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terça-feira, 30 de outubro de 2018

NO X CONGRESSO DO MDM | FERNANDA LAPA | «Apesar de todas as campanhas ministeriais, em prol da "dita" igualdade de género, é impossível alguém afirmar que ela existe no teatro português»





«(...)
Sou, sobretudo, uma mulher das Artes de Palco e em 1995, em colaboração com outras mulheres de Teatro resolvemos criar uma Companhia que rompesse com o estado de coisas a que estavam remetidas as mulheres no teatro português. Quase nunca nenhum texto de autoria feminina era representado, havia pouquíssimas encenadoras e estas ficavam na maior parte dos casos sempre à espera de serem convidadas pelos Directores das Companhias. A maioria das peças representadas davam da mulher imagens estereotipadas ou idealizadas e os elencos eram maioritariamente masculinos. As actrizes esperavam ser convidadas e nunca tinham hipótese de escolher os textos que gostariam de representar. Na maior parte das Companhias as mulheres tinham funções de secretariado, eram bilheteiras, costureiras ou empregadas de limpeza. Havia muito poucas mulheres em funções técnicas, tais como Luminotécnica, Sonoplastia, construção de Cenários, etc, profissões tradicionalmente masculinas. Resolvemos, pois, como já disse, criar a Escola de Mulheres-Oficina de Teatro, companhia que privilegiasse o trabalho feminino e desse da mulher uma imagem consentânea com a realidade. A recepção desta Companhia por parte dos poderes públicos foi, desde logo, hostil. No primeiro pedido de apoio junto da Secretaria de Estado da Cultura (PSD) nem sequer obtivemos resposta. Só após o primeiro espectáculo apresentado a convite da Fundação Gulbenkian conseguimos ter algum eco junto da Comunicação Social e, consequentemente do poder político. 23 anos após a criação da Companhia continuamos a ser a estrutura menos financiada dos chamados apoios sustentados, sem hipótese de divulgar o nosso trabalho visto os custos de publicidade serem incomportáveis e em consequência disso, ficando cada vez mais invisíveis. Apesar de todas as campanhas ministeriais, em prol da "dita" igualdade de género, é impossível alguém afirmar que ela existe no teatro português.  Desde a criação da nossa Companhia, algumas outras de iniciativa feminina foram nascendo, uma ou outra foi crescendo, mas nenhuma com apoios sólidos e, no último Concurso vimos desaparecer três delas, sendo que a Directora da mais antiga até tinha recebido, em 2017, a Distinção Mulheres Criadoras de Cultura na categoria Teatro da CIG. (...)». Leia na integra.


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

CONGRESSO MDM | «Igualdade na vida / O combate do nosso tempo» | 27 OUTUBRO 2018 | FÓRUM MUNICIPAL LUISA TODI | SETÚBAL | Hoje Conferência de Imprensa



«Conferência  de Imprensa
dia 22 de outubro, 11horas na Casa D'Avenida, Av. Luísa Todi 286, 2900-276 Setúbal

O Movimento Democrático de Mulheres – MDM vai realizar em Setúbal, no Fórum Luísa Todi, em 27 de outubro próximo, o seu X Congresso subordinado ao lema “Igualdade na vida – o combate do nosso tempo”.
Esta importante e única iniciativa congregadora de mulheres do país tem como objetivos aprofundar o conhecimento sobre a situação da mulher portuguesa e analisar em que ponto estamos quanto o seu estatuto na sociedade, mas também qual a sua participação nas comunidades locais, seja na vida social, desportiva, cultural seja na vida política nacional.
O X Congresso do MDM vai também eleger uma nova direção e traçar perspetivas para os próximos quatro anos, que é o período entre Congressos de acordo com os seus Estatutos.
O MDM é uma organização de mulheres de âmbito nacional, sem fins lucrativos, com assento no Conselho Consultivo da CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e também no CES – Conselho Económico e Social, que desenvolve uma ação mobilizadora de vastas camadas de mulheres em prol da igualdade e dos seus direitos como cidadãs, mães e trabalhadoras.
A fim de podermos dar a conhecer os objetivos deste X Congresso convidamos-vos a estar connosco no dia 22 de outubro, segunda feira, pelas 11horas na Casa d’Avenida em Setúbal». Saiba mais.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

9.º CONGRESSO MDM | «Pelos Direitos e Dignidade das Mulheres» | outubro | 25 | Fórum Lisboa


http://www.mdm.org.pt/



O MDM realiza o seu 9.º CONGRESSO. É apresentado como  «um espaço de reflexão que convida à participação e ao reforço da organização das mulheres em torno da defesa dos seus direitos, da valorização do seu potencial e do reconhecimento do seu papel e estatuto social.
Com uma história de lutas que acompanha o percurso social e identitário da mulher portuguesa há mais de 40 anos, o MDM prossegue, com a força da vida, a luta pela emancipação, pelos direitos e a dignidade das mulheres, contando com muitos e muitas que connosco engrandecem a luta emancipadora e a solidariedade internacional por um mundo de Igualdade e de Paz».



  

 «(...)


O Congresso do MDM é um acontecimento único no país, a maior reunião de mulheres de todo o País e das regiões autónomas que a esta tribuna trazem de viva voz os seus problemas e anseios. Tem ainda maior relevância esta magna reunião por se realizar num contexto político, económico e social marcado por profundos retrocessos nos direitos e na qualidade de vida das mulheres, retrocessos de índole civilizacional. Nesses retrocessos estão a perda de direitos e a acentuação das desigualdades e discriminações, a aguda exploração, a injustiça e mesmo a exclusão social de grande maioria de mulheres. A esta degradação soma-se toda a multiplicidade de violências em que as mulheres são particularmente atingidas, desde a violência domestica e sexual à violência no trabalho com o assedio moral a assumir proporções descaradas.

Mas no Congresso será seguramente enaltecido o papel das mulheres na defesa dos seus direitos, a sua elevada qualificação profissional com destaque na investigação cientifica e entre os diplomados e doutorados, o seu relevante papel no poder local e na intervenção social e colectiva. O Congresso vai eleger o Conselho Nacional do Movimento e o seu Conselho Fiscal e vai aprovar a Resolução e a Carta dos Direitos da Mulher que norteará os próximos 4 anos da intervenção do MDM tanto no plano nacional como local.
No congresso, estarão presentes organizações de Mulheres da Palestina, do Sahara Ocidental, de Cuba, Itália, Grécia, Cabo Verde, Brasil, entre outras, traduzindo a importância que o MDM dá à solidariedade com as mulheres que no mundo lutam pelos seus direitos, autodeterminação e paz.
Para demonstrar a solidariedade activa do MDM e para estabelecer pontes com demais organizações portuguesas, em torno da urgente tarefa de solidariedade com os povos e as mulheres que vivem sob situações dramáticas de guerras e conflitos intermináveis, anunciamos a Noite de Solidariedade com a Palestina e o Sahara Ocidental, na Casa do Alentejo, que começando com o jantar às 20:30H para o qual vos convidamos, será aberta ao público a partir das 21.30 horas, com apontamentos das várias organizações estrangeiras e com a presença da cantora Maria Anadon e da fadista Fernanda Vila Cova. (...)». (Destaque nosso).