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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

«Representação de homens e mulheres nos blocos informativos de sinal aberto 2015-2016-2017 / RTP1,RTP2, SIC e TVI»




«(...)
Principais Resultados
Observa-se que os três anos considerados mantêm as tendências já identificadas em 2014, permanecendo a preponderância de atores do sexo masculino nos noticiários de horário nobre.
 Nas amostras consideradas no triénio em análise, os protagonistas homens são os mais representados em qualquer dos serviços noticiosos, com valores acima dos 70%. Já as mulheres representam apenas um quinto dos atores destacados nas peças analisadas. As notícias protagonizadas por ambos os sexos, categoria que abrange atores da mesma área de proveniência, cujo destaque mediático é partilhado2 , representam apenas oito por cento da amostra. 
Se, em algumas áreas, como na política nacional, a presença de representantes femininas tem observado uma evolução favorável, noutros domínios, como no mercado de trabalho, apesar da sua feminização, a liderança das empresas continua a ser ocupada por homens.  (...)». Leia na integra.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

«O mais pertinente não será entrar na discussão sobre o género (...)»




O post   Elas na TV - de Patrícia Reis, no blogue Delito de Opinião - até poderia ser ponto de partida para uma conferência no Congresso Arte e Género? a que nos temos vindo a referir em posts recentes. Apetece comentar,  e pessoas que têm que dizer aqui tão perto! Começa assim:

«Há cerca de dez anos, era comum lerem-se entrevistas a actrizes norte-americanas sobre a falta de papéis interessantes. Hoje, as actrizes têm papéis interessantes e estão a mudar a face de uma certa forma de se fazer televisão. Há dez anos, fazer televisão não era considerado prestigiante. Hoje, é um caminho.
Shonda Rimes (produtora) é uma das protagonistas da mudança. Começou com a Anatomia de Grey (o nome deriva do apelido da personagem que faz voz off e conta a história, Meredith Grey, interpretada por Ellen Pompeo), depois Scandall (com Olivia Pope - a actriz Keira Washington - a dar cartas no mundo da política e da espionagem) e agora surge com How to get away with murder ( Viola Davis a fazer de Annalise Keating, advogada e professora). Além destas séries, podemos ainda ver (abençoado cabo e internet) Madam Secretary (Tea Leoni na Casa Branca, Bess McCord) e Segurança Nacional (Claire Danes a fazer de Carrie Mathison e a lutar na CIA para que o mundo seja mais... qualquer coisa).
O mais pertinente não será entrar na discussão sobre o género, será reconhecer que é possível entregar a actrizes, produtoras, guionistas, todas com com enorme qualidade, séries de televisão que conseguem ter boa audiência e que reflectem o mundo na perspectiva das mulheres». Continue a ler.