sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

CARLOS FARINHA RODRIGUES | «Indicadores de desigualdade e de pobreza em Portugal: um pequeno passo na direcção certa»


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O artigo termina assim: 
«(...)Por último, a taxa de pobreza da população empregada permanece praticamente inalterada nos últimos anos (10,8% em 2016). A existência de uma taxa tão elevada de working poor tem de constituir um forte factor de preocupação social. Deve igualmente questionar-nos sobre as fragilidades do nosso mercado de trabalho e sobre as políticas laborais e salariais vigentes.
Estes resultados globalmente positivos sobre a evolução recente dos indicadores de pobreza, de exclusão social e de desigualdade económica não nos podem fazer esquecer que Portugal continua a ser um país com elevados níveis de pobreza, de precariedade social e de assimetrias sociais. Neste contexto, continua a ser necessário um papel mais actuante das políticas públicas no combate às situações de maior vulnerabilidade social.
Mas a redução sustentada da pobreza e da exclusão social não pode ser alcançada exclusivamente através de medidas dirigidas à população pobre. Pressupõe alterações profundas nas prioridades que presidem à noção de desenvolvimento do país, a implementação de políticas que promovam o emprego e o crescimento económico, conjuntamente com um sistema de protecção social mais eficiente no apoio aos indivíduos e famílias que dele efectivamente carecem. Pressupõe, ainda, uma política efectiva de combate às desigualdades sociais».


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