Obras de Clarice Lispector editadas em Portugal
patentes na mostra da BNP
patentes na mostra da BNP
A mostra bibliográfica sobre Escritoras Brasileiras editadas em Portugal que pode ser vista na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) tem-nos despertado para o que vai acontecendo em torno de autoras brasileiras. Assim, não poderiamos deixar de trazer para o Em Cada Rosto Igualdade a boa notícia:
Clarice Lispector – A hora da Estrela
exposição sobre a escritora brasileira
abre hoje, dia 5, na Gulbenkian
abre hoje, dia 5, na Gulbenkian
«Três décadas e meia após a morte de Clarice Lispector, a Fundação Gulbenkian apresenta a exposição A hora da Estrela, integrada nas comemorações do Ano do Brasil em Portugal. Divulgar a obra de uma das mais destacadas vozes da literatura brasileira é um dos objetivos desta exposição, que ocupará a Galeria de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian entre 5 de abril e 23 de junho».
Por outro lado, oportuno é também indicar a obra recente «Laços de Família», da Relógio D´Água, e no prefácio Lídia Jorge escreveu:
«Entre nós, poucos são aqueles que têm de Clarice outra referência que não seja o nome, e no entanto, trata-se de um dos mais singulares escritores da nossa língua. As razões deste clamoroso desconhecimento não podem deixar de se inscrever na contenciosa fraternidade que existe entre Brasil e Portugal e que leva a que, salvo raras excepções, as ligações em Cultura se produzam pelas cinturas mais frágeis ou já canónicas. No caso de Clarice, porém, a sua obra tarda de modo inusitado a chegar até nós e por duas razões — a primeira é que Clarice Lispector deixou há muito de ser um escritor de pequenos grupos aficionados para ser, no Brasil, uma referência obrigatória caída no domínio público univer-sitário que a cada hora a faz e a refaz de análises e suposições teóricas.»
«Entre nós, poucos são aqueles que têm de Clarice outra referência que não seja o nome, e no entanto, trata-se de um dos mais singulares escritores da nossa língua. As razões deste clamoroso desconhecimento não podem deixar de se inscrever na contenciosa fraternidade que existe entre Brasil e Portugal e que leva a que, salvo raras excepções, as ligações em Cultura se produzam pelas cinturas mais frágeis ou já canónicas. No caso de Clarice, porém, a sua obra tarda de modo inusitado a chegar até nós e por duas razões — a primeira é que Clarice Lispector deixou há muito de ser um escritor de pequenos grupos aficionados para ser, no Brasil, uma referência obrigatória caída no domínio público univer-sitário que a cada hora a faz e a refaz de análises e suposições teóricas.»
E, já agora, por que não trazer também para aqui o post Sólo, para, entre, por, con, de mujeres de 13 de Março último, do Blog Mujers, El País, que começa assim: «Si dedicas unos segundos a pasearte por las revistas femeninas, revistas para mujeres, revistas de mujeres, te darás cuenta de que no hay lugar para el arte, para la mujer artista o la mujer a la que le interesa. Salvo contadas excepciones, las revistas de entretenimiento para mujeres se dividen en las siguientes categorías: moda, belleza, sexualidad, trucos, corazón, famosas, ¡horóscopo! Cuando cae en mis manos el libro Sólo para mujeres, una recopilación de textos en revistas femeninas, de Clarice Lispector, me llevo las dos manos a la boca, a la cabeza, a las orejas, a los ojos. En efecto, la densa, enigmática, intelectual y filosófica Clarice Lispector se disfraza de consejera femenina tras los seudónimos de Tereza Quadros o Helen Palmer. El primero de sus consejos empieza así: "¿Eres moralmente tan anticuada que consideras la vanidad femenina una frivolidad?
E mais adiante: «(...) Clarice Lispector se vuelve la pequeña voz de la conciencia femenina, y lo hace desde el territorio enemigo. No, la vanidad femenina no es una frivolidad y merece nuestra atención; pero la vanidad femenina no está reñida con el intelecto, o no debiera, y en las revistas para mujeres no estaría de más que, a un lado del horóscopo, apareciera la recomendación de un libro; no estaría de más que, a un lado del último cotilleo, apareciera el cuadro de una artista; que a un lado de la última pasarela, se informara del último disco de una cantante. (...)». Leia na integra, e também os comentários. Por último, um pormenor sem importância: já tinhamos sinalizado «Só para Mulheres» na coluna à direita do Em Cada Rosto Igualdade. E a terminar mesmo: este post teve a colaboração especial do colega Paulo Carretas (DGARTES) e da colega Ana Nogueira (BNP).
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