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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

«Não.Não foi culpa minha»

Leia aqui
Um excerto:
«(...)
Simone Biles
Principal atleta da ginástica dos Estados Unidos nos Jogos de 2016, Simone Biles se juntou à lista de vítimas de Nassar ao revelar seu abuso pelo Twitter na última segunda-feira.
"Também sou uma das muitas sobreviventes que sofreram abusos sexuais de Larry Nassar", escreveu ela na rede social ao divulgar uma carta contando seu caso.
"Terei que retornar sempre ao mesmo centro de treinamento onde sofri abusos", prosseguiu.
"Mas, ultimamente, tenho me sentido arrasada, e quanto mais tento apagar a voz na minha cabeça, mais forte ela grita. Não tenho mais medo de contar a minha história", ressaltou.
"Durante muitos anos eu me perguntei: 'Fui muito ingênua? Foi culpa minha?'. Hoje eu tenho a resposta a essas perguntas. Não. Não foi culpa minha. Depois de ouvir os corajosos relatos de minhas amigas e de outras sobreviventes, sei que essa experiência terrível não é o que me define", completou ela.
As acusações ao médico vieram à tona a partir do segundo semestre de 2017 e se intensificaram em outubro, quando McKayla Maroney, também ginasta da seleção americana, afirmou ter sofrido abusos por parte dele desde os 13 anos. (...)».



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

«manifesto criticando o "puritanismo" da campanha contra assédio sexual»


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A propósito do Manifesto o post #metoo - um pequeno preço a pagar, de João André, no blogue Delito de Opinião. De lá:
«Uma das consequências do movimento #metoo and #balancetonporc é o sentimento de medo que se tem instalado entre a população masculina. Em parte isto tem-se reflectido essencialmente em figuras públicas, mas de tempos a tempos ouvimos falar de situações em empresas ou comentários genéricos sobre investigações acerca de abusos sistemáticos. Agora surge uma carta aberta de um colectivo de 100 mulheres no Le Monde que defende a «liberdade de importunar, indispensável à liberdade sexual».
 Esta carta sugere aquilo que deveria ser óbvio: num mundo de maturidade, de decência, e de igualdade, a liberdade de importunar uma mulher (ou um homem) por um homem (ou outra mulher) numa tentativa de flirt, de sedução, deveria ser incontestável. Ninguém se deveria incomodar com comentários que insinuem intenções sexuais, nem com contactos físicos decentes (toques na mão, contacto de joelho com joelho, mãos discretamente nos ombros, etc, dependendo de cada um/a). Da mesma forma que a pesosa em causa deveria ter completa liberdade de rejeitar o interesse e ficar em paz e sossego. A insistência deveria ser permitida, bem como a reiteração, de forma mais insistente, da rejeição. Estas são regras, que não devem necessitar de ser escritas, que permitem a coabitação numa sociedade normal.
 O que vemos no entanto é que os homens começam a sentir-se ameaçados. Têm que justificar comentários ou gestos completamente inocentes e sem segundas intenções, têm que explicar que aceitaram rejeições sem dificuldades e seguiram em frente, sem tomar quaisquer outras medidas contra quem os rejeitou, ou que talvez tenham tido gestos ou comentários pouco apropriados no momento mas pediram desculpas à pessoa em causa. Começam agora a ter que fazer pedidos públicos de desculpa (tanto mais quanto mais públicas sejam as figuras),  como se a população em geral tivesse alguma coisa que ver com estas situações.
 Temos então um mundo onde os homens começam a ter medo, a ter que pedir desculpas e a perder emprego com acusações das mulheres». Continue a ler.



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

«Um mês de escândalos de assédio sexual é o princípio de uma mudança cultural?»


Começa assim o artigo do Público:
«Outubro foi um mês de denúncias, e um mês negro em Hollywood. “Não acho que Novembro vá ser mais bonito”, riposta ao PÚBLICO Alan Poul, produtor e realizador. Há um mês, o escândalo Harvey Weinstein era uma história sórdida de assédio e violência sexual que finalmente saía do território das conversas em surdina para um mundo que parecia mais preparado para o denunciar – e para acreditar nas suas alegadas vítimas. Hoje, quando o efeito Weinstein já é a demissão de um ministro britânico, de vários responsáveis em diferentes sectores e de milhões de mulheres (e homens) a dizer “Me Too”, esse mesmo mundo está preparado para mudar?». 
Outro excerto:
«(...)
Chegámos a um ponto de acerto de contas há muito devido”, diz Alan Poul, produtor de Sete Palmos de Terra. Numa passagem por Lisboa, considera que era necessário este “ponto de viragem para que as pessoas compreendam quanto se exigiu de forma sistémica às mulheres que se pusessem em posição de desvantagem” e “como o status quo reforça estas tendências que sabemos durarem há centenas de anos”. (...)». Leia mais. Já depois deste trabalho do Público:



Leia aqui

E em Portugal? O que diz Rita Blanco:
O assédio e abuso sexual do produtor de Hollywood Harvey Weinstein a várias atrizes internacionais não é caso isolado. Mesmo em Portugal, onde não existe uma indústria cinematográfica propriamente dita, também acontece, revela a atriz Rita Blanco. “Isso é real. Sabemos” ...». Veja aqui



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

ACONTECEU EM HOLLYWOOD | A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas responsável pela atribuição dos Óscares decidiu expulsar o produtor Harvey Weinstein depois de este ter sido acusado de violação e assédio sexual

Leia aqui no Público
Uma passagem do artigo:
«(…)
O conselho de governadores da academia, composto por 54 membros, que conta com a presença de figuras como Tom Hanks, Steven Spielberg ou Whoopi Goldberg, reuniu-se de emergência neste sábado para avaliar as acusações de violação e assédio sexual. Em comunicado, explica-se que a decisão foi tomada depois de uma votação “bem superior à necessária maioria de dois terços”. O comunicado continua depois a explicar a decisão com duras palavras sobre o influente e consagrado produtor: “Nós não nos separamos apenas de alguém que não merece o respeito dos seus colegas, mas também para enviar uma mensagem de que a era da ignorância voluntária e vergonhosa cumplicidade em relação ao comportamento sexualmente predatório e ao assédio no local de trabalho na nossa indústria terminou. O que está aqui em causa é um problema profundamente preocupante que não tem lugar na nossa sociedade”. A academia acrescenta que vai “trabalhar para estabelecer padrões éticos de conduta que todos os membros da academia deverão exemplificar”.(…). Mas leia o artigo na integra, vale a pena

A propósito, o assunto apareceu no encontro «Mulheres nas Artes» havido a semana passada na Gulbenkian. E a pergunta ficou no ar: o que se passará em Portugal? Talvez se tenha ouvido que é bem capaz de haver casos ... Quem sabe possa haver uma intervenção na linha da luta contra a violência doméstica, sabendo-se  que o assédio no local de trabalho já tem legislação que o condena e pune. Mas como em tantas outras situações, «estar na lei» é importante mas não chega.


terça-feira, 16 de junho de 2015