente tirânica, dominadora». +.


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

FRANCISCO BARRERA | «El Verano»


Obra que pode ser vista na Exposição JOSEFA DE ÓBIDOS.



Josefa de Óbidos

E A INVENÇÃO DO BARROCO PORTUGUÊS

16 mai - 6 set 2015
Museu Nacional de Arte Antiga


E sobre a Exposição há na TSF  em permanência um trabalho do programa
 ENCONTROS COM O PATRIMÓNIO

«Nesta emissão vamos visitar a exposição patente no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, sobre Josefa de Óbidos e a invenção do barroco português. Mulher de raras qualidades, Josefa de Óbidos distinguiu-se, de modo especial, na pintura que partilhou com o seu pai Baltazar Gomes Figueira. Aos trinta anos Josefa era uma profissional emancipada. Possuída de intensa religiosidade, apesar de não pertencer a nenhuma comunidade monástica, deixou, na sua obra, abundantes composições de caracter religioso onde sobressaem também as naturezas mortas.
São convidados deste programa Filipa Vicente, Carlos Moura, Joaquim Caetano e José Alberto Seabra de Carvalho». O endereço.

sábado, 15 de agosto de 2015

EXPOSIÇÃO | «A Voz do Silêncio» | NO PASSEIO PÚBLICO DA AVENIDA DUQUE D´ÁVILA | LISBOA | ATÉ 20 AGOSTO 2015




Exposição "A Voz do Silêncio"
Data: 6/20 de Agosto
Local: Avenida Duque de Ávila, Lisboa


«No âmbito das celebrações dos seus 25 Anos, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima promove a exposição “A Voz do Silêncio”. Esta exposição, com curadoria de Edson Athayde, reúne as melhores peças de comunicação da APAV nos últimos 25 Anos.
Desde 1990 a APAV tem apoiado um número cada vez maior de vítimas de crime, num universo estimado de mais de 270.000 pessoas. Ao longo destes 25 anos a APAV tem desenvolvido ainda um imenso trabalho de sensibilização da sociedade, promovendo campanhas de alerta de âmbito nacional, em parceria com agências de publicidade e comunicação. Este trabalho de sensibilização complementa o apoio directo às vítimas de crime e é fundamental para o cumprimento da missão social da APAV. 25 anos a dar voz ao silêncio.
A exposição será inaugurada no dia 6 de Agosto, quinta-feira, pelas 18h00, no passeio público da Avenida Duque d’Ávila (ao Arco do Cego), em Lisboa. A exposição estará patente até dia 20 de Agosto».


terça-feira, 11 de agosto de 2015

«por um dia de verão exemplar»



Bicicleta
Lá vai a bicicleta do poeta em direcção
ao símbolo, por um dia de verão
exemplar. De pulmões às costas e bico
no ar, o poeta pernalta dá à pata
nos pedais. Uma grande memória, os sinais
dos dias sobrenaturais e a história
secreta da bicicleta. O símbolo é simples.
Os êmbolos do coração ao ritmo dos pedais –
lá vai o poeta em direcção aos seus
sinais. Dá à pata
como os outros animais.
O sol é branco, as flores legítimas, o amor
confuso. A vida é para sempre tenebrosa.
Entre as rimas e o suor, aparece e desaparece
uma rosa. No dia de verão,
violenta, a fantasia esquece. Entre
o nascimento e a morte, o movimento da rosa floresce
sabiamente. E a bicicleta ultrapassa
o milagre. O poeta aperta o volante e derrapa
no instante da graça.
De pulmões às costas, a vida é para sempre
tenebrosa. A pata do poeta
mal ousa pedalar. No meio do ar
distrai-se a flor perdida. A vida é curta.
Puta de vida subdesenvolvida.
O bico do poeta corre os pontos cardeais.
O sol é branco, o campo plano, a morte
certa. Não há sombra de sinais.
E o poeta dá à pata como os outros animais.
Se a noite cai agora sobre a rosa passada,
e o dia de verão se recolhe
ao seu nada, e a única direcção é a própria noite
achada? De pulmões às costas, a vida
é tenebrosa. Morte é transfiguração,
pela imagem de uma rosa. E o poeta pernalta
de rosa interior dá à pata nos pedais
da confusão do amor.
Pela noite secreta dos caminhos iguais,
O poeta dá à pata como os outros animais.
Se o sul é para trás e o norte é para o lado,
é para sempre a morte.
Agarrado ao volante e pulmões às costas
como um pneu furado,
o poeta pedala o coração transfigurado.
Na memória mais antiga a direcção da morte
é a mesma do amor. E o poeta,
afinal mais mortal do que os outros animais,
dá à pata nos pedais para um verão interior.
Herberto Hélder (1930

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

PORTUGAL 2020 | CONCURSOS | ÂMBITO | cidadania | promoção e defesa da igualdade de género | combate à violência doméstica e de género | combate ao tráfico de seres humanos | CANDIDATURAS ATÉ 30 SETEMBRO 2015






«O Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE) abriu dois concursos para a apresentação de candidaturas para as Regiões de Convergência (Norte, Centro e Alentejo), no âmbito das tipologias de operação destinadas a dar resposta aos objetivos das políticas públicas no âmbito da cidadania e da promoção e defesa da igualdade de género e de combate à violência doméstica e de género e ao tráfico de seres humanos:

3.15: Formação de públicos estratégicos
3.16: Apoio financeiro e técnico a organizações da sociedade civil sem fins lucrativos

O período para a apresentação das candidaturas decorre entre o dia 31 de julho de 2015 e o dia 30 de setembro de 2015 (18 horas)».



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

ANA HATHERLY



«Morreu Ana Hatherly, a pintora da palavra

(...)
A historiadora da arte Raquel Henriques da Silva identifica várias Anas: “Havia a Ana professora, poeta, especialista da poesia barroca. Havia a Ana militante, das colagens-rupturas dos anos do PREC e da recriação dos graffitinos últimos anos. Todas eram a Ana, aquela presença bela e azul,  a transbordar de novos projectos, concretizados com a tranquilidade de quem se passou a alimentar também da filosofia  do oriente.”
Falta uma Ana: “Havia finalmente a Ana artista generosa que ao longo dos anos ofereceu  peças maiores da sua obra aos museus que muito amava, também por companheirismo com as suas equipas”, acrescenta a historiadora, que refere como “um privilégio” ter conhecido e trabalhado com esta artista, para quem em 1997 comissariou a exposição Viagem à Índia e Outros Percursos, no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. (...)». Leia na integra.






quarta-feira, 5 de agosto de 2015

EXPOSIÇÃO | «o que elas nos dão a ver» | FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA



o que elas nos dão a ver
até  5 de setembro de 2015 



Antes, aqui,  já nos tinhamos referido à exposição da imagem, entretanto a colega Susana Neves (DGARTES)  voltou a alertar-nos para ela com a notícia seguinte - Jornal Público-Porto- de 3 de agosto de 2015 - ,  e com gosto  voltamos  à «o que elas nos dão a ver»,  certamente um bom programa para  agosto, a norte.





segunda-feira, 3 de agosto de 2015

OLÁ AGOSTO !


Durante o mês de agosto continuaremos por aqui, pelo Em Cada Rosto Igualdade, mas em ritmo de férias. Visite-nos, gostamos disso. Muito. Comecemos com uma sugestão: GULBENKIAN. Desde logo, o jardim, mas há sempre as exposições - e agora com horário novo, como o mostra a imagem acima.  E aos domingos Entrada Gratuita. Das atuais exposições, por exemplo:


(capa da publicação sobre a exposição)

De entre os trabalhos apresentados temos de mulheres: Lisa Santos Silva, Lourdes Castro, Ofélia Marques, Sara Afonso, Júlia Ventura, ... Vai até 19 de outubro.

Ainda: «(...) A exposição desenvolve-se em vários núcleos, principiando com um módulo dedicado ao retrato feminino, remetendo para o contexto familiar, seguindo-se outro dominado por figuras masculinas. Nestes núcleos encontramos obras de artistas que retrataram a mulher, o marido ou os filhos, como os vários retratos de Maria Helena Vieira da Silva, da autoria de Arpad Szenes, ou o de Almada Negreiros, a filha e Sarah Afonso, pintado por esta última. (...). Continue a ler.





sexta-feira, 31 de julho de 2015

MANUELA SILVA | «Todos responsáveis pela casa comum»


Não haverá uma nova relação com a natureza
 sem um ser humano novo. 
(Papa Francisco, in Laudato Si, n.118)



Todos responsáveis pela casa comum

Manuela Silva

Julho-Agosto 2015

«A recente encíclica do Papa Francisco sobre a responsabilidade de todos os habitantes do Planeta pelo cuidado da Terra, a nossa casa comum, veio reacender o debate em torno de questões fundamentais de sustentabilidade do equilíbrio ecológico, desde o aquecimento global, às ameaças que pesam sobre a redução da biodiversidade, a acumulação dos lixos, as múltiplas causas de poluição do ar, dos rios e dos mares, a contaminação dos solos, a desflorestação de vastos territórios, a questão energética.
Cresce a convicção de que a Humanidade está a viver numa situação potencialmente catastrófica, pela qual é responsável, já que tal resulta das tecnologias em uso, das bases em que assenta a economia, do modo de organização das sociedades, dos estilos de vida, caracterizados pela avidez consumista de uns e a extrema pobreza de outros e do descaso de todos pelo cuidado com o Planeta e pelo bem comum.
A actual crise ecológica não é dissociável da crise social que se manifesta nas manchas de extrema pobreza à escala mundial e na abissal desigualdade de oportunidades de acesso ao conhecimento e aos bens materiais, situações estas que, por sua vez, decorrem de uma economia assente na avidez do lucro e na centralidade do dinheiro, em vez de se alicerçar em objectivos de qualidade de vida das pessoas e de prossecução do bem comum.
Faltam certamente grandes reformas de regulação do sistema económico e financeiro (a nível dos países e regiões, como também a nível supranacional) para fazer face às disfuncionalidades, correntes e crescentes, da mundialização, que introduzam e imponham novas racionalidades capazes de integrar os direitos de todos os humanos e demais seres vivos que habitam no Planeta, sem esquecer a salvaguarda dos recursos necessários às gerações futuras.
Há mais de 50 anos que se vem alertando para esta necessidade; contudo, os esforços que, até agora, foram desenvolvidos, não têm produzido os efeitos desejados. O resultado é o que conhecemos e lembra os versos de Sophia de Mello Breyner: vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar
Para enfrentar a gravíssima crise ecológica com que estamos confrontados, há que ter a coragem de a reconhecer nas suas múltiplas e imbricadas facetas e ter a ousadia de querer superar as suas causas mais profundas: as raízes antropológicas, espirituais e filosóficas que lhe subjazem.
Como bem lembra o Papa Francisco: Não haverá uma nova relação com a natureza sem um ser humano novo (n.118) e sem uma nova cultura que integre um olhar diferente, um pensamento, uma política, um programa educativo, um estilo de vida e uma espiritualidade que oponham resistência ao paradigma tecnocrático (n.111).
A construção do ser humano novo é, desde logo, tarefa indeclinável de cada pessoa e pertence, intrinsecamente, ao foro da sua responsabilidade, devendo, no entanto, ser incentivada e apoiada pelas instâncias que, nas sociedades, desempenham um papel particular de educação e de transmissão de conhecimento, de valores e de princípios éticos». Continue a ler.