Mostrar mensagens com a etiqueta Teatro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Teatro. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

TEATRO | «Acabar com Eddy Bellegueule»



«A peça "Acabar com Eddy Bellegueule", baseada no romance de Édouard Louis, estreia em Lisboa a 17 de outubro e conta com apoio da CIG.

No passado dia 2 de outubro a CIG marcou presença na pré-estreia da peça «Acabar com Eddy Bellegueule», baseada no romance de Édouard Louis.
Trata da história de Eddy, do seu sofrimento e da estruturação da sua identidade. Num contexto em que a homofobia e o racismo impregnam a vivência diária, e em que a violência e a humilhação são parte da vida de quem é diferente, a única hipótese que se apresenta é a fuga.
A peça tem interpretação de David Esteves e Dinarte Branco e conta com apoio da CIG.
M/15

Datas: 17 – 27 Outubro
Hora: 21h
Local: LATOARIA, Escadas do Monte 9, 
(Graça), em Lisboa»


sexta-feira, 12 de julho de 2019

TEATRO | «Bonecas» | 11-21 JULHO 2019 | TEATRO CARLOS ALBERTO | PORTO




«Em Bonecas, espetáculo em estreia, Ana Luena parte de um conto inédito de Afonso Cruz e da “brutalidade bela” da pintura de Paula Rego para escrever uma dramaturgia em torno das noções de território, identidade e memória. Inserindo Bonecas no âmbito do programa da Malvada Associação Artística ao explorar o retrato e processos de desterritorialização por desvinculação, a encenadora integra igualmente no espetáculo a experiência partilhada com um grupo de raparigas de um centro de acolhimento temporário e um grupo de mulheres vítimas de violência doméstica de uma casa abrigo. A severidade e crueldade destes territórios femininos tornam as suas vítimas cativas da sua própria condição. Como num tableau vivant, as personagens de Bonecas expressam-se em relações dicotómicas de vulnerabilidade e força e numa inversão de papéis onde submissão e dominação se confundem. Cruzando exercícios de improvisação, criação de cenas, desenho de personagens, técnicas de role-playcom fotografia, cria-se uma narrativa rizomática, “como um livro que cose diferentes cadernos numa só lombada”. Nessa “cartografia de multiplicidades” que o teatro e a fotografia oferecem, Bonecas trabalha possibilidades de reconstrução identitária, de reconhecimento e pertença». Saiba Mais.






quinta-feira, 4 de julho de 2019

TEATRO | «O DEUS DAS MOSCAS | «Pedro Alves criou um grupo apenas feminino, que põe em relevo o carácter representacional do espetáculo, e em causa as noções e os atributos lineares de género» | 5 JULHO A 31 AGOSTO 2019 | SINTRA



A adaptação para o teatro foi feita por Nigel Williams.
 Foi esta a versão que Pedro Alves utilizou para este espetáculo
FOTO CATARINA LOBO



Do trabalho de João Carneiro na Revista E do semanário Expresso desta Semana:

Pedro Alves adaptou e encenou, para o Teatromosca, “O Deus das Moscas” com um grupo exclusivamente feminino, no cenário ‘natural’ da Quinta da Ribafria
TEXTO JOÃO CARNEIRO
«Publicado em 1954, “O Deus das Moscas” foi o primeiro romance de William Golding, e acabou por ser um dos grandes romances do século XX. O autor recebeu, em 1979, o James Tait Black Memorial Prize, em 1980 o Booker Prize, e em 1983 recebeu o Nobel da Literatura. “O Deus das Moscas” foi adaptado ao cinema por Peter Brook, em 1963; por Lupita A. Concio (filme para televisão) em 1975; e por Harry Hook, em 1990. A adaptação para o teatro foi feita por Nigel Williams, e apresentada pela Royal Shakespeare Company em 1996. É esta a versão teatral autorizada, e é esta que Pedro Alves utilizou para conceber o espetáculo que encenou para o Teatromosca.
No início há um grupo de rapazes, numa ilha, depois de uma guerra, uma evacuação, um desastre de avião — um acontecimento e um passado recentes algo sombrios, cuja memória é apagada pela descoberta da paisagem, do lugar, da ilha. “De tudo o que pode existir de maravilhoso no mundo, nada se pode comparar ao mar” — a descrição inicial inaugura uma espécie de visão edénica do mundo, a partir de perceções e de descrições da natureza. “Ou seria a juventude?”, a pergunta surge logo, para também logo ser recoberta com mais descrições. A ilha, as palmeiras, as copas das árvores; a água transparente e cristalina, os cardumes de pequenos peixes sempre em movimento, os verdes mais ou menos escuros, mais ou menos profundos; as rochas, os desfiladeiros, os penhascos, as pedras aguçadas; “no ar, borboletas voltejam excitadas”; finalmente, e perante “um horizonte circular de água”, a exclamação quase extática: “tudo isto é nosso”. “Nosso” começa por ser de Ralph e de Piggy; um louro, doze anos, “… ainda não era mesmo um adolescente. Mas uma delicadeza na boca e nos olhos não traíam qualquer maldade”; o outro “um miúdo gordo… mais baixo do que o rapaz de cabelo alourado. Óculos espessos. Casaco de inverno”. Encontram uma concha, um búzio, uma coisa que Piggy sabe ser valiosa. Noutros lugares seria cara, custaria muitas libras; ali vai servir para chamar os outros rapazes. Uns são mais novos, há dois gémeos, e há o grupo de Jack, o chefe do coro, os que surgem “vestidos de preto. A passo certo”; têm emblemas prateados nos chapéus, Jack tem um emblema dourado.
De início tentam organizar-se. Tratar da água, fazer abrigos. Precisam de fogo, e para isso os óculos de Piggy vão ser preciosos. Aos poucos, contudo, as tentativas de organização vão-se esboroando; as chefias deixam de ser respeitadas, as tarefas são desleixadas, o fogo apaga-se ou provoca incêndios; os do coro tornam-se caçadores, matam porcos; na desordem progressiva, vão acabar por matar dois rapazes, um deles Piggy, o último sinal de racionalidade na ilha; o medo, a crueldade e a violência passam a ser as forças primordiais.
Pedro Alves criou um grupo apenas feminino, que põe em relevo o carácter representacional do espetáculo, e em causa as noções e os atributos lineares de género. Fez decorrer a ação pelo espaço da Quinta da Ribafria, dividindo em dois, a certa altura, os grupos de atrizes e de espectadores que, no entanto se reencontram na sequência final. Distribuiu as palavras, as frases, os diálogos, o texto, por vozes singulares, por grupos, ou por elementos corais. A progressão da ação é, assim, acompanhada pela progressão física de atrizes e de espectadores pelos diferentes espaços da Quinta, com início no exterior, junto ao edifício principal. A casa, os jardins, os caminhos, os lagos, um universo outrora primorosamente estruturado, até nos seus efeitos de natureza redesenhada, e hoje em dia no mais constrangedor abandono, são transfigurados pelo impacto das ações, das vozes, das presenças das artistas; ainda nem tudo estava pronto quando assistimos a um ensaio, mas era palpável já a estranha inquietação que se desprende quer romance, quer da sua versão teatral.
Rita Rocha Silva, Mariana Fonseca, Cirila Bossuet e Margarida Coelho, intérpretes de algumas das personagens centrais, integram um grupo de 17 atrizes. A banda sonora é de Noiserv, o som é de Reinaldo Gonçalves, os figurinos são de Isadhora Müller e o desenho de luzes é de Carlos Arroja. (...)».

sexta-feira, 3 de maio de 2019

TEATRO | «Apocalipse Hoje» | 2 A 25 MAIO 2019 | CENDREV | ÉVORA




«O nosso mundo está a perder a cabeça.
APOCALIPSE HOJE dá-nos conta do estado do mundo através de três acontecimentos trágicos: a destruição das Torres Gémeas, em Nova Iorque, o drama dos migrantes rejeitados pela Europa e os atentados fanáticos que enlutam todo o planeta». 

.
.     .


«APOCALIPSE HOJE reúne três textos de dois dramaturgos franceses contemporâneos - Michel Vinaver (11 de Setembro de 2001) e Laurent Gaudé (Daral Shaga e O Juramento de Paris) - para pôr em cena, em Évora, aquilo que o encenador classifica como uma proposta de teatro imediatamente contemporâneo. Nas palavras de Heymann, justapor num espectáculo único estes três textos comoventes, escritos de uma maneira lírica, é propor um teatro imediatamente contemporâneo. É colocar no palco “APOCALIPSE HOJE”».




sexta-feira, 12 de abril de 2019

TEATRO | «Emigrantes» | ATÉ 28 ABRIL 2019 | TEATRO DA TRINDADE | LISBOA






«Estranhos uns dos outros, encontramos na vulnerabilidade coletiva a derradeira reciprocidade. Vivendo em cidades estrangeiras, o que nos distingue é o que nos permite sentirmo-nos em grupo, ligados por uma condição estranhamente paradoxal de atração e de repulsa.
Apregoa-se a liberdade, elogia-se a emancipação. Mas revisitam-se ou criam-se novos fantasmas que alimentam a áspera sensação de ameaça e medo do estranho.  Refazem-se fronteiras, nomeiam-se e exilam-se antigos e novos impuros. O sonho de pureza, de descontaminação dos eleitos, é revisitado sem cessar, devolvendo-nos, implacavelmente, o desconforto da derradeira e estranha reciprocidade». Saiba mais.
Ainda:

E da crítica de Helena Simões, no Jornal de Letras desta semana:

«(...) Sem dúvida, um apurado estudo teatral 
sobre a longa espera pela validação, legitimação,
 dignificação de existências humanas
 atormentadas pela necessidade de respeito,
 autenticidade e humanidade, num espectáculo
 que vivamente recomendamos». 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! | TALVEZ LHES INTERESSE (100) | «Mártir» | ATÉ 16 DEZEMBRO 2018 | TEATRO JOAQUIM BENITE | ALMADA





«Mártir explora o impacto do pensamento fundamentalista na sociedade actual, debruçando-se sobre o percurso, até ao fanatismo religioso, de um adolescente que foi criado por uma mãe divorciada. Trata-se de uma verdadeira guerra ideológica, aquela que oporá este jovem à sua professora de Biologia, a única pessoa que lhe é próxima e que contradirá os seus argumentos. Como é que se desmonta o raciocínio extremista, e se evita que medre entre nós? A peça de Mayenburg desenvolve-se como uma reflexão em torno da luta contra a radicalização da juventude, lembrando que o fanatismo não é apanágio apenas de uma religião. Mártir fala-nos dos perigos que surgem quando as Escrituras Sagradaspassam a ser lidas à letra. Com a iminência dos atentados por parte de fundamentalistas islâmicos, perpetrados um pouco por todo o Mundo, este texto ganha pertinência não porque se preocupe em analisar os efeitos dessa violência, mas porque se debruça sobre as suas causas. O que fará um jovem ocidental refugiar-se num conjunto de princípios anacrónicos, originados por uma leitura literal do Antigo Testamento? Numa época em que os valores morais, ideológicos e familiares se encontram em crise, o que é que temos para propor às gerações mais jovens, cada vez mais desenraizadas? E qual o papel da escola na formação dos cidadãos? Será o discurso dito “politicamente correcto” a melhor forma de lidar com o fundamentalismo? Precisará este adolescente de um par de estalos ou de um abraço?». Saiba mais.



quarta-feira, 17 de outubro de 2018

TEATRO | «O Filho» | ATÉ 10 NOV 2018 | CALDAS DA RAINHA






«Peça sobre o extremo isolamento, é-o de duas formas, pela distância territorial - a estória acontece nos confins de um fiorde, no interior norueguês em pleno inverno - e pelo isolamento que a idade traz. O que surpreende nesta peça de Fosse é, no entanto, uma mistura de clima psicológico vivida entre a ansiedade que o casal de pais, já de uma certa idade, vai mostrando que tem em relação ao filho ausente - único - a extrema solidão em que vivem, a quase nenhuma vizinhança em torno da casa - a aldeia de que se fala são casas vazias, como o nosso interior mais interior - e um tempo a gerir que, no fundo, não é mais que o próprio tempo a passar e uma hipotética visita do filho.
Mas o drama acontece, o filho regressa, o vizinho do lado fala da prisão que supostamente lhe aconteceu e, inesperadamente, o filho reage com violência e acontece uma morte: a do vizinho do lado. Entretanto nada parece passar-se com este regresso, a dificuldade de falar, a incomunicabilidade entre filho e pais, é radical. São seres estranhos um aos outros.
E o fim, com o filho partido de novo não se sabe para onde - fala-se de uma banda musical, o jovem tem 25 anos - e morto o vizinho do lado, o plano de uma solidão acrescentada é absoluto. E isto no país mais rico do mundo, com o maior rendimento per capita, como dizem as estatísticas».


Ficha Artística

TEXTO Jon Fosse
TRADUÇÃO Isabel Lopes e Fernando Mora Ramos
ENCENAÇÃO
 Fernando Mora Ramos
CENOGRAFIA José Carlos Faria
SONOPLASTIA Francisco Leal
DESENHO DE LUZ António Anunciação e Filipe Lopes
INTERPRETAÇÃO Isabel Lopes, António ParraCarlos Borges e Fernando Mora Ramos


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

TEATRO | «medeia é bom rapaz» | ESPAÇO ESCOLA DE MULHERES [Clube Estefânia]






«Este é um espectáculo sobre o Desejo. Ou, melhor, sobre o Desejo do Desejo. E sobre o Mito, também. O primeiro mito é o próprio Desejo. A tese é a substituição. São dois actores que fazem de homens que fazem de mulheres. Esta Medeia é, para nós, um cerimonial destruidor, um pesadelo da sociedade moderna acorrentada a fantasmas. Fantasmas que lutam risivelmente pelo Poder. Se a Senhora e a Serva são imagens de uma mesma realidade e ambas esperam Jasão e, na ambiguidade do travesti, se substituem, interpretando diferentes papéis, o Autor, Actores e Encenadora, num jogo de espelhos deformantes, tentam descobrir a sua própria imagem e esperam vê-la fugir num carro do Sol, depois de se terem vingado de Jasão, mas sabem de antemão que Jasão, tal como Godot, não existe e que o jogo não pode ter um fim feliz».

.
.    .

«Em 1992, e numa Produção independente, Fernanda Lapa e uma equipa de artistas e técnicos entusiastas que apostaram no êxito da Produção sem terem qualquer garantia de remuneração, montaram a peça de Luis Riaza “Medeia é Bom Rapaz”. O espectáculo foi apresentado na sala do extinto Teatro do Século e foi um êxito de público e de Crítica.
Recebeu o Prémio da “Crítica” e “O Sete de Ouro” para “Melhor Encenação” (Fernanda Lapa) e o para “Melhor Actor” (João Grosso).
26 anos decorridos, consideramos ser o momento certo para a revisitar e oferecer a um novo público que não tem notícia desta obra».
.
.     .

sexta-feira, 15 de junho de 2018

NO TEATRO CARLOS ALBERTO | «Lulu» | ATÉ 30 JUNHO 2018 | PORTO



«(...)“A ideia não foi fazer o percurso de uma personagem, contar a sua história, em sentido narrativo, mas mostrar Lulu como o reflexo de muitas mulheres”, explica Nuno M. Cardoso, que optou por entregar o papel (os papéis) de Lulu a duas actrizes – Catarina Gomes e Vera Kolodzig – e a uma bailarina, Sara Garcia. 
Numa conversa com a jornalista Mariana Duarte integrada no próprio processo de produção da peça, o encenador afirma: “Lulu não é um ser único nem especial. Não é uma heroína nem uma femme fatale. Nem um ser trágico. É o que está à nossa volta todos os dias.” É por isso que “este texto escrito há mais de cem anos tem uma terrível actualidade”, dirá depois ao PÚBLICO.  “O que é tenebroso é que isto não é o passado, isto continua a acontecer”, acrescenta, assumindo que a sua encenação quer também ser “um gesto que afirme a necessidade de as coisas mudarem”. (...)». Leia na integra, o trabalho de Luís Miguel Queirós, no Público:  «Lulu:o sexo não perdoa e o dinheiro ainda menos».





terça-feira, 17 de abril de 2018

TEATRO | «ELAS TAMBÉM ESTIVERAM LÁ» | uma reflexão sobre a invisibilidade da mulher no discurso oficial | CINEMA SÃO JORGE | ATÉ 21 ABRIL 2018 | ENTRADA LIVRE | LISBOA

Recorte do jornal Público de 16 .04.2018
Veja online
Teatro do Vestido. Joana Craveiro, texto e direção; Ainhoa Vidal, Inês Rosado, Joana Craveiro, Joana Margarida Lis, Tânia Guerreiro, Vera Bibi e outras participantes, interpretação.
Um percurso que começa na Avenida da Liberdade, atravessa uma porta, sobe um lance de escadas, e desemboca numa antiga sala de visionamento prévio, acompanhado por testemunhos de mulheres acerca da sua vivência durante a ditadura do Estado Novo, o dia 25 de abril de 1974 e o processo revolucionário que se lhe seguiu.
Segundo Joana Craveiro, o espetáculo é "uma reflexão sobre a invisibilidade da mulher no discurso oficial", da ditadura ao PREC. Saiba mais.


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

NO TEATRO DA TRINDADE | «150 Milhões de Escravos» | ATÉ 28 JANEIRO 2018




«“A ideia de trabalhar o neorrealismo, nasce de uma vontade minha, pois tendo sido nascida e criada na lezíria ribatejana, conheci bem de perto os protagonistas das obras de Soeiro e Redol. Passados muitos anos, senti a necessidade de “voltar à terra”, à minha infância e adolescência. Ao mesmo tempo, nessa viagem de retorno cruzei-me com este que foi o movimento neorrealista português - A luta dos pobres. As gentes da lezíria, os operários da fábrica em Alhandra, os avieiros, os esteiros, os telhais, os campinos, os capatazes, os latifundiários, os ciganos, etc.; uma comunidade socialmente rica e digna de análise, como o fizeram tão bem Soeiro Pereira Gomes e Alves Redol (Alhandra e Vila franca de Xira). Em Almada, começámos esta viagem pelo neorrealismo com “O Cravo Espanhol” de Romeu Correia, que levámos a Ponte de Sor, Castro Verde, Setúbal, Alverca, Seixal e Leiria; passamos em “Gândara” de Carlos de Oliveira e o seu “Finisterra” e acabamos em ​Alhandra nos telhais dos “Esteiros” de Soeiro Pereira Gomes. A adaptação pretende trazer esta obra para a contemporaneidade, transportando as crianças trabalhadoras dos telhais e jovens operários para os dias de hoje. Quem são hoje os filhos dos homens que nunca foram meninos?”».    

Maria João Luís

______________
«150 milhões é o número de menores que, segundo a Amnistia Internacional, são hoje vítimas de trabalho infantil».


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

TEATRO | «VANESSA VAI À LUTA» | «é uma peça para todos que trata em tom de comédia as questões pertinentes da formatação familiar e social de indivíduos cujo potencial infinito é à partida reduzido aos papéis tradicionais de homem e mulher»


O Teatro dos Aloés inicia a programação de 2018 acolhendo o espectáculo VANESSA VAI À LUTA.  Uma co-produção Teatro da Trindade Inatel e Teatro do Bairro com texto de Luísa Costa Gomes, encenação de António Pires e interpretação de Alexandra Rosa, Carolina Campanela, Cátia Nunes, Hugo Mestre Amaro e João Veloso. 
.

.   .

SINOPSE

Era uma vez uma menina que queria como prenda de anos uma metralhadora. Mas a mãe leva-a à loja a ver os brinquedos próprios das meninas: bonecas cor-de-rosa, espanadores, aspiradores, vestidinhos cor-de-rosa, máquinas de lavar roupa cor- de-rosa. E aí começa a luta da Vanessa para ter aquilo que ela quer e, no processo, perceber porque é que as pessoas pensam que há coisas próprias de meninas e coisas próprias de rapazes e se sempre foi assim e se tem mesmo de ser assim. VANESSA VAI À LUTA é uma peça para todos que trata em  tom de comédia as questões pertinentes da formatação familiar e social de indivíduos cujo potencial infinito é à partida reduzido aos papéis tradicionais de homem e mulher.




terça-feira, 2 de janeiro de 2018

TEATRO | «Cândida ou o pessimismo» | 2018 JANEIRO 13 | ACERT | TONDELA




sábado | 13 janeiro |  2018

 21:45 | Auditório 2 | ACERT |Tondela
«Uma comédia amarga (seis personagens para uma atriz)

Cândida, uma atriz luso-angolana na decadência, foi contratada pela Irmandade InterGalactica para pesquisar sinais de vida inteligente no Universo. Ela tem o dom de sintonizar e emitir em direto para o espaço pedaços de vida de várias personagens. Cruzam-se em cena: a velha ama africana, que conta a história das origens da raça branca, o marido da atriz, um gay não assumido que quer ganhar dinheiro à custa da fome em Angola, a amiga, dona de casa que, à falta de stress, se stressa a correr das sevilhanas para o tai-chi e do tai-chi para as compras, a jornalista pseudo-feminista, que escreve textos políticos e é despedida pelo ex-marido, a mãe, muito velhinha e confusa, nascida em África, que conta mil histórias d´Aquém e d’Além Mar e a Maria Parda, personagem emblemática de Gil Vicente.
Em Cândida Ou O Pessimismo, a ficção, a memória e o humor confrontam-nos com um mundo contraditório e um futuro incerto».
Autoria e interpretação: Cucha Carvalheiro | Encenação e espaço cénico: Fernanda Lapa | Assistente de encenação: Marta Lapa | Desenho de luz: Paulo Santos | Fotografia: Margarida Dias | Grafismo e cartaz: Manuela Jorge | Direção de produção e comunicação: Ruy Malheiro | Estagiário: Pedro Monteiro | M/14.







quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

CINE-TEATRO | «Noite Viva» | TEATRO ABERTO | LISBOA





ESPECTÁCULOS
QUARTA A SÁBADO 21H30 | DOMINGO 16H00
NOS DIAS 24 e 31 DE DEZEMBRO NÃO HAVERÁ ESPECTÁCULO


Sem grandes perspectivas de futuro, Tomás vai sobrevivendo com esquemas e trabalhos ocasionais. Numa noite, Ana cruza-se no seu caminho. Traz consigo a violência e desperta sentimentos e sonhos que Tomás julgava perdidos. Quem é esta jovem mulher e qual é a sua história? Entre a solidão e o vazio, vislumbram-se a possibilidade do amor e a esperança de uma vida diferente.

Noite viva, apresenta-se como um projecto inovador de cine-teatro. Combinando as linguagens do teatro e do cinema, este espectáculo sai do espaço do teatro para seguir com a câmara as personagens e mostrar no grande ecrã outras histórias que se juntam àquela que se está a contar ao vivo no palco.  Tudo se desenrola de noite. É uma noite viva onde irrompem acções e emoções inesperadas e perturbadoras. E noite após noite procura-se a estrela que vai guiar o caminho. Saiba Mais.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

«NO LIMITE DA DOR»






«A peça de teatro “No Limite da Dor”, da companhia Lendias d’Encantar, de Beja, sobe ao palco do Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, nos dias 26 e 27 de Maio, às 22h00, para contar histórias sobre «resistência, medo e dor» de portugueses nas mãos da PIDE.
Neste espetáculo, que já percorreu palcos nacionais e internacionais, os atores desdobram-se em diferentes personagens.
“No limite da dor” pretende também ser uma reflexão sobre a dignidade do ser humano, «num dos períodos negros da história recente de Portugal», diz a Câmara de Silves.
A peça de teatro dura 60 minutos e é para maiores de 12 anos. Para mais informações e reservas, o AL Teatro pode ser contactado através do e-mail alteatro.c@gmail.com ou do telefone 282101050.
As Noites AL Teatro são promovidos pela companhia de teatro AL Teatro, que é financiada pelo Ministério da Cultura / Direção Geral das Artes e Câmara Municipal de Silves». Tirado daqui.

terça-feira, 23 de maio de 2017

DA VIDA DOS OUTROS | CANADÁ | «Women in Theatre»

Veja aqui

Mais antigo, de 2006, do Canada Council for the Arts, este estudo:



Disponível aqui

Study Highlights
 • In the Canadian theatre industry key positions of creativity and authority are primarily male dominated. Women currently account for 33% of the artistic directors, 34% of the working directors and 27% of the produced playwrights. 
• Men are particularly hired as ADs, directors and playwrights in greater numbers than women at the larger, more established theatres, whereas women are found in greater numbers at smaller companies with modest to mid-size budgets.
 • While women constitute one-third of the nation’s artistic directors, people of colour comprise only 11% of these positions (6% female and 5% male). 
• With 1,945 productions staged by 113 surveyed companies between 2000/01 and 2004/05, 68% of the plays were written by men, 27% by women, and 4% were developed as collective creations. People of colour comprised 9% of the produced playwrights, with 5% of the plays written by men and 4% written by women. Overall, Canadian playwrights accounted for 60% of the total productions. 
 (...)

sexta-feira, 5 de maio de 2017

OUTRA VEZ TEATRO | «Migrantes» | ATÉ 14 MAIO 2017 | E UMA CONVERSA COM O PÚBLICO | DIA 6 | ALMADA




Em cena no Teatro Joaquim Benite 
 em Almada como já tínhamos 
divulgado aqui, mas agora, depois de
 termos visto o espectáculo, 
a nosso ver, se puder não perca. Na imagem
 a seguir um excerto da entrevista
  do autor da peça publicada 
no Textos d´Almada n.º 64 (imagem acima).


.
.      .
Entretanto:

As notícias que diariamente se publicam nos jornais nem sempre deixam antever a complexidade da actual crise de refugiados. No próximo Sábado, dia 06 de Maio, às 18h, ouvimos as histórias dos seus protagonistas.
Depois de, no dia 22 de Abril, termos estado à conversa com o encenador e o autor de Migrantes, a discussão sobre a actual crise de refugiados prepara-se para ser alargada a diferentes quadrantes da sociedade civil. No próximo Sábado, dia 06 de Maio, às 18h, recebemos várias representantes de organizações ligadas ao acolhimento de refugiados no nosso País. É o caso de Susana Gaspar, a Presidente da Amnistia Internacional Portugal; de Isabel Galvão, do Conselho Português para os Refugiados; e de um representante da Crescer na Maior, a associação responsável pela integração dos refugiados ao abrigo do Plano Municipal de Acolhimento da Câmara Municipal de Lisboa. Connosco estarão também Margarita Vladimirovna Sharapova, autora de um livro sobre a temática LGBT que encontrou refúgio em Portugal depois de ter visto a sua liberdade comprometida na Rússia com a promulgação da lei da propaganda gay, e Joana Bom, uma fotógrafa portuguesa que esteve na Grécia e na Macedónia e que recentemente aceitou expor uma parte do trabalho resultante dessa experiência no TMJB -  Ângela Pardelha, in CTA 03 Mai 2017.