Mostrar mensagens com a etiqueta Escola de Mulheres. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escola de Mulheres. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 21 de junho de 2019

TEATRO | ESCOLA DE MULHERES | «Gertrude Stein e Acompanhante» | 19 A 30 JUNHO | TEATRO SÃO LUÍZ | SALA MÁRIO VIEGAS | LISBOA

                                              Gertrude Stein e Acompanhante ©Margarida Dias 2019


«É teatro e é uma estreia…
Fernanda Lapa encena a peça de Win Wells que foi buscar o título a Ernest Hemingway: Gertrude Stein and a Companion
Em cena, um diálogo improvável entre a escritora e poetisa americana Gertrude Stein, já falecida, e a sua companheira de 36 anos de vida, Alice B. Toklas, que a convoca para dar opiniões sobre os seus assuntos preferidos: ela própria, a literatura, a pintura, as artes. As duas personagens interpretam, várias vezes, outras personagens que com elas conviveram, como o irmão de Gertrude, Leo, Picasso, Mabel Dodge, entre outras. A peça recua e avança desde o primeiro encontro entre ambas até às suas mortes. Mais do que uma peça gay, como tem sido considerada, é um espetáculo sobre uma relação amorosa que nos apresenta personagens marcantes da cultura mundial. A adaptação d’ A Escola de Mulheres tem tradução de Fernando Villas-Boas e música de Nuno Vieira de Almeida, que, em palco, ao piano, comenta a ação com peças musicais do período Modernista e de compositores que conviveram com as duas Stein e Toklas.
19 a 30 junho, quarta a sábado, 21h; domingo, 17h30
Sala Mário Viegas
€12 com descontos
M/12
domingo, 23 junho:
. sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa
. conversa com os artistas após o espetáculo». Saiba Mais.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

TEATRO | «medeia é bom rapaz» | ESPAÇO ESCOLA DE MULHERES [Clube Estefânia]






«Este é um espectáculo sobre o Desejo. Ou, melhor, sobre o Desejo do Desejo. E sobre o Mito, também. O primeiro mito é o próprio Desejo. A tese é a substituição. São dois actores que fazem de homens que fazem de mulheres. Esta Medeia é, para nós, um cerimonial destruidor, um pesadelo da sociedade moderna acorrentada a fantasmas. Fantasmas que lutam risivelmente pelo Poder. Se a Senhora e a Serva são imagens de uma mesma realidade e ambas esperam Jasão e, na ambiguidade do travesti, se substituem, interpretando diferentes papéis, o Autor, Actores e Encenadora, num jogo de espelhos deformantes, tentam descobrir a sua própria imagem e esperam vê-la fugir num carro do Sol, depois de se terem vingado de Jasão, mas sabem de antemão que Jasão, tal como Godot, não existe e que o jogo não pode ter um fim feliz».

.
.    .

«Em 1992, e numa Produção independente, Fernanda Lapa e uma equipa de artistas e técnicos entusiastas que apostaram no êxito da Produção sem terem qualquer garantia de remuneração, montaram a peça de Luis Riaza “Medeia é Bom Rapaz”. O espectáculo foi apresentado na sala do extinto Teatro do Século e foi um êxito de público e de Crítica.
Recebeu o Prémio da “Crítica” e “O Sete de Ouro” para “Melhor Encenação” (Fernanda Lapa) e o para “Melhor Actor” (João Grosso).
26 anos decorridos, consideramos ser o momento certo para a revisitar e oferecer a um novo público que não tem notícia desta obra».
.
.     .

segunda-feira, 16 de abril de 2018

ESCOLA DE MULHERES | FERNANDA LAPA | «Estávamos fartas de esperar que os Homens de Teatro nos escolhessem para interpretar peças que não tínhamos escolhido, escritas por Homens que davam imagens idealizadas»




A imagem acima é da capa da  publicação, recente,  da Escola de Mulheres que assinala os seus 23 anos de existência. A nosso ver, poderia ser o ponto de partida para programas de  discussões várias  em torno da ARTE E GÉNERO,  desde logo pela proclamação que está na génese da companhia, pelos textos que levaram à cena, pelos testemunhos que provocaram. Em particular, será certamente uma MEMÓRIA  a não ignorar quanto ao passado, o presente e o futuro das Mulheres no Teatro no nosso País. Do Manifesto de 1995, aquando do lançamento e constante da brochura: 



E agora como se pode ler na publicação, das palavras de Fernanda Lapa: «Estávamos fartas de esperar que os Homens de Teatro nos escolhessem para interpretar peças que não tínhamos escolhido, escritas por Homens que davam imagens idealizadas de Mulheres. Não tínhamos um quarto que fosse nosso! Quando alguma de nós encenava uma obra era quase por especial favor de um Director de Companhia e numa altura em que não lhe dava jeito encenar (...)». E o destaque seguinte, no mínimo inspirador para que o debate continue e as ações previstas se concretizem:




terça-feira, 2 de janeiro de 2018

TEATRO | «Cândida ou o pessimismo» | 2018 JANEIRO 13 | ACERT | TONDELA




sábado | 13 janeiro |  2018

 21:45 | Auditório 2 | ACERT |Tondela
«Uma comédia amarga (seis personagens para uma atriz)

Cândida, uma atriz luso-angolana na decadência, foi contratada pela Irmandade InterGalactica para pesquisar sinais de vida inteligente no Universo. Ela tem o dom de sintonizar e emitir em direto para o espaço pedaços de vida de várias personagens. Cruzam-se em cena: a velha ama africana, que conta a história das origens da raça branca, o marido da atriz, um gay não assumido que quer ganhar dinheiro à custa da fome em Angola, a amiga, dona de casa que, à falta de stress, se stressa a correr das sevilhanas para o tai-chi e do tai-chi para as compras, a jornalista pseudo-feminista, que escreve textos políticos e é despedida pelo ex-marido, a mãe, muito velhinha e confusa, nascida em África, que conta mil histórias d´Aquém e d’Além Mar e a Maria Parda, personagem emblemática de Gil Vicente.
Em Cândida Ou O Pessimismo, a ficção, a memória e o humor confrontam-nos com um mundo contraditório e um futuro incerto».
Autoria e interpretação: Cucha Carvalheiro | Encenação e espaço cénico: Fernanda Lapa | Assistente de encenação: Marta Lapa | Desenho de luz: Paulo Santos | Fotografia: Margarida Dias | Grafismo e cartaz: Manuela Jorge | Direção de produção e comunicação: Ruy Malheiro | Estagiário: Pedro Monteiro | M/14.







sexta-feira, 7 de novembro de 2014

ESCOLA DE MULHERES | Espetáculo «Marleni» | MATOSINHOS | PONTE DE LIMA | LISBOA



11 A 16 NOVEMBRO | CINETEATRO CONSTANTINO NERY | MATOSINHOS
21 NOVEMBRO | TEATRO DIOGO BERNARDES | PONTE DE LIMA
11 A 19 DEZEMBRO | TEATRO MUNICIPAL SÃO LUIZ | LISBOA  
“Continuando o nosso objectivo de divulgar textos teatrais de autoria feminina, nacionais ou estrangeiros, escolhemos Marleni de Thea Dorn, escritora alemã que, com esta comédia negra, resolve meter os dedos nas feridas morais da história recente da Alemanha. Duas mulheres velhas confrontam-se e confrontam os fantasmas do seu passado, perspectivando loucos sonhos de futuro. Uma, a Diva do cinema Holywoodesco Marlene Dietrich, que escolheu o refúgio do "sonho americano" fugindo assim ao Nazismo, enquanto a outra, Leni Riefensthal, se tornou a grande propagandista de Hitler, realizando, entre outros, dois filmes tecnicamente notáveis, enquanto repelentes - O Triunfo da Vontade, de 1934 sobre o 6º Congresso do Partido Nazi em Nuremberg e Olympia, sobre os Jogos Olímpicos de Berlim em 1936. Interessaram-nos os vários temas da peça: a (i)legitimidade da Arte pela Arte, a presença do fascismo mascarado na Europa dos nossos tempos e a possibilidade de oferecer duas personagens complexas a duas actizes séniors. Guardei para mim o desafio de interpretar uma figura que me é odiosa, a Leni. Escolhemos, para a Diva de Holywood, uma Diva do Cinema Português, a Isabel Ruth, e quem não se lembra desse maravilhoso "Verdes Anos"? 
Para Encenar, confiámos na mestria e no companheirismo do João Grosso, o nosso actor fetiche que, desde a primeira produção da Escola de Mulheres, nos tem acompanhado com o seu talento e amizade. 

A Escola de Mulheres agradece a todos os que com o seu empenho e talento tornaram possível este espectáculo, e ao Público amigo, que espero se divirta e questione - pois é essa a função do Teatro.”

Fernanda Lapa

Directora Artística da Escola de Mulheres