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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

«Maria Lamas Fotógrafa»







O post de Alexandre Pomar« Maria Lamas Fotógrafa» que pode ler na integra, começa assim:


«Em 1947, quando Maria Lamas dá início às suas viagens pelo país para a publicação de 'As Mulheres do Meu País', tem 53 anos, e fora até há pouco directora de 'Modas e Bordados', jornalista e romancista. "Resolvi arranjar uma máquina e ser eu, também, fotógrafa", lê-se numa notícia publicada no boletim 'Ler - informação bibliográfica', Publicações Europa-América (Maio-Junho 1948, pág. 1
"A obtenção de fotografias, confessa, foi uma das maiores dificuldades que encontrou, pois queria-as ‘verdadeiras, expressivas, com valor documental e inéditas’. Acabará por assumir-se como repórter fotográfica, num trabalho pioneiro" – 'O Primeiro de Janeiro', Porto, 28 de Abril de 1948 (entrevista na pág. "Das artes e das letras").
Os seus inúmeros retratos de mulheres devem ser vistos como uma grande aventura fotográfica, com um sentido de documentário social, de denúncia e de esperança ou optimismo que tem de ser associado ao neo-realismo, como uma contribuição muitíssimo original (o neo-realismo nunca teve fronteiras conceptuais fechadas e pode/deve ser identificado como tal, ou como aproximação a, sem que os autores dele se reclamem). (...)». Continue a ler.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

2.ºCONGRESSO MARIA LAMAS | «Vida e obra de Maria Lamas/Atualizar o Pensamento/Abalar a Indiferença» | 2015 DEZEMBRO 12 | ALMADA





«É com enorme satisfação que o MDM - Movimento Democrático de Mulheres anuncia a realização do 2º Congresso Maria Lamas que se realiza em Almada, no dia 12 de Dezembro, na Biblioteca que leva o seu nome, em parceria com a Câmara Municipal de Almada e a União de Freguesias da Trafaria e Caparica. Neste 2º Congresso Maria Lamas, o MDM pretende continuar a revisitar a sua obra conferindo sentidos actuais às suas palavras, interpretando-as na teia das complexas relações dos nossos dias.
Maria Lamas foi uma mulher de acção, um exemplo de participação, uma mulher de forte têmpera, com grande intervenção cívica e política.
Resistente ao fascismo, lutadora pela causa das mulheres e pela paz, viveu momentos difíceis, tendo sido afastada da revista Modas e Bordados de que era directora, ao mesmo tempo que viu encerradas as portas do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas de que era Presidente. Fundadora do MDM, foi a 1ª signatária da escritura pública da criação deste Movimento e sua Presidente Honorária desde 1975.
Ao longo da sua vida produziu uma vasta obra literária, cuja diversidade de formas e temas, continua a motivar o seu estudo e investigação, fazendo de Maria Lamas uma figura incontornável da cultura portuguesa.
Actualizar o seu pensamento, Abalar a indiferença.
O 2º Congresso Maria Lamas contará com a presença de um vasto conjunto de especialistas, constituindo-se como um momento de privilegiado para divulgar as ideias e pensamento de Maria Lamas, que para além de serem portadoras de uma forte actualidade, são um importante legado, pelos direitos e dignidade da condição feminina, pela paz e pelo "ideal da solidariedade humana". Daqui.






quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

MARIA LAMAS | Uma mulher para além do seu tempo



 
Entretanto, para quem esteja mais distante de quem foi MARIA LAMAS, um pouco da sua biografia a partir da base de dados da ex-DGLB: «Participou em diversas acções que tinham por objectivo promover o papel da mulher na sociedade – congressos, conferências, movimentos nacionais e internacionais. Democrata e combatente pela liberdade, esteve por vários períodos exilada em Paris, durante os quais deu um grande apoio a emigrantes e a exilados políticos. Pertenceu ao Movimento Nacional Democrático das Mulheres e, em 1954, foi eleita para o Conselho Mundial da Paz». Saiba mais. Também neste endereço.
E há o espólio Maria Lamas na BNP: aqui.