quinta-feira, 18 de junho de 2015

PRÉMIO CAMÕES | Hélia Correia


Hélia Correia ganhou o Prémio Camões. Mais uma ocasião para olharmos para a escritora e  sua obra. Sobre o prémio e a premiada, por exemplo, no  jornal Público online, de que é capa na edição impressa como se vê na imagem:
«(...) O poeta e crítico literário Pedro Mexia, que pela primeira vez fez parte do júri, ao telefone do Rio de Janeiro disse ao PÚBLICO que a decisão “foi extremamente fácil”. Embora Hélia Correia “não seja um nome tão óbvio no Brasil como é em Portugal”, depois de ter sido lançado à discussão, “e tendo em conta que para os jurados brasileiros o nome já estava em cima da mesa de uma votação anterior, foi relativamente pacífico”. Mesmo quem não a tinha na sua lista, “não pôs nenhuma objecção”. A decisão só não foi mais rápida porque houve alguns problemas logísticos – o escritor Mia Couto participou na reunião via Skype e aconteceram alguns problemas de ligação. Uma das razões que pesou na escolha do júri foi a sua polivalência em termos de géneros e de estilos. Hélia Correia escreve romance, novela, conto, teatro e poesia e os seus livros são muito diferentes uns dos outros. “Há escritores que escrevem sempre o mesmo livro. Hélia Correia, tendo o seu imaginário, tem livros bastante diferentes entre si”, explica Pedro Mexia. Importante foi também “o diálogo que a autora estabelece com as tradições: com a Antiguidade Clássica, sobretudo grega” e com “um imaginário que não é bem mágico, é telúrico, também de fadas e assombrações”, explica o crítico. “Há um lado também gótico na literatura dela e referências à literatura contemporânea, que vão desde uma personagem de José Saramago até aos livros da literatura inglesa, os vitorianos, as irmãs Brontë e aos pré-rafaelitas.” (...). Leia na integra.

E indo agora ao que a propósito  se pode ler no jornal Observador para quem não conhece a obra da escritora, as palavras do poeta  Nuno Júdice:

«(...) A atribuição do Prémio Camões à escritora portuguesa Hélia Correia é “muito justa”, afirmou à agência Lusa o poeta Nuno Júdice. «“Fomos colegas de curso na Faculdade de Letras, fizemos parte das mesmas lutas académicas e vejo na obra dela uma capacidade de fazer reviver. Uma das suas influências literárias é o romance inglês do século XIX, mas atualizado. E depois há o lado fantástico”, descreveu o escritor. Para Nuno Júdice, o romance “Lillias Fraser” pode ser um bom ponto de partida para um leitor entrar na obra literária de Hélia Correia. “Seja em romance seja em conto, há uma tonalidade poética que passa na obra”, disse ue passa na obra”, disse. (...)». Mais.
Ousamos terminar assim: que bom que Hélia Correia ganhou o Prémio Camões!


EXPOSIÇÃO | «o que elas nos dão a ver» | VILA NOVA DE FAMALICÃO | ATÉ 5 SETEMBRO 2015




    «A não ser que seja na qualidade de visitante, nesta exposição não entram homens. Em “O que Elas nos dão a ver” é a arte no feminino que predomina, com uma seleção de uma centena de obras da autoria de 23 mulheres artistas, entre as quais Paula Rego, Vieira da Silva, Natália Correia, Ilda David, Ana Hatherly, Debra Taub e Greta Knutson. A exposição está patente ao público na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, e por aí ficará até ao dia 5 de setembro. 
    Através de pinturas, desenhos, colagens, litografias e esculturas, em “O que Elas nos dão a ver” o público “vê-se envolvido por trabalhos que, através das mais variadas técnicas e linguagens, expressam humor, sensualidade e reflexão”, explica o Diretor Artístico da Fundação, António Gonçalves. 
    Gostaria que o nosso visitante pensasse que este é um espaço que lhe pertence e no qual pode usufruir de uma experiência sensorial”, acrescenta ainda o responsável, que dos vários trabalhos expostos destaca duas obras da autoria de Vieira da Silva, as pinturas “Le portrait automatique de Lolita” e “Mário le chat”, esta última oferecida pela pintora portuguesa ao mestre do Surrealismo português, Mário Cesariny». (Destaques nossos). LEIA NA INTEGRA.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    

quarta-feira, 17 de junho de 2015

DEBATE | «As Mulheres e a Cultura» | SONS DA LUSOFONIA | LISBOA MISTURA | 18 JUNHO 2015 | 18:00 H | LARGO DO INTENDENTE |LISBOA




As Mulheres e a Cultura


«Olhar de frente para o espe­lho e ver o futuro atrás de nós com outros olhos e com­pre­en­der como pode­mos ser melho­res cida­dãos num mundo em rápi­das mudanças».

«A acti­vi­dade cul­tu­ral está inti­ma­mente ligada às prá­ti­cas huma­nas e à refle­xão sobre aquilo que efec­ti­va­mente pro­du­zi­mos. Deve­mos con­tudo pen­sar os mode­los de orga­ni­za­ção com que nos vamos reger num futuro ame­a­çado pela sel­va­gem visão mone­tá­ria. É essen­cial mudar. Em cada dia pro­po­mos reflec­tir sobre estes assun­tos que para o Lis­boa Mis­tura são estru­tu­ran­tes na cons­tru­ção de cidade e na har­mo­ni­za­ção das suas comunidades».
Elza Pais  (Coordenação) soció­loga, depu­tada | Ida­lina Conde inves­tiga­dora |  Inês Lobo arqui­tecta |  André e. Teo­dó­sio actor, encenador
  
Local: Largo Residências, Largo do Intendente |18 junho | 18:00 H

Entrada Livre
Limitada à ocupação do espaço
Saiba Mais




SEMINÁRIO | «Women, work and the transformation of state/society relations, 1914-1918» | POR LAURA LEE DOWNS |19 JUNHO 2015 | 15:00H |ICS |LISBOA




Laura Lee Downs dirige a Catédra de História do Género no Instituto Universitário Europeu de Florença. Dentro das suas publicações: Writing Gender History, London, Bloomsbury Academic, 2010 (2nd edition).

«How has feminist scholarship changed history? Writing Gender History explores the evolution of historical writing about women and gender from the 1930s until the early twenty-first century. With chapters on the history of Europe, the USA, colonial India and Africa, the discussion moves from women's history to gender history, and then to poststructuralist challenges to that history. This revised edition includes an exciting new chapter looking at recent scholarship on race, gender and sexuality in colonial and transnational history, and on the history of the body. Highly accessibly but also encouraging new debate, this book provides students with a comprehensive understanding of gender history, as well as its possible future». 


terça-feira, 16 de junho de 2015

PRÉMIO REGIONAL MARIA VELEDA | Candidaturas até 30 junho 2015




«As candidaturas ao Prémio Regional «Maria Veleda»|2015, uma iniciativa da Direção Regional de Cultura do Algarve, estão a decorrer até ao próximo dia 30 de junho.
As propostas poderão que ser enviadas via postal para a sede da Direção Regional de Cultura, na Rua Francisco Horta n.º 9, 1.º D 8000-345 FARO, ou entregues presencialmente.
O Regulamento e o respetivo Formulário para a inscrição da candidatura poderão ser acedidos em www.cultalg.pt/pt/MariaVeleda ou solicitados na Direção Regional de Cultura do Algarve.
O Prémio visa destacar uma personalidade com um percurso cultural e cívico relevante para o Algarve e tem associado um valor de 5.000€ e uma medalha comemorativa, produzida pela Pelcor, que considerou, mais uma vez, apoiar esta distinção.
Prémio Regional «Maria Veleda» constitui-se como o contributo desta Direção Regional ao V Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e Não-Discriminação (2014-2017) através da associação de Maria Veleda (1871-1955)». 



M A R I A   V E L E D A
«Professora primária e pioneira na luta pela educação das crianças  e pelos direitos das  mulheres, pelos  ideais de justiça, pela  liberdade, pela  igualdade e  pela democracia».




CONFERÊNCIA |«Assédio Sexual ? Não, Obrigada!»| 18 JUNHO 2015 | 14:00 H | ÉVORA




A A.P.M.J – Associação Portuguesa das Mulheres Juristas irá organizar a Conferência «Assédio Sexual? Não, Obrigada!», no dia 18 de junho, a partir das 14h, na Sede do Conselho Distrital de Évora da Ordem das/os Advogadas/os. O tema será debatido à luz do disposto na Convenção de Istambul, em função das suas vertentes criminal e laboral.


P R O G R A M A 




segunda-feira, 15 de junho de 2015

CARLA HILÁRIO QUEVEDO | «As Mulheres Que Fizeram Roma»


SINOPSE
A História costuma recordar os imperadores, senadores, poetas e historiadores que construíram Roma, mas relega para segundo plano as mulheres que, frequentemente na sombra, também desempenharam um papel decisivo. Reia Sílvia, depois de ter sido violada, deu à luz os gémeos Rómulo e Remo, fundadores de Roma. Agripina, mãe do imperador Nero, ficou para a História como assassina impiedosa e, paradoxalmente, como uma mãe com um amor incondicional pelo filho. Já Valéria Messalina, terceira mulher do imperador Cláudio, consta que fugia da residência imperial para se prostituir, tal era a sua avidez por sexo. Helena de Constantinopla teve um papel crucial no Cristianismo, tanto mais que, reza a lenda, foi ela que descobriu a cruz onde Cristo foi crucificado. Estas são algumas das mulheres que Carla Hilário Quevedo apresenta num livro que nos traz 14 curtas histórias biográficas de mulheres célebres e influentes na construção de Roma e do seu império. Destacando diferentes características, explicações e interpretações para histórias clássicas que tendemos a considerar demasiado longínquas para a nossa compreensão moderna, a autora mostra-nos estas mulheres a partir de uma nova perspectiva. Mas as histórias revelam mais: o que os romanos esperavam das suas mulheres ou qual era afinal o seu papel num mundo em que apenas os homens podiam falar em público. Um livro essencial para perceber as mulheres de Roma e a forma como temas como o adultério, a maternidade ou o casamento eram vistos na sociedade romana. Saiba mais.


PRÉMIO IGUALDADE É QUALIDADE | Sobre a 11.ª edição



quinta-feira, 11 de junho de 2015

LANÇAMENTO | Número 33 da Revista «Faces de Eva» dedicado a Maria Ivone Leal | HOJE 11 JUNHO 2015 | 18:00H | BIBLIOTECA NACIONAL |LISBOA




Hoje 11 junho  2015 
  lançamento da Revista Faces de Eva da imagem. 
Às 18:00H no Auditório da Biblioteca Nacional em Lisboa.   

            Entrada Livre

Na apresentação 
conferência por Teresa Pinto: 
«Mudanças necessárias, mas não suficientes... A
 persistência das desigualdades de género».


Quanto ao número 33 da Revista,  é dedicado a Maria Ivone Leal  (1924-2013), investigadora em Estudos sobre as Mulheres e uma das pioneiras do ensino infantil em Portugal. Maria Ivone Leal é autora, entre outros, de O masculino e o feminino em literatura infantil (1982), Um século de periódicos femininos. Arrolamento de periódicos entre 1807 e 1926 (1992),  e Cristina de Pisano e todo o universo de mulheres (1999).




Entretanto, aproveitemos para lembrar que a revista «Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher» deu o seu primeiro número à estampa em 1999, publicando dois números por ano. É promovida pelo grupo de investigação com o mesmo nome, integrado no Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICSNOVA)  da Universidade Nova de Lisboa.


47 CONDECORAÇÕES NO 10 JUNHO 2015 | Seis mulheres foram distinguidas



Ontem em LAMEGO onde decorreram as cerimónias oficiais do 10 de junho 2015 - DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS - foram atribuídas 47 condecorações. SEIS  distinguiram mulheres. Os seus nomes:

Fátima Cardoso
Isabel Silveira Godinho
Zita Martins
Sara Pereira
Maria Teresa Osório
Ana Paula Rafael

Assinale-se, a APAV também foi condecorada. E não pode deixar de se sublinhar que as comemorações foram presididas pela cientista Elvira Fortunato. Aqui, a lista completa das condecorações atribuídas. Neste endereço imagens da sessão solene.



quarta-feira, 10 de junho de 2015

NO DIA DE CAMÕES | «Na Fonte Está Lianor»






Na fonte está Lianor


Na fonte está Lianor
Lavando a talha e chorando
Lavando a talha e chorando
Lavando a talha e chorando

Às amigas perguntando
Camões visto por Júlio Pomar – azulejos da estação
de metro Alto dos Moinhos - ver aqui
Vistes lá o meu amor
Vistes lá o meu amor
Vistes lá o meu amor

Nisto estava Lianor
O seu desejo enganando
O seu desejo enganando
O seu desejo enganando

Às amigas perguntando
Vistes lá o meu amor
Vistes lá o meu amor
Vistes lá o meu amor

O rosto sobre uma mão
Os olhos no chão pregados
Os olhos no chão pregados
Os olhos no chão pregados

Que de chorar já cansados
Algum descanso lhe dão
Algum descanso lhe dão
Algum descanso lhe dão

Na fonte está Lianor
Lavando a talha e chorando
Lavando a talha e chorando
Lavando a talha e chorando

Às amigas perguntando
Vistes lá o meu amor
Vistes lá o meu amor
Vistes lá o meu amor
Letra: Luís de Camões
Música: José Afonso
Álbum: Baladas e Canções (1964)

Letra retirada de http://www.zecaafonso.com/letra/na-fo...
Tirado do Youtube, daqui.

NO DIA DE CAMÕES | Amália | «COM QUE VOZ» e « DURA MEMÓRIA»





terça-feira, 9 de junho de 2015

MULHERES EM DESTAQUE | Elizabete Matos | RECEBEU MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL



Desde logo, aqui, no  video a que se refere a imagem acima,  as palavras de Elizabete Matos na cerimónia em que lhe foi entregue a Medalha de Mérito Cultural. Sobre a homenageada pode ler-se  no site Teatro Nacional de São Carlos:
«Com uma carreira internacional notável, reconhecida pelos seus pares e marcada pela interpretação dos mais exigentes papéis, Elisabete Matos tem-se apresentado regularmente no único teatro lírico de Portugal destacando-se, em fevereiro de 2015, a interpretação do papel de Lady Macbeth, na ópera de Giuseppe Verdi, Macbeth, e também na temporada de 2014-2015 quando protagonizou a ópera La Gioconda, de Amilcare Ponchielli. Destaque, ainda, para o recital comemorativo dos seus 25 anos de carreira, realizado a 12 de janeiro de 2013, em São Carlos. A Orquestra Sinfónica Portuguesa, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e o Teatro Nacional de São Carlos aplaudem mais esta importante distinção». 
Esta distinção segue-se a outras com que Elizabete Matos já foi agraciada  anteriormente como escreve o DN: «A cantora lírica já foi condecorada pelo Presidente da República com o grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 1999, e em 2013 com o grau de Grande Oficial da mesma ordem honorífica. Em 2003, Elisabete Matos recebeu a Medalha de Mérito Artístico da cidade de Guimarães». 
Ainda sobre a artista a partir do jornal online Observador:   «(...)já contracenou com nomes como Plácido Domingo e José Carreras, apresentou-se recentemente em Toulouse, no sudoeste de França, em Berlim e Telavive, respetivamente, como “Isolda”, em “Tristão e Isolda”, de Richard Wagner, “Turandot”, na ópera homónima de Giacomo Puccini, e “Abigaille”, em “Nabucco”, de Verdi. Elisabete Matos estudou canto e violino no Conservatório de Música de Braga e prosseguiu os estudos de Canto em Espanha, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo trabalhado com Ángeles Chamorro, Marimi del Pozo, Félix Lavilla e Miguel Zanetti na Escola Superior de Canto de Madrid. A sua estreia foi no Coliseu do Porto, no papel de “Frasquita”, na ópera “Carmen”, de Georges Bizet».
Os parabéns a Elizabete Matos do Em Cada Rosto Igualdade. E terminemos da maneira  que nos parece ajustada, ainda que em video, a  ver e a ouvir a homenageada:





FRANÇA | Igualdade entre Mulheres e Homens na Cultura e na Comunicação


Já nos tínhamos referido à matéria  da imagem numa primeira versão, aqui. Tendo como fonte  a edição final, na imagem, o Movimento «HF- Vers l'égalité hommes-femmes dans les arts et la culture», recentemente, destacou o seguinte para as Mulheres:


Les chiffres aujourd’hui en France…




Numa perspectiva de Benchmarking - naturalmente, teremos que procurar outras realidades, e identificar as melhores - faz todo o sentido determo-nos nos  processos de produção e divulgação da informação aqui em causa. Ou seja, aprender com os outros.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

«Um Verbo no (do) feminino ?»



«"E Todavia" é o mais recente livro de poesia de Ana Luísa Amaral. Fulgurante e surpreendente, nele encontramos alguns dos mais belos poemas da obra da autora. «Cuidadosos Descuidos Cuidar na escolha: afiado lápis que o bico rombo rasga-me as palavras mas tão macio que eu as possa romper quando preciso. Cuidar na folha: vagaroso brilho,pronta para o desenho em nota, à margem:que tenha humor de verdadeira folha.Depois vem o pior que não escolhi —». Mais aqui.

A propósito do «E  TODAVIA», no Jornal de Letras de 27 de maio a 9 de junho de 2015:



PRESIDENTAS E PRIMEIRAS MINISTRAS





sexta-feira, 5 de junho de 2015

«ECONOMIA SOCIAL, SETOR CULTURAL E CRIATIVO»


Sobre a Publicação:

«Économie sociale, secteur culturel et créatif : vers une nouvelle forme d’entrepreneuriat social en France 
Le secteur culturel et créatif s’inscrit souvent dans le modèle d’entreprise sociale, puisque l’objectif premier de ses productions n’est pas la recherche de profit mais la création artistique, et car il partage de nombreux points communs avec ce modèle. En quoi culture et économie sociale sont-elles liées et comment faire de cette alliance un moteur pour le développement des territoires français ? PLS et SMart tentent de répondre à ces questions dans ce Cahier.
Cette publication vise  à souligner les croisements entre la culture et l’économie sociale mais aussi et surtout à mettre en évidence - par le biais de bonnes pratiques et de recommandations - des moyens concrets pour développer des projets culturels et artistiques inscrits dans l’économie sociale, afin de répondre aux besoins des territoires dans une logique de transition économique, sociale et environnementale.
Les secteurs de la culture et de l’économie sociale sont tout d’abord définis en première partie du Cahier, en fonction du rôle qu’ils peuvent jouer dans la transition en France. Après une mise en contexte théorique, cette partie aborde les croisements entre culture et économie sociale à travers les caractéristiques qui les unissent mais aussi les enjeux de ce rapprochement, tant d’ordre économique que technologique ou social. Sandrino Graceffa, responsable de la plus grande entreprise sociale et culturelle belge « SMart », complète également cette analyse en partageant à travers une interview sa vision des enjeux liant l’économie sociale au secteur culturel et créatif.
La deuxième partie de cette publication est quant à elle consacrée aux politiques publiques en matière d’économie sociale et de culture, et surtout à des bonnes pratiques démontrant l’impact de la culture sur le développement local et l’innovation, ou décrivant des projets culturels menés sous la forme d’entreprise sociale. Il s’agit de politiques et bonnes pratiques européennes (II.1 et II.2) puis françaises (II.3).
Une série de recommandations sont enfin présentées en conclusion, pour un rapprochement effectif entre le modèle d’entrepreneuriat alternatif et la culture, afin de faire de cette dernière un secteur économique porteur d’innovation sociale, créateur d’emplois et facteur de cohésion sociale en France et en Europe». Tirado daqui:


Bem sabemos, hoje em Portugal o domínio da língua francesa não será o que já foi noutros tempos, mas ainda assim não podemos deixar de chamar a atenção para a Publicação da imagem. As razões são várias, mas escolhíamos uma:  a dificuldade que muitos e muitas já terão constatado, nomeadamente em acontecimentos públicos - seminários, palestras, conferências, workshops, e afins - em se reflectir o cruzamento do «social» com o «cultural» sem que cada uma das partes perca a sua autonomia. E sem que cada uma delas em termos operativos se submeta à outra. Uma das últimas discussões em torno disto a que assistimos tinha a ver com as Funções do Estado em termos conceptuais. Simplificando: havia quem defendesse que as Funções Sociais incluíam a Cultura; e quem argumentasse no sentido de que ao mesmo nível se devia considerar Funções Culturais. E  interessante será reflectir tudo isto, por exemplo,  na perspectiva da Igualdade de Género, em especial na construção das políticas públicas para cada um dos sectores,  e depois no seu cruzamento, tendo presente a força da cultura e das artes em processos de mudança, o que aliás, como se pode ver acima, está contemplado nas recomendações: «(...) pour un rapprochement effectif entre le modèle d’entrepreneuriat alternatif et la culture, afin de faire de cette dernière un secteur économique porteur d’innovation sociale, créateur d’emplois et facteur de cohésion sociale en France et en Europe».

Para terminar, com vista, desde já, a uma ideia global, do conteúdo da Publicação,  o índice:



GRAÇA MORAIS | «A arte e o feminino como motivação»




















quinta-feira, 4 de junho de 2015

«ONU busca mulheres para cargos de direção de operações de paz e missões políticas»





«As Nações Unidas buscam mulheres qualificadas, íntegras, líderes e comprometidas com os ideais da Organização para chefiar suas operações de manutenção da paz e missões políticas. A iniciativa do Banco de Talentos de Mulheres Experientes, ou Senior Women Talent Pipeline em inglês, insere-se no contexto dos esforços do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para aumentar a participação de mulheres em cargos de direção (D-1 e D-2)». Continue a ler.  Diretamente para o site da ONU United Nations Peacekeeping.


«Maria Capaz entrevista Teresa Ricou»

quarta-feira, 3 de junho de 2015

OLÁ CRIANÇAS ! OLÁ JOVENS ! TALVEZ LHES INTERESSE (55) | Projeto «Cinema Cem Anos de Juventude» em que Portugal Participa | NA CINEMATECA FRANCESA



E lembremos o que é «Cinema Cem Anos de Juventude»:

O programa pedagógico “Cinema Cem Anos de Juventude” é um projecto experimental de iniciação ao cinema.
Coordenado pela Cinemateca Francesa este projecto reúne, à escala europeia e além-mar, profissionais de cinema, professores, salas de cinema, associações e cinematecas. Criado em França em 1995 na celebração dos cem anos de cinema, tem vindo a ser implantado em várias países incluindo Portugal através da Associação Os Filhos de Lumière, em parceria com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema – desde o ano lectivo 2006 / 2007.
Todos os anos é trabalhada uma questão de cinema (2012-2013 :  o que é  a « mise en scéne » no cinema ? ) que cerca de mil crianças e adolescentes em diferentes regiões em Portugal, França, Espanha, Itália, Reino Unido, Brasil e República de Cuba, se colocam ao longo do ano vendo e analisando filmes a partir deste ponto de vista, fazendo exercícios filmados, realizando por fim pequenos filmes-ensaio, com as mesmas regras do jogo.
Três encontros anuais reúnem na Cinemateca Francesa os participantes dos países envolvidos: o primeiro entre Setembro e Outubro onde são lançadas e discutidas as pistas pedagógicas sobre o tema do ano em trabalho, o segundo em Março para um balanço intermédio onde são apresentados e discutidos os exercícios realizados pelos alunos, e em Junho para a apresentação dos filmes-ensaio com a presença, para além dos adultos, dos alunos participantes ou de uma pequena delegação que vai apresentar os filmes e falar sobre os processos perante todos os presentes.
Em Portugal este projecto tem sido viabilizado graças ao apoio do ICA – Programa VER  e ao apoio das Câmaras Municipais de Serpa e da Moita, do Instituto Camões (que apoia as viagens a Paris) e de Juntas de Freguesia em Lisboa e Serpa (no apoio às viagens), etc ns), etc». Leia na integra.





FILME | «Bobô» | ABORDA A MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA





O filme «Bobô»,  em exibição nas salas City Alvalade  e no  Dolce Vita Tejo,  é uma longa metragem, realizada por Inês Oliveira, que aborda as questões da mutilação genital feminina e da condição da mulher no mundo de hoje, em diferentes culturas. Saiba mais sobre a carreira do filme, por exemplo, no site do Ano Europeu para o Desenvolvimento. 


SINOPSE  - «Sofia vive isolada num velho apartamento de família onde até o pó parece ser preservado. A pedido da sua mãe chega Mariama, uma jovem guineense, para ajudar a cuidar da casa e do seu filho. Mas onde está este filho que nunca vemos? Bobô, irmã mais nova de Mariama, vai despertar em Sofia uma vontade de sair do casulo. Atrás do seu sorriso confiante, Mariama atormenta-se com a ameaça da mutilação genital feminina a que Bobô está prestes a ser submetida…O encontro entre Sofia e Mariama fá-las confrontarem-se com os seus fantasmas».

terça-feira, 2 de junho de 2015

«VALENCIA» | Clube de Futebol Espanhol | PROMOVE IGUALDADE DE GÉNERO




A notícia na ONU Brasil:

ONU Mulheres e clube de futebol Valencia anunciam parceria para promover igualdade de gênero

O Valencia foi escolhido por ser o único clube na liga espanhola com uma presidente mulher, Lay Hoon Chan. Leia a notícia na integra.

A diretora da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, segura 
uma das camisetas do Valencia junto com os jogadores do time
 na conferência em Nova York. 
Foto: Valencia CF/Lázaro dela Peña. 

Saiba mais no site do Clube e no UN News Centre. Já agora, há atletas portugueses a jogar no Valência - sobre isso,  veja, por exemplo, esta notícia.





SEMINÁRIO | «Assédio Sexual e Moral no Local de Trabalho» | JUNHO 2015 | DIA 3 | ISCP | LISBOA























Seminário internacional “Assédio sexual e moral no local de trabalho”
3 de junho de 2015
Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas – Lisboa
O Seminário internacional“Asséd io sexual e moral no local de trabalho”, cuja entidade promotora é a CITE no âmbito do projeto aprovado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, EEA Grants, Área de Programa PT07 – Integração da Igualdade de Género e Promoção do Equilíbrio entre o Trabalho e a Vida Privada, terá lugar no próximo dia3 de junh o, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) – Universidade de Lisboa, Polo Universitário da Ajuda, Rua Almerindo Lessa – 1300-663 Lisboa.



segunda-feira, 1 de junho de 2015

NO DIA DA CRIANÇA EM PORTUGAL | «Lá Fora» | LIVRO PREMIADO NA FEIRA DO LIVRO INFANTIL DE BOLONHA DE 2015



«Vencedor do Prémio Bologna Ragazzi Award na categoria Opera Prima (Feira do Livro Infantil de Bolonha - 2015). De quem será esta pegada?O que faz aqui esta minhoca?Será um sapo ou uma rã?Como se chama esta árvore? Mesmo que moremos numa grande cidade, existe sempre natureza lá fora: nuvens e estrelas, árvores e flores, rochas e praias, aves, répteis ou mamíferos. O que esperamos então?Saltemos do sofá e iniciemos a exploração! Criado com a colaboração de uma equipa de especialistas portugueses, este livro pretende despertar a curiosidade sobre a fauna, a flora e outros aspetos do mundo natural que podem ser observados em Portugal. Inclui também propostas de atividades e muitas ilustrações, para ajudar toda a família a ganhar balanço, sair de casa e descobrir – ou simplesmente contemplar – todo o mundo incrível que existe “Lá Fora”». (Destaques nossos). Mais. Clique nas imagens e saiba sobre quem fez o livro:






NO DIA 1 DE JUNHO 2015 | Dia da Criança em Portugal | LEMBREMOS A MORTALIDADE INFANTIL PELO MUNDO