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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

PRÉMIOS NOBEL DA PAZ | «acusam»










«Denis Mukwege – Nobel Lecture


Nobel Lecture given by Nobel Peace Prize Laureate 2018 Denis Mukwege, Oslo, 10 December 2018.
In the tragic night of 6 October 1996, rebels attacked our hospital in Lemera, in the Democratic Republic of Congo (RDC). More than thirty people were killed. Patients were slaughtered in their beds point blank. Unable to flee, the staff were killed in cold blood.
I could not have imagined that it was only the beginning.
Forced to leave Lemera in 1999, we set up the Panzi hospital in Bukavu where I still work as an obstetrician-gynaecologist today.
The first patient admitted was a rape victim who had been shot in her genitals.
The macabre violence knew no limit.
Sadly, this violence has never stopped. (...)».
Continue a ler.
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Sobre a entrega dos Nobel da Paz:

Leia no Observador

De lá: «(...) Mukwege começou o seu discurso em francês, recordando os ataques ao hospital onde trabalha, há duas décadas, falando de atos de “violência macabra,” em que dezenas de bebés foram estuprados, num cenário de caos “perverso e organizado”, que resultou em mais de seis milhões de mortes, quatro milhões de pessoas deslocadas e centenas de milhares de mulheres violadas, na RDCongo.
A causa principal desta guerra é a riqueza mineral, afirmou Mukwege, que lembrou que os minerais extraídos sob intimidação e abuso sexual servem para aplicar em carros, joias e telemóveis. “Os congoleses foram humilhados, maltratados e abatidos por mais de duas décadas, à vista da comunidade internacional”, disse Mukwege, que lembrou que um relatório sobre crimes de guerra e violações na RDCongo, feito pela delegação do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, “acumulam poeira”, algures numa gaveta.
O médico exigiu medidas para compensar os sobreviventes e ajudá-los a começar uma nova vida, por considerar que é um “direito humano” básico, e pediu a criação de um fundo global para compensar as vítimas de violência sexual em conflitos armados. (...)».



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

NOBEL DA PAZ 2018 | «Denis Mukwege e Nadia Murad recebem o Nobel da Paz pelo trabalho desenvolvido na erradicação da violência sexual como arma de guerra»



Leia aqui


Leia também na ONU Brasil:

Embaixadora da ONU e médico congolês vencem Nobel da Paz por luta contra violência sexual


Um excerto:

«(...)
O chefe da ONU disse que o prêmio é parte de um “crescente movimento para reconhecer a violência e a injustiça” enfrentada por mulheres e meninas, em todo o mundo.
“Dez anos atrás, o Conselho de Segurança condenou unanimemente a violência sexual como uma arma de guerra. Hoje, o Comitê do Nobel reconheceu os esforços de Nadia Murad e Denis Mukwege como ferramentas vitais para a paz”, disse Guterres.
“Ao homenagear esses defensores da dignidade humana, este prêmio também reconhece inúmeras vítimas em todo o mundo que muitas vezes foram estigmatizadas, escondidas e esquecidas. Este é o prêmio deles também. Vamos homenagear esses novos ganhadores do Prêmio Nobel por defenderem as vítimas de violência sexual em todos os lugares.” (...)». Leia na integra.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

PRÉMIO NOBEL DA PAZ 2015 | «Quarteto de Diálogo para a Tunísia»

Saiba mais no site do NOBEL.

Do jornal Público:
«O Quarteto de Diálogo para a Tunísia, composto por quatro organizações que negociaram uma forma de garantir que o país se mantivesse uma sociedade pluralística e democrática, em 2013, num momento de crise após a Primavera Árabe, venceu nesta quinta-feira o Prémio Nobel da Paz de 2015. O comité norueguês destacou "o contributo decisivo para a construção de uma democracia pluralista na Tunísia" e disse esperar que o prémio sirva para consolidar a democracia naquele que é hoje o único caso de sucesso das revoltas no mundo árabe.
Há quatro organizações-chave da sociedade civil tunisina no Quarteto: o sindicato da União Geral dos Trabalhadores da Tunísia, a Confederação da Indústria, Comércio e Artesanato, a Liga dos Direitos Humanos da Tunísia e a Ordem Nacional dos Advogados». Continue a ler.