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quarta-feira, 27 de março de 2019

HOJE 27 MARÇO | DIA MUNDIAL DO TEATRO | «Com esses momentos únicos construo a minha vida, deixo de ser eu, de sofrer por mim mesmo e renasço e percebo o significado do oficio de fazer teatro: viver instantes de pura verdade efémera, onde sabemos que o que dizemos e fazemos, ali, sob a luz da cena, é verdade e reflete o mais profundo e o mais pessoal de nós» | DA MENSAGEM DE CARLOS CELDRÁN


Leia a mensagem na integra | Tradução de Tiago Fernandes








































Para saber mais sobre Carlos Céldran, veja aqui e no ARGOS TEATRO | CUBA. De lá:

«Grupo de teatro fundado por el director Carlos Celdrán en 1996. Con Argos Teatro, Carlos Celdrán ha establecido un laboratorio permanente para actores en la búsqueda de un lenguaje común. La mezcla de técnicas y metodologías, siempre con el actor en primer plano, ha permitido que nuestro teatro tenga un sello reconocible por el público y la crítica.
Argos Teatro ha mantenido temporadas anuales desde su fundación con obras como La Tríada o La Pequeña Orestíada, basado en La Orestíada de Esquilo y Las Moscas de Jean Paul Sartre; Baal y El Alma Buena de Se-Chuan, ambos de Bertolt Brecht; La Vida es Sueñode Calderón de la Barca, La Señorita Julia de August Strindberg, Roberto Zucco de Bernard-Marie Koltès, Vida y Muerte de Pier Paolo Pasolini de Michel Azama, Stockman, Un Enemigo del Pueblo, de Henrik Ibsen, Chamaco, de Abel González Melo, Fango, de María Irene Fornés, Abalon, One Nite in Bangkok, de Fritz Kater, Final de Partida, de Samuel Beckett, Reino Dividido de Amado del Pino, Talco de Abel González Melo, Aire Frío, de Virgilio Piñera, Fíchenla si pueden, versión de Carlos Celdrán, a partir de La Ramera Respetuosa de Jean-Paul Sartre; El Tío Vania, de Antón Chéjov, Mecánica y Protocolo, ambas de Abel González Melo; y 10 Millones, escrita y dirigida por Carlos Celdrán.
Argos Teatro ha realizado giras por Cuba, México, Venezuela, República Dominicana, Colombia, Alemania, España, Estados Unidos y Brasil.Continue a ler.





terça-feira, 27 de março de 2018

PARA O DIA MUNDIAL DO TEATRO | UMA ESCOLHA | Dona Rosinha a Solteira | «É DAS PEÇAS MAIS BELAS DE LORCA»





«Rosinha é jovem e está apaixonada pelo primo, com quem vai casar. Vive numa casa de província com os Tios, por quem foi adotada. No entanto, os pais do noivo, por motivos de saúde, clamam a presença do amado, para que este os ajude na reabilitação de uma fazenda da família.
Com dor, Rosinha e o noivo despedem-se em promessa mútua de ser breve a separação. Rosinha fica a preparar o enxoval, enquanto vai aguardando as cartas do seu amor». Leia mais. E do que escreveu João Carneiro sobre a peça:


EXPRESSO | Revista E | 2018.0324


DIA MUNDIAL DO TEATRO | Mensagens



MENSAGEM DO DIA MUNDIAL
 DO TEATRO DA SOCIEDADE 
PORTUGUESA DE AUTORES  (SPA) 2018


Na integra aqui.
As mensagens do 
International Theatre Institute


«(..) Comemorar o 70.º aniversário do IIT e sublinhar o aspeto intercultural e internacional do teatro foram os motivos para o conselho executivo deste organismo ter decidido selecionar cinco personalidades para criar outras tantas mensagens do Dia Mundial do Teatro, uma para cada região da organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO): África, Américas, países árabes, Ásia-Pacífico e Europa.(...). Leia mais no DN. Vejamos a mensagem para a Europa,  recorrendo ao site do Cena-STE:

Leia na integra

27 MARÇO | Dia Mundial do Teatro







Veja aqui



segunda-feira, 27 de março de 2017

NO DIA MUNDIAL DO TEATRO 2017 | « Não conseguimos deixar de pensar que, se queremos combater as ditaduras, os fascismos e outros fundamentalismos, é também ao Teatro que precisamos de dar apoio, porque é a única maneira de a maior parte das pessoas a ele terem acesso, ampliando o seu espírito crítico, emancipando-se na prática de uma cidadania mais ativa»







Mensagem da SPA, da autoria do encenador e cenógrafo João Brites para o Dia Mundial do Teatro (27 de Março)


Como quem chora e ri com a própria sombra

Neste Dia Mundial do Teatro de 2017, é para ti que já não tens sombra, que nós escrevemos. Gostaria que soubesses que por toda a parte se faz Teatro. A consciência de que temos uma sombra que nos pertence, constrói um outro eu com quem podemos dialogar. Os filósofos gregos apropriaram-se da ideia de sombra e atribuíram-lhe significados que identificamos como uma aproximação ao nascimento do Teatro, mas é muito provável que os nossos antepassados tenham exercitado a capacidade de jogarem com as sombras projetadas nas cavernas quando dominaram a capacidade de fazer fogo. As pequenas comunidades elaboraram as sonoridades que progressivamente se organizaram nos fonemas que permitiram contar as primeiras histórias. Muito antes da capacidade de escrever, de registar as experiências vividas e as outras, inventadas, os contos terão passado de geração em geração sem deixarem vestígios materiais.

(...)

Durante dezenas de anos a continuidade de projetos como o da Cornucópia cativou um lugar na memória de cada um. Aquela sala de teatro que, como uma caverna, persistentemente escavaram, - e onde partilhámos tantas sombras que nos ajudaram a crescer como pessoas e como artistas, - passou agora para as mãos de quem sinta a necessidade de a usar preservando o seu espírito. Mas se é indispensável não perder a memória, também é indispensável manter viva a curiosidade em acompanhar os projetos que, com maior ou menor longevidade, se afirmam e muito especialmente os que nascem, titubeantes como nascem todos os seres vivos, e ousam lançar as bases de uma continuidade que não quer esmorecer perante as primeiras dificuldades. 
(...)
Também é para mim que faço Teatro, que agora escrevo, porque ando quase sempre insatisfeito com o que faço e quase sempre revoltado com o mundo que me rodeia. Diria que temos de continuar a sonhar com um país que pensa e escreve na sua língua; a acreditar que existem políticos que foram eleitos para contrariar a submissão da atividade cultural e artística ao negócio e às leis do mercado, e que acima de tudo, dignificam a vasta comunidade a que pertencem, ao não sujeitar as leis e as normas ao senso comum das maiorias e da sua natural apetência pelo que é mais banal e vulgar. Não conseguimos deixar de pensar que, se queremos combater as ditaduras, os fascismos e outros fundamentalismos, é também ao Teatro que precisamos de dar apoio, porque é a única maneira de a maior parte das pessoas a ele terem acesso, ampliando o seu espírito crítico, emancipando-se na prática de uma cidadania mais ativa. Se cada criança do meu país tivesse a possibilidade de assistir pelo menos a um espetáculo de teatro por ano, se se conseguisse rentabilizar o investimento que o estado fez nos últimos anos ao promover, escolas, professores, programas, construção ou recuperação de teatros, de redes de articulação e de divulgação de espetáculos, poderíamos verificar que não somos suficientes e que de nada vale sermos menos a pensar que assim cada um teria mais recursos. A qualidade precisa das quantidades para se manifestar.

Finalmente para ti que nunca vens ao Teatro é preciso que saibas que continuaremos sempre por aí à tua espera. Se um dia tiveres esse desejo, tem a certeza de que te receberemos de braços abertos. Nessa altura vamos chamar a tua atenção para o facto de não existir propriamente um Teatro, mas muitas maneiras diferentes de fazer Teatro e que, a pouco e pouco, precisarás de te confrontar com essa multiplicidade de estilos para seres capaz de fazer as tuas escolhas.

Acredita que mesmo nos períodos mais horríveis, sujeitos a bombardeamentos ou a perseguições, poder-nos-ás encontrar, como sempre tem acontecido, nas catacumbas das cidades, nas caves dos prédios destruídos ou refugiados nas montanhas mais inóspitas, escondidos nas suas cavernas. Mesmo isolados ou prisioneiros continuaremos a observar a nossa sombra e com ela aprender a ler e a compreender o que ela tem para nos ensinar. Enquanto não for possível roubarem-nos a sombra, não deixaremos de brincar com os efeitos que ela produz nas paredes das grutas, para melhor nos podermos rir ou chorar dela e com ela.

João Brites

NO DIA MUNDIALDO TEATRO 2017 ISABELLE HUPPERT LEMBRA | «é apenas a oitava mulher a ser convidada para redigir a mensagem, nos 55 anos de celebração do Dia Mundial do Teatro, desde a sua instituição pela UNESCO, em 1962, com uma mensagem do dramaturgo francês Jean Cocteau»




International Theatre Institute ITI World Organization for the Performing Arts World Theatre Day Message 2017 Isabelle Huppert, France


«(...)

World Theatre Day has existed for 55 years now. In 55 years, I am the eighth woman to be invited to pronounce a message – if you can call this a ‘message’ that is. My predecessors (oh, how the male of the species imposes itself!) spoke about the theatre of imagination, freedom, and originality in order to evoke beauty, multiculturalism and pose unanswerable questions. In 2013, just four years ago, Dario Fo said: “The only solution to the crisis lies in the hope of the great witch-hunt against us, especially against young people who want to learn the art of theatre: thus a new diaspora of actors will emerge, who will undoubtedly draw from this constraint unimaginable benefits by finding a new representation”. Unimaginable Benefits – sounds like a nice formula, worthy to be included in any political rhetoric, don’t you think?... As I am in Paris, shortly before a presidential election, I would like to suggest that those who apparently yearn to govern us should be aware of the unimaginable benefits brought about by theatre. But I would also like to stress, no witch-hunt! Theatre is for me represents the other it is dialogue, and it is the absence of hatred. ‘Friendship between peoples’ – now, I do not know too much about what this means, but I believe in community, in friendship between spectators and actors, in the lasting union between all the peoples theatre brings together – translators, educators, costume designers, stage artists, academics, practitioners and audiences. Theatre protects us; it shelters us…I believe that theatre loves us…as much as we love it… I remember an old-fashioned stage director I worked for, who, before the nightly raising of the curtain would yell, with full-throated firmness ‘Make way for theatre!’ – and these shall be my last words tonight. Thank you. Na integra.
Leia também no Observador.



sexta-feira, 27 de março de 2015

27 MARÇO 2015 | DIA MUNDIAL DO TEATRO | Para o seu programa teatral de hoje...


Se ainda não tem planos para hoje, saiba da oferta teatral  ao nosso dispor, e basta  recorrer  à comunicação social para isso,  por exemplo: i online. Lifecooler. NoticiasAo Minuto; Jornal Sol; TSF; ... À partida,  ENTRADA LIVRE.
E continuando a pensar no M de MULHERES  no Teatro,  do que se pode ver,  ilustremos com dois espectáculos em que o texto é de autoras:

Mana Solta a Gata
a partir de textos
 de Adília Lopes
«Mana solta a gata», a partir de Adília Lopes, com encenação de António Pires»,ver imagem acima   é em  Almada, no Teatro Municipal Joaquim Benite. Mais: António Pires desejava há muito trabalhar os textos de Adília Lopes, por considerar que a sua obra permite uma “identificação imediata” . O estilo da poetisa, aparentemente coloquial e naïf, está repleto de jogos fonéticos, associações livres e rimas infantis. Em Mana solta a gata, Pires criou uma “coreografia hiper-realista” na qual duas mulheres gordas, interpretadas por dois homens, andam e dizem o que Adília Lopes escreveu. No entanto, “nada disto é grotesco. Nem o movimento, nem a actuação”. E há outras iniciativas para este dia, confira.


Estamos Todos ? 
Luísa Costa Gomes
«José Pedro Gomes protagoniza a comédia de Luísa Costa Gomes que revela as peripécias de um noivo do dia do próprio casamento. A ajudar à festa, há o gestor da boda, o padre, o futuro cunhado, a ex-mulher e até um inspector da polícia...». É Em Estarreja. . A . . . Ainda: 
Ainda: «Depois do enorme sucesso de “O Último a Rir”, em 2001, a autora, Luísa Costa Gomes, o encenador, Adriano Luz, o cenógrafo, António Jorge Gonçalves, e o ator José Pedro Gomes, voltam a juntar-se em “Estamos Todos?”. “Estamos Todos?” é uma comédia escrita para um ator que se desdobra em múltiplas personagens, cada uma mais hilariante que a outra. Estamos todos convidados a assistir a um espetáculo onde o humor dispensa quaisquer limites».


E sobre as mulheres de quem vimos  a falar, saibamos mais: Luísa Costa Gomes; Adília Lopes.

DIA MUNDIAL DO TEATRO | 27 MARÇO 2015 | MENSAGEM «SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES» | Por Nuno Carinhas




Mensagem da SPA da autoria de Nuno Carinhas para

 o Dia Mundial do Teatro 2015 (27 de Março)

 Inventar a vida todos os dias – compor e ensaiar uma realidade com minúcia de autor, sem deixar que o acaso entre pela porta do cavalo – e acreditar nisso como sendo a grande verdade, que com urgência se propõe à partilha de todos, é o nosso mister.
Apesar de não sabermos do futuro do Teatro, podemos assegurar que está cheio de presente. Isso deve-se à tenacidade dos seus fazedores, aos que não desistem de querer. Eles, os herdeiros mais recentes das memórias mais antigas do mundo; eles, os que transportam o “à flor da pele” da humanidade, em palavras e silêncios que traduzem amores e ódios, reconhecimentos e humilhações, fraternidades e traições. Eles lidam com personagens que argumentam com inteligência, absurdez ou ridículo; que insultam, improperam e chacinam com crueza; que rogam e se compadecem por misericórdia e gratidão; que reclamam o fim de servidões e combatem pela dignidade; que duvidam.

 No teatro – o lugar das Fúrias – exibe-se a beleza e a fealdade, o humano e o inumano, o luxo e a pobreza, o autoritarismo dos déspotas e a rebelião dos povos. Somos convocados para as viagens no comboio fantasma do tempo, dentro da máquina de todos os excessos: acende-se a luz no palco vazio, caixa dos sentidos onde cabem novas paisagens nascidas de todas as artes, para a construção da mais impura. Uma máquina que range de indignação perante as injustiças, as desigualdades e as indiferenças, o analfabetismo e a miséria. O teatro é lugar de obsidiante questionamento, do curso da História e das nossas pequenas histórias: de espectáculo em espectáculo, progredimos insatisfeitos de pergunta para pergunta, até acharmos aquelas – certeiras, justas – de que fala Almada: tão bem perguntadas que “se pensares um bocadinho tens já a resposta a seguir”.
Elaborando as suas ficções, os do Teatro resistem no meio de realidades sociais e políticas adversas, atentos ao revés e à festa, debaixo das bombas ou dos fogos-de-artifício, usando de uma força vital feita de inconformismo e fantasia que tem de ser experienciada à vista dos seus semelhantes, a solo ou em bando, mas em directo – mano-a-mano, corpo-a-corpo, de boca a orelha –, encurtando solidões. No teatro sussurra-se ou grita-se a língua que é linguagem saída dos corpos animados de vontade e de desejo. Aí se exerce a poesia, a retórica ou a conversa fiada do quotidiano. No teatro ouve-se falar sobre o que se ouve dizer ou escuta-se o que nunca se ouvira, desta ou daquela maneira. 
Na sua infinita diversidade, o Teatro de Arte faz parte do património vivo através das novas dramaturgias e das traduções dos clássicos que vêm enriquecer a nossa língua em movimento, a verdadeira moeda de troca entre cidadãos, entre povos, entre culturas – no caso do Português, por esse mundo fora e a crescer. Urge fazer circular o nosso teatro, confrontando-o com outros públicos, abrindo espaço no mapa-mundo do saber.
O Dia Mundial do Teatro é uma chamada de atenção e homenagem a todos os que por ele persistem, que disso fazem prova de vida, todos os que falam, aqueles que o fazem e os que a ele assistem. Ir ao teatro é conceder-se a si mesmo tempo: um tempo que suspende a agitação dos dias utilitários para a partilha de histórias e suas possibilidades, sem nos alhearmos do presente e das lutas que se travam no quotidiano por uma comunidade mais justa, mais igualitária e mais feliz.


NO DIA MUNDIAL DO TEATRO 2015 | ALFABETO TEATRAL | «W is for women» | «M é para mulheres»





Este «W is for Women», de 2012,  publicado no The Guardian», é sobre um alfabeto para a actividade teatral Britânica mas pode ser inspirador para reflexão sobre outras realidades, nomeadamente a do nosso País. De notar o ponto de partida de Michael Billington:   «I'd like to assert, as a starting point, that women have played a crucial role in shaping modern British theatre». E em Portugal, como será? Como ilustração, mulheres referidas no trabalho:  

Hoje, 27 de março de 2015, Dia Mundial do Teatro, boa atmosfera para pensarmos estas coisas.