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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

AFONSO REIS CABRAL| «Pão de Açúcar» | PRÉMIO LITERÁRIO JOSÉ SARAMAGO 2019





Prémio Literário José Saramago 2019
Finalista Prémio Livro do Ano Bertrand 2018

Em Fevereiro de 2006, os Bombeiros Sapadores do Porto resgataram do poço de um prédio abandonado um corpo com marcas de agressões e nu da cintura para baixo. A vítima, que estava doente e se refugiara naquela cave, fora espancada ao longo de vários dias por um grupo de adolescentes, alguns dos quais tinham apenas doze anos.
Rafa encontrara o local numa das suas habituais investidas às zonas sujas, e aquela espécie de barraca despertou-lhe imediatamente o interesse. Depois, dividido entre a atracção e a repulsa, perguntou-se se deveria guardar o segredo só para si ou partilhá-lo com os amigos. Mas que valor tem um tesouro que não pode ser mostrado?
Romance vertiginoso sobre um caso verídico que abalou o País, fascinante incursão nas vidas de uma vítima e dos seus agressores, Pão de Açúcar é uma combinação magistral de factos e ficção, com personagens reais e imaginárias meticulosamente desenhadas, que vem confirmar o talento e a maturidade literária de Afonso Reis Cabral.


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

«Eu Maria das Dores, me Confesso»




Sinopse
Maria das Dores mandou matar o marido e foi condenada a 23 anos de prisão, num dos julgamentos mais mediáticos que Portugal já conheceu. O crime tinha todos os ingredientes para suscitar interesse: paixão, ódio, dinheiro e um desenlace macabro. A imprensa batizou-a como a socialite que mandou matar o marido para cobrar o seguro de vida. Mas ela nunca confessou o crime. Durante o julgamento, declarou-se inocente e culpou o motorista e o seu amigo de serem os únicos responsáveis pelo assassinato de Paulo Pereira da Cruz. Apesar de condenada, e ao longo de anos, Maria das Dores continuou a negar o seu envolvimento.

Está presa há 12 anos no Estabelecimento Prisional de Tires, no qual teve de aprender a conviver com outras reclusas, sem mordomias, numa cela partilhada, que compara a uma caixa fechada em que mal se respira. Uma caixa sem liberdade, nem os luxos a que estava habituada. Na prisão, não pode comer sushi, usar alta cosmética ou vestir roupa de marca. Longe estão os dias em que Maria das Dores era capaz de gastar mil dólares num dos melhores cabeleireiros de Nova Iorque.

Neste livro, Maria das Dores rompe o silêncio ao cabo de 12 anos e confessa: sim, eu mandei matar o meu marido. E explica por que razões o fez. Quem é a mulher por trás da assassina? Em Eu, Maria das Dores, me Confesso, o leitor encontrará revelações surpreendentes, cartas inéditas escritas a partir da prisão e as reflexões da mulher arrependida que, levada pelo ciúme e pela raiva, cometeu um terrível erro irrefletido que custou a vida do marido, a própria liberdade e a relação com o filho mais novo. Maria das Dores foi condenada pela justiça e também pela sociedade. Chegou o momento de contar a sua versão da história - aquela que toda a gente desconhece.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

VIRGINIA WOOLF | «A Casa Assombrada e outros Contos»



«Em A Casa Assombrada e Outros Contos estão reunidos alguns dos mais inovadores contos originalmente escritos em inglês.

É certo que Virginia Woolf não é uma contista e que foi em romances como Orlando e As Vagas que sobretudo cumpriu o “insaciável desejo de escrever alguma coisa antes de morrer”. Mas é em contos como “A Marca na Parede”, “Lappin e Lapinova” e “O Legado”, que melhor nos revela o modo como soube captar a evanescente matéria da vida, um universo feminino que os homens desfazem revelando que a marca na parede é uma lesma, recusando-se a recriar a vida de coelhos no ribeiro ao fundo da floresta ou tornando-se apenas insensivelmente desatentos». Saiba mais.




terça-feira, 3 de setembro de 2019

ANA DE CASTRO OSÓRIO | «Ambições»




«Toldados pela ideia de ascenção social, uma bela mulher de origem humilde e um médico arrivista estabelecem uma aliança nefasta. Pelo caminho, terão de se confrontar com outros interesses afectivos, sociais ou políticos.
Entre Lisboa e uma vila do interior, as vidas das diferentes personagens cruzam-se numa teia de sonhos e ambições. O leitor delicia-se com o olhar crítico da autora sobre a realidade portuguesa, ao encontrar aqui retratados os seus diferentes extractos sociais.
Um romance de costumes sobre a condição da mulher, o matrimónio, a educação e o progresso no início do século XX, que em muitos aspectos se mantém actual». Saiba mais.


segunda-feira, 26 de agosto de 2019

DEBORAH LEVY | «O Custo de Vida»




Da Critica Da Revista do Expresso desta Semana, o titulo:

«Deborah Levy encara o rescaldo de um divórcio aos 50 anos, e o luto pela morte da mãe, num brilhante livro de memórias que é igualmente um ensaio sobre feminismo e criação literária

TEXTO JOSÉ MÁRIO SILVA»

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“O Custo de Vida, o novo livro de Deborah Levy, é tão bom que só o li uma hora por dia para o fazer durar.” [Miguel Esteves Cardoso, Público]
“Um manifesto eloquente.” [The Guardian]
“Uma escritora indelével… de um génio elíptico… O Custo de Vida é uma leitura de enorme prazer.” [The New York Times]
“Uma observadora arguta do mundano e do inexplicável. Levy consegue transmitir pormenores memoráveis em poucas palavras.” [The New York Times Book Review]


sábado, 17 de agosto de 2019

«SOPHIA»





«A jornalista Isabel Nery traz-nos no seu novo livro, a primeira biografia de Sophia de Mello Breyner Andresen, no ano em que se assinala o centenário do seu nascimento.
A autora percorreu lugares e pessoas que fizeram parte da história de Sophia, como o Porto, a Grécia, Lagos, ou entrevistando mais de 60 pessoas, do pescador José Muchacho, ao amigo Manuel Alegre, até ao ensaísta Eduardo Lourenço, passando por companheiros das letras e da política.
Só assim foi possível completar a biografia que faltava sobre a primeira portuguesa a receber o Prémio Camões e a única mulher escritora com honras de Panteão Nacional, a quem muitos gostavam de ter visto atribuído o Prémio Nobel». Saiba mais.

domingo, 11 de agosto de 2019

CAMILLE PAGLIA | «Provocações»




RESUMO
«Uma coletânea que abarca mais de duas décadas de escritos de uma intelectual provocadora. Muitas coisas mudaram desde que Camille Paglia surgiu com o seu inovador Personas Sexuais. Mas as lúcidas conceções desta grande pensadora norte-americana continuam na vanguarda — não só pela sua capacidade de captar o tom do momento mas também por ser capaz de antecipar tendências sociais e culturais.
Com uma introdução em forma de manifesto fervoroso em que Paglia expõe as convicções fundamentais que caracterizam a sua escrita — a liberdade de expressão, a necessidade de investigação audaciosa e um profundo respeito por toda a arte, erudita ou popular — Provocações reúne um conjunto de textos que faz luz sobre os mais variados temas, dos óscares ao atual presidente dos EUA, passando pelo punk rock». 
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SOBRE A AUTORA


«Camille Paglia nasceu em Endicott, Nova Iorque, em 1947, no seio de uma família ítalo-americana. Estudou em Yale e é professora de humanidades, estudos clássicos, arte e comunicação em Filadélfia e em Nova Iorque. A sua popularidade deve-se não só aos artigos vibrantes e polémicos que escreveu sobre feminismo, questões de género e cultura pop, mas também a obras de grande erudição como Sexual Personae ou Glittering Images». 
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Veja também no site da Editora.



segunda-feira, 5 de agosto de 2019

ELENA FERRANTE | «A Invenção Ocasional»





"No Outono de 2017, o Guardian propôs-me que escrevesse para as suas páginas uma coluna semanal. Senti-me lisonjeada e, ao mesmo tempo, assustada. Nunca fizera uma experiência desse género e receava não ser capaz. Depois de muitas hesitações, fiz saber à redacção que aceitaria a proposta se me fosse enviada uma série de perguntas, a cada uma das quais, por sua vez, eu responderia respeitando os limites do espaço que me fosse fixado."
[Da Introdução de Elena Ferrante] 
O resultado deste convite foi A Invenção Ocasional, uma colecção de cinquenta e um textos, uma polifonia de temas, composta nas variadas dimensões da vida. O livro "começa por acaso no dia 20 de Janeiro de 2018 pela narração sempre incerta de uma primeira vez e termina por acaso no dia 12 de Janeiro de 2019 focando-se sobre uma última vez". 
Fala-nos de acontecimentos que permaneceram na memória da autora ou que se desenvolvem no presente, episódios, imagens, gestos, intuições, relações e leituras, que no seu conjunto compõem um mosaico em movimento onde o imaginário das mulheres de hoje ocupa um importante lugar. 
As ilustrações são de Andrea Ucini. Saiba mais.

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Sobre o livro do trabalho de Cristina Margato no semanáro Expresso desta semana o excerto seguinte: 


segunda-feira, 29 de julho de 2019

JUDITH BUTLER | «Problemas de Género»





SINOPSE
«Vinte e sete anos após a sua publicação original, Gender Trouble está finalmente disponível em Portugal. Trata-se de um dos textos mais importantes da teoria feminista, dos estudos de género e da teoria queer. Ao definir o conceito de género como performatividade - isto é, como algo que se constrói e que é, em última análise uma performance - Problemas de Género repensou conceitos do feminismo e lançou os alicerces para a teoria queer, revolucionando a linguagem dos activismos». Saiba mais.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

PATRÍCIA REIS | «As Crianças Invisíveis»




SINOPSE
M. é uma criança habituada a ser usada e devolvida por famílias sucessivas como um produto que não satisfaz o cliente. Cresce numa instituição de acolhimento, onde vai descobrindo o poder da amizade e as armadilhas do desejo e da paixão. Esta é a sua história até chegar à idade adulta, atravessando um processo de invisibilidade, no qual a dor se confunde com a esperança de encontrar uma vida a que possa chamar sua. Ao seu lado existem outras crianças e ainda Conceição, a assistente social que escolhe amar M. incondicionalmente.

As Crianças Invisíveis é um romance que alia um exercício literário ímpar com um profundo trabalho de investigação sobre abandono, maus-tratos e adopção. Construindo toda a narrativa de uma maneira muito original, sem identificar o sexo das crianças, e a partir do olhar delas, a escrita límpida, poderosa e cirúrgica de Patrícia Reis conduz-nos, neste romance avassalador, através dos sonhos, do medo e da intimidade de um conjunto de personagens que percorrem a infância e a adolescência sem pai, nem mãe, nem identidade. Saiba mais.



quinta-feira, 11 de julho de 2019

JOSÉ MANUEL BARATA-FEIO | «A sombra dos heróis»





SINOPSE
Em Portugal, até hoje, pouco se sabe sobre os portugueses vítimas dos nazis em França. Mas se assim é em relação às vítimas, a ignorância é absoluta no que respeita às centenas de homens e mulheres que combateram os nazis durante a ocupação do país.
Cidadãos de um país neutro, centenas de portugueses podiam ter-se adaptado às circunstâncias e ao diktat do invasor alemão. Em vez disso deixaram o conforto relativo das suas famílias, das suas casas e dos seus empregos, esqueceram o interesse próprio e lançaram-se num combate desigual pela liberdade.
A Sombra dos Heróis dá vida à história desconhecida destas centenas de homens e mulheres de carne e osso, lutadores de exceção, num relato fascinante sobre a resistência e abnegação humanas. Saiba mais.


quinta-feira, 27 de junho de 2019

PEARL S.BUCK | «Terra Abençoada»


SINOPSEPlano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula.

No reinado do último imperador da China, uma criada casa com um homem humilde. Juntos dão início a uma família e encetam uma viagem épica, envolvente e inesquecível. O-lan é uma criada na maior casa da aldeia. Quando casa com Wang Lung, um humilde agricultor, labuta arduamente ao longo de quatro gravidezes pela sobrevivência da sua família. Ao princípio, as recompensas são poucas, mas o trabalho é fonte de esperança e há sustento na terra. Até a fome chegar e mudar a vida de todos. Tudo parece perdido, até que a boa sorte e a determinação de O-lan conjuram-se para os levar de volta a casa com uma riqueza inimaginável.

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  • A sobrevivência da terra
    Ana Azenha - Bertrand Foz Plaza | 23-05-2019
    Uma das mais duras e emotivas histórias que já li! Passado numa China rural, onde as dificuldades espreitam a cada esquina, esta é a história de uma família humilde, que tenta lutar por uma vida melhor numa terra que nem sempre lhes dá o que merecem. Um grande épico onde está bem presente o ditado "Por detrás de uma grande homem, há sempre uma grande mulher". Fabuloso!
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  • Lembramo-nos do livro «Terra Abençoada» ao ontem Pearl S. Buck ter sido recordada no «brain  pickings»:
  • Saiba mais


quarta-feira, 26 de junho de 2019

NUNO BRAGANÇA | «A Noite e o Riso»


«O romance de estreia de um dos grandes escritores do século XX é uma daquelas obras que só raramente aparecem». Saiba mais.

E da critica de Pedro Mexia no Semanário Expresso desta semana:




quinta-feira, 30 de maio de 2019

LIVROS | «As Memórias Secretas da Rainha D. Amélia»

SINOPSE
Furtado do espólio de Salazar aquando da invasão dos seus antigos aposentos no dia 25 de Abril de 1974, o manuscrito «As Memórias Secretas da Rainha D. Amélia», escrito nos últimos anos de vida e doado pela própria à Casa de Bragança, em Lisboa, através da mão do chefe do Estado Novo, foi recuperado em Sófia, na Bulgária, na Comemoração do Centenário da República, por Miguel Real, que foi incumbido de o depositar na Torre do Tombo, já o tendo feito.
Neste manuscrito, a Rainha D. Amélia retrata a sua vida em doze pequenos capítulos, um por cada mês do ano, organizados em quatro grandes partes, seguindo o ritmo das estações, da Primavera, na infância, ao Inverno triste da sua velhice. Um documento pungente, doloroso e comovente, fortemente crítico de Portugal e dos Portugueses, permanentemente iludidos pelas artimanhas de elites ineptas e ignorantes. Saiba mais.




terça-feira, 14 de maio de 2019

CHODERLOS DE LACLOS | «Da Educação das Mulheres»






No final do século XVIII, a questão da educação das mulheres só pode ter, segundo Choderlos de Laclos, uma única resposta: «Onde existe escravatura, não pode haver educação: em todas as sociedades as mulheres são escravas; portanto, a mulher social não é susceptível de educação.» Da Educação das Mulheres (1783), a obra inacabada do polémico autor de As Ligações Perigosas, tem a ousadia de defender, muito antes de a história lhe dar razão, que apenas uma revolução preconizada pelas próprias mulheres é capaz de alterar a situação em que se encontravam. Choderlos de Laclos interessa-se pela libertação feminina até ao fim da sua vida, defendendo a igualdade entre os sexos e invocando com fervor a «mulher natural», «ser livre e poderoso». +.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

O LIVRO QUE LEVOU NATÁLIA AO TRIBUNAL | «Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica»






«Depois de ver sucessivos livros seus apreendidos pela Censura do Estado Novo, Natália Correia aceitou o convite do visionário editor da Afrodite, Fernando Ribeiro de Mello, para organizar esta Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica. «Finalmente num único livro», prometia a cinta que acompanhava o volume, publicado em dezembro de 1965, «a poesia maldita dos nossos poetas», «as cantigas medievais em linguagem atualizada», «dezenas de inéditos» e «a revelação do erotismo de Fernando Pessoa». A obra causou escândalo e foi apreendida pela PIDE, com vários dos intervenientes julgados e condenados em Tribunal Plenário, num processo que se arrastou durante anos. É agora republicada pela primeira vez com as ilustrações originais de Cruzeiro Seixas, incluindo também novos textos introdutórios e reproduções de documentos que contextualizam um marco histórico na edição em Portugal». +.

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Sobre a obra, no Semanário EXPRESSO /Revista E desta semana o trabalho de José Mário Silva «O livro que levou Natália ao tribunal». Pode ser lido aqui. Começa assim: 

«Uns meses antes, a recém-criada Afrodite, de Fernando Ribeiro de Mello (um portuense de 23 anos que chegara a Lisboa com fama de excêntrico diseur de poesia), lançara a primeira de muitas pedradas no charco do mundo literário português: uma edição do “Kama Sutra”, logo proibida. Enquanto gesto provocatório, funcionou às mil maravilhas. Mas foi com o livro seguinte, lançado em vésperas do Natal de 1965, que a Afrodite testou verdadeiramente a rigidez do establishment e o funcionamento da Censura. Natália Correia, que já vira os seus livros de poesia e teatro proibidos, organizou uma monumental “Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica — Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade”, com 552 páginas, abrangendo sete séculos e meio de versos do mais puro vernáculo. Das cantigas de escárnio e maldizer aos experimentalismos de E. M. de Melo e Castro, passando por Nicolau Tolentino, Bocage, Guerra Junqueiro, vários anónimos, Mário Cesariny, Jorge de Sena, Herberto Helder ou a própria Natália, cabia tudo. Na cinta promocional, não se fazia a coisa por menos: “Finalmente num único livro: a poesia maldita dos nossos poetas; as cantigas satíricas medievais em linguagem atualizada; dezenas de inéditos; a revelação do erotismo em Fernando Pessoa”. (...)»

quinta-feira, 9 de maio de 2019

ANTÓNIO MANUEL HESPANHA | «Filhos da Terra»






António Manuel Hespanha alcança neste livro um feito singular: conta uma história que todos conhecemos — a da expansão portuguesa — segundo uma perspectiva até aqui largamente ignorada. É a perspectiva dos portugueses e seus descendentes que, nos territórios longínquos da expansão, se desviaram da rede do «império formal» para integrarem as sociedades indígenas locais. Será que nessas comunidades — em África, na América, no Oriente — estes mestiços eram de facto portugueses? Carregariam consigo memórias, sentimentos, valores e traços culturais que se pudessem relacionar com Portugal? E em tais lugares remotos, fora do controlo da coroa, que visão tinham deles as populações nativas e os estrangeiros «concorrentes»? 


Filhos da Terra reconfigura os termos da análise historiográfica e mostra-nos que há uma versão mais rica e policromática da expansão portuguesa: a da história social, das pessoas comuns. Partindo das fontes da época, e fugindo a elementos míticos e envolvimentos emocionais, somos levados a questionar as identidades destes «portugueses» e, com isso, a exercer escrutínio crítico sobre um lugar-comum do nacionalismo português: o carácter «ecológico», aberto e universalista da «presença portuguesa no mundo». Saiba mais.
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E veja este trabalho no OBSERVADOR.


sexta-feira, 12 de abril de 2019

CLARICE LISPECTOR | «Correio Para Mulheres»




SINOPSE
Neste Correio para Mulheres, foram reunidos textos antes publicados em Correio Feminino e Só para Mulheres, oferecendo-se ao leitor uma visão de conjunto deste trabalho de Clarice Lispector. 
Por vezes, entre conselhos diversos, muitas vezes de caráter prático, há cintilações literárias inconfundíveis do estilo de Clarice Lispector. +.

Jornal de Letras
10 a 23 Abril 2019

quinta-feira, 21 de março de 2019

MANUEL DA SILVA RAMOS | «Os Três Seios de Novélia»





«Cinquenta anos após a edição do romance, que recebeu, em 1968, o Prémio de Novelística Almeida Garrett, a Parsifal publica uma “edição comemorativa, em capa dura e profusamente ilustrada pelo pintor António Carmo, de uma das mais vanguardistas e singulares obras de ficção portuguesas das últimas décadas e cuja modernidade se mantém completamente atual”.
A nova edição conta com um “Manual do Silva Ramos”, que a editora apresenta como um “elucidário pessoal politicamente pouco correto”.
Manuel da Silva Ramos, de 71 anos, estudou Direito na Universidade de Lisboa, mas teve de se exilar em França por razões políticas. Aos 21 anos venceu o Prémio de Novelística Almeida Garrett, instituído pela Editorial Inova e pela Portugália Editora, precisamente com “Os Três Seios de Novélia”».

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SINOPSE (Tirada daqui)

Prémio de Novelística Almeida Garrett de 1968.
Os Três Seios de Novélia é um pequeno romance de amor irreal onde a rumorejante solidão de um jovem escritor o força a procurar a mulher alquímica, sua secreta nostalgia. É também uma descoberta de Lisboa, com os seus cafés, praças, ruas, avenidas, onde a promessa de qualquer mulher compensará o reles quotidiano. Esta invenção de uma mulher clara que existia efectivamente nas ruas de Lisboa de 1968, e continua a existir, é também o triunfo da literatura. Um Longo Nascimento, o segundo texto do livro, é um pequeno diário de uma infância e adolescência felizes na província onde a alfaiataria dos pais, lagartos ao sol, primas, faces de meninas prémenstruadas, cântaros defenestrados na última noite do ano, livros, escritores mortos, se amontoam para glorificar uma vida ainda fugitiva de criador. A Respiração é o atelier em brasa do artista. A sua imaginação mais desabrida, delirante. Estamos aqui no interior do vulcão da imaginação.
E o final «Sermão de Santo António aos Astronautas» é a cereja em cima do bolo ardente.
Manuel da Silva Ramos tinha 20 anos quando escreveu Os Três Seios de Novélia.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

«O SUCESSO NÃO CAI DO CÉU»







«Com o objetivo de incentivar o empreendedorismo feminino, de inspirar e dar ferramentas à próxima geração de mulheres de negócios, as fundadoras do Executiva.pt lançam o livro O Sucesso Não Cai do Céu, em que 10 empresárias e empreendedoras desvendam o segredo do seu êxito à nova geração de gestoras. Nestas entrevistas, partilham não apenas o que contribuiu para o seu sucesso, mas também quais foram as principais dificuldades que enfrentaram e como as ultrapassaram, os erros cometidos e o que aprenderam com eles. Uma leitura obrigatória para todas as mulheres que queiram lançar um negócio de sucesso, pois as entrevistadas são de áreas de negócio diferentes, para que os seus conselhos tenham mais ampla aplicabilidade, e elucidam em particular uma área da criação e desenvolvimento do negócio». Saiba mais.

O Conteúdo:
As entrevistadas são de áreas de negócio diferentes, para que os seus conselhos tenham mais ampla aplicabilidade, e elucidam em particular uma área da criação e desenvolvimento do negócio:
  • Negociar com investidores, Cristina Fonseca, Talkdesk
  • Criar uma rede de lojas, Filipa Munoz Oliveira, Wink
  • Dar a volta ao negócio da família, Ana Paula Rafael, Dielmar
  • Criar uma marca de luxo, Maria Cunha, Josefinas
  • Trabalhar com os mais exigentes, Sónia Calado, DRT Moldes
  • Superar um fracasso, Helena Vieira, Bioalvo
  • Brilhar numa rede de franchising, Regina Alves, McDonald’s
  • Empreender nos Estados Unidos, Daniela Braga, DefinedCrowd
  • Construir um grupo de empresas, Sara do Ó, Grupo Your
  • Crescer à sombra dos grandes, Virgínia Abreu, Crispim Abreu