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terça-feira, 4 de junho de 2019
MORREU AGUSTINA BESSA-LUÍS | Recordemos «A Sibila» e «Três Mulheres com Máscara de Ferro»
«Nesta obra Agustina teatro de emoções e de sensações fortes, com personagens de personalidade forte e bem marcada. Quem ali impera são as mulheres, apesar de os homens julgarem ter poder, mas as mulheres, essas tecem teias envolventes e astutas. Obra simplesmente magistral!». Leia mais.
SINOPSE
«Três Mulheres com Máscara de Ferro, texto inédito assinado por Agustina Bessa-Luís, em 7 de Março de 1998, sem designação de género, é constituído por três breves páginas densamente manuscritas, como é habitual na autora, e apresenta-se como um diálogo dramático em um acto, envolvendo três mulheres.
Quem são essas três mulheres: três personagens agustinianas — Quina, também chamada Sibila, Fanny e Ema, também designada a Bovarinha — protagonistas de três romances da criadora, respectivamente, A Sibila, publicado em 1954, Fanny Owen, em 1979, e Vale Abraão, em 1991. Trata-se, portanto, de um diálogo que reúne três personagens que atravessam cerca de quarenta anos do universo ficcional de Agustina Bessa-Luís, separadas entre si por perto de vinte anos de trabalho ficcional.»
Isabel Pires de Lima | Saiba mais.
Quem são essas três mulheres: três personagens agustinianas — Quina, também chamada Sibila, Fanny e Ema, também designada a Bovarinha — protagonistas de três romances da criadora, respectivamente, A Sibila, publicado em 1954, Fanny Owen, em 1979, e Vale Abraão, em 1991. Trata-se, portanto, de um diálogo que reúne três personagens que atravessam cerca de quarenta anos do universo ficcional de Agustina Bessa-Luís, separadas entre si por perto de vinte anos de trabalho ficcional.»
Isabel Pires de Lima | Saiba mais.
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sexta-feira, 11 de agosto de 2017
AGUSTINA BESSA-LUÍS | «A Sibila»
PREFÁCIO DE GONÇALO M. TAVARES
Surgido em 1954, o romance A Sibila confirmou Agustina Bessa-Luís como uma voz inovadora, em ruptura com as correntes literárias então predominantes.
Os seus livros estavam povoados de personagens que não se resumiam a estereótipos sociais, impelidas como eram pela caótica energia dos seres humanos.
O romance venceu em 1953 um concurso organizado pela editora Guimarães, com um júri formado por Vitorino Nemésio, Branquinho da Fonseca, Álvaro Lins e Tomás de Figueiredo. No ano seguinte receberia o Prémio Eça de Queiroz.
Eduardo Lourenço foi um dos que melhor entendeu o alcance da obra, escrevendo na revista Colóquio de Dezembro de 1963: «Foi há dez anos que o milagre, já anteriormente preparado, teve lugar na praça pública. Não há assim tantos que um verdadeiro não mereça ser glorificado como convém. O que Sibila e sua descendência significam não precisa de ser sublinhado por contraste. Mas esse mundo romanesco, pelo seu simples aparecimento, deslocou o centro da atenção literária.»
sexta-feira, 17 de julho de 2015
ÓPERA | «Três Mulheres Com Máscara de Ferro» | TEXTO - AGUSTINA BESSA-LUÍS | MÚSICA - EURICO CARRAPATOSO
«Três Mulheres com Máscara de Ferro, texto inédito assinado por Agustina Bessa-Luís, em 7 de Março de 1998, sem designação de género, é constituído por três breves páginas densamente manuscritas, como é habitual na autora, e apresenta-se como um diálogo dramático em um acto, envolvendo três mulheres. Quem são essas três mulheres: três personagens agustinianas — Quina, também chamada Sibila, Fanny e Ema, também designada a Bovarinha — protagonistas de três romances da criadora, respectivamente, "A Sibila", publicado em 1954, "Fanny Owen", em 1979, e "Vale Abraão", em 1991. Trata-se, portanto, de um diálogo que reúne três personagens que atravessam cerca de quarenta anos do universo ficcional de Agustina Bessa-Luís, separadas entre si por perto de vinte anos de trabalho ficcional.» Isabel Pires de Lima. (Destaques nossos).
Na contracapa.
Sobre a Ópera:
«A estreia mundial da ópera Três Mulheres com Máscara de Ferro ocorreu no dia 14 de Outubro de 2014 no Auditório do CAM da Fundação Calouste Gulbenkian.
O convite para encenar este texto foi feito pelo Círculo Literário Agustina Bessa-Luís a João Lourenço, que desafiou o compositor Eurico Carrapatoso a escrever a música para este drama em um acto a partir do texto homónimo e inédito de Agustina Bessa-Luís.
As três protagonistas, Fanny Owen, Ema e Sibila, são interpretadas pelas solistas Ana Ester Neves, Angélica Neto e Patrícia Quinta e a música, composta para clarinete, violino, violoncelo e piano foi tocada por Horácio Ferreira, António Figueiredo, Irene Lima e João Paulo Santos.
Após a estreia, o espectáculo foi apresentado a 17 e 18 de Outubro de 2014 no Teatro Aberto e está disponível para digressão a partir de 2015.
O livro/programa foi publicado pela Editora Babel com a chancela da Guimarães e inclui o texto inédito de Agustina Bessa-Luís numa edição bilingue (português e inglês) e imagens do original manuscrito com data de 1998.
O livro/programa reúne ainda textos de Isabel Pires de Lima, Vera San Payo de Lemos, Eurico Carrapatoso, João Mendes Ribeiro e Ana Maria Feijão, Mónica Baldaque, desenhos dos figurinos de Bernardo Monteiro, estudos para o cenário de João Mendes Ribeiro e fotografias da produção da ópera no Teatro Aberto». Tirado daqui. Mais no site do Teatro Aberto.
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