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terça-feira, 16 de outubro de 2018

PATRÍCIA CARVALHO | «Ainda aqui estou»




Sinopse

Até 2016, a cada Verão, fomos tristemente habituados às imagens dos fogos que avançavam pelo País. Nos televisores, o desespero e o crepitar das labaredas preenchiam os noticiários. Em Junho e Outubro de 2017, quando julgávamos que a tristeza daquele «hábito» não podia ser maior, 115 pessoas perderam a vida, e Portugal, de luto, era um País inteiro incrédulo, ferido de morte pela tragédia que parecia não ter explicação. «Ainda aqui estou», diz um dos sobreviventes. É dos que morreram, mas, sobretudo, dos que ainda aqui estão que este Retrato faz e conta a história: bombeiros apanhados pelas chamas que deviam ajudar a combater, voluntários que se fizeram à estrada pela primeira vez, famílias que perderam a casa e a empresa. E também dos velhos que, sozinhos, viram o fogo avançar. Saiba mais.




sexta-feira, 18 de setembro de 2015

PATRÍCIA CARVALHO | «Portugueses nos Campos de Concentração Nazis»



«Portugal adotou uma posição neutral durante a Segunda Guerra Mundial, mas isso não significa que os seus cidadãos se tenham mantido à margem do conflito que devastou a Europa pela segunda vez no mesmo século, depois da guerra de 1914-1918. Ao mesmo tempo que, no território nacional, se desenvolviam as contradições de uma política espartilhada entre alguma simpatia por Adolf Hitler e a antiga amizade com Inglaterra, com Salazar a fazer tudo para manter o país fora do conflito, os portugueses que tinham emigrado para França sentiam na pele os efeitos da ocupação, dos bombardeamentos e das prisões.
Enquanto Lisboa era solo fértil para os espiões, e os refugiados que conseguiam ultrapassar os entraves da política salazarista aguardavam por um barco que os levaria para outros destinos, havia portugueses a juntarem-se à Resistência ou a serem apanhados em buscas a aldeias francesas, que culminavam na detenção de todos os homens que não fossem jovens ou velhos demais para trabalhar a favor do esforço de guerra alemão.

Enquanto Portugal era palco de trocas de prisioneiros de guerra, alguns portugueses desapareciam no sistema de campos de concentração nazis.

Este livro precioso resulta de uma investigação que deu também origem à reportagem homónima publicada em 2014 pelo jornal, vencedora, entre outros, do prémio Melhor Reportagem Multimédia, atribuído nesse ano pelo Observatório do Ciberjornalismo. O objetivo dessa reportagem foi, em primeiro lugar, descobrir se tinham existido portugueses nos campos de concentração e, em segundo, confirmada a sua existência, contar as suas histórias. Este é um trabalho fundamental, que dá a conhecer factos inéditos sobre os portugueses que, nascidos de norte a sul do país, tiveram passagem, muitas vezes fatal, pelos infames campos disseminados pelo nazismo.
Com fotografias do premiado fotojornalista Nelson Garrido». Saiba mais.




Sobre a investigação veja também aqui.