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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

CICLO DE CINEMA CALEGO-PORTUGUÊS |«Mulheres, Patrimónios, Sociedade» | 26-28 SET 2019 | VIGO | GALIZA


«Este Ciclo de Cinema Galego-Português tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre a Galiza e Portugal. Depois da primeira edição, que teve lugar em Braga em 2018, centrada fundamentalmente no cinema galego e de fronteira, a segunda edição realizar-se-á em Vigo, nos dias 26, 27 e 28 de setembro, cujos temas serão a situação da Mulher e a sua relação com uma sociedade normalizadora e, novamente, o património, visto que consideramos importante a visibilidade da Mulher em relação a ambas as realidades na atualidade: a patrimonial e a social». Saiba mais.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

MOSTRA DE CINEMA DA AMÉRICA LATINA | Abertura com «Severina» | DE 13 - 16 DEZEMBRO 2018 | CINEMA SÃO JORGE | LISBOA





Mostra de Cinema da América Latina
 «A Mostra de Cinema da América Latina tem a sua 9ª edição, entre 13 e 16 de dezembro de 2018, no Cinema São Jorge, em Lisboa, e entre os dias 24 e 27 de janeiro de 2019, no Cine-Teatro Louletano, em Loulé.
Abrindo com Severina, do brasileiro Felipe Hirsch, e fechando com Los Perros, da chilena Marcela Said, os trânsitos entre países, artes e artistas, nas mais diversas fórmulas, espelham a vitalidade e o espírito de cooperação de um território tão rico e diverso como a América Latina.

Um cinema de contágio produtivo entre regiões, que nos traz também música, literatura e artes plásticas, olhando de frente para as mudanças políticas, geográficas e migracionais latino-americanas». Saiba mais.






Duma critica sobre o filme: «(...)Filme – e livro – falam, entre outras coisas, do amor à literatura. Esse amor, digamos, um tanto extemporâneo numa sociedade com brutal predomínio das imagens sobre as palavras. Numa época de velocidade, imagens e superficialidade, a leitura parece, vamos dizer assim, um exercício a contrapelo dos costumes vigentes.(...)». Leia na integra.





segunda-feira, 10 de setembro de 2018

HOJE NA CINEMATECA | «A Árvore dos Tamancos»





«Inspirado pelas histórias orais da sua avó, em L’ALBERO DEGLI ZOCCOLI Olmi enceta uma viagem ao passado ao procurar documentar o quotidiano de cinco famílias de rendeiros de uma grande propriedade rural italiana de finais do século XIX. Os trabalhos, as alegrias, as injustiças, a resignação, são aqui reencenados e acompanhados ao pormenor numa imbricação de episódios, cujos protagonistas são camponeses da zona de Bérgamo, que assim enriqueceram esta soberba crónica da vida rural com as suas memórias, objetos ancestrais e com o dialeto local. Uma obra absoluta de Olmi, bem demonstrativa da potência poética do cinema, premiada com a Palma de Ouro em Cannes. A apresentar em cópia digital». Saiba mais.
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Se não puder ir à Cinemateca, embora não seja a mesma coisa, uma alternativa: Pode ver no  Youtube. E legendado em português.



sexta-feira, 4 de maio de 2018

O «INDIE LISBOA 2018» AINDA ESTÁ A DECORRER





Da apresentação:

«(...)Relativamente à sua programação, o IndieLisboa volta a apostar numa selecção que tanto promove o contacto com os filmes mais recentes de nomes consagrados do cinema de autor mundial como se ocupa de revelar um conjunto muito alargado de mais novos e promissores autores (no fundo a mistura que constitui uma das características mais salientes do festival desde a sua origem tal como a igual importância dada a longas e curtas metragens e à abolição de quaisquer fronteiras de género). Entre os primeiros, há curiosamente vários nomes em comum com os realizadores apresentados na primeira edição (Eugène Green, Sérgio Tréfaut, Teresa Villaverde), mas um deles tem que ser destacado. Tendo estado presente na Competição Internacional inaugural de 2004 com La niña santa, a realizadora argentina Lucrecia Martel vai ser este ano homenageada pelo IndieLisboa na secção Herói Independente com uma retrospectiva alargada do seu trabalho desde o início com a primeira curta metragem até ao aclamadíssimo Zama (por sinal, uma co-produção portuguesa). Sendo hoje eventualmente o mais relevante nome do cinema argentino, Martel irá partilhar a sua visão do cinema com o público numa masterclass em que também participa a cineasta Cláudia Varejão. (...). Leia na integra.

Vai encerrar com RAIVA:




«Sérgio Tréfaut (Lisboetas, Alentejo, Alentejo e Treblinka venceram a competição nacional do festival) realiza a sua segunda longa de ficção depois de Viagem a Portugal (IndieLisboa 2011). Estamos no Alentejo, nos anos 50, e a planície é fustigada pelo vento, pelo desemprego e pela fome. As famílias ricas controlam a propriedade da terra e às famílias pobres só resta o desespero ou a revolta. Adaptando o clássico do neo-realismo português, Seara de Vento de Manuel da Fonseca, e fotografado pelo lendário Acácio de Almeida em preto-e-branco, o filme inclui um elenco de luxo com nomes como Catarina Wallenstein, Rogério Samora, Adriano Luz, Leonor Silveira, Isabel Ruth, Luís Miguel Cintra e Herman José». 
Do que escreveu Jorge Leitão Ramos sobre o Festival no Expresso:





quinta-feira, 29 de março de 2018

FILME | «Maria Madalena»




«A história de uma das figuras mais enigmáticas e incompreendidas da história bíblica: Maria Madalena (Rooney Mara). Em busca de uma nova maneira de viver, contrariando as pressões da sociedade, sua família e o machismo de alguns apóstolos, a jovem pescadora junta-se a Jesus de Nazaré (Joaquin Phoenix) em sua incansável missão de propagar a fé». Tirado daqui.





terça-feira, 2 de janeiro de 2018

CINEMA | «Barbara»





“Um filme magnífico sobre o cinema, onde se desenha com pequenos toques o retrato da grande Barbara.” ★★★★★ Femme Actuelle






quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

«Cinema português no feminino em destaque na Coreia do Sul»







Conforme se pode ler no Observador (os destaques são nossos):
«O cinema de cinco realizadoras portuguesas estará, até ao final do ano, em exibição na Cinemateca de Seul, num programa destinado a mostrar "a profundidade e a variedade do cinema português"
O cinema de cinco realizadoras portuguesas estará, até ao final do ano, em exibição na Cinemateca de Seul, num programa destinado a mostrar “a profundidade e a variedade do cinema português”, revelou o Instituto do Cinema e Audiovisual.A iniciativa sul-coreana, apresentada como Festival de Cinema Português 2017, incluirá os filmes “Em segunda mão”, de Catarina Ruivo, “Ivone Kane”, de Margarida Cardoso, "O medo à espreita”, de Marta Pessoa, e “Correspondências”, de Rita Azevedo Gomes. Será dado maior destaque à realizadora Teresa Villaverde, de quem será mostrado o mais recente filme, “Colo”, ainda inédito em sala comercial em Portugal. A ele juntam-se os filmes “A idade maior”, “Três irmãos”, “Os mutantes”, “Água e sal” e “Transe”. O programa, que decorrerá na Cinemateca de Seul até ao dia 31, é organizado pela Associação Coreana de Cinematecas, com a Embaixada Portuguesa em Seul, o Instituto do Cinema e Audiovisual, a Cinemateca Portuguesa e o Instituto Camões».



Ainda: entrevista da realizadora ao Estadão - «Em 'Colo', cineasta portuguesa encara a crise econômica e mostra como ela corrói o afeto».


terça-feira, 24 de outubro de 2017

ESTÁ A DECORRER O DOCLISBOA | UM DESTAQUE | O festival apresenta uma retrospectiva de Vera Chytilová cineasta que revolucionou o cinema checoslovaco nos anos 60




VĚRA CHYTILOVÁ
«Figura central da Nova Vaga Checa, foi a mais radical e inovadora realizadora do movimento. A sua obra destaca‑se pela abordagem irónica e de ruptura com os códigos de representação vigentes no realismo social. Centrada nas relações humanas e na emancipação da mulher, criticou a decadência moral da sociedade e do regime comunista. Foi galardoada em festivais como Veneza, Oberhausen, Moscovo ou Chicago e condecorada com a Ordem das Artes e Letras do governo francês e com a Medalha de Mérito da República Checa. Em 2017, dedicamos‑lhe uma extensa retrospectiva que irá percorrer o trabalho da realizadora, desde o início da sua carreira até ao seu último filme». 





segunda-feira, 23 de outubro de 2017

ACONTECEU EM HOLLYWOOD | A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas responsável pela atribuição dos Óscares decidiu expulsar o produtor Harvey Weinstein depois de este ter sido acusado de violação e assédio sexual

Leia aqui no Público
Uma passagem do artigo:
«(…)
O conselho de governadores da academia, composto por 54 membros, que conta com a presença de figuras como Tom Hanks, Steven Spielberg ou Whoopi Goldberg, reuniu-se de emergência neste sábado para avaliar as acusações de violação e assédio sexual. Em comunicado, explica-se que a decisão foi tomada depois de uma votação “bem superior à necessária maioria de dois terços”. O comunicado continua depois a explicar a decisão com duras palavras sobre o influente e consagrado produtor: “Nós não nos separamos apenas de alguém que não merece o respeito dos seus colegas, mas também para enviar uma mensagem de que a era da ignorância voluntária e vergonhosa cumplicidade em relação ao comportamento sexualmente predatório e ao assédio no local de trabalho na nossa indústria terminou. O que está aqui em causa é um problema profundamente preocupante que não tem lugar na nossa sociedade”. A academia acrescenta que vai “trabalhar para estabelecer padrões éticos de conduta que todos os membros da academia deverão exemplificar”.(…). Mas leia o artigo na integra, vale a pena

A propósito, o assunto apareceu no encontro «Mulheres nas Artes» havido a semana passada na Gulbenkian. E a pergunta ficou no ar: o que se passará em Portugal? Talvez se tenha ouvido que é bem capaz de haver casos ... Quem sabe possa haver uma intervenção na linha da luta contra a violência doméstica, sabendo-se  que o assédio no local de trabalho já tem legislação que o condena e pune. Mas como em tantas outras situações, «estar na lei» é importante mas não chega.


terça-feira, 18 de julho de 2017

«Farpões Baldios» de Marta Mateus ganhou a 25.ª edição do Curtas Vila do Conde







O vencedor da 25ª edição do 
Curtas Vila do Conde foi «Farpões Baldios» 
de Marta Mateus


O júri que integrava Pela Del Alámo (CurtoCircuito – Festival Internacional de Cine), António Preto (programador de cinema), Nicole Brenez (docente e investigadora de Estudos de Cinema na Universidade de Paris 3 – Sorbonne Nouvelle), Dennis Lim (Film Society of Lincoln Center) e Georges Schoucair (produtor de cinema) – considerou o filme “uma obra tão luminosa quanto exigente” que “revivifica uma linhagem de obras onde a infância desbloqueia os sofrimentos, os erros e as virtualidades do passado, tradição que devemos, entre outros, a Manoel de Oliveira, a António Reis e Margarida Cordeiro, a Teresa Villaverde”. Tirado daqui.  Sobre  «Farpões Baldios» as palavras da realizadora:








segunda-feira, 5 de junho de 2017

FESTIVAL DE CINEMA DE CANNES 2017 | Sofia Coppola a segunda mulher a ganhar o Prémio de Realização com «The Beguiled» | A PRIMEIRA FOI A REALIZADORA YULIYA SOLNTSEVA EM 1961





«Sofia Coppola venceu o prémio de Melhor Realizadora, com o filme The Beguiled. A realizadora tornou-se assim a segunda mulher na história a arrecadar este galardão.
A primeira e última vez que isso tinha acontecido foi em 1961, com Yuliya Solntseva a receber o mesmo prémio pelo filme The Story of the Flaming Years. Este recupera a discussão sobre o tema da desigualdade de género que ainda existe no mundo do Cinema». Tirado daqui.






segunda-feira, 5 de setembro de 2016

FILME | «Cartas da Guerra» | ACABADO DE ESTREAR







«(...)
O filme acaba por falar mais em mágoas de amor ou nas cicatrizes da guerra?

Julgo que ambos caminham juntos. A juntar ao drama dos soldados estarem perante uma guerra injusta para todas as partes — todos sabiam que era uma batalha perdida — interrompe-se também um grande amor. E depois existem todas as implicações disso: o facto de a Maria José [personagem de Margarida Vila-Nova] estar grávida, serem muito novos e cada um decidir seguir o seu caminho, o desejo de quererem estar um com o outro… Para mim, o mais grave é a indefinição de não saber se se estará vivo ou não, no dia a seguir. Já no regresso a Portugal, muitas mulheres viram-se casadas com um homem diferente e quiseram, ainda assim, voltar a amá-los.


E um excerto da critica no Expresso desta semana de Jorge Leitão Ramos:



terça-feira, 5 de julho de 2016

FILME | «De Cabeça Erguida»


«Malony é uma criança problemática. A mãe (Sara Forestier) abandona-o aos seis anos, largando-o num futuro caracterizado por contínuas decisões da juíz de menores (Catherine Deneuve).
Já adolescente, Malony (Rod Paradot) recusa toda a convenção social, a sua raiva é impossível de conter, a sua existência joga-se permanentemente num precário equilíbrio entre uma liberdade impossível de gerir e a reclusão em centros de recuperação e prisões para menores.
A sua cabeça é a de um pássaro que caiu (mal) do ninho. Com uma perturbadora acuidade, a realizadora (e atriz) Emmanuelle Bercot mostra o percurso da delinquência». Continue a ler na Pastoral da Cultura.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

INDIE LISBOA 2016 | «Campo de Víboras»






Do jornal Público: «Campo de Víboras, segunda ficção da encenadora e actriz lusodescendente Cristèle Alves Meira, usa aquela aldeia do Vimioso para esboçar com assinalável elegância a história de uma mulher (Ana Padrão) aprisionada na pequenez de uma mentalidade rural».


IndieLisboa 2016 | 
Ficção, 2016, 19′, DCP
Fotografia: Rui Poças
Som: Amaury Arboun, Vincent Pateau, Cédric Lionnet
Montagem: Raphaël Lefèvre
Com: Ana Padrão, Simão Cayatte, Ana Brito e Cunha, Ludovic Berthillot, Jacqueline Corado
Produtor: Gaelle Maeschi, Pandora Cunha Telles, Pablo Iraola
Produção: Fluxus Film, Ukbar
Países: Portugal

sessões / Cinema São Jorge
2016-04-28 | 19:00
2016-04-30 | 21:30




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

LEONOR TELES | Ganha Urso de Ouro das Curtas no Festival de Berlim com «Balada de um Batráquio»



«(...) o Urso de Ouro das curtas vai para um dos dois filmes portugueses a concurso, Balada de um Batráquio de Leonor Teles, lúdica exploração em dez minutos das superstições, dos mal-entendidos e da xenofobia para com a etnia cigana, a propósito da superstição de colocar sapos de louça à porta das lojas para impedir a entrada de ciganos. Nas palavras genuinamente surpreendidas da jovem cineasta – nascida em 1992, é a mais jovem vencedora de sempre de um Urso de Ouro, de etnia cigana por parte do pai - “nunca pensei que um filme tão parvo pudesse ganhar um prémio como este”. Mesmo que de parvo o filme não tenha nada. (...)». Tirado do Público.
E ainda no Jornal Público: «É mesmo por isso que Balada de um Batráquio não é parvo nem tosco. Filha de pai cigano, a realizadora tem um especial interesse pela relação ainda muito tensa entre a etnia cigana e a sociedade – o filme debruça-se sobre a superstição de colocar sapos de louça à porta das lojas para impedir a entrada de ciganos, como maneira de lhes impedir o acesso a uma “vida normal”, e assume uma dimensão de farsa quase burlesca, com a própria equipa do filme a entrar em lojas com sapos na montra para os partir. Foi dessa ideia de “partir os sapos” - entendida como o quebrar de um tabu xenófobo – que Leonor Teles construiu todo o filme. “O filme é bastante redondo,” explica, “foi bastante pensado e estruturado desde o início. Tivemos que pensar como fazer um filme em que se chegasse a esse pormenor de partir sapos. Mas era importante que o filme não fosse apenas um diagnóstico do problema mas sim também um pouco a sua resolução. E se vamos falar de coisas sérias, porque não fazê-lo de modo divertido?”».
E na Visão: «Natural de Vila Franca de Xira e licenciada pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Leonor cresceu numa família com raízes na comunidade cigana (da parte do seu pai) e o seu filme anterior Rhoma Acans (uma produção escolar premiada em Vila do Conde e no IndieLisboa) foi feito junto da comunidade cigana de Casal dos Estanques, Vialonga. Esta segunda curta, com produção da Uma Pedra no Sapato e o apoio da Portugal Film – Agência Internacional de Cinema Português, é mais experimental e deixa a sua mensagem muito clara nos vários momentos em que mostra Leonor a entrar de surpresa numa qualquer loja, a estilhaçar um sapo de louça no chão e a correr pela rua fora, numa espécie de cinema de ação direta onde não falta um lado poético». +.
E do Em Cada Rosto Igualdade, claro, PARABÉNS  A LEONOR TELES !



Veja aqui.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

«NOS CAMINHOS DA INFÂNCIA | Pensar em Educação com o Cinema» | 2015 | OUT | 30-31 | NOV | 6-7 | GULBENKIAN





NOS CAMINHOS DA INFÂNCIA
PENSAR EM EDUCAÇÃO COM O CINEMA
30 e 31 outubro | 6 e 7 novembro | 2015
Sala Polivalente do CAM
Fundação Calouste Gulbenkian


«Para os cineastas que há 15 anos atrás fundaram a associação Os Filhos de Lumière – e se dedicam à sensibilização de crianças e jovens para o cinema como forma de olhar o mundo, de desenvolver um imaginário, de crescer, de viver com os outros -, a reflexão sobre as questões da educação tornou-se um elemento crucial da sua actividade.
O desafio que o Dr. Carmelo Rosa lançou para organizarmos um ciclo de cinema que servisse de mote para pensar a educação veio, assim, ao encontro de algo que está no centro das nossas interrogações.
Os filmes escolhidos para este programa não tocam forçosamente a escola (embora também o façam), mas sim a infância, o imaginário e as questões que cada realizador levanta sobre o que é crescer e aprender a viver no mundo.
Mas a confrontação essencial entre uma escola com um formato cada vez mais fechado e burocratizado e o mundo exterior (a vida), não pode deixar de ser um dos aspectos chave dessa reflexão.
Apesar de ser – como lembra o cineasta Víctor Erice – a mais secreta das linguagens artísticas e a menos compreendida, o Cinema é um meio fundamental para nos levar a pensar, mas também a sonhar e a imaginar outras formas de ver e de viver.
Os autores, cineastas e pedagogos presentes irão tecer uma multiplicidade de olhares singulares sobre estas questões, “dar a ver o outro lado das coisas”, uma das faces mais importantes do olhar cinematográfico.
A Fundação Lucinda Atalaia, que há muito reflecte sobre estas questões, participa em conjunto connosco nesta procura e neste olhar novo sobre a educação e sobre o cinema.
A Cinemateca Portuguesa, para quem a relação entre o cinema e a educação é uma questão crucial, é também um parceiro essencial na concretização deste programa.
Pensar em educação para pensar o cinema, ou vice-versa». Continue a ler.
Teresa Garcia e Pierre-Marie Goulet (Associação Os Filhos de Lumière)