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quarta-feira, 24 de abril de 2019

25 ABRIL 2019 | Parlamento de Portas Abertas»







25 de Abril | Parlamento de Portas Abertas
entre as 15h00 e as 18h00 (última entrada)
​A Assembleia da República celebra os 45 anos da Revolução de 25 de Abril com um programa que inclui a abertura do Palácio de São Bento para visitas livres e atividades culturais.
Os cidadãos são convidados a conhecer os espaços mais emblemáticos do edifício, incluindo algumas salas de acesso habitualmente reservado, de acordo com um itinerário pré-definido.
O programa inclui a abertura da porta principal do Palácio pelo Presidente da Assembleia da República, às 15h00, seguida de uma atuação da Academia de Amadores de Música, no Átrio Principal, a apresentação da peça de teatro infantil “No sótão da minha avó”, pelas 16h00, no Refeitório dos Monges, e um concerto de Jorge Palma no Átrio Exterior do Palácio de São Bento, às 17h30.
A Livraria Parlamentar, sob o tema “Abril, artistas mil”, organiza workshops de pintura. Pode ainda ser visitada a exposição "Cinquenta anos a fazer p.arte", de António Colaço.

Os visitantes podem circular diretamente entre o edifício da Assembleia da República e a Residência Oficial do Primeiro-Ministro.



Informações
Divisão Museológica e para a Cidadania
Tel.: 21 391 96 25 | 21 391 92 09

DMC.correio@ar.parlamento.pt






segunda-feira, 22 de abril de 2019

EXPOSIÇÃO | «25 de Abril sempre Mulher e sempre Liberdade» | INAUGURAÇÃO | 24 ABRIL 2019 | 17:30 H | VILA NOVA DE CERVEIRA





«A Fundação Bienal de Arte de Cerveira associa-se às comemorações do Município de Vila Nova de Cerveira do 45.º Aniversário da “Revolução dos Cravos”, com a promoção da exposição “25 de Abril sempre Mulher e sempre Liberdade”*. A inauguração está agendada para o dia 24 de abril, às 17h30. 
Vila Nova de Cerveira vai comemorar, no próximo dia 25 de abril (quinta-feira), o 45º aniversário da “Revolução dos Cravos”. Música e arte voltam a ser a forma de expressão para manter viva esta data histórica e emblemática para todos os portugueses, símbolo da liberdade e democracia.
A Fundação Bienal de Arte de Cerveira vai iniciar o programa de comemorações. Para o dia 24 de abril, às 17h30, no Fórum Cultural de Cerveira, está agendada a inauguração da exposição intitulada “25 de Abril sempre Mulher e sempre Liberdade” que homenageia 14 escritoras e artistas residentes, no feminino, apresentando alguns dos seus trabalhos e obras; seguindo-se à noite o recital “A Poesia é uma arma carregada de futuro”, com criação e interpretação de Pedro Lamares, às 21h30, no Cineteatro. Gabriel Celaya dá o mote a um recital que vem de Gil Vicente e Camões aos autores contemporâneos, com os olhos bem fincados no nosso tempo, em busca de futuro. Com algum humor e uma lógica de conversa, abre-se um espaço de diálogo com o público». Continue a ler.



quinta-feira, 10 de maio de 2018

AINDA AS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL | NO PARLAMENTO | EXPOSIÇÃO DA COLEÇÃO DO MUSEU BIENAL DE CERVEIRA | «Arte, Resistência e Cidadania: Os artistas da Bienal Internacional de Cerveira e a Democracia» | ATÉ 26 DE MAIO DE 2018




«No ano em que se assinala o quadragésimo aniversário da Bienal Internacional de Arte de Cerveira, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) promove, em parceria com a Assembleia da República, uma mostra de fotografia, pintura, desenho, escultura, serigrafia e instalação de 68 artistas. Trata-se de uma exposição de autores que integram a Coleção da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, composta por cerca de 600 obras de arte contemporânea.
Segundo o Presidente da FBAC, Fernando Nogueira “esta mostra é o reconhecimento do prestígio da bienal de arte mais antiga do país e da Península Ibérica, também ela consequência do 25 de abril, da sua utopia e ânsia criativa”.
A exposição “Arte, Resistência e Cidadania. Os artistas da Bienal Internacional de Arte de Cerveira e a Democracia” propõe, assim, uma reaproximação histórica e física ao panorama artístico português e internacional, a partir de uma das manifestações mais marcantes das artes plásticas do país.
“Esta mostra é também uma paragem obrigatória de uma viagem que se prolonga até Vila Nova de Cerveira, de 10 de agosto a 23 de setembro, na XX Bienal Internacional de Arte de Cerveira, onde a experimentação artística, a investigação e a atividade expositiva como meio de reflexão sobre a cultura visual contemporânea têm lugar cativo”, acrescenta Fernando Nogueira.
As visitas guiadas à exposição exigem marcação prévia, sendo que a curadora da exposição Helena Mendes Pereira estará disponível no local, todas as quartas-feiras, a partir do dia 25 de abril de 2018 e até à data de término da exposição, 26 de maio». Saiba mais.



sexta-feira, 22 de abril de 2016

PORQUE SEGUNDA-FEIRA É 25 DE ABRIL


A poesia está na rua II
Vieira da Silva, 1975
Cartaz editado pela Fundação Calouste Gulbenkian para celebrar o 25 de Abril
 de 1974, inspirado em têmpera original de Vieira da Silva
105 x 79,5 cm
Col. FASVS
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«O 25 de Abril foi dos momentos de máxima alegria da minha vida. Foram dias que vivi em estado de levitação. Isso aliás aconteceu a muita gente. E está dito no poema que escrevi: «Esta é a madrugada que eu esperava/ O dia inicial inteiro e limpo/ Em que emergimos da noite e do silêncio/ E vivos habitamos a substância do tempo».
De facto fiquei em êxtase e foi como eu vivi. Mas ao mesmo tempo foi uma ocasião perdida, de uma maneira terrível, talvez porque não está na natureza das coisas cumprir aquilo que o 25 de Abril prometia... É um pouco como a adolescência que tem em si imensas possibilidades que depois se vão malogrando. 
Há no entanto uma conquista positiva: estamos num estado democrático – não há prisões políticas, não temos colónias, não somos um povo colonizador, somos um povo que ajudou a criar liberdades e independências. Apesar de tudo, há um serviço de saúde melhor. Há outra atitude. Mas houve uma possibilidade de criar um tipo de sociedade diferente que não foi possível, mas também porque ninguém quis, ou muito pouca gente quis...»
Sophia de Mello Breyner 
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sábado, 25 de abril de 2015

NO 25ABRIL 2015 | «Catarina Eufémia» | SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDERSON




CATARINA EUFÉMIA
Sophia de Mello Breyner Anderson

O primeiro tema da reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente

Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método obíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos

Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro
Porque eras a mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste
E a busca da justiça continua






sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 DE ABRIL | REVOLUÇÃO E MULHERES







«7. REVOLUÇÃO

Elas fizeram greves de braços caídos. Elas brigaram em casa para ir ao sindicato e à junta. Elas gritaram à vizinha que era fascista. Elas souberam dizer salário igual e creches e cantinas. Elas vieram para a rua de encarnado. Eles foram pedir para ali uma estrada de alcatrão e canos de água. Elas gritaram muito. Elas encheram as ruas de cravos. Elas disseram à mãe e à sogra que isso era dantes. Elas trouxeram alento e sopa aos quartéis e à rua. Elas foram para as portas de armas com os filhos ao colo. Elas ouviram faltar de uma grande mudança que ia entrar pelas casas. Elas choraram no cais agarradas aos filhos que vinham da guerra. Elas choraram de ver o pai a guerrear com o filho. Elas tiveram medo e foram e não foram. Elas aprenderam a mexer nos livros de contas e nas alfaias das herdades abandonadas. Elas dobraram em quatro um papel que levava dentro urna cruzinha laboriosa. Elas sentaram-se a falar à roda de uma mesa a ver como podia ser sem os patrões. Elas levantaram o braço nas grandes assembleias. Elas costuraram bandeiras e bordaram a fio amarelo pequenas foices e martelos. Elas disseram à mãe, segure-me aqui os cachopos, senhora, que a gente vai de camioneta a Lisboa dizer-lhes como é. Elas vieram dos arrebaldes com o fogão à cabeça ocupar uma parte de casa fechada. Elas estenderam roupa a cantar, com as armas que temos na mão. Elas diziam tu às pessoas com estudos e aos outros homens. Elas iam e não sabiam para aonde, mas que iam. Elas acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café esfriado. São elas que acordam pela manhã as bestas, os homens e as crianças adormecidas». Leia na integra aqui.

Maria Velho da Costa, Cravo, Lisboa, Moraes Editores, 1976.






sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

DEBATE | Mulheres e Revolução | 25 FEV | Coimbra



«O papel das mulheres na preparação e na materialização da Revolução dos Cravos nem sempre tem sido devidamente destacado. E no entanto abriu caminho para um processo de mudança, vivido em democracia. Neste debate, três mulheres de diferentes gerações e formação diversa debaterão com o público presente os caminhos que esse processo foi percorrendo».

25  fevereiro 2014 | 18:00h 
Café-Teatro do Teatro Académico de Gil Vicente 
Coimbra

SAIBA MAIS.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 ABRIL | «OS CRAVOS VERMELHOS» | 25 ABRIL


 

 «OS CRAVOS VERMELHOS»
filme de animação 
no  youtube

«Aborda o tema da revolução dos cravos em Portugal e dos direitos humanos à liberdade de expressão. Uma pequena pérola da animação cinematográfica»