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segunda-feira, 16 de junho de 2014

MULHERES CONDECORADAS NO 10 DE JUNHO DE 2014


Como largamente noticiado na comunicação social, no dia 10 de junho o Presidente da República condecorou 30 Personalidades.  5 são mulheres. Cinco:



Maria João Avilez

«Aos vinte e oito anos passou a redactora estagiária de A Capital. Em 1974, já redactora efectiva, sai para o Expresso, onde se notabilizou no jornalismo político». Continue a ler na wikipedia.

 Maria Cristina de Castro
(Condecoração a titulo póstumo)

«Como uma das principais referências do canto lírico no país, o seu nome apareceu ao lado de Maria Callas, quando esta actuou em Portugal». Leia mais no Público online.

Maria da Luz Rosinha 

«Autarca desde 1976, tendo desempenhado funções na Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, Junta e Assembleia de Freguesia de Vila Franca de Xira». Foi Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Saiba mais.

Maria das Dores Meira

Actual presidente da Câmara de Setúbal , mas assumiu funções em 2006 na sequência da demissão de Carlos de Sousa. Antes, já era vereadora na autarquia.  Saiba mais.





Isabel Maria Mendes Furtado

É Administradora Executiva do Grupo TMG (Têxtil Manuel Gonçalves). Estudou durante nove anos fora de Portugal, dividindo a vida académica entre o Canadá e o Reino Unido. Saiba mais



terça-feira, 10 de junho de 2014

NO DIA 10 DE JUNHO | «Endechas a Bárbara Escrava» | Poema de Luiz de Camões musicado por Zeca Afonso


 
 
 

 
 
 
Endechas a Bárbara Escrava
 
Aquela cativa que me tem cativo,
Porque nela vivo já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa em suaves molhos,
Que pera meus olhos fosse mais formosa.

Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.

Uma graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.

Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.

Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E pois nela vivo,
É força que viva.
 
Poema de Luiz de Camões