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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

VIRGINIA WOOLF | «A Casa Assombrada e outros Contos»



«Em A Casa Assombrada e Outros Contos estão reunidos alguns dos mais inovadores contos originalmente escritos em inglês.

É certo que Virginia Woolf não é uma contista e que foi em romances como Orlando e As Vagas que sobretudo cumpriu o “insaciável desejo de escrever alguma coisa antes de morrer”. Mas é em contos como “A Marca na Parede”, “Lappin e Lapinova” e “O Legado”, que melhor nos revela o modo como soube captar a evanescente matéria da vida, um universo feminino que os homens desfazem revelando que a marca na parede é uma lesma, recusando-se a recriar a vida de coelhos no ribeiro ao fundo da floresta ou tornando-se apenas insensivelmente desatentos». Saiba mais.




quarta-feira, 2 de maio de 2018

VIRGINIA WOOLF | «Diários»



«O que nos diz o Diário da pessoa de VW que nos permita conhecê­‑la melhor? O aspecto mais impressionante creio ser a evidência de uma mulher extremamente contraditória. Desde logo, as alterações radicais dos estados de espírito, a dramática inconstância dos terrores e euforias vivenciais, de um dia “tão divinamente feliz” e de outro exausta e deprimida. Igualmente a dicotomia entre a necessidade de “estar na vertigem das coisas” (o prazer que diz incomparável de jantares e festas, das visitas, das bisbilhotices) e o isolamento com os livros, a escrita, o jardim, a lareira, Leonard. Deseja a animação, os estímulos que põem a mente à prova, os mexericos fervilhantes, e logo se farta da afluência das visitas, despreza os convivas enfadonhos e banais, acusa o desgaste das frioleiras, a perda de tempo com ninharias, anseia beber uma boa “dose de silêncio”.».(do Prefácio).

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

VIRGINIA WOOLF | «É verdade: evadir-se é o maior dos prazeres; deambular como um fantasma pelas ruas, no Inverno, a maior das aventuras».



SINOPSE
Deambulando pelas ruas de Londres, foi publicado em 1927 na revista americana The Yale Review. Este texto original de VIRGINIA WOOLF, «Street Haunting. A London Adventure», só postumamente, em 1942, seria publicado em edição inglesa da Hogarth Press, num volume que reúne vários textos da autora, com o título The Death of The Moth.
Um dos aspectos mais significativos do texto é a noção de viagem que, ora implícita ora explicitamente, é uma constante.

O desejo de viagem, materializado no pretexto de comprar um lápis, leva a múltiplas deambulações através da cidade, da memória e do sonho, sempre remetendo para a necessidade de evasão. Entre o realismo e o visionário, com a multiplicidade das suas ruas e vidas anotadas no presente que passa, a cidade é o lugar onde é possível registar a confluência múltipla de tempos e experiências. Londres é, simultaneamente, matéria-prima, instrumento de registo e suporte onde se gravam as palavras. É a cidade como matriz da escrita de Virginia Woolf, trazendo-nos à memória Baudelaire e a cidade de Paris ou a Lisboa de Cesário Verde.

«É verdade: evadir-se é o maior dos prazeres; deambular como um fantasma pelas ruas, no Inverno, a maior das aventuras».
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Entretanto:




















sexta-feira, 24 de abril de 2015

NO DIA SEGUINTE AO DIA MUNDIAL DO LIVRO | VIRGINIA WOOLF | «Ensaios Escolhidos»


Ontem foi o Dia Mundial do Livro, e o livro da imagem pensamos ser uma boa obra para o assinalar, ainda que no dia seguinte.

SINOPSE
(destaque nosso)

«Reúnem-se aqui trinta e cinco ensaios que nos falam de autores como Jane Austen, Defoe, Henry James, Christina Rossetti, Conrad, Sterne, Thomas Hardy, Turgenev e Walt Whitman. Virginia Woolf escreve ainda sobre a personagem ficcional, o romance gótico, histórias de fantasmas, o tempo passado em bibliotecas e a situação de estar doente.  "Que mente magnífica! É mesmo isso. Lúcida, apaixonada, independente (…)".» 

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