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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

«Mulheres Negras Contam a sua História»




APRESENTAÇÃO
«O Prêmio Mulheres Negras contam sua História é uma iniciativa de resgate do anonimato das mulheres negras, como sujeitos na construção da história do Brasil. Das negras vindas da África nos porões das naus portuguesas no XVI até o ano de 1850, quando o tráfico foi proibido. Elas estiveram na labuta das plantações canavieiras e posteriormente do café, nas alcovas e cozinhas das casas grandes. Foram amas de leite, negras dos tabuleiros vendendo doces e comidas nas ruas, lavadeiras, lutadoras nas revoltas contra a escravidão e a opressão racista. Libertas, pobres e anônimas resistem, combatem a discriminação e estão presentes no rosto do povo pobre que habita este País, mas esquecidas pelos livros que contam nossa história. Nos últimos cinquenta anos as lutas das mulheres negras se intensificaram e elas ampliaram sua presença no cenário político nacional; as organizações de mulheres negras fizeram uma interação entre a luta feminista e as questões raciais e fortaleceram os movimentos negros, permitindo a incorporação do racismo como uma variável das desigualdades, inclusive entre as mulheres. (...)». Continue a ler.



sexta-feira, 12 de agosto de 2016

NO BRASIL DOS JOGOS OLÍMPICOS | «Vestidos de noiva»



Nestes dias em que  o Brasil  está sob foco especial por tantas e variadas razões, olhemos para coisas «pequenas», por exemplo, para a exposição «Vestidos de noiva»



«Localizada no bairro da Luz, a rua São Caetano é conhecida também como Rua das Noivas. Dulce fotografou a região entre 1978 e 1979, época em que a via recebia um fluxo intenso de mulheres de diferentes classes sociais, da cidade e do interior paulista.
 Nas primeiras incursões, a fotógrafa muitas vezes foi expulsa das lojas, suspeita de estar copiando modelos ou acusada de distrair as lojistas que deveriam atrair as noivas que passavam pela rua. Com a ajuda de uma carta de apresentação escrita por Pietro Maria Bardi, então diretor do Museu de Arte de São Paulo, a artista conseguiu continuar a pesquisa e ganhar acesso aos bastidores das lojas, onde ficavam provadores e ateliês de costura. Além da câmera, Dulce levava um gravador, registrando conversas com costureiras e lojistas enquanto fotografava a confecção e as provas de vestidos.
O ensaio Vestidos de noiva foi exposto no Masp em 1981 e transformado em livro no mesmo ano. Nesta exposição, como na publicação, as fotografias aparecem ao lado de trechos dos depoimentos colhidos por Dulce e das redações que concorreram ao concurso “O que o casamento representa para mim”, organizado pelo Clube de Lojistas.
 Os retratos das noivas e das manequins, das costureiras e dos provadores desvelam um sistema de comércio baseado no fetiche. O alto investimento financeiro pretende garantir não apenas o vestido trabalhoso, mas também a realização de uma fantasia que deveria durar pela eternidade». Saiba mais.