Mostrar mensagens com a etiqueta Congressos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Congressos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

CONGRESSO INTERNACIONAL | «Igualdade de Género: Velhos e Novos Desafios» | 6 OUT 2017 | UNIVERSIDADE DO MINHO





«O Centro de Investigação Interdisciplinar em Direitos Humanos (DH-CII) da Universidade do Minho promove, no próximo dia 06 de outubro, a Conferência Internacional Igualdade de Género: Velhos e Novos Desafios, com a participação de académicos de várias áreas disciplinares e de pessoas de reconhecido mérito na promoção da igualdade de género nos setores político e empresarial nacionais. 
Atentos os contínuos sinais de fragilidade das conquistas alcançadas ao longo do último século em matéria de igualdade de género, impõe-se refletir criticamente sobre os fatores que explicam a persistência da violência e da discriminação fundadas no género e sobre as respostas que devem ser dadas por académicos, ativistas de direitos humanos e decisores políticos a este(s) problema(s). 
Em foco estarão temas como a vulnerabilidade das mulheres em contexto migratório, a “criminalidade de género” (incluindo a MGF e a perseguição), a intersecção entre género, trabalho e família e os obstáculos à participação das mulheres nos órgãos de decisão empresarial e política».


terça-feira, 22 de novembro de 2016

CLAUDIA DE CAMPOS | Congresso e Mostra | 24-25 NOV 2016 | BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL | LISBOA







C O N G R E S S O
CLÁUDIA DE CAMPOS
Cultura, Literatura, Memória e Identidades
24-25 nov 2016
BNP | Auditório/Sala Multimédia
26 nov | ida a Sines

M O S T R A

CLÁUDIA DE CAMPOS (1859-1916)

Da literatura à intervenção cívica

25 NOV 2016 | 16:30 H

BNP
até 7 JAN 2017

_______________________ 

ENTRADA LIVRE



Maria Cláudia de Campos Matos, conhecida por Cláudia de Campos, nasceu no dia 28 de janeiro de 1859, em Sines, filha de Francisco António de Campos e de Maria Augusta Palma de Campos. Teve uma educação esmerada, da qual fizeram parte as literaturas inglesa e alemã.
Casou aos 16 anos com Joaquim Ornelas e Matos e, após alguns anos de casamento, estabeleceram-se em Lisboa na avenida Duque de Loulé. A vida conjugal não foi bem-sucedida, apesar dos dois filhos do casal e, em 1888, Cláudia de Campos e Joaquim Ornelas e Matos separaram-se judicialmente. A escritora tornou-se uma mulher autónoma, e iniciou uma nova fase da sua vida.
Após a separação, a escritora publicou a sua primeira obra, a coletânea de contos Rindo (1892). Foi na última década do século XIX que se concentrou a sua produção literária e ensaística. Já Coelho Neto (1864-1934), no dealbar do século XX, em carta dirigida a Garcia Redondo (1854-1916), se lhe referia nos seguintes termos: «[…] vou escrever sobre ela um artigo na Gazeta. Não conheço outra mulher que escreva a nossa língua com mais desembaraço do que essa formosa autora. […] Li os seus livros – e neles achei encanto e amargura, mel e travo – não são escritos banais, têm observação e trabalho […]». Da mesma forma, a polaca feminista, publicista e pacifista, Maria Cheliga-Loevy (1854-1927), cedo afirma acerca da autora «[…] portuguesa, cuja pátria intelectual é a Inglaterra, escritora conscienciosa, madame Cláudia de Campos tem, sobretudo, uma inclinação especial para os trabalhos de crítica. Jornalista uma vez por outra, nos seus artigos robustos, marcados por um estilo nítido, claro e preciso, dá testemunho incontestável de um espírito bem mais solidamente equilibrado do que o possuem bastantes detratores da mulher».
O romance mais destacado, Elle (1899), retratava a vila de Sines como lugar de uma infância idílica e de uma idade adulta complexa, contra os preconceitos de uma pequena povoação. A sua vertente ensaística acerca da literatura feminina e da participação das mulheres na sociedade teve o seu expoente em Mulheres: ensaios de psicologia feminina, obra publicada em 1895. Cláudia de Campos defendia a educação como meio de emancipação da mulher, o que significa que era mais reformista do que revolucionária.
Além da literatura, teve um papel cívico relevante até se afastar da ribalta e da vida social. Em 1906 fez parte da direcção da Secção Feminista da Liga Portuguesa da Paz e foi eleita vogal do Comité Português da agremiação francesa La Paix et le Désarmement par les Femmes. Vem a falecer em 30 de dezembro de 1916, fora dos grandes holofotes. +.



«ANIMAÇÃO SOCIOCULTURAL/ Globalização, Multiculturalidade, Educação Intercultural e Intervenção comunitária»



O livro da imagem é uma Edição da INTERVENÇÃO - Associação para a Promoção e Divulgação Cultural - onde estão fixados os trabalhos produzidos no âmbito do Congresso com o mesmo titulo da publicação, realizado recentemente, de 4 a 6 de novembro passado, e de que pode saber mais aqui. E aqui. 




quarta-feira, 14 de setembro de 2016

CONGRESSO DA FEDERAÇÃO DEMOCRÁTICA INTERNACIONAL DE MULHERES (FDIM) | 2016 setembro 15 a 18 | COLÔMBIA




A FDIM Federação Democrática Internacional de Mulheres vai realizar o seu XVI Congresso que começa amanhã, dia  15,  e vai até 18,  na Colômbia - veja aqui. O MDM movimento democrático de mulheres vai estar presente. Em comunicado adianta:
«(...)
Os temas do Congresso são os temas que perduram na inquietação de todas e de todos. As mulheres vão debater, com o seu olhar, os grandes problemas da Humanidade: As guerras imperialistas, as agressões e os desafios para a paz, a crise capitalista e o seu impacto nas mulheres. O impacto das mudanças climáticas e a segurança alimentar. Os direitos laborais, a igualdade salarial e a luta contra todos os tipos de violência, da doméstica à violência dos conflitos armados. A diversidade étnica e cultural nas mulheres e a luta da FDIM pelas causas da justiça social e da paz e ainda apontamentos tendo como pano de fundo as vida das mulheres de África, do mundo árabe, da Palestina, do Sahara Ocidental, com suas lutas, avanços e conquistas mas enormes desafios. 
A delegação composta por Ana Souto, Andreia Egas e Regina Marques intervirá no Congresso da FDIM, com a convicção de que a luta das mulheres portuguesas pelos seus direitos é indissociável da luta pela Paz e pelo progresso e que a discussão fortalecida por este prestigiado colectivo, que ultima os 70 anos de vida democrática, reforçará os laços de solidariedade das mulheres do mundo com as portuguesas e o seu povo e dará à sua luta uma visão da urgência de lutar e da fraternidade que urge reacender. Perante os grandes desafios que se colocam à Humanidade, com os avanços das forças fascistas em grandes regiões na Europa, e do imperialismo, cujo expoente máximo é o proclamado terrorismo mas também responsável pela delapidação de recursos naturais e humanos, a delegação do MDM intervirá com a consciência de que a luta das mulheres é fundamental ao estabelecimento da democracia e da paz e para tanto estimulará a indispensável articulação para unir organizações que lutam pelos direitos das mulheres, defendem os direitos da maternidade, ao trabalho, a igualdade e a justiça social. (...)».




Em particular, no site do Congresso pode ler-se sobre a história da FDIM:
«El 26 de noviembre de 1945: Se inaugura en París el Primer Congreso Mundial de Mujeres que sería constitutivo de la Federación Democrática Internacional de Mujeres (FDIM). Participaron delegadas de 41 países. Entre ellas estaban:  luchadoras antifascistas de todos los continentes, viudas y mujeres que habían perdido sus hijos durante la Segunda Guerra Mundial, ex-prisioneras de los campos de concentración; todas mujeres resueltas a consagrar sus esfuerzos por la edificación de una nueva vida, mujeres que habían decidido unirse para proteger sus hijos, para hacer valer sus derechos, proteger la paz, reforzar su contribución al fortalecimiento de la humanidad, progreso social, la democracia y la independencia nacional.
La primera Presidenta electa fue Eugenia Cotton, eminente científica francesa que murió en 1967». Continue a ler.





quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

CONGRESSO | «Género, Direitos Humanos e Ativismo» | SETEMBRO 2016 | DIAS 7 - 9 | AVEIRO



Saiba mais
«(...)
O V Congresso Internacional em Estudos Culturais – Género, Direitos Humanos e Ativismos convida investigadores e ativistas a juntarem-se, entre 7 e 9 de setembro de 2016, na cidade de Aveiro para pensar teorias e práticas em torno destas questões, buscando complementaridades entre a práxis científica e a práxis activista, não para diluir as diferenças entre elas, mas, ao contrário, para encontrar as possibilidades de se enriquecerem umas às outras, precisamente por serem diferentes. Neste sentido, este Congresso acolherá igualmente apresentações de trabalhos científicos, artísticos e relatos de experiências de ativistas dos movimentos sociais. (...)». Continue a ler.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

2.ºCONGRESSO MARIA LAMAS | «Vida e obra de Maria Lamas/Atualizar o Pensamento/Abalar a Indiferença» | 2015 DEZEMBRO 12 | ALMADA





«É com enorme satisfação que o MDM - Movimento Democrático de Mulheres anuncia a realização do 2º Congresso Maria Lamas que se realiza em Almada, no dia 12 de Dezembro, na Biblioteca que leva o seu nome, em parceria com a Câmara Municipal de Almada e a União de Freguesias da Trafaria e Caparica. Neste 2º Congresso Maria Lamas, o MDM pretende continuar a revisitar a sua obra conferindo sentidos actuais às suas palavras, interpretando-as na teia das complexas relações dos nossos dias.
Maria Lamas foi uma mulher de acção, um exemplo de participação, uma mulher de forte têmpera, com grande intervenção cívica e política.
Resistente ao fascismo, lutadora pela causa das mulheres e pela paz, viveu momentos difíceis, tendo sido afastada da revista Modas e Bordados de que era directora, ao mesmo tempo que viu encerradas as portas do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas de que era Presidente. Fundadora do MDM, foi a 1ª signatária da escritura pública da criação deste Movimento e sua Presidente Honorária desde 1975.
Ao longo da sua vida produziu uma vasta obra literária, cuja diversidade de formas e temas, continua a motivar o seu estudo e investigação, fazendo de Maria Lamas uma figura incontornável da cultura portuguesa.
Actualizar o seu pensamento, Abalar a indiferença.
O 2º Congresso Maria Lamas contará com a presença de um vasto conjunto de especialistas, constituindo-se como um momento de privilegiado para divulgar as ideias e pensamento de Maria Lamas, que para além de serem portadoras de uma forte actualidade, são um importante legado, pelos direitos e dignidade da condição feminina, pela paz e pelo "ideal da solidariedade humana". Daqui.






segunda-feira, 20 de outubro de 2014

9.º CONGRESSO MDM | «Pelos Direitos e Dignidade das Mulheres» | outubro | 25 | Fórum Lisboa


http://www.mdm.org.pt/



O MDM realiza o seu 9.º CONGRESSO. É apresentado como  «um espaço de reflexão que convida à participação e ao reforço da organização das mulheres em torno da defesa dos seus direitos, da valorização do seu potencial e do reconhecimento do seu papel e estatuto social.
Com uma história de lutas que acompanha o percurso social e identitário da mulher portuguesa há mais de 40 anos, o MDM prossegue, com a força da vida, a luta pela emancipação, pelos direitos e a dignidade das mulheres, contando com muitos e muitas que connosco engrandecem a luta emancipadora e a solidariedade internacional por um mundo de Igualdade e de Paz».



  

 «(...)


O Congresso do MDM é um acontecimento único no país, a maior reunião de mulheres de todo o País e das regiões autónomas que a esta tribuna trazem de viva voz os seus problemas e anseios. Tem ainda maior relevância esta magna reunião por se realizar num contexto político, económico e social marcado por profundos retrocessos nos direitos e na qualidade de vida das mulheres, retrocessos de índole civilizacional. Nesses retrocessos estão a perda de direitos e a acentuação das desigualdades e discriminações, a aguda exploração, a injustiça e mesmo a exclusão social de grande maioria de mulheres. A esta degradação soma-se toda a multiplicidade de violências em que as mulheres são particularmente atingidas, desde a violência domestica e sexual à violência no trabalho com o assedio moral a assumir proporções descaradas.

Mas no Congresso será seguramente enaltecido o papel das mulheres na defesa dos seus direitos, a sua elevada qualificação profissional com destaque na investigação cientifica e entre os diplomados e doutorados, o seu relevante papel no poder local e na intervenção social e colectiva. O Congresso vai eleger o Conselho Nacional do Movimento e o seu Conselho Fiscal e vai aprovar a Resolução e a Carta dos Direitos da Mulher que norteará os próximos 4 anos da intervenção do MDM tanto no plano nacional como local.
No congresso, estarão presentes organizações de Mulheres da Palestina, do Sahara Ocidental, de Cuba, Itália, Grécia, Cabo Verde, Brasil, entre outras, traduzindo a importância que o MDM dá à solidariedade com as mulheres que no mundo lutam pelos seus direitos, autodeterminação e paz.
Para demonstrar a solidariedade activa do MDM e para estabelecer pontes com demais organizações portuguesas, em torno da urgente tarefa de solidariedade com os povos e as mulheres que vivem sob situações dramáticas de guerras e conflitos intermináveis, anunciamos a Noite de Solidariedade com a Palestina e o Sahara Ocidental, na Casa do Alentejo, que começando com o jantar às 20:30H para o qual vos convidamos, será aberta ao público a partir das 21.30 horas, com apontamentos das várias organizações estrangeiras e com a presença da cantora Maria Anadon e da fadista Fernanda Vila Cova. (...)». (Destaque nosso).




sexta-feira, 3 de outubro de 2014

«MULHERES E REPÚBLICA»




Está a decorrer, na Biblioteca Nacional , o Congresso da imagem, e ontem houve um Painel  sobre MULHERES E REPÚBLICA. Já passou, mas, ainda assim, o debatido: 


Assistimos ao painel, a nosso ver muito produtivo, e do que se abordou escolhemos  para continuar a lembrar: BEATRIZ PINHEIRO, uma mulher que não pode estar no esquecimento como lá foi afirmado. 

Beatriz Pinheiro

Segundo Ana Bela Silveira: «Beatriz Pinheiro, republicana, feminista, pedagoga, escritora, membro da Liga Portuguesa da Paz e defensora da participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial, correligionária de Afonso Costa no Partido Democrata, natural de Viseu, onde nascera em 1872, foi uma das vozes inovadoras do pensamento feminista português, tendo publicado na revista Ave Azul, que viu a luz nos dois derradeiros anos do século XIX, textos que tocaram indelevelmente o ideário e a prática das feministas lusas nas primeiras décadas de novecentos.
Pena desassombrada e corajosa, Beatriz Pinheiro usou as páginas da revista Ave Azul, de que era directora juntamente com seu marido, Carlos de Lemos, para, ao longo de dois anos - 1899 e 1900 -, defender a igualdade entre sexos, o direito das mulheres a uma educação em tudo similar à dos homens, a que se juntava o direito à escolha de uma profissão e ao trabalho justamente remunerado.
No fascículo nº 8, com a data de 13 de Junho de 1899, aproveitando para criticar o dote que a jovens levavam para o casamento, Beatriz Pinheiro discorre pela primeira vez sobre a exploração das mulheres pelos homens, a falta de perspectivas em que estas viviam, por falta de instrução e de mercado de trabalho, acabando por equiparar a luta feminina ao levantar dos servos contra Roma e aos acontecimentos da Comuna de Paris. Mas ao defender o direito da mulher à educação e ao trabalho, Pinheiro não esquece o homem, que não vê como inimigo, mas nele reconhece o outro igual».
Continue a ler. E saiba mais no Blogue Silêncios e Memórias.


Trazemos também o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, que não tem a divulgação merecida,  como sublinhado na conferência,  recorrendo a este texto de um dos oradores - João Esteves (o autor do Blogue acima mencionado) - que começa assim:
Fundado em Março de 1914, sob a égide da médica ginecologista Adelaide Cabete (1867-1935), o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas tornou-se na mais importante e duradoura organização de mulheres da primeira metade do século XX português e foi a única a lograr perdurar para além do Armistício, mantendo actividade ininterrupta até 1947, quando as autoridades salazaristas determinaram o seu encerramento.
A primeira tentativa de se fundar em Portugal um Conselho terá surgido ainda na primeira década, quando Carolina Michaëlis de Vasconcelos apresentou à escritora Olga de Morais Sarmento a canadiana Mrs. Sânford, “vinda de longe, em viagem de propaganda, a fim de tentar a formação de um Conselho Nacional de Mulheres portuguesas dispostas a trabalharem energicamente a favor do Bem”[2]. Num cartão, não datado, Carolina Michaëlis sugere-lhe que reunisse “em sua casa algumas senhoras que falam inglês - e que desejam colaborar no movimento feminista”, já que “prestava-nos, com certeza, um grande serviço”, podendo recorrer àquelas que constituíam a Liga Portuguesa da Paz. Tais diligências não tiveram consequências e só em 1914 é que ele se concretizaria, em resultado do empenho de Magalhães Lima, “grande republicano e incansável propagandista das ideias novas”[3], e da feminista Adelaide Cabete. Continue a ler.
De facto, há muito a que dar visibilidade.