A
cerimónia de atribuição do Prémio VIDarte – A Arte Contra a Violência (2.ª
edição)irá decorrer no dia 16
de outubro de 2015, no Palácio Nacional da Ajuda (Sala D. João VI), pelas 16
horas.
«Apesar de desigualdade, progresso na paridade de gênero nunca foi tão grande. Nos últimos 15 anos, número de países que alcançaram igualdade na educação aumentou de 36 para 62.
Relatório Educação Para Todos (2000 – 2015) realizado pela
Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Comunicação (UNESCO) e a
Iniciativa das Nações Unidas pela Educação de Meninas mostra que menos da
metade dos países chegaram àigualdade de gênero na
educação primáriae
secundária até 2005, prazo determinado pela comunidade internacional em uma
reunião em Dacar, Senegal. O documento foi publicado na véspera do Dia
Internacional da Menina, comemorado dia 11 de outubro.
Orelatóriorevela que apesar da igualdade de
gênero não ter sido alcançada por todas as nações, o progresso alcançado nos
últimos 15 anos é o maior na história da educação. O número de países que
atingiram igualdade de gênero na educação primária e secundária aumentou de 36
para 62. Embora, no mundo, 62 milhões de meninas tenham negado o seu direito
básico à educação, o número de meninas fora da escola diminuiu em 52 milhões
desde 2000».Continue a ler.
El Greco (Candia, Creta, 1541 - Toledo, Espanha, 1614)
A Sagrada Família com Santa Ana
c. 1590-1595
Óleo sobre tela
Paróquia de Santa Leocádia e São Romão de Toledo
Em depósito no Museu de Santa Cruz, Toledo
Cortesia Arquidiocese de Toledo
«Com Santa Ana ou Santa Isabel, desvelando a nudez sexuada do Menino adormecido, estaSagrada Família constitui uma das composições mais complexas do pintor de Creta, na qual combinou de forma magistral a temática devocional de carácter privado e o retrato. A Virgem, abraçando a sua mãe ou prima, segura no regaço o Menino, de quem a mulher mais velha se ocupa; o pequeno São João Baptista pede-nos silêncio, enquanto nos oferece fruta numa taça de vidro. Um recente trabalho de restauro permitiu recuperar o retrato, ocultado desde data incerta pelas nuvens do fundo, de um esplêndido personagem desconhecido vestido de verde». +.
Identidade visual e imagens-síntese serão poderosas ferramentas para mobilização de governos, entidades e empresas no país
Com o objetivo de transmitir de maneira simples e direta os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), organizações da sociedade civil brasileira lançam um conjunto de ícones para o Brasil. As imagens sintetizam as 17 metas globais que serão aprovadas em setembro de 2015, em reunião plenária com status de Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
A apresentação desta iconografia brasileira para os ODS é resultado do pioneirismo e da liderança históricos das organizações da sociedade civil no país. Em 2003, quando se iniciava o processo de mobilização em torno dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), precursores dos ODS, entidades da sociedade civil criaram as representações imagéticas que se constituíram em poderosa ferramenta de comunicação.
A Estratégia ODS almeja que esta iconografia mobilize pessoas, governos, entidades e empresas na consecução de objetivos globais, assim como foi no passado recente. O conjunto de ícones também resume e simboliza o trabalho e a articulação da sociedade civil organizada para enfrentar os desafios dos ODS. +.
«O Quarteto de Diálogo para a Tunísia, composto por quatro organizações que negociaram uma forma de garantir que o país se mantivesse uma sociedade pluralística e democrática, em 2013, num momento de crise após a Primavera Árabe, venceu nesta quinta-feira o Prémio Nobel da Paz de 2015. O comité norueguês destacou "o contributo decisivo para a construção de uma democracia pluralista na Tunísia" e disse esperar que o prémio sirva para consolidar a democracia naquele que é hoje o único caso de sucesso das revoltas no mundo árabe.
Há quatro organizações-chave da sociedade civil tunisina no Quarteto: o sindicato da União Geral dos Trabalhadores da Tunísia, a Confederação da Indústria, Comércio e Artesanato, a Liga dos Direitos Humanos da Tunísia e a Ordem Nacional dos Advogados». Continue a ler.
«A Companhia Nacional de Bailado regressa à
coreografia que Olga Roriz concebeu para a história
do amor trágico de D. Pedro e Inês de Castro. Numa
dança que mistura paixão, entrega, desespero
e tensão, um casal de bailarinos move-se sobre
um espelho de água. Este representa a Quinta
das Lágrimas, em Coimbra, onde o futuro rei de
Portugal se encontrava secretamente com a nobre
galega, para fugir aos olhares dos que viam aquele
amor como uma ameaça à soberania nacional».Tirado daqui.
O mais importante prémio literário foi atribuído à jornalista e escritora bielorussa Svetlana Alexievich - "pela sua escrita polifónica, monumento ao sofrimento e à coragem na nossa época". Veja aqui todos os premiados com o Nobel da Literatura.
Uma das obras da laureada deste ano:
Sinopse
«Volvidas mais de duas décadas sobre a desagregação da URSS, que permitiu aos russos descobrir o mundo e ao mundo descobrir os russos, e após um breve período de enamoramento, o final feliz tão aguardado pela história mundial tem vindo a ser sucessivamente adiado. O mundo parece voltar ao tempo da Guerra Fria.
Enquanto no Ocidente ainda se recorda a era Gorbatchov com alguma simpatia, na Rússia há quem procure esquecer esse período e o designe por a Catástrofe Russa. E, desde então, emergiu uma nova geração de russos, que anseia pela grandiosidade de outrora, ao mesmo tempo que exalta Estaline como um grande homem. Com uma acuidade e uma atenção únicas, Svetlana Aleksievitch reinventa neste magnífico requiem uma forma polifónica singular, dando voz a centenas de testemunhas, os humilhados e ofendidos, os desiludidos, o homem e a mulher pós-soviéticos, para assim manter viva a memória da tragédia da URSS e narrar a pequena história que está por trás de uma grande utopia». +.
Hoje, dia 9 de outubro, no Museu Nacional de Etnologia, está a decorrer o colóquio
internacional "Chimpanzés, Humanos e Natureza. O Legado de Cláudia Sousa"em
homenagem a Cláudia Sousa. Segundo os organizadores, o objetivo deste tributo é partilhar e
perpetuar o seu legado em antropologia biológica, especificamente em
primatologia, em Portugal e a nível internacional. Juntando-nos à iniciativa, recordemos também Claudia Sousa, indo, por exemplo, a este trabalho do jornal Público, aquando da sua morte, em 2014, onde se pode ler:
«(...)
Cláudia Sousa
doutorou-se em 2003 na Universidade de Quioto, sob orientação de Tetsuro
Matsuzawa, uma autoridade mundial em primatologia. A sua tese de doutoramento versava
sobre a capacidade cognitiva de os chimpanzés acumularem capital ou, por outras
palavras, de fazerem um mealheiro. Para tal, em experiências no Instituto de
Investigação de Primatas da Universidade de Quioto, a investigadora deu aos
chimpanzéstokens (objectos que têm um valor
simbólico) para pedirem frutas em troca – e que eles guardavam e só trocavam
por alimentos quando queriam.
Na sua tese de doutoramento Cláudia
Sousa mostrou que o sistema dostokensconstituía uma nova metodologia
para avaliar as capacidades cognitivas dos chimpanzés. Em particular, observou
“a emergência de um comportamento único – ‘economizar’”, lê-se no resumo da
tese. Ou seja, compreendem e têm noção do valor simbólico de certos objectos. (...)». Leia na integra.
O trabalho da imagem foi apresentado numa das sessões paralelas do CONGRESSO DA OTOC 2015, realizado recentemente, a que assistimos. E logo ali pensámos que era importante divulgá-lo nomeadamente para incentivar que mais estudos apareçam. Depois de termos contactado os autores e a autora, é com gosto que agora o fazemos. E aqui fica o Resumo:
«Apesar de cada gestor de empresa ser único na sua forma de pensar, decidir e agir, diferentes
teorias e estudos apontam para diferenças de género. Com o presente estudo pretende-se
determinar se a utilidade atribuída à informação contabilística para a tomada de decisão é
ponderada de forma diferente pelo género do dirigente. Tendo como base uma amostra de 609
gestores de microempresas, não se observou diferenças entre géneros na utilização da
informação contabilística para a tomada de decisão. Entre os gestores que utilizam a
contabilidade como fonte de informação não existe diferenças significativas de opinião com
base no género. No entanto, de entre os gestores que não recorrem à informação contabilística
para a tomada de decisão, já as mulheres reconhecem de forma diferente (diferença
estatisticamente significativa) o valor da informação contabilística, o que leva a crer que a não
utilização se deve a fatores que lhe são externos. Observou-se que as empresas geridas por
mulheres detêm resultados menos satisfatórios, mas este indicador não é por si só sinónimo de
práticas de má gestão. Numa análise mais ampla, as mulheres são detentoras de mais
habilitações, não obstante, com menos tempo que os homens na direção das empresas, o que
se interpreta como sinal de menor experiência».
Quem quiser saber mais tem contactos na imagem, e certamente que não deixará de ter retorno. Neste século XXI é bom criar «redes». Formais e informais.
Sobre o filme: «De acordo com a sinopse oficial deste drama basco, Loreak traz a história de três mulheres cuja vida se transforma após acidentes (ou incidentes) ligados à presença de flores. A premissa é curiosa, e os motivos florais que ocupam todo o belo cartaz do filme sugerem uma espécie de obsessão simbólica. O que as flores podem representar?
A primeira história gira em torno de Ane (Nagore Aranburu), mulher em crise de meia-idade. No mesmo dia em que descobre uma menopausa precoce, começa a receber flores de um anônimo em sua casa. A montagem acelera o ritmo de modo surpreendente: em menos de cinco minutos de narrativa, ela já recebeu dezenas de arranjos, que se tornaram um símbolo de dependência emocional para ela, e de ciúme para o marido».Continue a ler aqui.
Mas o que nos levou a procurar em português a respeito de «Loreak» foi o post do blogue Mujeres
Loreak, elegida como candidata española a los Oscar, es una bellísima película, dirigida y escrita por tres hombres (José Mari Goenaga, Aitor Arregi y Jon Garaño), en la que las flores juegan diferentes papeles. Son metáfora de las heridas abiertas, de la proyección emocional de las personas que las usan, de la memoria y de un ciclo vital que necesariamente conduce a la muerte. Al mismo tiempo, son el hilo que genera una sororidad admirable, elegida, y que nos muestra un tipo muy distinto de complicidad emocional al que solemos desarrollar los varones entre nosotros. (...)».
Bom, quando estiver num cinema perto de nós, já sabemos do que trata ...
«(...) O
proletariado rural da Europa que vivia em condições miseráveis, no século XIX
«dos socialismos e da encíclica "Rerum novarum"» vai encontrar «o seu
resgate no "Angelus" de Millet», enquanto que a «negra Alemanha é
significada no "Caminho para o Calvário" de Otto Dix, e é como de
Grünewald de Isenheim tivesse escolhido testemunhar a pátria devastada pelos
bombardeamentos aéreos e humilhada pelos horrores do nazismo».
«Na
"Deposição" de Van Gogh, emprestada pelos Museus do Vaticano, a
angústia e a dor do artista fazem a angústia e a dor de todos os homens, ao
passo que a memória de Picasso e de "Guernica" vive, nos anos de
1940-41, na célebre "Crucificação" de Guttuso».
Para
Paolucci, «há uma pintura, na exposição, que talvez ainda mais do que
"Guernica", pode ser assumida como emblema do século XX. É a
"Crucificação branca", de Chagall, que vem do Art Institute de
Chicago».
«Estamos
em 1938, um ano após "Guernica". Na Alemanha aconteceu a "Noite
dos Cristais", iniciando-se a perseguição nazista anti-semita com a
diáspora da população israelita. Marc Chagall é judeu mas sabe que para todos,
no mundo, o Cristo crucificado quer dizer dores atrozes e sofrimento injusto.
Por isso, como um pintor católico, desenha um Cristo na cruz com títulos em
latim e em hebraico».
Em
torno de Cristo «reina a devastação: a "menorah" aos pés da cruz, as
casas revolvidas, a sinagoga saqueada, pessoas em fuga, uma mãe em primeiro
plano com uma criança apertada junto ao peito. No fundo, sobre a esquerda,
esvoaçam as bandeiras vermelhas de outubro; esperança vã, porque um ano depois,
em 1939, Hitler e Estaline assinarão o famigerado pacto de não agressão.
Síntese mais exemplar e mais terrível da história da Europa na véspera da
última guerra não poderia dar-se».Continue a ler e a ver.
«Durante dois dias, uma equipa de repórteres da revista 'Time' - jornalista,
fotógrafo e editor multimédia - seguiu todos os passos da
cientista Maria Pereira, 29 anos. Foram praticamente a sua sombra,
andando com ela pelos corredores da empresa de biotecnologia Gekco, em Paris,
no laboratório onde a investigadora testa e aperfeiçoa uma cola cirúrgica que
promete diminuir as hemorragias e assim salvar vidas, e nas reuniões de
planeamento dos ensaios clínicos (que estão quase a começar).
Maria não para. Sempre foi assim. Para a revista de informação com
maior circulação do mundo, a cientista pertence à próxima geração de líderes,
com um trabalho que pode "revolucionar a medicina".
Em declarações à Time, o seu orientador de doutoramento no programa MIT
Portugal, Jeff Karp, é generoso nos elogios: "Por causa da sua paixão por
aprender e por tornar o mundo um lugar melhor, apresentou a mais acentuada
curva de aprendizagem que alguma vez presenciei."». Continue a ler na Visão.
«Não há acasos no trabalho de Paulo Nozolino. Nem mesmo num trabalho onde o
sujeito do seu olhar é única e exclusivamente a mulher. Corpo de imagens
consistente, “Make do” evolui de 1974 a 2013 e traduz uma trajetória crescente
na dramatização de momentos e encontros, acompanhando a maturidade do artista e
a definição do seu posicionamento no universo da fotografia.
Abrindo caminho
para critérios ideológicos fortes, desvendam-se aqui marcas visuais precisas a
delinear convicções pessoais e políticas. Nada é ficção.
Enigmáticas,
crípticas, sensuais, agressivas, belas, todas as fotografias agora reunidas
gritam vida e eternidade num discurso banhado por uma perturbadora e
inquietante serenidade».+
«Formosa e culta, Aldegundes de Bragança era a quinta filha do rei D. Miguel, banido de Portugal no seguimento das Guerras Liberais que o opuseram ao seu irmão D. Pedro. Casada aos 18 anos com o príncipe italiano Enrico de Bourbon-Parma, cedo descobriu o homem azedo que o seu semblante belo e distinto escondia. Os trinta anos de matrimónio foram tecidos de momentos ora de paixão, ora de discórdia, tendo como palco o seu palácio veneziano, o castelo dos Braganças na Áustria ou os iates que os levavam frequentemente a terras distantes. A maior batalha da sua vida, porém, foi a que travou em busca do sonho de ser mãe. Visitou Portugal clandestina, impedidos como estavam os herdeiros de D. Miguel de entrar na sua pátria. Pátria essa à frente de cujos destinos sonhou um dia poder ver o seu amado sobrinho D. Duarte Nuno de Bragança, pai do atual pretendente à Coroa portuguesa.Esta é a história da Princesa de Parma, uma mulher decidida e iluminada, que reclamou para si o título de duquesa de Guimarães e que fez do seu drama pessoal a força para vencer, encontrando na luta pela restauração da monarquia em Portugal a sua derradeira paixão».+
Mais de 19 mil crianças refugiadas chegam todos os meses à Europa, alerta UNICEF
«(...)
De
acordo com a agência das Nações Unidas, houve um crescimento de 80% no número
de crianças que chegam ao continente europeu. Estimativas indicam que cerca de
19 mil entram na Europa a cada mês. Segundo dados do Eurostat, entre janeiro e
julho de 2015, 133 mil jovens buscaram asilo no território.
“Com tantas
crianças se deslocando e com o inverno se aproximando na Europa, nossa
prioridade tem que ser cuidar delas agora”, afirmou a coordenadora especial do
UNICEF para a crise de refugiados na Europa, Marie-Pierre Poirier. A agência
tem estabelecido parcerias com os governos de países europeus para prover
assistência médica, alimentação e abrigo.
O UNICEF destacou
que, mesmo com o agravamento da situação dos refugiados na Europa, a conjuntura
na Síria permanece bem mais grave. No país, 7 milhões de crianças precisam de
assistência humanitária. O programa de apoio da agência da ONU carece de uma
verba de cerca de 500 milhões para dar continuidade às suas atividades. (...)».Leia na integra.
«O Dia
Internacional do Idoso é comemorado anualmente a1 de outubro. Este dia foi instituído em 1991 pela (ONU) Organização das
Nações Unidas e tem como objetivo sensibilizar a sociedade para as questões do
envelhecimento e da necessidade de proteger e cuidar a população mais idosa. A
mensagem do dia do idoso é passar mais carinho aos idosos, muitas vezes
esquecidos pela sociedade e pela família.
No Dia Internacional do Idoso decorrem várias iniciativas para a
população idosa, nomeadamente palestras, sessões de atividade física e
workshops de artes manuais». Continue a ler.
«Trata-se de uma antologia de pequenos textos sobre música,
da autoria de Hermann Hesse. Esta compilação abarca excertos recolhidos da
correspondência pessoal do autor, apontamentos para obras posteriores, extractos
de romances, poemas, recensões críticas, pequenos contos e reflexões de ordem
vária. À diversidade de géneros e subgéneros corresponde, no entanto, uma certa
uniformidade estilística: a maioria dos textos revela uma musicalidade que
contribui definitivamente para a construção e unidade do tema. A recolha, que
abrange um período de setenta anos, reflecte o entusiasmo de Hesse pela chamada
música erudita e seus produtores (compositores - sobretudo Chopin, Beethoven e
Mozart -, cantores e solistas). A música é entendida como uma experiência
pessoal e intransmissível mas manipulável, podendo por tal conduzir à alienação
quando massificada e vulgarizada.
Música é, pois, um livro
multifacetado do ponto de vista tipológico, um pouco controverso nas posições
que defende, tecendo-se a unidade em redor do tema e do estilo inegável do
autor». +.