«A primeira "elite" de mulheres que lutou contra a ditadura no pós-guerra nasceu no Movimento de Unidade Democrática Juvenil (MUDJ, 1946-1957). Filhas de juízes, de conservadores, de médicos, advogados, militares, ou de empresários, filhas de oposicionistas, republicanos sobretudo, elas foram jovens escolarizadas à procura de respostas políticas novas, diferentes das de seus pais. Burguesas, muitas universitárias, que arrastaram operárias e trabalhadoras rurais para o MUDJ, com a sua capacidade de liderança e de organização. Este trabalho destina-se a dar visibilidade às raparigas do MUDJ, que arriscaram, estiveram presas, leram livros proibidos, recrutaram, discursaram, militaram nas campanhas, discutiram animadamente nos cafés, e desafiaram até a moral e os bons costumes do tempo, com a sociabilidade mista, que juntava raparigas e rapazes nos passeios no campo, nos piqueniques, ou cantando Lopes Graça. Vai à procura das que começaram a sua vida política no MUDJ e das muitas que passaram da luz à sombra, mesmo quando não desistiram de lutar contra a ditadura». +
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terça-feira, 7 de outubro de 2014
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
TERESA DE SALDANHA
«O livro "Teresa de Saldanha: a obra sócio-educativa", de Helena RIbeiro de Castro, vai ser apresentado este sábado, em Lisboa, na casa mãe da congregação das Dominicanas de Santa Catarina de Sena, que iniciou em 1868.
Teresa de Saldanha (1837-1916) «foi a primeira mulher fundadora em Portugal após a extinção das ordens religiosas. Tinha uma personalidade forte, determinada, organizada, uma notável capacidade de liderança e era trabalhadora, culta e piedosa, valores que imprimiu ao longo da sua vida em todas as acções que realizou, não esquecendo jamais a sua grande paixão a Deus e aos pobres», refere a página da congregação.
«Foi, sem dúvida, uma grande figura feminina que se adiantou ao seu tempo, ao ocupar-se da educação feminina, e que soube corresponder às necessidades impostas pela evolução da sociedade», lê-se na biografia da religiosa portuguesa que à data da morte tinha fundado 27 casas em Portugal, Brasil, EUA, Espanha e Bélgica.
O volume, editado pela congregação e pela Cáritas Portuguesa, é prefaciado pelo diretor do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, António Matos Ferreira, texto que oferecemos aos nossos leitores». Veja aqui.
Apresentação marcada para as 17h30 no Largo de S. Domingos de Benfica, 14.
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