quarta-feira, 6 de setembro de 2017

«PRÉMIO VIDArte - A arte contra a violência doméstica» | Candidaturas até 16 OUT 2017




Estão abertas as candidaturas à 3ª edição do Prémio VIDArte – A arte contra a violência doméstica. O Prémio VIDarte tem como objetivo distinguir trabalhos artísticos nas áreas de cinema, teatro, literatura e artes plásticas (pintura, escultura, fotografia e multimédia)divulgados na vigência do V Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género 2014-2017, durante o período compreendido entre 01 de janeiro de 2016 e 31 de agosto de 2017, que tenham versado a temática da violência doméstica e de género, nos moldes em que a mesma é conceptualizada naquele instrumento de políticas públicas e na Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e a Violência Doméstica (Convenção de Istambul), em cujos pressupostos se funda.Será atribuído 1 prémio, no valor de 7.500,00 Euros, ao melhor trabalho admitido a concurso

terça-feira, 5 de setembro de 2017

ESTUDO |«Shrinking space for civil society: the EU response»


«LABORATÓRIOS DE IGUALDADE»




«O Ciclo de “Laboratórios de Igualdade” tem por objetivo trabalhar a dimensão da igualdade no trabalho e no emprego, combater a segregação das profissões e a eliminação das discriminações laborais.
Este ciclo de laboratórios pretende capacitar as pessoas das diversas organizações na operacionalização das políticas e das práticas organizacionais em matéria de igualdade no trabalho e no emprego, fornecendo conhecimento e instrumentos facilitadores para um desenvolvimento das suas competências na sua organização/empresa». Saiba mais.



ASSÉDIO NO TRABALHO | Lei n.º 73/2017 de 16 agosto | Reforça o quadro legislativo para a prevenção | NO SETOR PÚBLICO E NO SETOR PRIVADO






A Lei n.o 73/2017 , de 16 de agosto, entra em vigor no próximo dia 1 de outubro. Vem reforçar o quadro legislativo para a prevenção da prática de assédio no local de trabalho. De entre as principais alterações destaque-se a obrigatoriedade  da adopção  de  «códigos de boa conduta para a prevenção e combate ao assédio no trabalho, sempre que a empresa tenha sete ou mais trabalhadores». Veja mais.



ISABEL CORTE-REAL | «Da Memória do Amor e do Génio / Fotobiografia de Natércia Freire»





SINOPSE
«Natércia, nascida em Benavente, soube a partir do seu meio rural, no coração da lezíria, construir uma carreira nas letras do País. Sendo por natureza discreta, só verdadeiramente se afirma quando cumpre a Poesia, pois a palavra do poema é divinatória e iluminada. Teve múltiplos interesses. Terá sido das primeiras mulheres jornalistas literárias da nossa imprensa. Exercitou capacidades de gestão na direção do suplemento Artes e Letras do Diário de Notícias, ao mesmo tempo que não abandonava a sua escrita. Estar ao serviço dos seus camaradas de letras, com isenção e dignidade, foi o seu lema na direção do Suplemento, durante vinte anos. Para Natércia não havia grupos, políticos ou políticas que limitassem o seu trabalho de divulgação da grande Arte portuguesa, que comungava com os intelectuais do seu tempo. E este Livro dá disso testemunho. Teve uma vida cheia, quer sob o ponto de vista familiar, jornalístico, literário, quer, ainda, na sua dimensão mística e de serviço às comunidades onde viveu e trabalhou.
Dar a conhecer muitos aspetos desconhecidos da sua vida foi também motivo para esta fotobiografia, que procura retratar a dimensão humana de Natércia: um ser humano perto dos outros seres, seus pares na literatura, seus familiares e seus amigos na vida». Saiba mais.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

«The Sustainable Development Goals (SDGs): The Value for Europe»





«excluída da família imperial na sequência de uma polémica lei que não é aplicada aos homens»


Leia aqui


«A princesa Mako, filha do imperador do Japão, anunciou este domingo o seu noivado com um plebeu, um casamento que irá excluí-la da família imperial, na sequência de uma polémica lei que não é aplicada aos homens.
Mako, de 25 anos, está "muito feliz" e disse "ter consciência desde a sua infância que teria que abandonar o estatuto de realeza com o casamento". "Fazendo o meu melhor para ajudar o imperador e cumprindo os meus deveres como membro da família imperial, cuidarei da minha própria vida", disse a princesa numa conferência de imprensa ao lado do seu noivo.
Mako conheceu Kei Komuro na universidade. O jovem de 25 anos, que trabalha num escritório de advogados, revelou que pediu a princesa em casamento há mais de três anos.
O noivado deveria ter sido anunciado em julho, mas a notícia foi adiada por respeito pelas vítimas fatais das inundações no sudoeste do país». Continue a ler.








segunda-feira, 28 de agosto de 2017

MARIA EMÍLIA BREDERODE DOS SANTOS | «tratar as raparigas como princesinhas e os rapazes como astronautas é profundamente errado»




Os livros da imagem estão no centro de uma polémica que levou à tomada de posição que se pode ler  no site da CIG, donde:
«(..)
Face ao exposto, a CIG, por orientação do Ministro Adjunto, recomendou à Porto Editora – tendo em conta o seu relevante papel educativo – que retire estas duas publicações dos pontos de venda, disponibilizando-se para colaborar na revisão dos conteúdos das mesmas, no sentido de eliminar as mensagens que possam ser promotoras de uma diferenciação e desvalorização do papel das raparigas no espaço público e dos rapazes no espaço privado. (...)».
Indiretamente já antes não tínhamos ficado indiferentes, e daí este post em torno do «Todos fazemos tudo».
Agora,  é sobre  o assunto  o trabalho do Semanário Expresso seguinte: 

No semanário Expresso de 26/08/2017


Do muito que se disse destaquemos ainda o comentado no  espaço que lhe foi dedicado pelo programa «Governo Sombra», nomeadamente  o facto assinalado de cada livro ter a sua ilustradora:







E talvez  dizer que neste ambiente,  em várias ocasiões, na comunicação social e nas redes sociais, é notório o desconhecimento do papel da CIG e mesmo da sua existência. Alguns julgam-na de criação recente. Assim, este acontecimento teve já um  mérito colateral: dar a conhecer o organismo e a sua estratégia para a questão aqui em causa.
.
.   .


Por fim, a canção a que se refere Maria Emilia Brederode dos Santos e também tema no programa «Governo Sombra». Avalie por si:







Mesmo a terminar, tudo por boas discussões, e na circunstância, e na essência, cada pessoa ao seu jeito, é o que parece estar a acontecer! 


sábado, 26 de agosto de 2017

NA TATE | «Modigliani’s ‘modern women’»






«1. His nudes were very controversial

For his first and only solo exhibition, Modigliani painted a series of nudes, which are now among his most famous paintings. Legend has it that the nudes drew such a crowd around the gallery that it eventually caught the attention of a police officer. The officer was offended, not so much by their nudity as by the fact they displayed pubic hair, and promptly ordered them to be taken down. Whether or not this actually happened, the exhibition certainly caught the imagination of the public, and contributed to Modigliani's reputation as a scandalous playboy.

In addition, Modigliani’s ‘modern women’ are a symbol of sexuality and defiance. Their unapologetic stares and poses convey women in control of their bodies and their livelihoods (models at the time earned relatively good money). This, in itself, made a real statement». Saiba mais.





quarta-feira, 23 de agosto de 2017

OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! | TALVEZ LHES INTERESSE (85) |«Todos fazemos tudo»


Já temos divulgado o livro da imagem, e uma boa ocasião para voltarmos a ele:
«"Todos fazemos tudo” prescinde das palavras e funciona como um jogo. Há personagens – homens, mulheres, novos e velhos – e uma grande diversidade de atividades que estas personagens poderão viver. Na parte superior das páginas é revelada a sua identidade – se masculina, se feminina, se mais nova ou mais velha; na parte inferior revelam-se as ações – cozinhar, tratar de bebés, fazer jardinagem, conduzir tratores ou tocar guitarra.  Não se representam apenas as chamadas “tarefas domésticas”, habitualmente lembradas quando o tema da igualdade é tratado, mas também atividades profissionais e momentos de lazer. Não se representam apenas homens e mulheres, mas pessoas de diferentes idades e origens, dando ao livro uma dimensão maior de Igualdade que não apenas a de género.
Aos leitores caberá fazer as diferentes combinações. Virando as páginas é possível trocar as personagens e/ou as atividades e observar como, pelo menos neste livro, não há preconceitos nem ideias feitas. Aqui todos fazemos tudo: avós de prancha de surf debaixo do braço, pais a estender a roupa, mães com jeito para o bricolage, tudo acontece com naturalidade.
Resultado de um concurso de criatividade lançado pelo município de Genebra, “Todos fazemos tudo” é um projeto original das Éditions Notari, criado com o objetivo de promover a igualdade entre homens e mulheres.
Um vídeo que mostra como funciona “Todos fazemos tudo” aqui».


«LUZ DE AGOSTO»

Leia aqui

Excertos do trabalho de Isabel Lucas, de 2016, mas a nosso ver  intemporal, que nos leva à  leitura dos livros visados no artigo:
«(...)
Tem um cheiro doce e quente, uma nostalgia sublinhada pelas cidades que se esvaziam, tem um tédio que parece eternizar-se, sombras que escondem o interdito, o magnetismo do sol, da nudez, a sensação de que há sempre tempo, e a imagem da infância onde esse tempo parecia não acabar (...).

Agosto surge como metáfora de felicidade por oposição a uma névoa onde a história é montada e se desenvolve. É uma ideia que atravessa muitos destes livros. Agosto é a palavra que o inconsciente associa ao deleite. O que o escritor faz com essa ideia de partida é construir a sombra (...).

« “O mar marulha brandamente nas restingas da barra que nós transpomos sem ondulação sensível”, escreve sobre o dia em que foi ver a esquadra inglesa à baia de Lagos. “Dão-me no peito nu os primeiros raios de sol, que eu esperava erguido à proa do bote, e atiro-me à água onde mergulho de olhos abertos, em voluptuoso torvelinho de prata lactescente. Tenho a ilusão de uma possível metamorfose, seguindo sem esforço o rastilho escumoso do bote, com arrancos de golfinho, pelo lençol da água esverdinhada onde todo o meu corpo se imbebe de fresquidão.” (...)

Essa determinação perturba-a tanto quanto a liberta na sua condição de mulher. O’Brien descreve essa aventura com sentido de humor e do ridículo numa previsível sucessão de frustrações, as de uma mulher a tentar reencontrar-se. Uma amiga, Denise, acredita que Agosto é o mês para isso. “Agosto é um mês malvado”, responde-lhe Ellen depois do regresso da Riviera». 

Dois dos livros referidos no artigo:







segunda-feira, 21 de agosto de 2017

«August Blue»

Veja no site da Tate

EXPOSIÇÃO | «Tudo se Desmorona / Impactos Culturais da Grande Guerra em Portugal» |GULBENKIAN | ATÉ 4 SET 2017






«Integrada num conjunto de iniciativas evocativas do centenário da Primeira Guerra Mundial, a exposição “E tudo se desmorona’: Impactos Culturais da Grande Guerra em Portugal” procura dar conta do seu impacto na sociedade e cultura portuguesas, quer no decurso do conflito propriamente dito, quer nos anos subsequentes, tendo como referência um período cronológico situado entre 1914 e 1935.
Organizada em torno de seis núcleos temáticos, a exposição apresentará diversas obras e documentos inéditos evocativos dos acontecimentos, mudanças e tendências sociais e culturais ocorridas neste período e que tiveram a sua génese ou foram acentuadas com a deflagração da Grande Guerra». Saiba mais.




sábado, 19 de agosto de 2017

« A justiça em Portugal é “mais dura” para os negros»

Leia no Jornal Público
«(...)
Diogo foi um dos jovens dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) que engrossou as estatísticas prisionais. Um em cada 73 cidadãos dos PALOP com mais de 16 anos em Portugal está preso. É uma proporção dez vezes maior do que a que existe para os cidadãos portugueses — onde um em cada 736 cidadãos na mesma faixa etária está detido. O número sobe para 1 em 48 quando se trata de cabo-verdianos, a comunidade africana mais expressiva em Portugal: ou seja, 15 vezes mais.

Mais um dado: se tivermos apenas em conta os homens, que constituem, na verdade, o grosso da população prisional, concluímos que um em cada 37 cidadãos dos PALOP está preso versus um em cada 367 homens portugueses (e uma em cada 1071 mulheres dos PALOP versus uma em cada 6732 portuguesas). (…)».