A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira
(12), por aclamação, uma resolução sobre cooperação com a Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP).
Na resolução, os Estados-membros reconhecem a relevância da
língua portuguesa nas relações internacionais, dizendo que esta “unifica mais
de 278 milhões de pessoas em nove países e quatro continentes”.
O documento destaca o compromisso da CPLP em resolver questões
universais como segurança alimentar, promoção e proteção dos direitos humanos e
igualdade de gênero».Leia na integra.
«Now more than ever, we must ensure that the marginalized, the forgotten—the ones often left behind—can exercise their fundamental human right to decide, free of coercion, discrimination and violence, when or how often to have children.
UNFPA, the United Nations Population Fund, is proud to have enabled millions of women of childbearing age to exercise that right and to have helped to nearly double modern contraceptive use worldwide from 36 per cent in 1970 to 64 per cent in 2016.
This annual report shows how funds entrusted to UNFPA have enabled us to protect and promote the health and rights of millions of women and young people and enable them to realize their full potential».Leia mais.
A propósito, da entrevista que Mónica Ferro, Chefe da Representação Regional do Fundo das Nações Unidas de Apoio à População, deu à Revista Expresso de 22 de julho 2017:
«Atualmente, as florestas cobrem 30% da área terrestre do planeta, ou quase 4 bilhões de hectares. As florestas geridas de forma sustentável são ecossistemas saudáveis, produtivos, resilientes e renováveis, que fornecem bens vitais e serviços a pessoas em todo o mundo. Estima-se que 25% da população mundial – 1,6 bilhão de pessoas – depende das florestas para sua subsistência. A ONU lançou em 2017 um plano estratégico para as florestas e para as pessoas». Daqui. Saiba mais no vídeo.
«Jovens engajados em iniciativas para combater as mudanças climáticas estão convidados a participar de uma competição de vídeos promovida pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Vencedor receberá como prêmio uma viagem de ida e volta para participar da 23ª Conferência do Clima da ONU. Evento acontece em Bonn, de 6 a 17 de novembro». Continue a ler.
«Em seu primeiro discurso como vice-secretária-geral das Nações
Unidas, Amina Mohammeddestacouna terça-feira (28) que Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) são essenciais para um futuro seguro e com
prosperidade, oportunidade e direitos humanos para todos.
O conjunto de 17 objetivos e 169 metas, aprovado por todos os
países-membros da ONU em setembro de 2015, deverá ser cumprido até o prazo de
2030.
“Em todo o mundo, o sucesso da implementação dos ODS aliviará as
ansiedades globais, proporcionará uma vida melhor para mulheres e homens e
estabelecerá uma base sólida para a estabilidade e para paz em todas as
sociedades, em todos os lugares”, disse Mohammed na abertura da sessão desse
ano do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) sobre “atividades operacionais para
o desenvolvimento”.
“O sucesso exigirá uma abordagem mais ousada do financiamento e
das parcerias. Nada será alcançado sem o envolvimento de todos os atores”,
acrescentou Mohammed, pedindo a todos os países que repensem sistemas,
abordagens, redefinam o planejamento tradicional, a entrega e o acompanhamento
das metas.
Ela observou ainda que a ONU precisa ser “apta para o propósito”
de ajudar os Estados-membros a implementar a Agenda para o Desenvolvimento
Sustentável.“Devemos inovar e renovar nossa abordagem de parceria e
financiamento, com foco no longo prazo. Devemos capacitar os jovens para
participar e moldar a vida política e econômica de seus países e comunidades,
de modo que eles sejam agentes da paz e do desenvolvimento”, observou.(...)». Continue a ler.
«Neste primeiro dia como
Secretário-Geral das Nações Unidas, há, sobretudo, uma pergunta que me assalta
a consciência:
Como
ajudar os milhões de seres humanos vítimas de conflitos e que sofrem
enormemente em guerras que parecem não ter fim?
Populações
civis em vários pontos do globo são destroçadas sob a mais letal violência.
Mulheres, crianças e homens são mortos ou feridos, vendo-se forçados a
abandonar os seus lares, tudo perdendo. Até mesmo hospitais e comboios
humanitários são atingidos sem consideração.
Nestas
guerras não há vencedores; todos perdem. Gastam-se bilhões de dólares na
destruição de sociedades e economias, alimentando ciclos de desconfiança e medo
que podem perpetuar-se por gerações. Vastas regiões do planeta estão
inteiramente desestabilizadas e um novo fenômeno de terrorismo global ameaça a
todos.
Neste
primeiro dia do Ano, peço a todos que partilhem comigo um propósito de Ano
Novo:
Façamos
da Paz a nossa prioridade.
Façamos
de 2017 um ano em que todos – cidadãos, governos, dirigentes – procurem superar
as suas diferenças.
Seja
através da solidariedade e da compaixão nas nossas vidas quotidianas, seja através
do diálogo e do respeito, independentemente das divergências políticas. Seja
por via de um cessar-fogo num campo de batalha ou mediante entendimentos
conseguidos à mesa de negociações para obter soluções políticas.
A
procura do bem supremo da Paz deve ser o nosso objetivo e o nosso princípio
orientador.
A
dignidade e a esperanca, o progresso e a prosperidade – enfim tudo o que
valorizamos como família humana – depende da Paz.
Mas
a Paz depende de nós.
Apelo
a todos para que partilhem comigo este compromisso para com a Paz hoje e todos
os dias.
«(...) Mas antes da “ameaça” Georgieva, Guterres teve de ultrapassar as pressões para que fosse uma mulher a ocupar o cargo pela primeira vez e ainda a lógica da rotação entre regiões que, desta vez, apontava para a Europa de Leste. E neste aspecto três factores foram essenciais: as suas próprias qualificações, o trabalho excepcional da diplomacia portuguesa e o processo aberto e público desta selecção. Por isso, a vitória do candidato português é também a vitória do processo de transparência aberto na ONU pela primeira vez este ano. (...).
Comecemos por uma constatação: em português, podemos estar a par do que se passa na esfera das Nações Unidas, através do site Centro Regional de Informação das Nações Unidas: http://www.unric.org/pt/. Foi lá que, por exemplo, soubemos da CINE ONU Portugal: «Inspirado pelo sucesso do Cine ONU organizado em Bruxelas desde 2007, o UNRIC associou-se àPlataforma Portuguesa das ONGDpara organizar o Cine ONU: Ciclo de cinema sobre Direitos e Desenvolvimento.
Esta iniciativa tem periodicidade mensal e consiste na exibição de um filme relevante para o trabalho das Nações Unidas e das Organizações da sociedade civil, ao que se segue um debate sobre o filme ou o tema, com peritos no assunto ou personalidades intimamente envolvidas na questão em debate.
As sessões são abertas ao público e de entrada livre». +
E assim soubemos desta iniciativa: Na semana em que se assinala o Dia de África (25 de Maio), o UNRIC. a Plataforma Portuguesa das ONGD e o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP) organizam a exibição do filme “Mulheres Africanas – A Rede Invisível” do realizador brasileiro Carlos Nascimbeni. A projecção será seguida de um debate.
A sinopse do filme: «Este documentário apresenta a trajectória de lutas e conquistas históricas das mulheres africanas em diferentes países do continente. São retratadas não apenas mulheres líderes que se têm destacado em diferentes áreas, mas também as mulheres comuns, igualmente corajosas e vitoriosas nas suas lutas do dia-a-dia. Conta com depoimentos de grandes líderes como Graça Machel, Leymah Gbowee, Sara Masasi, Nadine Gordimer e Luisa Diogo».