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terça-feira, 1 de setembro de 2015

MARIA BARROSO | No Ciclo «In Memoriam» da Cinemateca em Setembro 2015



«Maria Barroso, atriz e ativista política que morreu em julho, aos 90 anos, é homenageada em setembro na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, com a exibição de três filmes em que participou.  Na próxima semana, a 03 de setembro, a Cinemateca recupera "Mudar de vida", filme de 1966 de Paulo Rocha, no qual Maria Barroso se estreou no cinema. 
No dia 05, passa "Amor de Perdição" (1978) e, no dia 08, "Benilde ou a virgem mãe" (1974), ambos de Manoel de Oliveira. São três dos mais relevantes filmes da filmografia de Maria Barroso, afirma a Cinemateca na programação». Continue a ler no site da TVI24. E diretamente no site da Cinemateca neste endereço. Em particular, sobre «Mudar de Vida»:




«Uma praia de pescadores, o mar que a pouco e pouco vai conquistando a terra. A luta do homem com o mar e sobretudo a luta entre a tradição e o progresso. No centro do drama estão as relações sentimentais, difíceis e quase absurdas que unem um pescador, Adelino, de regresso da guerra de África e duas mulheres, Júlia, uma mulher do mar (à moda antiga), e Albertina, uma operária misteriosa e selvagem. Voltando do Ultramar, Adelino encontra Júlia, a sua antiga namorada, casada com o seu irmão. O drama surge… Albertina, a operária, desafia-o a partir, a Mudar de Vida». Leia mais.



quarta-feira, 8 de julho de 2015

FESTIVAL DE TEATRO DE ALMADA PRESTA HOMENAGEM A MARIA BARROSO

Leia na integra aqui.

Excerto:  «(...)O jovem jornalista apresentou na bilheteira as suas credenciais, recebeu um bilhete, entrou no átrio da grande sala, onde uma considerável parte do público já estava sentada, reconheceu, nos que ainda permaneciam, conversando com agitação, cá fora, escritores, artistas, intelectuais, políticos da oposição. O espectáculo começou. Uma frágil mulher ao telefone tentava, com amargura e impaciência, religar os fios partidos de uma vida. A sua voz era a voz da perplexidade e da angústia da perda, a voz humana. O jovem jornalista ficou fascinado por essa voz que penetrava a consciência, plena de verdade, matizada de cambiantes de cor, veemente e contida, doce e amarga, alegre e triste. O teatro, como então o imaginava, como um acto real de transmissão que proporcionava uma realidade superior, onde as contradições se anulavam, impusera-se aos que presenciavam o ritual e criara essa atmosfera de suspensão do tempo que só os grandes actores tornam possível. De súbito, subitamente de súbito, o sórdido ataque explodiu. Os polícias, vindos da casa do lado, tinham espalhado pela sala frascos de um cheiro de vómitos que anunciava a presença da peçonha que representavam. O público teve de abandonar a sala. Tumulto. Gritos de protestos. Impropérios. Frases indignadas. (...)». Continue a ler.


Maria Barroso e Augusto de Figueiredo em "Benilde ou a Virgem Mãe" de José Régio
 (in site da C.M. de Vila do Conde)