Mostrar mensagens com a etiqueta 27Março2015. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 27Março2015. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 31 de março de 2015

«ESTUDOS SOBRE AS MULHERES E BIOGRAFIAS NO FEMININO | Contributos de Maria Reynolds de Sousa»




Conforme divulgámos neste post, a 5 de março passado no PALÁCIO SÃO BENTO assinalou-se o Dia Internacional das Mulheres. Na ocasião, entre outros momentos, houve o lançamento da publicação da imagem  e uma homenagem a  Maria Reynolds de Sousa que esteve presente. Com destaques nossos, e a partir daqui,  a «obra pretende, não só reconhecer o vanguardismo do trabalho realizado por Maria Reynolds de Sousa, mas também as inúmeras iniciativas de que a CCF/CIDM/CIG tem sido promotora, e que contaram com muito do empenhamento das suas colaboradoras e seus colaboradores, tornando a Comissão uma casa de referência no âmbito dos Estudos sobre as Mulheres, História das Mulheres, História do Género. O livro está dividido em quatro partes. Na primeira, da autoria de João Esteves, é sintetizada o extenso trabalho de pesquisa e concretização levado a cabo por Maria Reynolds de Sousa em torno, não só, das primeiras parlamentares mas também das que lhes seguiram até ao advento do 25 de Abril. O trabalho de pesquisa alarga-se às Procuradoras à Câmara Corporativa (1935-1974), assim como às mulheres presentes nos Colégios Eleitorais do Presidente da República em 1965 e 1972. Numa tímida manifestação, este livro conta, num segundo momento, com os testemunhos de Ana Vicente, Dina Canço, Fátima Duarte, Isabel de Castro, Leonor Beleza, Maria do Céu da Cunha Rego, Maria Regina Tavares da Silva, Teresa Alvarez, Teresa Pinto e Zília Osório de Castro, que partilharam recordações de atividades desenvolvidas conjuntamente, em prol de uma vida mais digna para a população portuguesa em geral, em particular para as mulheres. A terceira e quarta parte do opúsculo constituem-se num pequeno apontamento biográfico e bibliográfico, não exaustivo, de Maria Reynolds de Sousa».




Ainda sobre o trabalho da homenageada  do que escreve João Esteves no livro: 




Na ocasião, Maria Reynolds de Sousa teve a plavra, de memória, lembramos, por exemplo: assinalou o facto de se estar a distinguir uma técnica da Administração Pública, o que não é muito frequente; referiu as chefias que teve, dizendo que ouviam os técnicos e  que eram visionárias. Foram frases simples, mas apuradas. Na nossa leitura, próprias de pessoas sábias. Foi bom ter estado lá! E aqui, com este post,  também a  homenagem do Em Cada Rosto Igualdade.



sexta-feira, 27 de março de 2015

NO DIA MUNDIAL DO TEATRO 2015 | MARIA HELENA SERÔDIO | «INTERROGAR O FEMININO algumas hipóteses teatrais»



Os excertos do artigo da  Professora Maria Helena Serôdio fixados na imagem,  que reservamos para divulgar neste Dia Mundial do Teatro,   quase que aparecem como uma primeira resposta ao que se colocou neste post. É um artigo, mas, a nosso ver, todo ele  prefigura um amplo PROGRAMA DE TRABALHO em torno das MULHERES NO TEATRO EM PORTUGAL.



DIA MUNDIAL DO TEATRO | 27 MARÇO 2015 | MENSAGEM «INTERNATIONAL THEATRE INSTITUTE» | Por Krzysztof Warlikowski






A mensagem em português (tirada daqui):



aqui sobre o autor da Mensagem, Krzysztof Warlikowski


27 MARÇO 2015 | DIA MUNDIAL DO TEATRO | Para o seu programa teatral de hoje...


Se ainda não tem planos para hoje, saiba da oferta teatral  ao nosso dispor, e basta  recorrer  à comunicação social para isso,  por exemplo: i online. Lifecooler. NoticiasAo Minuto; Jornal Sol; TSF; ... À partida,  ENTRADA LIVRE.
E continuando a pensar no M de MULHERES  no Teatro,  do que se pode ver,  ilustremos com dois espectáculos em que o texto é de autoras:

Mana Solta a Gata
a partir de textos
 de Adília Lopes
«Mana solta a gata», a partir de Adília Lopes, com encenação de António Pires»,ver imagem acima   é em  Almada, no Teatro Municipal Joaquim Benite. Mais: António Pires desejava há muito trabalhar os textos de Adília Lopes, por considerar que a sua obra permite uma “identificação imediata” . O estilo da poetisa, aparentemente coloquial e naïf, está repleto de jogos fonéticos, associações livres e rimas infantis. Em Mana solta a gata, Pires criou uma “coreografia hiper-realista” na qual duas mulheres gordas, interpretadas por dois homens, andam e dizem o que Adília Lopes escreveu. No entanto, “nada disto é grotesco. Nem o movimento, nem a actuação”. E há outras iniciativas para este dia, confira.


Estamos Todos ? 
Luísa Costa Gomes
«José Pedro Gomes protagoniza a comédia de Luísa Costa Gomes que revela as peripécias de um noivo do dia do próprio casamento. A ajudar à festa, há o gestor da boda, o padre, o futuro cunhado, a ex-mulher e até um inspector da polícia...». É Em Estarreja. . A . . . Ainda: 
Ainda: «Depois do enorme sucesso de “O Último a Rir”, em 2001, a autora, Luísa Costa Gomes, o encenador, Adriano Luz, o cenógrafo, António Jorge Gonçalves, e o ator José Pedro Gomes, voltam a juntar-se em “Estamos Todos?”. “Estamos Todos?” é uma comédia escrita para um ator que se desdobra em múltiplas personagens, cada uma mais hilariante que a outra. Estamos todos convidados a assistir a um espetáculo onde o humor dispensa quaisquer limites».


E sobre as mulheres de quem vimos  a falar, saibamos mais: Luísa Costa Gomes; Adília Lopes.

DIA MUNDIAL DO TEATRO | 27 MARÇO 2015 | MENSAGEM «SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES» | Por Nuno Carinhas




Mensagem da SPA da autoria de Nuno Carinhas para

 o Dia Mundial do Teatro 2015 (27 de Março)

 Inventar a vida todos os dias – compor e ensaiar uma realidade com minúcia de autor, sem deixar que o acaso entre pela porta do cavalo – e acreditar nisso como sendo a grande verdade, que com urgência se propõe à partilha de todos, é o nosso mister.
Apesar de não sabermos do futuro do Teatro, podemos assegurar que está cheio de presente. Isso deve-se à tenacidade dos seus fazedores, aos que não desistem de querer. Eles, os herdeiros mais recentes das memórias mais antigas do mundo; eles, os que transportam o “à flor da pele” da humanidade, em palavras e silêncios que traduzem amores e ódios, reconhecimentos e humilhações, fraternidades e traições. Eles lidam com personagens que argumentam com inteligência, absurdez ou ridículo; que insultam, improperam e chacinam com crueza; que rogam e se compadecem por misericórdia e gratidão; que reclamam o fim de servidões e combatem pela dignidade; que duvidam.

 No teatro – o lugar das Fúrias – exibe-se a beleza e a fealdade, o humano e o inumano, o luxo e a pobreza, o autoritarismo dos déspotas e a rebelião dos povos. Somos convocados para as viagens no comboio fantasma do tempo, dentro da máquina de todos os excessos: acende-se a luz no palco vazio, caixa dos sentidos onde cabem novas paisagens nascidas de todas as artes, para a construção da mais impura. Uma máquina que range de indignação perante as injustiças, as desigualdades e as indiferenças, o analfabetismo e a miséria. O teatro é lugar de obsidiante questionamento, do curso da História e das nossas pequenas histórias: de espectáculo em espectáculo, progredimos insatisfeitos de pergunta para pergunta, até acharmos aquelas – certeiras, justas – de que fala Almada: tão bem perguntadas que “se pensares um bocadinho tens já a resposta a seguir”.
Elaborando as suas ficções, os do Teatro resistem no meio de realidades sociais e políticas adversas, atentos ao revés e à festa, debaixo das bombas ou dos fogos-de-artifício, usando de uma força vital feita de inconformismo e fantasia que tem de ser experienciada à vista dos seus semelhantes, a solo ou em bando, mas em directo – mano-a-mano, corpo-a-corpo, de boca a orelha –, encurtando solidões. No teatro sussurra-se ou grita-se a língua que é linguagem saída dos corpos animados de vontade e de desejo. Aí se exerce a poesia, a retórica ou a conversa fiada do quotidiano. No teatro ouve-se falar sobre o que se ouve dizer ou escuta-se o que nunca se ouvira, desta ou daquela maneira. 
Na sua infinita diversidade, o Teatro de Arte faz parte do património vivo através das novas dramaturgias e das traduções dos clássicos que vêm enriquecer a nossa língua em movimento, a verdadeira moeda de troca entre cidadãos, entre povos, entre culturas – no caso do Português, por esse mundo fora e a crescer. Urge fazer circular o nosso teatro, confrontando-o com outros públicos, abrindo espaço no mapa-mundo do saber.
O Dia Mundial do Teatro é uma chamada de atenção e homenagem a todos os que por ele persistem, que disso fazem prova de vida, todos os que falam, aqueles que o fazem e os que a ele assistem. Ir ao teatro é conceder-se a si mesmo tempo: um tempo que suspende a agitação dos dias utilitários para a partilha de histórias e suas possibilidades, sem nos alhearmos do presente e das lutas que se travam no quotidiano por uma comunidade mais justa, mais igualitária e mais feliz.


NO DIA MUNDIAL DO TEATRO | Feminismo e Teatro




«Contemporary Feminist Theatres is a major evaluation of the forms feminism has taken in the theatre since 1968. Lizbeth Goodman provides a provocative and interdisciplinary study of the development of feminist theatres in Britain. She examines the treatment of key issues such as gender, race, sexuality, language and power in performance.
Based on original research and fresh data, Contemporary Feminst Theatres is a fully comprehensive and admirably clear analysis of a flourishing field of practice and inquiry».


«At last an accessible and intelligent introduction to the energising and challenging relationship between feminism and theatre.
In this clear and enlightening book, Aston discusses wide-ranging theoretical topics and provides case studies including:
* Feminism and theatre history
* `M/Othering the self': French feminist theory and theatre
* Black women: shaping feminist theatre
* Performing gender: a materialist practice
* Colonial landscapes
Feminist thought is changing the way theatre is taught and practised. An Introduction to Feminism and Theatre is compulsory reading for anyone who requires a precise, insightful and up-to-date guide to this dynamic field of study».

«Feminist Theatre Practice: A Handbook is a helpful, practical guide to theatre-making which explores the different ways of representing gender. Best-selling author, Elaine Aston, takes the reader through the various stages of making feminist theatre- from warming up, through workshopped exploration, to performance - this volume is organised into three clear and instructive parts:
* Women in the Workshop
* Dramatic Texts, Feminist Contexts
* Gender and Devising Projects.
Orientated around the classroom/workshop, Handbook of Feminist Theatre Practice encompasses the main elements of feminist theatre, both practical or theoretical».



NO DIA MUNDIAL DO TEATRO 2015 | ALFABETO TEATRAL | «W is for women» | «M é para mulheres»





Este «W is for Women», de 2012,  publicado no The Guardian», é sobre um alfabeto para a actividade teatral Britânica mas pode ser inspirador para reflexão sobre outras realidades, nomeadamente a do nosso País. De notar o ponto de partida de Michael Billington:   «I'd like to assert, as a starting point, that women have played a crucial role in shaping modern British theatre». E em Portugal, como será? Como ilustração, mulheres referidas no trabalho:  

Hoje, 27 de março de 2015, Dia Mundial do Teatro, boa atmosfera para pensarmos estas coisas.