segunda-feira, 30 de abril de 2018

AMANHÃ É 1.º DE MAIO | Ambiente certo para nos associarmos à homenagem a Odete Santos


Leia no Expresso
Excertos:
«(...)
Já há sorrisos e saudades na plateia. Odete Santos sempre foi assim como deputada, de palavra solta e franca, muitas vezes uma ‘carta fora do baralho’ da contida bancada parlamentar comunista onde se sentou durante quase 27 anos. Saiu pelo seu próprio pé, renunciando a cumprir um mandato por se sentir “cansada” e com a sensação do dever cumprido. Na sua última presença no plenário, despediu-se com um “até amanhã, camaradas”, dito já em lágrimas e perante os aplausos gerais, vindos da esquerda até à direita. A emoção passou em força, nesse dia, pelo hemiciclo de São Bento. (...).


Jerónimo de Sousa não esteve em Setúbal, mas seria o primeiro a surgir no ecrã gigante instalado no Fórum Luísa Todi. Elogiou a sua velha companheira de bancada pela forma “espontânea, solta e irreverente” como atuava politicamente. “Uma mulher que tomou partido” e “uma figura ímpar”, resumiu o líder comunista. Surgiram ainda as vozes de Ilda Figueiredo e de Octávio Teixeira, filmados à frente da Assembleia onde todos trabalharam juntos, a elogiar a “força da palavra, a alegria natural, a confiança e a firmeza de carácter” de Odete Santos. Os camaradas de armas sabem que ela soube “conquistar a simpatia do povo”, recordando como, em manifestações públicas, muitas vezes os jovens gritavam “Odete, Odete” à sua passagem.
Laborinho Lúcio, ex-ministro da Justiça do PSD no cavaquismo, daria a cara por mais uma dose de elogios à sua adversária política. “Firme e sem nunca fazer cedências”, tinham em comum o amor pelo Direito e como “ponto de encontro as poesias de Brecht”. O ex-governante fez-lhe as devidas vénias. Odete Santos reconheceu-lhe a coragem. “Conseguiram esta coisa espantosa de porem o Laborinho Lúcio a dizer bem de mim”, disse no discurso feito integralmente de improviso. “Hoje, posso reconhecer, que ele tem uma mente brilhante”, responde, devolvendo os cumprimentos.(...)
Ela, que fugiu muitas vezes da discreta conduta que o partido impõe, está de pazes feitas com tudo. Ainda estava no Parlamento quando aceitou integrar o elenco de duas peças de revista — “Arre Potter qu’é demais” e “Vá para fora... ou vai dentro” — em pleno Parque Mayer. “Sei que provocou escândalo, mas estive-me nas tintas para isso “, disse na altura. Arriscou idas à “Cinco para a Meia-Noite”, ora com Filomena Cautela ou com Nilton. Avançou em defesa de Álvaro Cunhal no concurso da RTP do “Melhor português de sempre”, que viria a dar a vitória a Salazar e um escândalo em direto de Odete Santos a denunciar “o branqueamento do fascismo”.
Foi sempre assim, sem papas na língua. Como quando participou no concurso “Dança Comigo”, na RTP. No júri, estava Ricardo Araújo Pereira, que deixou escapar a piada de que era a primeira vez que via um deputado suar. Odete Santos não gostou, replicou contra as “generalizações abusivas”. Em direto, o humorista teve de reconhecer que era “um palerma”. A deputada não desmentiu: “Foi você que o disse. Eu não o classificava como palerma”. (...)». Leia na integra.

ONTEM FOI DIA MUNDIAL DA DANÇA | Hoje sublinhamos «Happy Island / de La Ribot» | DANÇANDO COM A DIFERENÇA



quinta-feira, 26 de abril de 2018

CENTRO DE REFLEXÃO CRISTÃ | «Os novos sinais dos tempos - Que fazer?» | ÀS QUARTAS-FEIRAS DO MÊS DE MAIO 2018 | 18:30H | CENTRO NACIONAL DE CULTURA | LISBOA



Leia aqui



Um excerto:
«Centro de Reflexão Cristã debate "novos sinais dos tempos"
Cristãos e não cristãos são os convidados das Conferências de Maio que o Centro de Reflexão Cristã propõe nas quartas-feiras do próximo mês, em Lisboa, sobre "Os novos sinais dos tempos - Que fazer?".
O ano, "tão conturbado a nível internacional e com tão graves violações de direitos humanos, que provocam a deslocação de milhares de refugiados e ameaças à paz", inspirou a escolha do tema, revela uma nota enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.
"Não há apenas ameaças, há lutas pelos avanços da condição das mulheres e de minorias, lutas pelo cuidado da casa comum perante as alterações climáticas e uma Igreja, de que fazemos parte, que se sente interpelada a agir perante os novos sinais dos tempos», salienta o presidente da instituição, José Leitão.
As sessões, que começam às 18h30 no auditório do Centro Nacional de Cultura (Rua do Picadeiro, 10), com entrada livre, contam com a participação de «académicos e/ou pessoas empenhadas na luta por um mundo mais justo e fraterno, este ano na sua maioria mulheres».
"A nova desordem internacional, os refugiados e a luta pela paz" é o tema da primeira sessão, a 2 de maio, com José Manuel Sobral, Ana Luísa Riquito e Mónica Dias.
No dia 9 Manuela Silva e Paula Alves refletem sobre "As alterações climáticas e o cuidar da casa comum", e na semana seguinte, a 16 de maio, Maria Augusta Babo, Romualda Fernandes e Guilherme d'Oliveira Martins perguntam "Como as mulheres e as minorias estão a mudar o mundo?".
O ciclo termina a 23 de maio com o bispo de Santarém, D. José Traquina, Helena Topa Valentim e José Leitão, que falam sobre "A Igreja em Portugal e a resposta aos novos sinais dos tempos".
O Centro de Reflexão Cristã, criado em novembro de 1975, ano e meio após a revolução de 25 de Abril, por 79 fundadores, católicos e protestantes, propunha-se estudar a "teologia para o crescimento da fé cristã, ao serviço da evangelização e da libertação do povo português". (...)». Leia na integra.


«Documentário no Feminino»




também em PDF



segunda-feira, 23 de abril de 2018

23 ABRIL | DIA MUNDIAL DO LIVRO




«O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Pretende anualmente promover o prazer da leitura e o respeito pelos livros e pelos seus autores.​
Esta data foi escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os homens oferecem às suas «damas» uma rosa vermelha de S. Jorge e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do cavaleiro. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare, Cervantes e Garcilaso de la Vega, falecidos em abril de 1616.
Em 2018, e porque se comemora o Ano Europeu do Património Cultural, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas quis relacionar a noção de património com o valor cultural e intemporal do Livro e da Leitura. Resultado do conjunto de várias forças, desde o autor ao leitor, passando pelo editor, tradutor, revisor, designer, ilustrador, tipógrafo, livreiro, animador da leitura, o Livro encontra o seu valor intemporal quando é lido e passado de geração em geração, de uma língua para outra língua, de um suporte para outro suporte de leitura.
O cartaz deste ano, baseado numa fotografia que a fotógrafa Luísa Ferreira concebeu no Arquivo Nacional Torre do Tombo, com design da LUPA Designers, pretende transmitir, metonimicamente, que um livro cruza justamente tudo isto: tempo, espaço, língua, cultura, imagem, suporte, fotografia, escrita, mas também uma leitura e muitas leituras, prazer e fruição».  Tirado daqui.

Veja iniciativas para hoje: 

Dia Mundial do Livro é na segunda-feira: aqui há ofertas, sessões, conversas

E uma boa ocasião para lembrarmos Livrarias/Editoras/Bibliotecas e afins comprometidas com «Mulheres», por exemplo:

Veja aqui

Veja aqui


Veja aqui

Veja aqui


MARIO VARGAS LLOSA | «El feminismo es hoy el más resuelto enemigo de la literatura, que pretende descontaminarla de machismo, prejuicios múltiples e inmoralidades»

Leia aqui.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

FESTIVAL POLÍTICA | A DECORRER | «este ano a tónica está colocada nas questões da igualdade e da não-discriminação»



Veja aqui




«A Autobiografia de Alice B. Toklas de Gertrude Stein»





SINOPSE
«Este livro é de facto a autobiografia de Gertrude Stein, escrito do aparente ponto de vista de Alice Toklas, e está repleto de histórias sobre os escritores e pintores que conheceu nessa época, uma crónica dos agitados anos artísticos e literários parisienses do começo do século XX. 
O estilo é audacioso, cúmplice e sarcástico». +.



quinta-feira, 19 de abril de 2018

MDM / MOVIMENTO DEMOCRÁTICO DE MULHERES | Disponibiliza ferramenta digital gratuita de ajuda a pessoas em risco ou em situação de violência doméstica| APRESENTAÇÃO | 20 ABRIL 2018 | 17:00H | BNP | LISBOA




«VIVE+AQUI»


 Aplicação que a partir de sexta-feira
 está disponível gratuitamente
 para ajuda  a pessoas
 em risco ou em situação de 
violência doméstica.

 É um instrumento complementar, informativo, 
que pode ajudar a monitorizar situações de 
conflito e disponibiliza ferramentas que 
permitem o acesso direito aos 
serviços de emergência.

Informa sobre direitos e procedimentos legais; 
 dá acesso a requerimentos e guias; 
disponibiliza contactos para ajuda
 profissional  e  cria uma área 
reservada que permite
 criar contactos próprios de
 emergência para pedir ajuda 
de forma discreta  e registar 
de forma protegida
 episódios de 
violência doméstica,
 gravando áudio e imagens.

A P R E S E N T A Ç Ã O 
Biblioteca Nacional de Portugal
20 ABRIL 2018 | 17:00H
LISBOA


EXPOSIÇÃO | «Olhares no Feminino» | INAUGURAÇÃO | 20 ABR 2018 | GALERIA MUXIMA | LISBOA








terça-feira, 17 de abril de 2018

TEATRO | «ELAS TAMBÉM ESTIVERAM LÁ» | uma reflexão sobre a invisibilidade da mulher no discurso oficial | CINEMA SÃO JORGE | ATÉ 21 ABRIL 2018 | ENTRADA LIVRE | LISBOA

Recorte do jornal Público de 16 .04.2018
Veja online
Teatro do Vestido. Joana Craveiro, texto e direção; Ainhoa Vidal, Inês Rosado, Joana Craveiro, Joana Margarida Lis, Tânia Guerreiro, Vera Bibi e outras participantes, interpretação.
Um percurso que começa na Avenida da Liberdade, atravessa uma porta, sobe um lance de escadas, e desemboca numa antiga sala de visionamento prévio, acompanhado por testemunhos de mulheres acerca da sua vivência durante a ditadura do Estado Novo, o dia 25 de abril de 1974 e o processo revolucionário que se lhe seguiu.
Segundo Joana Craveiro, o espetáculo é "uma reflexão sobre a invisibilidade da mulher no discurso oficial", da ditadura ao PREC. Saiba mais.


AINDA É NOTÍCIA | «Margarida Balseiro Lopes é a primeira mulher a assumir a liderança da JSD»



Leia no Público

segunda-feira, 16 de abril de 2018

ESCOLA DE MULHERES | FERNANDA LAPA | «Estávamos fartas de esperar que os Homens de Teatro nos escolhessem para interpretar peças que não tínhamos escolhido, escritas por Homens que davam imagens idealizadas»




A imagem acima é da capa da  publicação, recente,  da Escola de Mulheres que assinala os seus 23 anos de existência. A nosso ver, poderia ser o ponto de partida para programas de  discussões várias  em torno da ARTE E GÉNERO,  desde logo pela proclamação que está na génese da companhia, pelos textos que levaram à cena, pelos testemunhos que provocaram. Em particular, será certamente uma MEMÓRIA  a não ignorar quanto ao passado, o presente e o futuro das Mulheres no Teatro no nosso País. Do Manifesto de 1995, aquando do lançamento e constante da brochura: 



E agora como se pode ler na publicação, das palavras de Fernanda Lapa: «Estávamos fartas de esperar que os Homens de Teatro nos escolhessem para interpretar peças que não tínhamos escolhido, escritas por Homens que davam imagens idealizadas de Mulheres. Não tínhamos um quarto que fosse nosso! Quando alguma de nós encenava uma obra era quase por especial favor de um Director de Companhia e numa altura em que não lhe dava jeito encenar (...)». E o destaque seguinte, no mínimo inspirador para que o debate continue e as ações previstas se concretizem:




«Escola Amiga da Igualdade»


Revista Municipal LISBOA n.º 24
TRIMESTRAL MARÇO 2018

sexta-feira, 13 de abril de 2018

«A exposição de Picasso na Tate Modern de Londres lança outro olhar sobre o feminismo»





As imagens abaixo referem-se ao trabalho da revista «E» do semanário Expresso desta semana sobre a exposição da Tate Modern  «PICASSO 1932 – LOVE, FAME, TRAGEDY», e é de lá esta passagem: «Se olharmos bem para as mulheres de Picasso o que vemos não são vitimas ou mulheres violentadas. Vemos uma galeria de monstros como ele». E o destaque na capa: «A exposição de Picasso na Tate Modern de Londres lança outro olhar sobre o feminismo. Esta é uma história de sofrimento desumano. Porém, aqui não há vitimas nem culpados».No site da Tate Modern podemos saber mais sobre a exposição nomeadamente olhar algumas das obras, como a de início deste post.





ARTE E GÉNERO



Veja aqui


«As early as the mid-1980s, the well-known artists’ group Guerrilla Girls asked: "Do women have to be naked to get into the Met.museum?" It was a reaction to a study which showed that although less than 5% of modern artists are women, 85% of the nudes represent women. Although the feminist movements during those years gave more visibility to the subject, there is nevertheless a disparity between the representation of women on the one hand but, on the other hand, as well as a disparity in ethnic diversity and the distribution of power within the art world on the other.
It remains to be seen whether a kind of turning point was reached in 2017: It was the year when "Time" made the "Silence Breaker" the person of the year – women who have publicly spoken about their traumatic experiences with sexual violence. The ensuing #metoo debate has also had an impact on the art world, although the problem is more likely to be discussed in an international context rather than at home. 2017 was also the year in which, for the first time in the history of the Power 100 List of Art Review, a woman lead the list: Hito Steyerl. And there were also several significant individual exhibitions for female artists. (...)». Continue a ler

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Estudantes de Coimbra lançaram uma edição especial do Jornal Mundus dedicada à igualdade de género

Leia aqui

«Gender Equality: Paving the Way»




«On 7 March 2018, the Council of Europe Committee of Ministers adopted the new Council of Europe Gender Equality Strategy 2018-2023. The Strategy renews the Organisation’s commitment to address current and emerging challenges and remove barriers towards achieving substantive and full gender equality both in the member States and within the organisation.  The focus will be on six strategic areas: Prevent and combat gender stereotypes and sexism; Prevent and combat violence against women and domestic violence; Ensure the equal access of women to justice; Achieve a balanced participation of women and men in political and public decision-making; Protect the rights of migrant, refugee and asylum-seeking women and girls and Achieve gender mainstreaming in all policies and measures. The Strategy will be launched at the conference “Gender Equality: Paving the Way” hosted by the Danish Presidency of the Committee of Ministers in Copenhagen on 3-4 May 2018».


quarta-feira, 11 de abril de 2018

A ESTRATÉGIA NACIONAL PARA A INTEGRAÇÃO DAS COMUNIDADES CIGANAS


Gypsy Woman With a Baby
Amedeo Modigliani
1919,Paris, France

«O Presidente da República considerou neste sábado que a Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas de 2013 "não teve o sucesso que se pretendia", desejando que o novo plano já em preparação vá "mais longe". Continue a ler».




« Poetry and the Civil Rights Movement / The struggle for social justice remembered through poetry»




Dr. Martin Luther King Jr. leads civil rights activists on the last leg of their march from Selma to Montgomery, Alabama in March 1965. Photo by Bettmann / Contributor. Courtesy of Getty Images.


«In 1865, Congress passed the 13th Amendment to the Constitution, abolishing slavery in the United States. More than 150 years later, however, the promise of liberty and justice for all citizens remains elusive. Jim Crow laws passed by state legislatures between the 1870s and the 1950s established a formal system of racial segregation in the South. Racist housing policies, job discrimination, abuse by law enforcement, and negative stereotypes in popular culture pervaded all regions of the United States.
Between the mid-1950s through the 1970s, citizens engaged in a massive protest movement to fight for the rights and freedoms of all Americans. 1968 was pivotal in the civil rights movement, marked by the assassination of Martin Luther King Jr., the widespread riots that followed, and the passage of a new Civil Rights Act. The poems collected here revisit the heroic struggles of civil rights activists 50 years later. Poets influenced by the civil rights movement––a group that includes Margaret Walker, Nikki Giovanni, and June Jordan––used their work to instill a sense of pride in one’s identity, to praise freedom fighters and honor fallen leaders, to chronicle acts of resistance, and to offer wisdom and strength to fellow activists*.Continue a ler.


                    Miz Rosa Rides the Bus

That day in December I sat down
by Miss Muffet of Montgomery.
I was myriad-weary. Feets swole
from sewing seams on a filthy fabric;
tired-sore a pedalin’ the rusty Singer;
dingy cotton thread jammed in the eye.
All lifelong I’d slide through century-reams
loathsome with tears. Dreaming my own
silk-self.
It was not like they all say. Miss Liberty Muffet
she didn’t
jump at the sight of me.
Not exactly.
They hauled me
away—a thousand kicking legs pinned down.
The rest of me I tell you—a cloud.
Beautiful trouble on the dead December
horizon. Come to sit in judgment.
How many miles as the Jim Crow flies?
Over oceans and some. I rumbled.
They couldn’t hold me down. Long.
No.
My feets were tired. My eyes were
sore. My heart was raw from hemming
dirty edges of Miss L. Muffet’s garment.
I rode again.
A thousand bloody miles after the Crow flies
that day in December long remembered when I sat down
beside Miss Muffet of Montgomery.
I said—like the joke say—What’s in the bowl, Thief?
I said—That’s your curse.
I said—This my way.
She slipped her frock, disembarked,
settled in the suburbs, deaf, mute, lewd, and blind.
The bowl she left behind. The empty bowl mine.
The spoiled dress.
Jim Crow dies and ravens come with crumbs.
They say—Eat and be satisfied.
I fast and pray and ride.

Angela Jackson, "Miz Rosa Rides the Bus" from And All These Roads Be Luminous. Copyright © 1998 by Angela Jackson.  Reprinted by permission of TriQuarterly Books.
Source: And All These Roads Be Luminous (TriQuarterly Books, 1998) 


terça-feira, 10 de abril de 2018

SAIBA MAIS SOBRE «GENDER MAINSTREAMING»

Veja aqui

DOCUMENTÁRIO | «Mulheres Indígenas: Vozes por Direitos e Justiça»








«ONU Brasil lança documentário ‘Mulheres Indígenas: Vozes por Direitos e Justiça’

segunda-feira, 9 de abril de 2018

FILME | «Chavela»


«Será que Chavela se arrastou realmente para os quartos das mulheres, como Ava Gardner, durante a noite, para as roubar dos seus maridos? Será que ela se armou com uma pistola, que disparou às vezes, por diversão? E será que realmente se juntou a bebedeiras épicas com os amigos, que duravam de sexta a quarta-feira? Será que ela passou um ano a viver com Frida Kahlo, num tórrido romance?
A jornada alegre, dolorosa, musical e profundamente espiritual de Chavela Vargas para a auto-aceitação é a essência deste documentário: um retrato impressionante de uma mulher que ousou vestir, falar, cantar e sonhar a sua singular experiência de vida.
_______________
Uma balada de solidão como um hino, em tons alegres de provocação. The Hollywood Reporter
Nunca esperei – nem acho que se deva esperar – que o amor resolva problemas. Chavela Vargas»








AINDA É NOTICIA | «ONU nomeia primeira mulher como chefe de assuntos políticos»



A nova subsecretária-geral para Assuntos Políticos,
Rosemary DiCarlo. Foto: ONU/Paulo Filgueiras


«O secretário-geral da ONU, António Guterres, nomeou na semana passada (28) a diplomata norte-americana Rosemary DiCarlo para o cargo de subsecretária-geral para Assuntos Políticos. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo.
Como subsecretária e chefe do Departamento de Assuntos Políticos, ela irá assessorar o secretário-geral da ONU sobre questões de paz e segurança globalmente; supervisionará iniciativas e missões políticas de campo para a paz e ações de diplomacia preventiva. Ela também irá supervisionar a assistência eleitoral fornecida pela ONU a dezenas de Estados-membros anualmente». Continue a ler.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

CHIMAMANDA NGOZI ADICHIE |«Querida Ijeawele - Como Educar para o Feminismo»





SINOPSE
Quando uma amiga lhe perguntou como devia educar a filha como feminista, Chimamanda Ngozi Adichie respondeu com uma carta: Querida Ijeawele…
Neste texto intimista, a escritora faz 15 sugestões. O seu objetivo? Fortalecer as novas gerações de mulheres e proporcionar-lhes ferramentas para crescerem com um maior sentido de identidade e independência. Da aparência à parentalidade, do casamento à sexualidade e até mesmo à escolha dos brinquedos na infância, a autora explora temas fundamentais e incita as mulheres a desprenderem-se dos velhos mitos. É uma das vozes mais poderosas que se erguem num debate que não é apenas importante - é necessário e urgente.

Querida Ijeawele é um texto curto mas repleto de sabedoria. Um manifesto sobre o feminismo que não é apenas para mulheres. Porque o feminismo não pressupõe a exclusão dos homens. Pressupõe a igualdade de direitos para todos. Com humor, inteligência e compaixão, Chimamanda Ngozi Adichie reflete sobre o que significa ser mulher nos dias de hoje, numa obra que promete ser revolucionária… e que pretende apenas um mundo mais justo. +


«ARTIVISMO FEMINISTA | Pretende-se explorar as artes como forma de expressão artística e como ferramenta de mobilização e intervenção para a realização de uma igualdade de género substantiva»





OPEN CALL III
 ENCONTRO NACIONAL DE JOVENS FEMINISTAS 
18 A 20 DE MAIO DE 2018 


A REDE de Jovens para a Igualdade, no âmbito do projeto "III. Encontro Nacional de Jovens Feministas", cofinanciado pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, está a abrir candidaturas para a apresentação de projetos de investigação ou de intervenção social e para a dinamização de workshops durante o III. Encontro Nacional de Jovens Feministas a decorrer de 18 a 20 de maio de 2018, em Viseu. Continue a  ler.



quinta-feira, 5 de abril de 2018

JORNAL DE LETRAS | VALTER HUGO MÃE | «O século das mulheres»

JL | 28MAR-10ABRL| 2018
Também pode ler aqui

RECORDAR MARTIN LUTHER KING



Veja aqui
Ontem fez cinquenta anos que Luther King foi assassinado. Para assinalá-lo pegámos neste trabalho disponível na plataforma SAPO:
Excerto: «(...)
Em 1963, Luther King e vários ativistas pelos direitos humanos começam a esquadrinhar a realização de uma grande manifestação na capital do país. Acontece assim, no dia 28 de agosto desse ano, a marcha em Washington pelo Trabalho e pela Liberdade que levou mais de 200 mil pessoas ao memorial Lincoln. Foi nesta marcha que aconteceu o mítico discurso “I have a Dream”.
"Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado da sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados de forma igual.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão sentar-se juntos na mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississipi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que as minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver numa nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!" (...)».


quarta-feira, 4 de abril de 2018

VANESSA RIBEIRO RODRIGUES |«Ala Feminina»




sINOPSE
Pode a reclusão revelar mistérios da condição da mulher?
O que têm em comum uma colombiana, uma romena, uma angolana, uma venezuelana, uma uruguaia, três brasileiras e nove portuguesas? Para elas, a liberdade é um desejo que carregam na mente, livre para sonhar, com o corpo preso num cárcere, labirinto entre o Rio de Janeiro, o Porto e Lisboa.

São mães, vaidosas, filhas, amantes, sonhadoras, escrevem cartas, leem livros, amam. São barqueiras invisíveis entre dois mundos: o mundo cá de fora e um céu gradeado. Este é mais do que um livro-reportagem, é a intuição subjetiva a partir de conversas com mulheres privadas de liberdade: os medos, os desafios, as conquistas, os desabafos, a ânsia de ser livre. +.