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quarta-feira, 21 de agosto de 2019
sexta-feira, 7 de junho de 2019
MARIA TERESA HORTA | «Estranhezas»
SINOPSE
«Sem iludir (como nos demais livros não-temáticos) uma unidade essencial, Estranhezas desdobra-se por sete capítulos que não encobrem uma continuidade quase vital: No Espelho, Paixão, Da Beleza, Alteridades, Tumulto, Ferocidades e À Beira do Abismo.
É que se o eu horteano está bem patente no primeiro, segundo e último capítulo, os outros e outras de «Alteridades», «Tumulto» e «Ferocidades» são magníficos desenhos traçados pela mesma mão que escreveu os primeiros.
Tudo isto sob o signo da asa. Que a capa de «Dürer» bem afirma, e o poema «A Asa», da contracapa, explana, numa poderosa manifestação do talento de Maria Teresa Horta:
- De súbito
Dürer...
a asa que pintaste
há séculos
ganha voo
com a sua dúctil
e indócil beleza
Com a sua estranheza»
É que se o eu horteano está bem patente no primeiro, segundo e último capítulo, os outros e outras de «Alteridades», «Tumulto» e «Ferocidades» são magníficos desenhos traçados pela mesma mão que escreveu os primeiros.
Tudo isto sob o signo da asa. Que a capa de «Dürer» bem afirma, e o poema «A Asa», da contracapa, explana, numa poderosa manifestação do talento de Maria Teresa Horta:
- De súbito
Dürer...
a asa que pintaste
há séculos
ganha voo
com a sua dúctil
e indócil beleza
Com a sua estranheza»
terça-feira, 30 de abril de 2019
terça-feira, 13 de março de 2018
ENTREVISTA | Maria Teresa Horta
Na integra a entrevista feita por Andreia Friaças aqui, na plataforma Sapo.
«Acorda com os poemas mas não adormece se lhes sentir a presença. Em pequena, o sono também não era sereno, mas a inquietação era outra. Levantava-se para ver se a mãe estava por perto. “Teresinha, fecha a luz”. Era sinal que sim. Não só de alívio se faz esta frase, que amargamente significava ter de ir ler para debaixo da cama, com o auxílio da lanterna que pediu no aniversário. É aí que lê as primeiras frases do livro Le Deuxième Sexe [Segundo Sexo] da Simone de Beauvoir, sem saber que, 10 anos mais tarde, a escritora iria percorrer França em sua defesa. Nos cartazes erguidos aclamava-se as Novas Cartas Portuguesas, o livro que, em plena ditadura, desafiava o papel social e sexual das mulheres. A aventura, partilhada com Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno, valeu-lhes lugares na primeira fila do Tribunal da Boa Hora. “São as Marias que vão presas”, já dizia o polícia. Agora é um dos livros portugueses mais traduzidos no estrangeiro». Continue a ler...
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
MARIA TERESA HORTA | «Ema»
Sinopse: A mulher vagueia no universo repressivo da casa. Poderia ser a mesma onde a avó fora morta pelo avô, ou de onde a mãe saíra, louca, para o hospital psiquiátrico. Ema é o nome de todas elas. Como o da antepassada tomada pelo terror após ter parido uma menina, sem dar ao homem com quem casara um filho varão. É esse espaço de violência que vai alimentando o ódio na paixão que a última das Emas tem pelo marido. Um ódio crescente que a impele, implacável, para a vingança, para o assassínio dele. Uma morte desfrutada, dir-se-ia gozada, por um olhar onde, apesar de tudo, a paixão perdura… +.
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
MARIA TERESA HORTA | «Anunciações»
«Rendido à beleza de Maria, o arcanjo Gabriel, esquece a mensagem que tinha por missão anunciar-lhe. E uma tumultuada relação amorosa ganha corpo entre os dois. «Anunciações», o romance, desenrola-se ao longo de 280 poemas e 14 estações (tantas quantas as da paixão e morte de Cristo), até à gestação do filho de ambos, Joshua. Tudo por entre os medos e a contrição do anjo, e a determinação e revolta de uma Maria dessacralizada, emergindo na dignidade da sua condição humana». Mais.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Hoje no TNDM II | Maria Teresa Horta - Educação sentimental | 19 H
Uma leitora deste blogue acaba de, em boa hora, nos chamar a atenção para a iniciativa de hoje no TNDM II: Maria Teresa Horta - Educação sentimental.
21 MAI 2013
Salão Nobre | Entrada Livre
19h
Ficcionista, dramaturga, poeta e jornalista, Maria Teresa Horta (1937, Lisboa) frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa, foi dirigente do ABC Cine-Clube e militante ativa nos movimentos de emancipação feminina.
Pertenceu à redação do jornal A Capital, onde coordenou o suplemento "Literatura & Arte", chefiou a redação da revista Mulheres, órgão oficioso do Movimento de Libertação das Mulheres. Tem colaboração, da mais variada índole (poesia, recensão literária, entrevistas, crítica de cinema, textos programáticos, etc.) dispersa por outros jornais de referência.
Dedicou-se ao movimento cineclubista português - dirigiu o ABC Cine-Clube de Lisboa (anos 60 e 70) e é autora, com António Macedo, da curta-metragem Verão Coincidente, a partir de um dos seus poemas.
A sua obra destaca-se pela conjugação da beleza poética com o alcance social e político das suas palavras. Militante ativa nos movimentos de emancipação feminina, pôs em causa, no tempo do fascismo, o estatuto de menoridade da mulher. Ao lado de Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno, em Novas cartas portuguesas (1972) - obra inspirada nos amores de Mariana Alcoforado, a lendária freira de Beja - pôs em causa as estruturas de uma sociedade patriarcal e adoptou um registo de libertação do feminino, de exaltação do corpo e de denúncia das repressões sociais.
Amor habitado (1963), Ana (1974), O Destino (1997) ou o recente romance As Luzes de Leonor (2011) contam-se entre mais de duas dezenas de obras publicadas da escritora.
seleção de textos Inês Pedrosa
coordenação da leitura João Grosso
com Jorge Albuquerque, Lita Pedreira, Luís Geraldo e Maria Jorge
piano Afonso Malão
Pertenceu à redação do jornal A Capital, onde coordenou o suplemento "Literatura & Arte", chefiou a redação da revista Mulheres, órgão oficioso do Movimento de Libertação das Mulheres. Tem colaboração, da mais variada índole (poesia, recensão literária, entrevistas, crítica de cinema, textos programáticos, etc.) dispersa por outros jornais de referência.
Dedicou-se ao movimento cineclubista português - dirigiu o ABC Cine-Clube de Lisboa (anos 60 e 70) e é autora, com António Macedo, da curta-metragem Verão Coincidente, a partir de um dos seus poemas.
A sua obra destaca-se pela conjugação da beleza poética com o alcance social e político das suas palavras. Militante ativa nos movimentos de emancipação feminina, pôs em causa, no tempo do fascismo, o estatuto de menoridade da mulher. Ao lado de Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno, em Novas cartas portuguesas (1972) - obra inspirada nos amores de Mariana Alcoforado, a lendária freira de Beja - pôs em causa as estruturas de uma sociedade patriarcal e adoptou um registo de libertação do feminino, de exaltação do corpo e de denúncia das repressões sociais.
Amor habitado (1963), Ana (1974), O Destino (1997) ou o recente romance As Luzes de Leonor (2011) contam-se entre mais de duas dezenas de obras publicadas da escritora.
seleção de textos Inês Pedrosa
coordenação da leitura João Grosso
com Jorge Albuquerque, Lita Pedreira, Luís Geraldo e Maria Jorge
piano Afonso Malão
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